MINHA PRIMEIRA TRAIÇÃO — A PRIMEIRA VEZ COM MEU SOGRO
Há 14 anos, quando eu tinha 18 anos e ele 19, fizemos aquela que foi talvez a viagem mais importante da minha vida. Não era nada de extraordinário: uma simples ida à praia com os pais dele, na casa de veraneio da família. Eu estava no início do meu primeiro relacionamento sério, cheia de sonhos, inseguranças e uma vaidade imensa. Era loira, magra, e adorava me sentir bonita e admirada. E naquela viagem, pela primeira vez, eu me senti realmente mulher. A casa de praia deles era ampla, com vista para o mar e uma piscina que refletia o sol da manhã como um espelho líquido. Mal chegamos, ele, meu namorado, já tirou a camisa e correu para a piscina. Fiquei na varanda com os pais dele, observando. A mãe dele, uma mulher atraente e confiante, sorriu para mim. — Não fica aí parada, menina. Vamos nos arrumar para curtir o sol. Foi quando ele apareceu. O pai do meu namorado. Na época, ele devia ter uns 56 anos, mas levava a idade com uma dignidade impressionante. Pele clara, bronzeada pelo sol constante, corpo forte e bem cuidado. E o mais impressionante: usava apenas uma sunga azul justa que não deixava nada à imaginação. Não era vulgar, mas era impossível não notar. O volume na sunga dele era, sem dúvida, muito maior que o do meu namorado, então ainda um adolescente em comparação. Ele passou por nós, cumprimentou a esposa com um beijo no rosto e me olhou nos olhos. — Bem-vinda, pequena. Fico feliz que tenha vindo. Aquela palavra, "pequena", soou estranhamente íntima vindo dele. Eu murmurei um "obrigada", sentindo o rosto esquentar. Ele sorriu, um sorriso lento, e seus olhos percorreram meu corpo por um segundo. Um segundo que para mim durou uma eternidade. Nos dias seguintes, aquela cena se repetiu. Ele circulava pela casa quase sempre de sunga, exibindo aquele corpo que não tinha vergonha de mostrar. E eu comecei a perceber os olhares dele. Não eram olhares de sogro para nora; eram olhares de homem para mulher. Olhares que me faziam sentir dividida entre o constrangimento e uma satisfação profunda, uma excitação secreta por ser observada por aquele homem mais velho, maduro, com a presença marcante que meu namorado ainda não possuía. Numa tarde, a mãe dele me convidou para ir às compras na cidade. — Vamos comprar uns biquínis novos para nós. Está na hora de renovar o guarda-roupa de verão. Na loja, ela pegou um biquíni fio-dental vermelho, ousado e minimalista. — Este é para mim. O Ricardo adora. Agora, deixe-me ver o que ficaria bem em você. Ela escolheu um azul-claro, do mesmo estilo. Eu hesitei. — Acho que é muito ousado... — Bobagem. Você tem corpo para isso. Além do mais, é para usar na casa e na praia deserta. Ninguém vai se importar. Quando voltamos para casa, meu namorado tinha saído com uns amigos que encontrou na praia. A mãe dele, Clara, estendeu os pacotes sobre o sofá da sala. — Bom, agora a melhor parte. Vamos experimentar para mostrar ao Ricardo quando ele chegar. Fui para o quarto trocar, o coração batendo forte. Quando voltei para a sala, me senti completamente exposta. O tecido era mínimo, mal cobrindo o essencial. Clara estava com seu biquíni vermelho, e lá estava ele, Ricardo, sentado na poltrona, lendo um jornal. Ele abaixou o jornal quando entramos, e seus olhos se fixaram em mim. O silêncio na sala ficou pesado, carregado de eletricidade. — Uau. Que linda. As duas estão esplendorosas — disse ele, a voz um pouco mais grossa que o normal. Ele se levantou e se aproximou. — Deixa eu ver melhor essa peça azul. Fica perfeita na sua