O Feitiço - 6



O Feitiço – 6

Juca estava sentado à mesa da pequena sala do Mestre Salomão, o celular tremendo entre os dedos enquanto procurava uma foto de André. Quando encontrou aquela em que o rapaz sorria de lado, a camisa aberta no peito, o coração dele apertou tão forte que o aparelho caiu sobre a madeira. As mãos subiram para o rosto e o choro veio sem aviso, quente e vergonhoso.
O Mestre observou em silêncio a foto no celular por alguns segundos, os olhos escuros brilhando sob a luz amarelada das velas. Depois se inclinou para frente, a voz baixa e quase carinhosa:
— Ok… quanto você tem? Quanto está disposto a investir para ter este homem louco por você? Apaixonado, desesperado, obsessivo?
Juca baixou as mãos, o rosto molhado, e perguntou num fio de voz:
— Obsessivo por mim?
— Não é isso que você quer?
Um sorriso trêmulo nasceu nos lábios de Juca. Valores, dias e materiais foram combinados ali mesmo. Juca fez um empréstimo que quase o sufocou só para completar a quantia. O Mestre Salomão se encarregaria de quase tudo… mas três coisas Juca teria de conseguir sozinho: cabelo, cueca usada e sangue de André.
Os dias seguintes se transformaram numa caça silenciosa.
A primeira vitória veio numa tarde quente na praça. Juca já sabia que André e Júlia costumavam namorar no banco sob a figueira, trocando beijos e mãos indiscretas. Ele chegou com uma chave de fenda afiada escondida no bolso da calça, o coração batendo forte. Ao se aproximar, fingiu tropeçar de forma quase teatral, o corpo caindo pesado sobre André. A ponta da ferramenta riscou o antebraço de André num corte superficial e limpo. André soltou um gemido de dor misturado a um “porra!” raivoso.
Marcelo que arrumava a fiação de um letreiro do outro lado da rua veio, mais rápido que um raio correndo ver o que havia acontecido com o ruivo.
Juca, ajoelhado entre as pernas de Andre, tirou do bolso um lenço branco e o pressionou contra o sangue que já escorria.
— Desculpa, desculpa, André… eu não vi o buraco… deixa eu estancar…
André tentou empurrá-lo, irritado, mas Juca insistiu, a mão firme, o polegar roçando de propósito a pele quente e suada do braço. Sentiu o cheiro de André. Suor, perfume e algo mais masculino e por um segundo quase se perdeu ali. Júlia brigou com o namorado:
— Para com isso, André! Não viu que foi sem querer? O Juca só quis ajudar!
_ Juca você está bem?
Pergunta com a voz faltando ar Marcelo.
_ Este idiota está, eu quem foi cortado!
Saiu irritado André com Julia logo atrás.
Juca fez a cara mais triste que conseguiu, se levantou e saiu mancando de mentira. Por dentro, porém, o sorriso era largo: algumas gotas escarlates já manchavam o lenço, quentes e preciosas.
Dois dias depois, Juca chegou do trabalho e viu o casal no salão de Lulu. Entrou como quem não quer nada, elogiando o novo corte de Júlia com excesso de elogios, enquanto os olhos já caíam sobre os fios escuros de André.
— Acho que agora o André precisa de um corte mais moderno… pra combinar com você, né, Júlia?
Júlia adorou a ideia. Começou a cutucar o namorado até ele aceitar, resmungando. Enquanto Lulu trabalhava, Juca se abaixou “para amarrar o cadarço” e, com a destreza de quem já planejara tudo, recolheu um punhado generoso de cabelo de André, escondendo-o no bolso interno da jaqueta. O cheiro ainda estava ali, shampoo e o suor leve do couro cabeludo e Juca teve de morder o lábio para não sorrir demais.
Restava a cueca.
A data do eclipse se aproximava como uma ameaça. Juca descobriu o endereço. Era uma casa pequena, uma das três no mesmo quintal, de paredes descascadas e janelas antigas. Numa noite quente ele pulou o muro baixo, quebrou o vidro da sala e entrou.
O interior cheirava a tinta a óleo e café velho. Nas paredes, pinturas abstratas de André manchas vermelhas e pretas, muitos corpos femininos, apenas uma tela meio que escondida embaixo de outras telas parecia ser de um homem, seria um auto retrato? Ao lado uma tela de Júlia nua, deitada de lado. Juca mal teve tempo de admirar. Ouviu a chave na porta.
Desesperado, correu para o quarto, deu a volta na cama desfeita e se enfiou no guarda-roupa estreito, puxando cobertas e camisas por cima do corpo. O coração batia tão alto que temeu ser ouvido.
