Meu nome é Bia, tenho 24 anos e, se me perguntarem a poucos meses atrás, diria que meu casamento era perfeito. Mas a vida tem dessas reviravoltas silenciosas, não é? Sou professora de uma escola durante o dia, amo meus alunos, a sensação de estar construindo algo bom para o futuro. Mas o salário de professora... bom, vocês sabem como é. Por isso, há seis meses peguei um outro trabalho, em um escritório de contabilidade, duas noites por semana. Só que meu marido, o Lucas, acha que vou toda noite.
— Hoje como foi o dia, amor? — ele pergunta quase adormecido quando enfim chego em casa.
O cheiro dele misturado com o lençol limpo me acalma. Eu deito ao lado dele, ainda vestindo o perfume do escritório, o cheiro de café vencido do filtro da copa.
— Normal, querido. Cheio de planilhas e números — minto, sentindo o peso da falsidade se instalar entre nós.
Temos o costume de andar nus em casa, pois adoramos nos exibir. Lucas é orgulhoso do seu corpo, e eu também sou. Adoro sentir o olhar dele em mim quando passo pelo corredor, quando saio do banheiro com a toalha na cintura. Meu corpo é meu cartão de visitas, minha vaidade me move. Seios fartos, cintura fina, bunda durinha e pernas que malham há anos na academia. E Lucas... Lucas tem um motivo de sobra para se orgulhar. Seu pau é grande, 18 centímetros bem grossos, moreno como ele. Nossas noites, quando acontecem, são intensas.
Mas nas últimas semanas, algo tem mudado. Sinto falta dos olhares dele durante o dia. Sinto falta daquele desejo explícito que me fazia sentir a mulher mais desejada do mundo. Comecei a reparar mais os homens na rua, no escritório. E foi lá que o vi.
Ele se chama Rafael. É um dos sócios do escritório onde trabalho. Branquelo, alto, e tem o jeito calmo de quem está no controle de tudo. No início, foram apenas olhares casuals no corredor. Mas uma noite, quando eu estava me preparando para ir embora, ele me chamou na sala dele.
— Beatriz, você poderia me ajudar com algo antes de ir? — o nome formal soou estranho em seus lábios.
Entrei e fiquei surpresa. Ele estava sozinho, o escritório já vazio. A luz da sua mesa criava um halo em torno dele.
— Claro, qual é o problema?
— A planilha de orçamento. O sistema não está aceitando os valores.
Aproximei-me da cadeira dele para ver melhor o monitor. Senti seu perfume, algo limpo, discreto. E senti o calor de seu corpo. Quando me curvei sobre o ombro dele, meu cabelo roçou seu rosto. Ele não se moveu.
— Está aqui — apontei no monitor, meu braço quase tocando o dele. — O sistema está configurado para vírgula, mas você está usando ponto. meu decote deixou meu seio a mostra.
Ele virou a cabeça, nosso rostos a poucos centímetros. Seus olhos eram azuis, muito claros na penumbra do escritório.
— Obrigado. Você sempre tão atenciosa.
Seu olhar percorreu meu rosto e desceu lentamente até meu colo, antes de voltar aos meus olhos. Foi um olhar longo, intenso. Um olhar que não era profissional. E eu não me afastei. Pelo contrário, meu corpo respondeu, sentindo um calor crescer na minha barriga.
— É... é meu trabalho — consegui dizer, minha voz um pouco falha.
Ele sorriu, um canto da boca para cima. Sua mão desceu lentamente da cadeira e repousou no meu joelho, por cima da saia. Não foi um toque ousado, nem grosseiro. Foi uma afirmação. Como se dissesse: sei que você está sentindo isso também.
Fiquei parada por mais alguns segundos, sentindo o peso da mão dele, a energia que emanava dele. Então, sem dizer nada, me endireitei e saí da sala. Meu coração batia forte quando peguei minha bolsa. Ao passar pela porta de novo, ele me olhou diretamente nos olhos.
— Boa noite, Beatriz.
— Boa noite, Rafael.
Na rua, o ar frio da noite não conseguiu apagar o calor que eu sentia. O sabor daquela proximidade ficou comigo o caminho todo. Ao chegar em casa, Lucas já estava dormindo, como sempre. Deitei ao lado dele, mas não consegui dormir. Ficava revivendo o toque de Rafael, o olhar dele. E, pela primeira vez, uma imagem clara se formou na minha mente: como seria o pau dele? Eu sabia o que queria, sem dúvida. Branco, com a cabeça rosada e grande parecendo um cogumelo, daqueles que arrebenta quando entra. E meu instinto dizia que seria grande. Muito maior que o do Lucas. E essa ideia, esse desejo proibido, me encheu de uma excitação que eu não sentia há meses. Meu casamento, que parecia tão sólido horas antes, agora tinha uma rachadura. E eu, curiosamente, não sentia medo. Sentia apenas uma antegosta perigosa. tive que ir ao banheiro. Me sentei no vaso e abri minhas pernas. Minha buceta molhada, senti o aroma e lambi meus dedos, gozei muito. Chorei de prazer. Meu marido dormia a dois passos de mim. Mas eu estava pensando em outro.
***
Durante os dias seguintes, a escola foi uma névoa. Eu corrigia provas, dava aulas, mas minha mente estava em outro lugar. Revi o momento com Rafael mil vezes. Na terça seguinte, quando eu entrei no escritório, meu coração já estava acelerado. Ele não estava na recepção. Passei por sua sala. A porta estava fechada. Me senti decepcionada, o que foi ridículo. Bem hoje que ate vim sem calcinha e sutia.