pele. Seus olhos percorreram minhas pernas, meus quadris, meu busto. Senti um calafrio percorrer minha espinha. Ele estendeu a mão e tocou levemente no fio do lado do biquíni. — Tecido bom. Mas o melhor é o modelo. Seus dedos roçaram minha pele na altura do quadril. Um toque breve, quase acidental, mas que queimou como fogo. — Dê uma voltinha para mim ver o conjunto — pediu ele. Eu obedeci, me sentindo como modelo em um desfile privado. Quando dei as costas para ele, senti o peso do seu olhar em mim. Naquele momento, Clara disse: — Bom, vou ver se o jantar está pronto. Não demoro. E ela saiu da sala, me deixando sozinha com ele. O ar ficou mais denso ainda. Ele continuou olhando para mim, e eu notei algo que fez minha respiração prender. Na sunga preta que ele usava, havia um contorno nítido, uma ereção evidente que ele não se preocupou em esconder. Era delicioso, proibido, excitante. — Você está crescida — disse ele, a voz baixa. — Mais mulher do que sua idade sugere. Eu não sabia o que dizer. Fiquei ali, em silêncio, sentindo o poder que tinha sobre aquele homem. Ele deu um passo em minha direção, mas antes que pudesse fazer ou dizer algo mais, ouvimos a porta abrir e meu namorado chegar. — Opa, que horas são? Já cheguei atrasado para o espetáculo? — brincou ele, sem ideia da tensão que quebrava ali na sala. Aquele momento ficou suspenso no ar, uma promessa não cumprida. Mas algo dentro de mim mudou para sempre. Pela primeira vez, eu não era apenas a namorada do filho dele. Eu era uma mulher desejada. No dia seguinte, na praia, a tensão continuou. Eu e Clara estávamos deitadas na esteira, enquanto meu namorado e Ricardo entravam na água. Observava os dois, o contraste entre os corpos. A juventude atlética do meu namorado e a maturidade potente do pai dele. Quando eles voltaram, a água escorrendo pelos corpos, meus olhos se fixaram em Ricardo. A sunga branca, molhada, colava ao corpo, revelando o desenho claro do seu membro. Era impossível não olhar, não comparar. Eu precisei respirar fundo antes de falar. — Amor, você pode me acompanhar até a casa? Esqueci meu livro lá. Ele resmungou, cansado. — Ai, amor... Acabei de chegar da água. Deixa pai te levar, por favor? Ele ia voltar logo anyway para pegar as cervejas. Ricardo olhou para mim, um brilho nos olhos. — Claro que levo. Vamos agora mesmo. Ele aceitou tão rápido que meu coração quase saiu pela boca. O livro era apenas uma desculpa, uma desculpa para ficar a sós com o namorado, mas agora quem ia me levar era ele. E eu não fazia ideia do que faria quando estivéssemos sozinhos. O caminho de volta para a casa foi silencioso. Não o silêncio desconfortável, mas um silêncio carregado de expectativa. Cada passo na areia quente, cada barulho das ondas, parecia ampliar a tensão entre nós. Ao entrarmos na casa, o ar mais fresco me fez estremecer. Ele fechou a porta atrás de nós. — Onde está o livro? — perguntou ele. Eu menti. — No quarto de hóspedes. Foi onde eu deixei minha bolsa. Subimos as escadas em silêncio. No quarto, a luz do sol entrava pela janela, iluminando poeiras que dançavam no ar. Ele ficou na porta, observando enquanto eu fingia procurar o livro inexistente. — Acho que não está aqui — disse eu, me virando para ele. Ele não respondeu com palavras. Apenas me olhou, um olho profundo, avaliador. O silêncio se estendeu, grosso, palpável. Eu podia ouvir meu próprio coração batendo, um ritmo acelerado que ecoava em meus ouvidos. Ele deu um passo para dentro do quarto — Sabia que você ia inventar uma desculpa para ficar sozinha com meu filho