André e Júlia entraram. André xingou a janela quebrada, dizendo que deviam ser os filhos do vizinho, e em segundos já estava beijando a namorada com fome. Empurrou-a contra a cama. Júlia caiu de costas, as pernas abertas, o sorriso safado iluminando o rosto.
André se despiu sem pressa a camisa, a calça, a cueca vermelha que caiu a poucos centímetros da porta do guarda-roupa. Ficou nu, o pau já semi-duro, veias saltadas, a cabeça rosada. Montou sobre Júlia, beijando-a com língua e dentes, enquanto as mãos puxavam a blusa dela para cima. Os seios firmes saltaram livres; André os chupou com voracidade, a língua girando nos mamilos já duros, puxando-os entre os dentes até Júlia gemer alto.
Desceu o corpo, arrancou a calcinha dela com um puxão e abriu as coxas. A língua mergulhou direto na xota molhada, chupando o clitóris com barulho molhado, os dedos entrando e saindo enquanto Júlia arqueava as costas, as unhas cravadas nos lençóis, gemendo o nome de André. O cheiro de sexo invadiu o quarto.
Juca, pela fresta estreita, sentia o estômago revirar. Desconforto, ciúmes e uma inveja tão aguda que doía no peito. Queria ser ele ali embaixo. Queria aqueles lábios, aquela língua, aquele pau. A mão dele apertou a própria boca quando André se levantou, alinhou o pau grosso na entrada molhada da buceta de Júlia e enterrou de uma vez só. O gemido dela foi quase um grito. André fodeu com força, as mãos segurando as coxas dela abertas, o pau saindo brilhante de saliva e lubrificação, entrando até o fundo, a pele batendo contra a pele num ritmo selvagem. Júlia gozou primeiro, o corpo tremendo, a xota contraindo visivelmente em volta do pau. André continuou, mais rápido, mais fundo, até gozar dentro dela com um gemido intenso, o corpo inteiro se contraindo.
Foi nesse momento que Juca viu a cueca a centímetros de seus dedos. Abriu a porta do guarda-roupa milímetro por milímetro e a puxou. O cheiro forte de suor, sabão e algo puramente masculino invadiu as narinas dele. Mesmo com o medo gelando a espinha, o pau de Juca endureceu dentro da calça.
André parou de chupar Júlia, já tinha voltado a fazê-lo, e ergueu a cabeça:
_ O que foi? Porque parou? estava tão bom!
Pergunta Júlia.
_ Acho que tem alguém aqui.
_ Aqui? Ficou maluco André? E onde essa pessoa estaria? Está vendo mais alguém aqui?
Juca fica desesperado e coloca a mão com a cueca de André na boca, o cheiro da cueca usada de André invade as narinas de Juca e isso o excita apesar do medo de ser descoberto e tenta pensar em algo rápido.
Júlia riu, se levantou nua, olhou debaixo da cama, na sala, na cozinha. Pediu que André olhasse o banheiro. Depois, ainda ofegante, abriu a porta do guarda-roupa.
Só roupas e cobertas. Juca estava sob elas, o corpo rígido, a mão apertando a cueca contra a boca. Júlia fechou a porta, beijou André de novo e os dois voltaram para a cama. A segunda rodada foi ainda mais barulhenta. André colocou Júlia de quatro, meteu fundo, a mão puxando o cabelo dela, o pau entrando e saindo com força enquanto ela gemia pedindo mais. Juca assistiu a tudo pela fresta, o ciúme queimando, a inveja latejando, o corpo inteiro tenso de desejo e ódio.
Na noite do eclipse, Juca chegou à casa do Mestre Salomão com a sacola. Entregou tudo. O homem conferiu os itens com calma ritualística, cheirou a cueca de André longamente, cortou-a na frente e atrás com uma tesoura enferrujada.
— Me dê a sua cueca.
Constrangido Juca o fez e Salomão fez o mesmo com a cueca do rapaz cortando na frente e a traz e a devolveu para Juca.
— Veste.
Juca ficou quase nu, apenas com a cueca rasgada com seu pau semi-duro de nervosismo saindo pra fora. Seguiu o Mestre pelos fundos da casa. O terreiro estava escuro, iluminado apenas por três tochas dispostas em triângulo. No centro, um círculo perfeito de sal grosso.
— Fique no centro do círculo. Este coco seco representa a cabeça do André.
O coco seco foi colocado no chão. Papel com o nome e a data de nascimento de André e os pedaços das cuecas cortados.
Salomão corta um pouco de cabelo de Juca, pega uma linha vermelha e entrega ao rapaz.