Trabalhei focada na minha mesa, tentando ignorar a expectativa. Por volta das nove da noite, quando o escritório estava quase vazio, minha porta se abriu.
— Ainda acordada, Beatriz?
Era ele. Usava uma camisa de botão com os dois primeiros botões abertos, revelando um pouco do peito branco. Pude ver o mamilo.
— Tenho que terminar este relatório — respondi, tentando parecer casual.
Ele entrou e fechou a porta atrás de si. O clique da fechadura soou alto demais no silêncio.
— Você está sempre trabalhando até mais tarde.
— É assim que as coisas funcionam por aqui, não é?
Ele andou até a minha cadeira, parando atrás de mim. Colocou as mãos nos meus ombros. Seu toque era firme, quente. Fez uma pressão suave com os polegares, massageando a tensão que eu nem sabia que tinha ali.
— Você está sempre tão tensa — disse ele, a voz baixa perto do meu ouvido. — Deveria relaxar mais.
Fechei os olhos. Seu toque se espalhava por meu corpo como uma onda. Seus polegares desceram pelas minhas costas, traçando a linha da minha coluna por cima da blusa.
— Talvez eu devesse — murmurei, minha voz já não parecia a minha.
Ele inclinou-se, seu rosto perto do meu pescoço. Senti seu hálito quente na minha pele.
— Eu conheço um jeito de relaxar.
Seu beijo foi suave no início, nos contornos do meu pescoço. Depois, tornou-se mais insistente, mais úmido. Uma mão dele desceu do meu ombro, desceu lentamente pelo meu braço, até encontrar a minha mão que estava no mouse. Entrelaçou nossos dedos. Com a outra mão, ele afastou meu cabelo e beijou a nuca. Um calafrio percorreu minha espinha. Eu me virei lentamente na cadeira para enfrentá-lo.
Seus olhos azuis estavam escuros de desejo. Não disse nada. Apenas me levantei. Ele ficou de pé a minha frente. Olhei para ele, para a boca dele, para o pulsar na garganta. E decidi.
Levantei a mão e toquei o rosto dele. Senti a barba por fazer. Ele fechou os olhos e se inclinou na minha mão. Deslizei os dedos pelos lábios dele. Então, ele abriu os olhos e pegou minha mão. Levou-a até a boca e beijou as minhas pontas dos dedos, uma por uma. A língua dele, úmida e quente, saiu e lambeu a minha polpa digital. Meu corpo inteiro estremeceu.
— Sabia que seria assim — disse ele, a voz rouca. — Desde a primeira vez que te vi.
Ele me puxou para mais perto. Seu corpo era forte contra o meu. Pude sentir o endurecimento dele contra minha barriga. Através da calça dele, pude sentir o tamanho dele. Era grande. Exatamente como eu imaginara.
— Você quer isso, não quer, Beatriz? — sussurrou ele, os lábios quase roçando os meus. — Quer saber como é?
Em vez de responder, o beijei. Foi um beijo faminto, desesperado. Nossas línguas se encontraram, lutaram. Suas mãos desceram pelas minhas costas até meu bumbum, apertando com força. Eu o agarrei pelo cabelo, puxando-o para mais perto. O mundo exterior desapareceu. Só existíamos nós dois ali, naquele escritório escuro, com os cheiros de papel, de café e de desejo.
Ele me afastou um pouco, o olhar queimando.
— A sofa no meu escritorio é mais confortável que esta cadeira — disse ele.
Eu apenas balancei a cabeça, incapaz de falar.
Ele pegou minha mão e me levou pela sala. Passamos pela porta dele e entramos num quarto anexo, um escritório com um sofá e.
Ele fechou a porta e me encostou nela. Começou a desabotoar minha blusa, lentamente, como se estivesse desembrulhando um presente. Meu coração batia forte. Quando a blusa se abriu, ele parou e olhou. Eu não estava usando sutiã. Meus seios ficaram expostos, os mamilos duros.
— Perfeito — sussurrou ele.
Abaixou a cabeça e levou um mamilo à boca. Sugerou com força, envolvendo-o com a língua. O prazer foi agudo, direto na minha buceta, que já estava molhada. Passei as mãos pelo peito dele, desabotoando a camisa. Quando a abri, vi o corpo branco dele, com alguns pelos no peito. Fiz o caminho inverso, levando a boca ao peito dele, mordiscando o mamilo duro. Ele gemeu.
Com as mãos, ele levantou minha saia. Quando viu que eu não estava usando calcinha, ele respirou fundo.
— Cadelinha — disse ele, e o insulto soou como um elogio. — Veio preparada.
Ajoelhou-se na minha frente. Abriu minhas pernas com as mãos. E então, pela primeira vez, eu vi o pau dele. Ele tinha abaixado o zíper e tirado da calça. Era branquelo, exatamente como eu sonhava. E era enorme. Mais comprido uns 20cm e mais grosso que o do Lucas. E a cabeça... a cabeça era rosada, grande, inchada, parecendo um pequeno cogumelo prestes a explodir. Um pingo de brilho saiu da ponta.
— É isso que você queria, não é? — perguntou ele, segurando o próprio pau, movendo a pele para trás e para frente. — É isso que você veio procurar aqui?
Eu balancei a cabeça, a boca seca. Ele sorriu.
— Então venha pegar.
Ele se sentou no sofá, as pernas abertas, o pau enorme apontando para o teto. Eu caminhei até ele, a saia enrolada na cintura, a blusa aberta. Ajoelhei-me entre as pernas dele. Ele pegou minha cabeça com as duas mãos.
— Abra a boca.