porque deve estar querendo algo que nao da para fazer quando estamos em casa com voces — disse ele, a voz um sussurro rouco. A corrente subiu pelo meu pescoço. — Não foi bem assim — murmurei, sem convencer. Ele deu outro passo, agora bem perto de mim. Eu podia sentir o calor do corpo dele, sentir o cheiro de sal e protetor solar. — Mas você ficou feliz que fui eu que trouxe você. Não era uma pergunta. Era uma afirmação. Eu não neguei. Apenas balancei a cabeça, sentindo as lágrimas de nervosismo e excitação se formarem nos meus olhos. Ele levantou a mão e tocou meu rosto, os dedos traçando a linha da minha mandíbula. — Você é uma mulher muito bonita. E muito perigosa. Seu rosto se inclinou lentamente, e eu não me afastei. O primeiro beijo foi suave, quase tímido eu quiz fugir. Mas logo se aprofundou, tornou-se faminto, desesperado. Seus lários eram firmes, experientes, e eu me entreguei completamente, respondendo com a mesma intensidade. As mãos dele desceram pelas minhas costas, parando nos meus quadris, puxando-me contra ele. Eu senti a dureza dele pressionando contra meu ventre, uma prova inegável do desejo que eu havia despertado. Era real, estava acontecendo, e eu não queria que parasse. Ele me afastou um pouco, os olhos brilhando. — Tem certeza disso? Eu nem pensei em responder. Apenas o puxei de volta para outro beijo, mais audacioso dessa vez, com minha língua encontrando a dele. Era como eu nunca tinha sido beijada antes. Era dominador e possessivo, mas também me dava uma sensação de poder. Eu estava no controle, mesmo estando completamente rendida. Suas mãos encontraram o nó do meu top de biquíni e o desataram com facilidade. O tecido caiu, e meus seios ficaram expostos para ele. Ele contemplou-os por um momento antes de inclinar-se e tomar um mamilo na boca, sugando, mordiscando levemente. Uma onda de prazer percorreu meu corpo, e eu gemi contra o cabelo dele. Ele me guiou até a cama, e eu caí de costas, com ele por cima de mim. a parte de baixo era so puxar de lado se precisa-se se queria. Ele tirou a sunga com um movimento rápido e, meu deus, era maior do que eu havia imaginado. Grande, grosso, com a cabeça larga e proeminente. Fiquei hipnotizada por um segundo, comparando-o mentalmente com o do meu namorado — mais fino, menor, com a cabeça rosada. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, e eu as abri para ele sem hesitação. Ele se inclinou, o peso do corpo dele sobre o meu, e me beijou novamente enquanto suas mãos exploravam cada centímetro da minha pele. — Você é incrivelmente molhada — sussurrou ele no meu ouvido, passando um dedo pela minha entrada. Eu dei um gemido abafado, arqueando as costas para encontrar o toque dele. Era verdade. Eu nunca tinha estado tão excitada na minha vida. Ele desceu pelo meu corpo, beijando meu estômago, minhas coxas, até chegar entre minhas pernas. O primeiro toque da língua dele em meu clitóris foi um choque elétrico. Eu gritei, minhas mãos agarrando os lençóis. Ele sabia o que estava fazendo, movendo a língua em círculos, depois em movimentos rápidos para cima e para baixo, enquanto inseria um dedo, depois dois, dentro de mim. O prazer se construiu rapidamente, uma onda crescente que me ameaçava afogar. Eu estava perdida nele, no momento, na proibição daquilo tudo. Quando o orgasmo me atingiu, foi com uma força que eu nunca tinha experimentado, me fazendo gritar o nome dele sem pensar nas consequências. Ele não parou. Continuou me levando ao clímax uma segunda vez, uma terceira, até eu estar completamente exausta, suplicando por