O Feitiço - 4

O Feitiço - 4

Marcelo sorriu quando Juca virou de costas depois de entregar o prato. Um calor lento subiu pela barriga dele, quente e insistente. O Marido de aluguel seguiu o jovem atendente de telemarketing até a sala, o olhar grudado na curva das costas estreitas e no jeito leve que Juca andava. Como dois meninos arteiros, foram comer “escondidos” na sala.
_ Hummm essa galinhada está ótima!
Elogiou Marcelo, a voz mais grave do que pretendia. A comida estava boa mesmo, mas algo mais fazia a boca salivar e seu pau “soluçar” era o cheiro de shampoo e o perfume de Juca.
_ Não é por nada não, mas minha mãe e a Vitória mandam muito bem na cozinha.
Diz Juca.
Respondeu Juca, enfiando o garfo na boca. O olhar de Marcelo acompanhou o movimento, aquela boquinha se abrindo, aqueles lábios rosados brilhando pelo óleo da comida. Marcelo sentiu seu cacete pular e a garganta um pouco seca.
_ Hummmm nossa, isso aqui está bom de mais só faltou uma…
_ Uma coquinha?
Disse Jair entrando na sala com uma coca na mão e Amanda logo atrás com os copos descartáveis.
_ Nossa, mandou muito agora Jair!
Disse Juca.
_ Boa!
Completou Marcelo, aceitando o copo. Juca pegou mais copos que o necessário, pois estavam um dentro do outro e dividiu com Marcelo. Os dedos dele roçaram os de Juca por um segundo. O contato foi mínimo, mas Marcelo sentiu o pau latejar dentro da calça. Que merda é essa? pensou Marcelo, se ajeitando no sofá. Juca nem percebeu. Pra ele, Marcelo era só o cara mais velho, possivelmente casado e hetero.
_ Já descobriram o que vai sair da barriga da Bianca ou ela ainda está falando?
Pergunta Juca.
_ Eu aposto em um alien. Kkkkk
Jair zoou. Amanda deu um tapinha no braço do namorado.
_ Bobo, mas pelo tanto que a Bianca fala no mínimo vai sair um político. Ei olha, é azul a fumaça é azul! Vai ser um menino!
_ Eeeeeeee!!!!!!!
Os gritos vindos da área de fora invadiram a sala, misturando-se aos de la. Marcelo gritou junto, mas o olhar escapou de novo para a boca de Juca rindo e gritando também, o pescoço exposto, a maçã-do-rosto marcada adornada de sardas. O calor na barriga de Marcelo aumentou. Juca, alheio, só batia palma e torcia, sem notar o homem grande ao lado se contorcendo por dentro.
Marcelo terminou de comer elogiando ainda mais a comida, Juca que ainda estava na metade do prato perguntou a Marcelo se ele queria mais, o marido de aluguel pareceu se contrair no sofá de um jeito fofo um homão forte e grande daquele pareceu uma criança.
_ Relaxa Marcelo está em casa vai lá pegar mais na cozinha, minha mãe e a Vitória fizeram muita comida.
_ Está muito bom, mas eu…
_ Vai lá Juca pega mais um prato pro grandão.
Foi quando a porta da sala se abriu sem cerimônia.
Lulu sempre espalhafatoso entra gritando balançando os braços com Emílio logo atrás mais retraído. As marcas roxas ainda visíveis no pescoço dos dois, mais no de Emílio por ser mais branco.
_ Apareceu a margarida! Vem vamos pegar um prato pra vocês e aproveita e me conta o porquê estão chegando agora.
Juca se levantou e Lulu o abraçou pelo pescoço, cheirando a sexo disfarçado de perfume doce.
_ Você não vai acreditar…
Murmurou bem baixo, só para o ouvido de Juca, a voz rouca e molhada de segredo.
Do lado de fora em um canto pouco iluminado encostado no muro…
_ Mor agora que já sabemos que a Bianca vai ter um garotinho, que tal a gente ir pra sua casa e… que tal a gente treinar fazer o nosso?
Diz Júlia acariciando, discretamente o volume do pau de André por cima da calça. André respira fundo jogando a cabeça para trás o pau claramente endurecendo sob os dedos dela. E diz voltando a olhar no fundo dos olhos de Júlia.
_ Eu não quero filhos, pelo menos não agora.
_ Calma ae garanhão, eu disse “treinar” , eu tomo pílula, fica de boa.
Rebate Júlia ainda acariciando o namorado. Do lado de dentro da cozinha Juca observa tudo pela janela enquanto coloca comida no prato e Lulu o confidencializa o ocorrido momentos antes:
— O Emílio chegou no meio boquete que eu estava dando no entregador… ele me pegou de quatro, o outro na minha boca. Depois os dois juntos. Os dois paus dentro de mim ao mesmo tempo. Ainda estou todo aberto, Juca. Ainda sinto eles acredita?
A frase foi curta, mas cravou. Juca sentiu o estômago revirar de inveja quente. A imagem veio nítida demais: Lulu gemendo, os dois homens o usando, o cu esticado. Uma pontada forte desceu direto pro pau. Ele engoliu seco e se afastou um pouco, fingindo normalidade.
— Depois você me conta direito.
Respondeu Juca, com a voz falhando um pouco.
Então vou ali cumprir a Bianca, sua mãe…
Diz Lulu indo para os fundos da casa onde Bianca havia montado um painel e mesa com bolo e doces.
_ Lulu você veio…
Disse a mãe de Juca abraçando Lulu enquanto isso do lado de dentro da cozinha o peito de Juca apertou. A inveja que Lulu tinha plantado agora misturava com outra coisa mais antiga. Enquanto enchia o prato de Marcelo, que tinha aceitado “só mais um pouquinho de comida”, a mente de Juca o traiu.
Imaginou André sem camisa, o peito claro, os pêlos finos. Imaginou a própria boca descendo pela barriga até a cueca, puxando o pau grosso pra fora, engolindo até a garganta doer. Imaginou André gemendo baixo, a mão grande puxando seu cabelo, enfiando fundo, fodendo sua boca com vontade. Depois virando ele de quatro no sofá da sala, cuspindo no cu e metendo de uma vez, as bolas batendo, o corpo quente e pesado por cima. Juca quase sentiu o ar sumir. O pau latejou forte dentro da calça, molhando a cueca. Ele piscou rápido, afastando a fantasia, o rosto quente.
Tudo foi rápido uma fração de segundos enquanto Juca voltava a si dentro da cozinha do lado de fora a mãe de Juca terminava o abraço e beijou o rosto de Lulu, agradeceu por ter vindo e entrou deixando o cabeleireiro conversando com Bianca e Francisco.
_ Nossa porque a Bianca convidou esse viado? Foi você quem trouxe Juca?
Disse a senhora entrando na cozinha.
_ A Vitória comentou hoje quando foi no salão e porque a senhora está falando assim do Lulu ele é super gente boa a gente se conhece desde que nascemos.
_ É meu filho ele é até pode ser gente boa, mas olha… é certo um homem se vestir daquela maneira? Olha o cabelo dele, todo mundo sabe que ele é gay meu filho.
_ Tá mãe e daí qual é o problema que a senhora ainda não falou?
_ Como assim meu filho está ficando maluco? Acabei de falar, acha que homem se deitar com outro homem é normal? Ninguém acha isso certo meu filho. A igreja diz correto é como a Bianca e o Francisco, um homem e uma mulher assim nasce um lindo bebezinho.
_ Que estranho, se bem me lembro a Bianca não é casada com o Francisco o certo não era casar antes de se ter o filho?
Pergunta alfinetando Juca a sua mãe.
_ A garoto são outros tempos! E você quando vai trazer uma garota bonita para ser minha nora e fazer um lindo netinho pra mim?
_ Acho que nunca, por mim já tem gente demais nessa casa.
Diz Juca que voltou para a sala com o prato. Marcelo estava o esperando no sofá, as pernas abertas demais, o olhar baixo demais. Quando Juca se sentou ao lado, seus joelhos se tocaram. Marcelo não se afastou. O calor na barriga do homem mais velho agora era quase dolorido. Ele queria encostar a mão na coxa de Juca. Queria sentir se a pele era tão quente quanto parecia. Mas não fez nada. Só respirou fundo e aceitou o prato.
Juca continuava alheio. Pra ele, Marcelo era só o grandão hetero de trinta e poucos, simpático, com cara de quem nunca tinha olhado pra outro homem na vida. O desejo que crescia do outro lado do sofá passava completamente despercebido, mas estava lá. Quente. Pulsando. Esperando.

Autor: Mrpr2

Ps: Já aconteceu de ter alguém interessado em você, mas você só perceber/ descobrir anos depois?


Foto 1 do Conto erotico: O Feitiço - 4


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Feitiço - 4

Codigo do conto:
275272

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
21/10/2026

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