Eu obedeceu. Ele guiou a cabeça do pau dele até meus lábios. Era quente, macia. Deslizei a língua pela fresta, provando o gosto levemente salgado dele. Ele gemeu alto. Empurrei a cabeça dele para dentro, sentindo-a preencher minha boca. Era grande, muito grande. Tive que abrir a maxila para caber. Comecei a movimentar a cabeça para cima e para baixo, lambendo com a língua, sentindo a textura dele, as veias saltadas. Ele começou a mover o quadril, fodendo minha boca.
— Isso, Beatriz. Chupa essa rola. Chupa como uma putinha.
Eu o peguei com mais força, sentindo a ponta dele bater na minha garganta. As lágrimas escorreram dos meus olhos. Eu nunca tinha feito isso com tanta vontade, com tanta fome. Lucas gostava, mas com Rafael era diferente. Era transgressão, era poder.
Ele me puxou pelos cabelos.
— Sobe. Quero te provar agora.
Ele me deitou no sofá, minhas pernas penduradas na beira. Ajoelhou-se no chão. Olhou para minha buceta exposta, molhada, brilhante.
— Que buceta linda — disse ele. — Toda essa por mim.
E então ele me comeu. Não foi delicado. Foi voraz. A língua dele era dura, rápida. Ele chupou meu clitóris, meteu a língua dentro, lambeu tudo. Eu me contorcia no sofá, as mãos agarradas no tecido, gemendo alto. Nunca ninguém tinha me comido daquela forma, com aquela fome. Eu era o jantar dele. E ele estava devorando tudo.
Quando eu senti o orgasmo se aproximando, uma onda quente subindo pelas minhas pernas, eu gritei.
— Vou gozar! Rafael, vou gozar!
Ele não parou. Pelo contrário, chupou com mais força, dois dedos entraram em mim, encontraram o ponto certo. Eu explodi. Um grito saiu da minha garganta, meu corpo arqueou, meu prazer inundou tudo. Por longos segundos, só existiu aquela sensação, aquele branco quente que me consumiu.
Quando voltei a mim, ele estava sobre mim, o pau duro na minha entrada.
— Agora é a minha vez — disse ele, a voz rouca. — Vou te foder até você não andar direito.
Empurrou com força. A cabeça enorme do pau dele entrou, abrindo caminho. Doeu um pouco, um estiramento delicioso. Ele entrou devagar, centímetro por centímetro, me enchendo por completo. Eu nunca tinha me sentido tão cheia, tão tomada. Quando ele finalmente me encheu toda, ele parou.
— Sente isso? Sente o quanto você queria isso?
Sim. Eu sentia. Sentia na minha alma.
Ele começou a se mover. Lentamente no início, depois mais rápido. Cada golpe era profundo, atingindo lugares que nem sabia que existiam. Ele pegou minhas pernas e colocou nos ombros dele, abrindo mim completamente. O ângulo mudou, e o prazer ficou ainda mais intenso.
— Meu Deus! — eu gemia. — Mais! Não pare!
Ele foi implacável. Os golpes dele eram fortes, ritmados. O sofá rangeava com cada movimento. O cheiro do sexo preenchia o ar, misturado com o perfume dele. Eu olhei para ele. O rosto dele estava contorcido de prazer, os olhos fechados. Ele era lindo assim, perdido no seu desejo. Por mim.
— Vira — disse ele de repente, puxando o pau de mim.
Eu obedeci, ficando de quatro no sofá. Ele entrou por trás, com uma força que me fez gritar de novo. Segurava meu quadril com força, puxando-me contra ele a cada golpe. A bolsa dele batia no meu clitóris, aumentando o prazer. Eu estava no meu limite de novo.
— Vou gozar de novo! — avisei.
— Goza então — ele disse, ofegante. — Goza no meu pau.
E eu gozei. Dessa vez, foi diferente. Foi mais intenso, mais profundo. Meu corpo tremia, minhas pernas fraquejaram. Mas ele não parou. Continuou fodendo, mais rápido agora, mais desesperado. Até que ele gemeu alto.
— Onde quer que eu goze? — perguntou ele.
— Dentro — eu gritei. — Goze dentro de mim!
Ele deu mais alguns golpes profundos e então parou. Senti o calor do prazer dele enchendo mim, um jato quente e poderoso. Ficamos assim por um tempo, ele ainda dentro de mim, ambos ofegando, suados.
Ele deixou vagarosamente o pau ir amolecendo dentro de mim. Senti o líquido quente escorrendo para fora, escorrendo pelas minhas coxas. Ele se sentou no sofá ao meu lado, a cabeça inclinada para trás. Eu me posicionei e limpei seu pau todo antes de irmos
— Isso foi... — ele começou.
— Increível — completei eu.
Ele se virou e me olhou. Seus olhos azuis estavam claros novamente. Houve um silêncio.
— Você tem que voltar para ele, não é? — perguntou ele, a voz suave.
A menção de Lucas foi como um balde de água fria. O mundo real, com suas consequências e suas mentiras, bateu na porta daquele escritório.
— Sim — disse eu, a voz pequena. — Ele vai... ele vai achar estranho se eu demorar muito.
Ele assentiu. Não havia julgamento nos olhos dele, apenas uma compreensão triste.
— Você é uma mulher casada, Beatriz. Eu sei.
Eu comecei a me arrumar. A blusa, a saia. Meus dedos tremiam. Me sentia suja, usada. E, ao mesmo tempo, incrivelmente viva. Quando estava pronta, ele estava vestido também, de pé.
— Vou te deixar ir primeiro — disse ele. — Daqui a uns dez minutos, eu saio.