misericórdia. Só então ele subiu, seu rosto brilhando com os meus fluidos. Ele me beijou, e eu pude sentir o meu gosto em seus lábios. — Agora é a minha vez — disse ele, a voz rouca de desejo. Ele se posicionou entre minhas pernas, e eu senti a cabeça do pênis dele contra minha entrada, quente e pulsante. Ele entrou devagar, com cuidado, permitindo que meu corpo se adaptasse ao tamanho dele. Era uma sensação de plenitude incrível, quase dolorosa, mas absolutamente deliciosa. Eu senti cada centímetro dele entrando em mim, preenchendo-me de uma forma que ninguém nunca havia preenchido antes. Era como ele tivesse sido feito para mim, apesar de toda a loucura da situação. Ele começou a se mover, lentamente no início, depois com mais força e ritmo. Cada golpe era profundo, atingindo lugares dentro de mim que eu nem sabia que existiam. Eu o envolvi com as pernas, puxando-o para dentro de mim, querendo mais, sempre mais. Nossos corpos se moviam suados, escorregadios. Os sons da nossa respiração, dos nossos gemidos, do nosso corpo se encontrando enchiam o quarto. Era primal, animal, absolutamente real. Ele me virou, me colocando de quatro. Eu senti a entrada dele de um ângulo novo, ainda mais profundo. Ele segurava meus quadris com força, puxando-me contra ele a cada golpe. eu gritava de tesao ele sabia me fuder como ninguem, era de dar inveja ao seu filho, que apesar de ser gato, ele não tinha a mesma experiencia dele, ele era bruto e me dava prazer, me tratava como uma vadia, e eu gostava, eu gemia alto, pedia mais pica, pedia pra ele socar mais forte, ele ria e dizia: - essa buceta é minha agora, sua vadia. Ele me agarrou pelo cabelo e puxou minha cabeça para trás, forçando-me a olhar para ele por cima do ombro. — Diga quem é o dono dessa buceta — ele gemeu, seus golpes ficando mais selvagens. — Você! Você é o dono! — gritei, sem pensar. Ele pareceu gostar da resposta, pois seus golpes ficaram ainda mais profundos, mais rápidos. Eu estava perdida em um nevoeiro de prazer, incapaz de pensar em qualquer outra coisa além da sensação dele dentro de mim, me possuindo, me reivindicando. Ele se inclinou e sussurrou no meu ouvido: — Quer experimentar algo novo? (eu torcendo para nao ser meu cuzinho nessa vez, quem sabe outra hora) Eu apenas gesticulei com a cabeça, incapaz de formar palavras coerentes. Ele lubrificou seu dedo com meu próprio suor e o passou levemente sobre meu ânus, em círculos suaves. Uma nova onda de excitação me percorreu. Eu nunca tinha feito isso antes, mas naquele momento, eu estava disposta a experimentar qualquer coisa com ele. Ele lubrificou o dedo com meu suor e o pressionou lentamente contra meu ânus enquanto seu pau estava socado em minha buceta. A dor inicial deu lugar a um prazer intenso quando ele entrou completamente. Era diferente, mais intenso, mais proibido. Ele se moveu lentamente, permitindo que eu me acostumasse à sensação, depois aumentou o ritmo. O prazer era avassalador. Eu senti outro orgasmo se aproximando, mais forte que todos os anteriores. Quando ele me atinge, foi com uma força que me fez ver estrelas, meu corpo tremendo incontrolavelmente. Ele me acompanhou, gemendo meu nome enquanto encontrava seu próprio clímax dentro de mim. Sentir sua ejaculação quente me encheu de uma satisfação primal, uma sensação de completude. Nós caímos na cama, ofegantes, cobertos de suor e outros fluidos. O ar no quarto estava denso com o cheiro do sexo. Permanecemos em silêncio por um longo tempo, apenas ouvindo um ao outro respirar. Ele finalmente se virou para mim e me beijou suavemente. — Isso