Eu me chamo Lara Mendes. Tenho vinte e cinco anos, cabelos castanhos escuros que costumo prender num coque baixo durante as sessões, olhos verdes um pouco cansados e um corpo que ainda mantém as curvas que tinha na faculdade: seios firmes de tamanho médio, cintura marcada, coxas grossas e macias, e uma bunda redonda e pesada. Estava solteira há quase um ano e meio. Zero sexo. Zero beijos. Zero toques. Só eu, o consultório e uma solidão que começava a corroer as bordas da minha ética profissional. Theo tinha dezoito anos. Quase um metro e noventa, ombros largos, mãos grandes, cabelo preto bagunçado, pele clara, olhos castanhos escuros que quase nunca me enfrentavam. Virgem. Inseguro. E com um pênis de vinte centímetros grossos que o aterrorizava. Eu sabia exatamente o que estava fazendo de errado. Desde a primeira sessão eu reconheci os sinais. A transferência clássica: ele me via como a mulher segura, a figura que não ria, que não julgava. E eu… eu sentia a contratransferência crescer como uma febre baixa. Cada vez que ele baixava a cabeça, cada vez que a voz dele tremia ao falar de rejeição, algo em mim respondia. Não era só empatia. Era desejo. E o pior: era desejo alimentado pelo próprio tabu. Eu conhecia o código de ética de cor. Artigo 1º, inciso… eu podia recitar. A relação terapêutica é sagrada. O poder é assimétrico. O paciente está em posição de vulnerabilidade. Qualquer envolvimento sexual é exploração. É abuso de confiança. É crime ético. Eu podia perder o registro, o consultório, a carreira inteira. E ainda assim, na sexta sessão, quando ele confessou o tamanho, eu senti um calor baixo e sujo entre as pernas. — Vinte centímetros… e grosso — ele murmurou, envergonhado. — Eu tenho medo de magoar. Eu anotei no prontuário com mão firme, mas por dentro a mente já estava em outro lugar. Eu imaginei a largura. Imaginei a dificuldade de encaixar. Imaginei o peso. E me odiei por imaginar. Na sessão seguinte ele foi mais longe. — A senhora é a única mulher com quem eu consigo falar de verdade. Às vezes eu penso… se fosse com a senhora… talvez eu conseguisse. Só para saber como é. O silêncio que se seguiu não foi só constrangimento. Foi o momento em que eu escolhi. Eu senti o tabu se quebrar dentro de mim como um osso. Havia uma voz racional gritando: “Encerre a sessão. Encaminhe. Denuncie a si mesma se precisar.” Mas havia outra voz, mais baixa e mais antiga, que sussurrava: “Você está há um ano e meio sem ser tocada. Ele quer. Você quer. Quem vai saber?” Eu respondi, com a voz profissional que ainda conseguia forçar: — Vamos pensar nisso com calma na próxima semana. Mas eu já sabia. Na sessão seguinte eu tratei a porta. O clique da tranca soou como uma sentença. Eu me olhei por um segundo no reflexo da janela fechada e vi a mulher que eu estava me tornando: não a psicóloga, mas alguém que usava o título de psicóloga para justificar o desejo. — Tira a calça — eu disse. Quando o pau dele apareceu, grosso, veias saltadas, a cabeça larga e brilhante, o tabu se tornou físico. Eu me ajoelhei. O carpete arranhou meus joelhos. Eu envolvi a base com as duas mãos — os dedos nem se tocavam — e levei a cabeça à boca. O gosto salgado, o calor, a largura forçando meus lábios… tudo isso acontecia enquanto uma parte de mim observava de fora, fria, analítica: Você está chupando o pau do seu paciente. Você está usando a vulnerabilidade dele. Você está destruindo a confiança terapêutica por um orgasmo. Mas a outra parte, a parte que estava com a boca cheia, só conseguia pensar em como era bom. Em como o gemido baixo e quebrado dele me excitava precisamente porque era proibido. Porque ele me chamava de “doutora” mesmo enquanto eu engolia a cabeça grossa. Porque o poder estava invertido e, ao mesmo tempo, não estava: ele era virgem, eu era a mulher mais velha, eu detinha o conhecimento, a experiência, a autoridade. E eu estava usando tudo isso para fodê-lo. Eu chupei com lentidão deliberada, sentindo cada centímetro, cada veia, o pré-gozo escorrendo na minha língua. A cada gemido dele, a culpa e o prazer se misturavam até ficar impossível separar. Eu pensava: Isso é errado. Isso é o pior tipo de errado. E ao mesmo tempo minhas calças íntimas estavam encharcadas. Quando eu me levantei, levantei a saia e puxei a calcinha de lado, a racionalização final se formou clara na minha cabeça: Eu estou ajudando. Ele precisa de alguém que não tenha medo. Eu sou a única que pode fazer isso de forma segura. Se não for eu, ele vai continuar traumatizado. Era mentira. Eu sabia que era mentira. Mas era a mentira que eu precisava para descer sobre ele. A cabeça larga abriu minha entrada com uma pressão intensa, quase dolorosa. Eu desci devagar, centímetro por centímetro, sentindo as paredes se esticarem, o preenchimento absoluto. Quando sentei por completo, o senti batendo fundo, e um gemido saiu da minha garganta misturado com um pensamento nítido: Eu acabei de deixar meu paciente de dezoito anos me foder no sofá do consultório. O tabu latejava tão forte quanto o pau dentro de mim. Cada pequena movimentação do meu quadril era um crime ético. Cada gemido dele era uma prova. Eu balancei apenas o suficiente para sentir a fricção grossa, para sentir como eu estava completamente tomada — não só fisicamente, mas moralmente. Eu tinha cruzado a linha e, pior, estava gozando com o cruzamento. Ele gozou rápido, jatos quentes e abundantes enchendo-me, escorrendo logo em seguida pela minha coxa. Eu continuei sentada, sentindo as contrações dele, o líquido quente, e a realização fria e clara: Eu não era mais a psicóloga dele. Eu era a mulher que tinha usado o consultório, a autoridade e a solidão para tomar o que queria. Quando desci, as pernas tremendo, o gozo escorrendo, eu olhei para o rosto dele — alívio, medo, gratidão — e senti as duas coisas ao mesmo tempo: o prazer sujo de ter quebrado o tabu, e o começo lento e inevitável da culpa que eu sabia que viria depois. — Eu… não magoei a senhora? — ele perguntou, a voz ainda trêmula. Eu ajuste a saia. O tecido gruda na pele molhada. — Não — respondi. A voz saiu baixa, quase profissional de novo. — Você só precisava de alguém que não tivesse medo. Mas por dentro eu pensava outra coisa, mais honesta e mais feia: Eu que precisava. E usei você para conseguir. O tabu médico não tinha sido apenas quebrado. Tinha sido chupado, penetrado e gozado por dentro. E eu já sabia que não seria a última vez.
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