Fui até a porta. Nao via a hora de chegar em casa e beijar meu esposo com o gosto que estou na boca.antes de abrir, me virei.
— Rafael...
— É?
— Obrigada.
Ele sorriu, um sorriso genuíno, sem ironia.
— A qualquer hora, Beatriz. A qualquer hora.
Saí do escritório e caminhei até o estacionamento. A noite nunca pareceu tão escura. O ar nunca pareceu tão frio. Meu corpo doía de um jeito bom, um lembrante físico do que tinha feito. Mas era minha mente que estava mais confusa.
Quando cheguei em casa, a luz da sala estava acesa. Lucas estava sentado no sofá, vendo TV. Ele virou quando ouviu a porta.
— Amor! Você demorou hoje.
Ele sorriu. E aquele sorriso, aquele sorriso que eu sempre achei o mais lindo do mundo, agora parecia diferente. Parecia ingênuo. Fui até ele e o beijei. Beijei com uma força que não era apenas saudade, era desculpa. Era culpa. Senti o gosto de Rafael ainda na minha boca.
— Desculpe, querido. Trabalho pesado hoje.
Ele abraçou minha cintura.
— Vamos pra cama, então. Você precisa descansar.
Ele não sabia. Ele não tinha ideia de que eu tinha acabado de ser fodida por outro homem. Que o cheiro dele, o suor dele, o gozo dele ainda estavam comigo. Fui para o banheiro enquanto ele se arrumava. Olhei no espelho. Minha face estava corada, meus lábios inchados. Uma mulher diferente estava me olhando de volta.
Lavei o rosto, tentando apagar as provas. Mas não adiantava. A traição não estava na minha pele, estava na minha cabeça. Quando saí, Lucas já estava na cama. Deitei ao lado dele. Ele virou para mim e passou a mão na minha bunda.
— Nossa, você está tão quente hoje — disse ele, a voz sonolenta. — Tudo bem?
Deitei de costas para ele, o coração na garganta.
— É só o cansaço, amor.
Ele não insistiu. Em poucos minutos, estava roncando suavemente. Eu fiquei acordada, olhando para o teto. O cheiro do Lucas, familiar e seguro, se misturava com a memória do cheiro de Rafael, perigoso e excitante. Pela primeira vez na minha vida casada, eu tinha um segredo. E, meu Deus, como aquele segrado era eletrizante. Passei a mão na minha barriga, descendo até a minha buceta. Estava inchada, dolorida. E ainda molhada. Com o dedo, senti um pouco do gozo dele que ainda escorria de mim. Levei o dedo à boca. Era o gosto da minha traição. E era delicioso.
Na manhã seguinte, o sol me encontrou acordada. Quase não dormi. Lucas se levantou, me deu um beijo de despedida.
— Te amo, viu? — disse ele na porta.
— Eu também te amo — nao menti, mas tambem nao era totalmete verdade.
A frase, que antes era tão verdadeira, agora soava oca. Quando ele saiu, fiquei sozinha na casa silenciosa. E a solidão trouxe a memória. Tudo voltou com uma clareza dolorosa: o toque dele, a visão daquele pau branquelo, a sensação dele me enchendo, os gritos que dei. Eu precisei fazer algo. Algo para me distrair. Fui ao meu celular, procurei o número do escritório. Pedi para falar com Rafael.
— Alô? — a voz dele ao telefone fez minha barriga apertar.
— Sou eu. Beatriz.
Houve uma pausa.
— Sabia que você ligaria — disse ele. — Não consegui pensar em mais nada.
— Eu... eu preciso te ver de novo.
— Esta noite?
— Sim. Eu... vou dizer que preciso trabalhar até mais tarde. Fui convidada para um jantar na casa de um cliente.
Outra mentira. Ficava cada vez mais fácil.
— Boa mentira — disse ele, como se estivesse lendo meus pensamentos. — Meu escritório, às oito?
— Não — eu disse, a coragem brotando de algum lugar escuro dentro de mim. — Não no escritório. Em algum lugar... neutro.
Ele pensou por um momento.
— Eu sei de um lugar. Um hotel discreto na avenida central. Mando o endereço pelo zap.
— Certo.
— E Beatriz?
— Sim?
— Vista algo bonito. Algo que eu possa rasgar com os dentes.
Desliguei o telefone, tremendo. O que eu estava fazendo? A pergunta pairava no ar, mas eu já sabia a resposta. Eu estava me entregando a um desejo que eu nem sabia que existia. Um desejo por mais, por diferente, por proibido.
O dia passou numa névoa. Na escola, fui automática. Em casa, preparei-me como nunca me preparei antes. Um banho demorado, depilação completa, perfume nos lugares certos. Escolhi um vestido vermelho, justo, curto, que marcava cada curva do meu corpo. Sem calcinha. Sem sutiã. Quando me olhei no espelho, vi uma mulher que eu não reconhecia completamente. Uma mulher perigosa.
Quando Lucas chegou, quase engasguei.
— Uau! Caramba, amor! Onde é esse jantar assim? Você tá um espetáculo!
A admiração nos olhos dele me deu um choque de culpa e, ao mesmo tempo, uma onda de poder. Eu estava linda para outro homem, e meu marido estava me elogiando sem saber.
— É um cliente importante, querido. Tenho que causar uma boa impressão — menti, a voz firme.
Ele me beijou, a mão descendo pelas minhas costas até o bumbum.
— Com certeza vai. Cuidado com os lobos, hein?
Se ele soubesse.