não pode se tornar um hábito — disse ele, mas seus olhos diziam o contrário. — Eu sei — murmurei, embora não estivesse tão certa assim. Nós passamos quase duas horas naquele quarto, explorando um ao outro sem pressa. Ele me mostrou coisas que eu nunca tinha imaginado, coisas que meu namorado, em sua inexperiência juvenil, nunca poderia ter me mostrado. E eu, por minha vez, mostrei a ele uma disposição para o prazer que o surpreendeu. Quando finalmente nos arrumamos e descemos, o sol já estava se pondo. A casa estava em silêncio. Eu me sentia diferente, mudada. Eu tinha cruzado uma linha, uma linha que nunca poderia ser descruzada. E, de alguma forma, eu estava bem com isso. voltamos a praia para encontra-los. *** Naquela noite, em volta da churrasqueira, a atmosfera era estranha. O cheiro da carne na grelha misturava-se ao cheiro salgado do mar que subia com a maré alta. Meu namorado, Lucas, estava animado, contando uma história sobre algum peixe que quase pegou, e eu sorria e assentia, mas minha mente estava em outro lugar. Minhas pernas ainda doíam, uma dor agradável que me lembrava de cada minuto passado naquele quarto. Cada vez que eu olhava para Ricardo, sentia um choque elétrico percorrer meu corpo. Ele agia normalmente, como se nada tivesse acontecido, mas de vez em quando, nossos olhares se cruzavam, e eu via o mesmo segredo, a mesma memória ardente refletida nos olhos dele. Clara, sua esposa, parecia não notar nada. Ela estava radiante, rindo das piadas do marido, servindo a salada. "Querida," ela me disse, passando um prato de pão de alho, "você está com um ar diferente hoje. Mais... brilhante." Eu quase engasguei. Lucas riu. "É o sol do mar, mãe. Deixa a pequena vermelha." "Pequena", a mesma palavra que Ricardo havia usado. O som dela na boca de Lucas era inocente, afetuosa. Na boca de Ricardo, era possessiva, carregada de significados ocultos. Mais tarde, Clara se levantou. "Estou morrendo de vontade de ir ao shopping na cidade. Preciso de algumas coisas para a semana." Ela olhou para o marido. "Ricardo, amor, você me leva?" Ricardo balançou a cabeça, não tirando os olhos da churrasqueira. "Hoje não, querida. Estou muito cansado. Fiquei o dia todo na água." Eu senti meu coração acelerar. Lucas se prontificou imediatamente. "Eu levo, mãe! Assim vocês dois podem descansar. Vamos, Ananda? Será rápido." Eu olhei para Ricardo. Ele me encontrou com o olhar por um segundo antes de responder por mim. — Deixa a menina descansar também, filho. Ela parece cansada. Ela fica aqui comigo. Clara sorriu. "Que bom! Assim a Ananda e eu podemos conversar mais tarde." E ela se levantou, arrumando o cabelo. "Vamos, Lucas, antes que tudo feche." Eles partiram, deixando um silêncio pesado para trás. Ricardo se virou lentamente na cadeira, um esboço de sorriso nos lábios. Então, ele se levantou. "Bom, acho que vou dar uma caminhada até o píer antes de dormir." Ele entrou na casa, e eu fiquei sozinha na varanda, ouvindo os grilos e o mar. Eu não sabia o que fazer. Deveria segui-lo? Deveria ficar? O livro na sala estava aberto em meu colo, mas eu não lia uma palavra. Eu decidi. Levantei e entrei na casa, que estava silenciosa e quase escura, com apenas a luz da cozinha acesa. Subi as escadas, meu coração martelando contra minhas costelas. A porta do quarto de hóspedes estava entreaberta, um fio de luz cortando o chão escuro. Ele me agarrou pelo cabelo novamente, puxando-me para um beijo faminto. Ele não disse nada, apenas me tomou, suas mãos rasgando as minhas roupas como se fossem papel. Ele me deitou