Agora você vai cruzar essa linha nos cabelos dele e seu em forma de cruz pensando nele e vocês juntos um acariciando o cabelo um do outro, tocando nos pelos do corpo um do outro. Faça!
Quando Juca terminou , Salomão colocou os cabelos enrolados dentro do coco, junto com ervas escuras, a água do coco e mel. O Mestre, nu sob a capa preta, vestiu a cueca de André deixando seu pau duro para fora pelo buraco deixado na cueca. Salomão pediu para Juca esticar a mão e quando o rapaz o fez o cortou com uma adaga e colocou o lenço com o sangue de André sobre o corte. Juca gritou. Salomão colocou o lenço com o sangue dentro do coco também. O coração de bananeira veio por cima.
Segurando o coco seco junto com Juca disse para o rapaz repetir as palavras.
_ Seu coração é meu André, seus pensamentos são todos meus André. Você não tem paz se não está comigo, você não tem sossego se não ouve minha voz, o ar parece não entrar em seus pulmões se estiver longe de mim, seu coração aperta se não estiver ritmado com o meu. Minhas palavras te acalmam, meu cheiro te excita, minha pele te aquece meu beijo te traz alegria. Toda mulher que você gostava fede, toda voz feminina que você gostava agora te irrita, todo toque de mulher que você gostava agora te enoja, porque você é meu e não consegue pensar em outra coisa a não ser em mim.
As palavras do encantamento foram repetidas três vezes, a voz de Juca tremendo, o corpo coberto de suor frio.
Salomão espalhou parte da mistura de dentro do coco pelo corpo nu de Juca peito, costas, bunda, pau com mãos firmes e proprietárias.
_ Ei, o que você está fazendo?
Gritou Juca empurrando Salomão.
_ Estou fazendo o que me pediu, trazendo o André para você, estou misturando a essência dele em você, mas agora vem a parte final do ritual se você não quiser fazer não faça mas não vai adiantar nada do que foi feito até agora, não devolverei o dinheiro e ele não ficará com você.
_ O que precisarei fazer?
Salomão amarrou a foto de André na própria face e ordenou:
— Agora imagine que eu sou ele e me beije!
Juca beijou a foto.
— Agora imagine que eu sou o André, você vai transar com ele agora.
_ Não, não vou fazer isso! Seu louco!
_ Olhe para o céu o eclipse vai começar se não fizer agora não vai acontecer.
Juca não vendo outra saída se entregou ao ritual. Salomão pegou a mão de Juca e colocou em seu pau e Juca começou a masturba-lo, Salomão fez o mesmo em Juca.
Salomão deitou no chão sobre a capa com seu pau em riste disse a Juca
_ Agora vem vamos consumar o ritual cavalgue em mim.
Juca a contra gosto sentou sobre Salomão, sentiu seu cu sendo penetrado mas fez o que lhe foi orientado. A penetração doeu, mas ele se forçou a relaxar, a imaginar Salomão era André.
Juca foi relaxando e o pau de Salomão logo estava todo alojado dentro dele. Juca começou a rebolar apoiando as mãos no peito peludo de Salomão.
_ Isso rebola, diga meu nome diga que sou o André, me peça para fude lo!
_ Isso André, me fode, mete tudo! Mete! Me fode!
_ Você é de quem?
_ Eu sou seu André e você é meu?
_ Repete!
O eclipse no auge Salomão masturbou Juca com seu pau cravado no cu do garoto que não se conteve e gozou no peito melando os pelos de Salomão que gozou fundo no cu de Juca.
Os dois ficaram ali grudados um no outro até o fim do eclipse. Depois, Salomão se levantou, abriu um buraco no centro do círculo e enterrou o coco e o coração de bananeira e por cima colocou uma vela preta de sete dias. Com os nomes de Juca e André entalhados na vela.
— Vá embora. Não tome banho até amanhã depois do primeiro raio de sol. E aguarde.
Juca voltou para casa no escuro, o corpo ainda cheirando a ervas, sexo e sangue. Forrou a cama com uma toalha, deitou-se de lado e tentou dormir. Não conseguiu. O cu ainda latejava com a memória do que acabara de acontecer e várias perguntas passando por sua mente.

Autor: Mrpr2

Foto 1 do Conto erotico: O Feitiço - 6


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Feitiço - 6

Codigo do conto:
275640

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
26/10/2026

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