Ele saiu e esperei quinze minutos antes de pegar um taxi. O endereço que Rafael mandou era de um hotel de boutiques, chique, mas discreto. Na recepção, o homem me passou uma chave sem fazer perguntas. O quarto era no último andar. Entrei e fechei a porta. O quarto era enorme, com uma cama king-size no centro, coberta com lençóis brancos. Uma garrafa de vinho gelado e dois copos estavam na mesa.
A porta se abriu atrás de mim. Era ele. Rafael. Usava um terno escuro que o fazia parecer ainda mais imponente. Ele fechou a porta e trancou. Seus olhos azuis percorreram meu corpo vestido de vermelho.
— Eu falei para vestir algo bonito — disse ele, a voz baixa. — Mas eu não esperava por... isto.
Ele andou até mim. Não me tocou. Apenas contornou, me observando como uma obra de arte.
— Gire — ele ordenou.
Eu obedeci, sentindo o peso do olhar dele sobre mim. Quando fiquei de frente para ele de novo, ele deu um passo à frente. Levantou a mão e tocou o decote do meu vestido. Seu dedo desceu lentamente pelo tecido, até a barra na altura da coxa.
— Tão bonito — murmurou ele. — Mas tão no caminho.
vamos pedir algo para beber vai que achamos algo a mais para nos hj.
Ele parou e um sorriso malicioso surgiu em seu rosto. — Antes de mais nada... vamos precisar de energia para o que vem por aí.
Rafael pegou o telefone e ligou para a recepção. Enquanto falava, seus olhos não se desgrudaram de mim. Eu fiquei parada no meio do quarto, sentindo a energia elétrica entre nós.
— Sim, pode enviar para o suite 1001. Uma garrafa de uísque, dois copos e... traga também um pouco de gelo. Obrigado.
Ele desligou e guardou o telefone na mesa. — Uísque parece mais apropriado para a noite que temos pela frente, não acha? Um drinque forte para uma noite forte.
Eu apenas balancei a cabeça, incapaz de falar.
Alguns minutos depois, uma batida na porta. Rafael fpediu para o Garcon entrar, era um homem polaco que dava para ver o volume naquela calça social, ate mais bonito e mais gostoso que rafael, assim eu sentia. Ele entregou a garrafa de uísque e os copos, mas antes de sair, Rafael o chamou.
— Espere um minuto, André — disse Rafael, lendo o crachá do homem. — Eu e a senhorita estamos comemorando um negócio fechado hoje. Que tal nos ajudar a celebrar? O nome dele era André ele era polonês e tinha uns 30 anos.
André hesitou, olhando para mim e depois para Rafael. Eu pude ver o interesse em seus olhos quando ele me avaliou. Ele era do tipo alto, cabelos loiros escuros e olhos verdes, com um corpo bem definido que se destacava sob o uniforme.
— Se... se o senhor quiser — gaguejou ele. — Mas eu não deveria...
— Não se preocupe — interrompeu Rafael, pegando a garrafa e servindo três copos de uísque. — Ninguém vai saber. Estamos só amigos aqui, celebrando.
Ele entregou um copo para André e outro para mim. André pegou o copo, seus dedos um pouco trêmulos.
— Saúde — disse Rafael, erguendo seu copo. — Aos novos... negócios.
Cliqueamos os copos. O uísque queimou minha garganta, mas eu engoli sem hesitar. André bebeu também, o olhar dele agora mais direto, mais ousado.
— Então, André — começou Rafael, sentando-se na beira da cama. — Você trabalha aqui há muito tempo?
— Há uns dois anos, senhor. É um bom lugar de trabalho.
— E você... já teve algum... cliente interessante? — perguntou Rafael, a voz cheia de insinuação.
André engoliu em seco. Olhou para mim, que continuei parada, segurando meu copo.
— Às vezes — respondeu ele, a voz baixa. — Mas nunca... nada como a senhora.
Rafael sorriu, um sorriso satisfeito.
— Bem, a sorte está do seu lado tonight. Porque nós... nós estamos procurando por algo diferente, nessa hora eu queria mas me assustei com o convite sem me perguntar. Algo mais... animado.
Rafael se levantou e caminhou até André, que parecia um animal encurralado. Rafael pegou o copo da mão de André e o colocou na mesa. Então, ele fez algo que me deixou sem fôlego. Colocou a mão na calça de André, bem no meio, onde eu podia ver o volume.
— E você, meu amigo — disse Rafael, a voz um sussurro. — Você tem o que procuramos?
André pareceu congelar por um segundo. Então, algo nele mudou. Seus ombros relaxaram, e um sorriso lento, confiante, se espalhou por seu rosto. Ele não estava mais intimidado. Estava no controle.
— Tenho, sim — disse ele, a voz agora firme. — E mais.
Ele olhou diretamente para mim.
— A senhora quer ver?
Eu balancei a cabeça, sentindo meu coração martelar no peito. Esta era uma noite que eu nunca imaginei que viveria. Um hotel, um homem que eu tinha acabado de trair meu marido com, e agora, um terceiro, um estranho, prestes a se juntar a nós.
André se afastou de Rafael e caminhou até mim. Parou à minha frente. Seus olhos verdes queimavam.
— Desabotoe — ele ordenou.
Com mãos trêmulas, eu desabotoei a calça dele. Quando a abri, o que vi me fez perder o fôlego. O pau dele, ainda semi-ereto dentro do boxer, era ainda maior que o de Rafael. E era branco, pálido, quase translúcido. A veia grossa corria pelo comprimento dele.
— Tira — ordenou ele de novo.
Eu obedeci, puxando o boxer para baixo. O pau dele saltou para fora, ereto agora. E era magnífico. Mais de 22 centímetros, com a cabeça rosa e brilhante, maior até que a de Rafael. Parecia uma escultura.
— Você gosta? — perguntou ele, a voz rouca.
— Sim — eu sussurrei. — É... é lindo.
Rafael se aproximou, seu pau já duro novamente.
— Então prove. Prova o que eu trouxe para você.
Eu não hesitei. Ajoelhei-me na frente de André e levei a cabeça enorme do pau dele à boca. Era diferente do de Rafael. A pele era mais suave, o gosto mais limpo. Ele gemeu quando o envolvi com meus lábios.
Enquanto eu chupava André, Rafael se ajoelhou atrás de mim. rasgou meu vestido, expondo meu corpo todo, na hora pensei como vou voltar para casa sem roupa agora. Ouvi o som de um zíper, e senti o pau dele, duro e quente, contra minha bunda.
— Continua chupando — disse Rafael. — Não pare.
Ele me deu uma palmada na bunda, um estalo alto que me fez pular. Depois, ele começou a me lamber, a língua dele explorando meu rabo, descendo até minha buceta. Eu estava em êxtase. Um pau na minha boca, uma língua na minha buceta. Era mais, muito mais do que eu jamais sonhei.
— Deixa ela respirar um pouco, Rafael — disse André, puxando a cabeça dele pelo cabelo. — Minha vez de provar o outro lado.
Eles me deitaram na cama, André entre minhas pernas, Rafael ao meu lado. André entrou em mim com um movimento lento, poderoso. Eu gritei, a dor e o prazer misturados. Ele era enorme, me enchendo de uma forma dolorida e deliciosa. Rafael, por sua vez, ofereceu seu pau à minha boca. Eu o peguei com avidez, sugando enquanto André começava a me foder com um ritmo lento e profundo.
Eles se alternaram. Primeiro André, depois Rafael. Depois os dois juntos. Um na minha boca, outro na minha buceta. Era caótico, animal. E eu amava cada segundo. Eu era o centro daquele universo de prazer, o objeto do desejo deles. E eu nunca me senti tão poderosa.
A certa altura, eles me colocaram de quatro. Rafael embaixo deitado entrou na minha buceta, enquanto André, depois de lubrificar bem o rabo com a boca e com os dedos, começou a entrar lentamente no meu rabo. Eu nunca tinha feito sexo anal. A dor foi intensa, um estiramento queimante. Mas quando ele finalmente entrou todo, a dor se transformou em um prazer diferente, mais profundo, mais visceral.
Eles se sincronizaram, fodendo meus dois buracos ao mesmo tempo lentamente. Eu era um barco sendo sacudido por duas ondas poderosas. Meus gritos encheram o quarto. Meus seios balançavam a cada movimento.
— Você gosta disso, não gosta? — sussurrou Rafael no meu ouvido. — Gosta de ter dois paus ao mesmo tempo, sua putinha?
— Sim! — eu gritei. — Sim! Amo!
Eles continuaram, implacáveis. O suor escorria dos nossos corpos, o quarto cheirava a sexo, a uísque, a transpiração. Até que, juntos, eles gozaram. Senti o calor deles me enchendo por dentro, um em cada buraco. Foi demais. Eu vim de novo, um orgasmo tão violento que meus olhos se fecharam e meu corpo ficou mole.
Ficamos assim por um longo tempo, os três entrelaçados na cama suada. Quando finalmente conseguimos nos separar, eu estava exausta, dolorida, e incrivelmente satisfeita.
— Você... você foi incrível — disse André, me beijando suavemente.
— Incrível de se foder — corrigiu Rafael, com um sorriso.
nisso demos inicio a segunda sessao, agora com tudo ja laceado quem tomou as redeas fui eu que estava louca de tesao e ainda nao saciada. Pus os dois de pé na frente da cama e fui pro meu joelhos. Peguei os dois pau ao mesmo tempo na minha boca. Era um desafio. Eles eram grandes demais para caberem juntos, mas eu forcei. Minha boca se abriu ao máximo, meus lábios se esticaram. Eu os lambia, os sugava, sentindo o gosto de mim mesma neles, o gosto deles um do outro.
Logo, eu estava encharcada, o cheiro deles impregnado na minha pele. Eu era a puta deles, e eu amava.
Empurrei eles de volta para a cama. Agora era minha vez de comandar. Subi em Andre, encaixando o pau dele na minha buceta, e me inclinei para frente.
— Agora você — disse para Rafael. — Entra no meu rabo.
Ele não hesitou. Com a ajuda do lubrificante, ele entrou. Dessa vez, não doeu. Foi só prazer. Um prazer intenso, avassalador. Eu estava no controle agora, movendo meu corpo, os fodendo ao meu ritmo.
— Mais rápido! — eu gritei. — Fodam-me mais rápido!
Eles obedeceram. Eles se moveram dentro de mim como se fossem uma só pessoa, um único ser com dois paus. A cama batia contra a parede com uma força que eu tinha certeza que podiam ouvir no andar de baixo. Mas eu não me importava. Deixei meus gritos saírem, sem vergonha, sem medo.
Quando eu finalmente vim, foi diferente. Foi como se meu corpo se desintegrasse, como se minha alma saísse do meu corpo por um segundo. Foi um prazer tão intenso que era quase doloroso. Eles continuaram com frequencia e intensidade, quando foram gozar pedi para fazerem na minha boca. Abri a boca e eles esvaziaram seus sacos em mim. O gozo deles, quente e salgado, encheu minha boca, escorreu pelo meu queixo. Eu engoli o que pude, o resto lambi dos meus dedos, dos lábios deles.
Caí na cama, exausta. Não conseguia mais me mover. Meu corpo estava dolorido, minha garganta arranhada, mas eu nunca me senti tão viva. Eles deitaram ao meu lado, um de cada lado, me abraçando. Ficamos em silêncio por um longo tempo, apenas ouvindo nossas respirações ofegantes.
— A gente precisa ir, André — disse Rafael finalmente. — Nosso turno termina em breve.
André se sentou, o corpo ainda suado.
— Foi... inesquecível — disse ele, olhando para mim. — A melhor gorjeta que já recebi.
Rafael riu.
— Foi mais que uma gorjeta, meu amigo. Foi uma experiência.
André se vestiu, olhando para mim de vez em quando, um sorriso satisfeito no rosto. Quando ele se foi, ficou só eu e Rafael no quarto. Ele se virou para mim.
— Então — disse ele. — Satisfaz seu desejo?
— Por enquanto — respondi, a voz rouca. — Mas acho que abri uma caixa de Pandora.
Ele me beijou, um beijo lento, profundo.
— Sentei o cheiro de você em mim — ele sussurrou. — Vou lembrar disso por muito tempo.
A realidade começou a voltar. Meu vestido rasgado. O que eu ia usar para voltar para casa?
Rafael pareceu ler meus pensamentos.
— Não se preocupe — disse ele, levantando-se. Ele pegou o telefone. — Mande para o quarto um roupão. O maior que tiverem.
Desligou e se virou para mim.
— Vamos tomar um banho. Você cheira a sexo. E não é uma coisa boa para voltar para o marido.
Fui até o banheiro com ele. O banheiro era enorme, com uma banheira que podia caber quatro pessoas. Ele encheu a banheira com água quente e espuma. Entramos juntos. A água quente relaxou meus músculos doloridos. Ele me lavou, o sabão deslizando pela minha pele, seus dedos explorando cada curva, cada dobra. Foi íntimo de uma forma diferente do sexo. Foi carinhoso.
Quando saímos, o roupão estava na cama. Era de hotel, branco e felpudo. Eu o envolvi no corpo, sentindo o tecido macio na pele.
— Eu preciso ir — disse ele, se vestindo. — Você... como vai voltar para casa?
— Vou pegar um taxi.
— Toma — ele disse, tirando uma nota de cem do bolso e colocando na mesa. — Para o taxi e... para qualquer outra coisa que você precise.
Eu peguei a nota. Era dinheiro de prostituta. Mas eu não me senti como uma. Eu me senti como uma mulher que tinha pego o que queria.
Ele foi até a porta. Antes de sair, se virou.
— Beatriz?
— Sim?
— Isso não foi a última vez.
Ele saiu, e eu fiquei sozinha no quarto. O cheiro deles ainda estava no ar, na minha pele. Olhei para o roupão branco, para o dinheiro na mesa, para a cama desfeita. O que eu tinha feito?
A resposta veio como uma onda, quente e inegável. Eu tinha vivido. Eu tinha me entregue a um desejo que eu nem sabia que existia. E eu não me arrependia.
Peguei o taxi em silêncio. O motorista não me fez perguntas. Quando cheguei em frente ao meu prédio, paguei e sai. O roupão branco era estranho sob a luz da rua. Subi as escadas, meu coração batendo forte.
A porta do meu apartamento estava trancada. Eu não tinha a chave. Tinha deixado na bolsa, junto com o vestido rasgado. Bati na porta, suavemente no início, depois com mais força. Nenhuma resposta. Lucas devia estar dormindo profundamente.
Me sentei no chão, do lado de fora da minha porta, vestindo apenas um roupão de hotel. A ironia da situação não me escapou. Ali estava eu, a esposa professora, a mulher honesta, uma traidora sem-teto, mesmo tendo um teto esperando por ela do outro lado da porta.
Não sei quanto tempo fiquei ali. Meia hora? Uma hora? O tempo perdeu o sentido. O que importava era o som das minhas lembranças. O eco dos gritos no quarto de hotel. A sensação de estar completamente, inegavelmente viva.
O dia começou a clarear. O primeiro raio de sol me atingiu como um sopro de acusação. Logo, o mundo ia acordar. Meus vizinhos iriam sair para trabalhar. E eu estaria aqui, um testemunho silencioso da minha própria noite perdida.
E foi nesse momento, sozinha no corredor silencioso, que a verdade caiu sobre mim. Não foi apenas o sexo. Foi o poder. A sensação de ser desejada, de ser o centro do universo de dois homens, de comandar a situação. No meu casamento, eu era a esposa, a professora, a parceira. Com eles, eu era... eu era simplesmente EU. E essa versão de mim era assustadoramente viciante.
O sol da manhã já estava forte quando a porta se abriu. Era Lucas, de cabelo despenteado, olhando para mim com confusão.
— Bia? O que... o que aconteceu? Por que você está... e o que é esse roupão?
Ele me ajudou a levantar. Suas mãos em mim eram gentis, preocupadas. E por um segundo, a culpa quase me quebrou.
— Tive... um problema com o vestido, querido — comecei, a mente corrida, inventando a história. — Na hora de ir embora do jantar, alguém derrubou vinho em mim. Tive que comprar um roupão no hotel para voltar para casa. E quando cheguei, eu tinha perdido a chave. Não queria te acordar.
Ele olhou para mim, e por um momento, achei que ele não ia acreditar. Mas ele apenas suspirou e me abraçou.
— Coitada. Você deve estar exausta. Vamos para dentro.
Ele me levou para o quarto. Me sentou na cama.
— Mas... sua bolsa, seu celular?
— Deixei tudo no hotel. Vou ligar para lá mais tarde.
Ele me beijou na testa. Seu cheiro, familiar e seguro, me envolveu.
— Vou fazer um café. E depois... você me conta tudo sobre esse "jantar de cliente".
Ele saiu do quarto. Fui até o armário, nao peguei nada pois em casa nao usamos nada. Fui ao banheiro e me olhei no espelho. Meu rosto estava pálido, com olheiras profundas. Meus lábios estavam inchados. Havia pequenas marcas roxas no meu pescoço e nos meus seios. Amassados de dentes. Lembranças da boca de Rafael, de André.
Lavei o rosto com água fria, tentando apagar as provas. Mas as marcas estavam lá. E na minha cabeça, as marcas eram ainda mais profundas.
Quando voltei para o quarto, Lucas estava esperando com uma xícara de café.
— Sente-se — disse ele, pondo-se de joelhos na minha frente. — Agora, me conta a verdade. O que aconteceu de verdade?
Meu coração parou. Ele sabia. O jeito dele de olhar... ele sabia.
— O que você quer dizer, amor? — respondi, a voz trêmula.
— Bia, nós somos casados. Eu te conheço. Eu sei quando você está mentindo. Esse jantar... essa história de vinho... tem algo mais.
Respirei fundo. Este era o momento. A hora da verdade. Eu podia contar tudo. Podia chorar e me desculpar e talvez, só talvez, nós conseguíssemos superar.
Mas então, as imagens vieram à minha mente. O pau branquelo de Rafael. A cabeça rosada. O tamanho imenso de André. A sensação de ter os dois ao mesmo tempo. O poder que senti, o prazer que me consumiu. E a decisão foi tomada.
— Não foi nada, Lucas. Realmente. Foi só um jantar estressante. E a história do vinho é verdade. Eu... eu só estou muito cansada. E com vergonha de ter perdido a chave e te incomodado.
Ele me olhou por um longo tempo. Seus olhos buscavam a verdade nos meus. E eu me forcei a manter o olhar, a não piscar, a não demonstrar nada.
Finalmente, ele suspirou e se levantou.
— Tudo bem. Se você diz que foi isso. Mas... Bia, nós precisamos conversar. A gente não se vê mais. A gente não... fica junto. Eu sinto sua falta.
A culpa me atingiu como um soco. Mas foi uma culpa amortecida, distante.
— Eu também sinto sua falta, querido.
— Então... vamos resolver isso. Vou pedir para trocar meu turno. Vamos ter mais fins de semana juntos. Vou até tentar sair mais cedo alguns dias.
Ele estava tentando. Ele estava se esforçando para salvar nosso casamento. E eu, do outro lado, já havia o traído de forma irreparável, e já estava planejando minha próxima transgressão.
— Isso seria ótimo, amor — disse eu, a voz cheia de uma falsidade que me doía.
Ele se inclinou e me beijou. Um beijo de marido, um beijo de casa. Enquanto ele me beijava, eu não sentia o cheiro dele. Sentia o cheiro de Rafael e André, o cheiro do hotel, o cheiro da traição.
***
Aquela semana foi um inferno de mentiras e aparências. Lucas, cumprindo a promessa, conseguiu alterar sua escala. Na quinta-feira, ele chegou em casa cedo, com um sorriso nos lábios e uma caixa de pizza.
— Surpresa! — disse ele. — Pensei que a gente podia... ter uma noite só nossa, como antigamente.
Eu o beijei, o coração pesado.
Ele estava tentando tão arduamente. Ele estava lutando por nós. E eu estava traindo-o não apenas com o corpo, mas com a alma.
— Que ótimo, amor! — disse eu, a voz alegre, falsa.
Comemos pizza no sofá, assistimos a um filme. Lucas tentou me fazer rir, me contando histórias do trabalho. Eu sorria, mas minha mente estava em outro lugar. Revi as mensagens no celular que eu tinha apagado, mas que estavam gravadas na minha memória. Mensagens de Rafael. Mensagens de André. Eles queriam me ver de novo. Todos os três juntos.
Quando o filme terminou, Lucas me puxou para o colo.
— Sabe... eu senti sua falta disso também — disse ele, beijando meu pescoço.
Seu beijo era gentil. Familiar. Seguro. E, de repente, senti um nojo avassalador. Não era dele. Era de mim. Daquela situação.
Ele começou a desabotoar minha blusa. Eu o deixei. Ele me beijou, levou-me para o quarto. Fizemos amor. E foi uma palavra exata: amor. Foi doce. Foi carinhoso. Foi vazio. Eu fechei os olhos e tentei me concentrar. Tentei sentir algo. Mas tudo o que eu via era o quarto de hotel. Tudo o que eu sentia era o peso dos dois paus, a dor e o prazer do sexo anal, o gosto do gozo na minha boca.
Lucas gemeu e gozou. Eu fingi um orgasmo, um arqueado dramático que ele acreditou. Depois, ele me abraçou, satisfeito.
— Eu te amo, Beatriz — disse ele, a voz embargada de sono.
— Eu também te amo, Lucas.
A frase saiu automática. Um reflexo condicionado. Mas dentro de mim, algo estava rachando de forma irreparável. O amor que eu sentia por ele agora convivia com um desejo por outro tipo de vida, por outro tipo de prazer. E não havia espaço para os dois.
No dia seguinte, ele foi trabalhar. E eu, pela primeira vez, não hesitei. Liguei para o hotel. Pedi para falar com André.