na cama e me pegou com uma fome que espelhava a minha. "Amanhã," ele sussurrou contra a minha pele, entre um beijo e outro, "amanhã a noite quando a clara sair com o lucas vou comer seu cuzinho." A promessa fez meu corpo todo estremecer, e meu namorado e sua mae chegaram o shopping estava fechado ja, eu sai de la plena ganhei apenas uns beijos desta vez. No dia seguinte, a manhã começou como qualquer outra, mas o ar estava carregado de eletricidade. Nós nos olhávamos, trocávamos toques furtivos, mãos que roçavam em passagens estreitas. À tarde, enquanto Lucas e Clara estavam na praia, ele me pegou na cozinha. Ele me levantou e me sentou na bancada de mármore frio. Ele afastou meu vestido e se ajoelhou entre minhas pernas. Ele me comeu ali, na cozinha, com as portas de vidraça abertas para o mundo, e eu gritei, meu eco preenchendo a casa vazia. gozou na minha buceta me encheu inteira. Mas a noite foi o que realmente mudou tudo. Clara e Lucas realmente saíram para o shopping. "Dessa vez não voltamos cedo!" Lucas gritou antes de sair. ( mas nao sabiamos que ele apenas deixaria a Clara la e voltaria para casa) Nós não perdemos tempo. Ele me levou para o quarto principal, o quarto dele e de Clara. A cama era enorme, coberta com um lençol de seda vermelha. Ele me despiu lentamente, seus olhos devorando cada centímetro do meu corpo. Ele me beijou, suas mãos explorando cada curva, cada recanto. Ele me virou de bruços e me levantou pelos quadris. A lubrificação foi fria contra minha pele quente. Ele preparou meu ânus com dedos, com a língua, com uma paciência que me deixava louca de desejo. Nós estávamos no nosso próprio mundo, perdidos no nosso próprio prazer, quando a porta se abriu. Não percebemos no início. Foi apenas quando ele parou, seu corpo ficando rígido, que eu olhei para cima. Lucas estava parado no umbral da porta. Ele parecia atordoado, sua boca ligeiramente aberta. Ele olhou para mim, nua, de quatro na cama de seus pais. Olhou para seu pai, nu, por trás de mim. Seu rosto passou por várias emoções — choque, dor, raiva — antes de se assentar em algo que eu não esperava. Curiosidade. Talvez. Ou talvez fosse a mesma loucura que me possuía. Ele fechou a porta atrás de si. Nós o observamos, paralisados, enquanto ele caminhava lentamente até a cama. "Eu sabia," disse ele, sua voz estranhamente calma. "Eu sabia que havia algo entre vocês." Ele se sentou na beira da cama. Ele olhou para mim, depois para seu pai. E então ele fez algo que me deixou sem fôlego. Ele se inclinou e me beijou. Foi um beijo diferente, não como os que compartilhávamos antes. Era um beijo de posse, de desafio. Ele se despiu e se juntou a nós na cama. Naquela noite, os limites se dissolveram. Tornamo-nos uma só coisa, um ser de três cabeças, movido por desejo e prazer. Foi intenso, suado, e totalmente, absolutamente real. Lucas me olhou, um brilho nos olhos que eu nunca tinha visto antes. "Agora," disse ele, sua voz rouca. "Agora é a nossa vez." Fomos para a cama, os três, em uma coreografia que parecia ensaiada, embora jamais tivéssemos feito aquilo antes. Lucas, com uma fome que não era mais apenas de adolescente, mas de homem que estava reivindicando seu território, me deitou na cama e subiu em mim. Seus olhos encontraram os de seu pai por um breve segundo, um desafio silencioso pairando no ar. — Me acompanhe — ele disse para o pai, a voz grossa de desejo. — Vamos mostrar a ela como é ser de verdade de nossa família. Ele arregaçou minhas pernas, me expondo completamente para ambos. Ricardo compreendeu na hora. Ele se ajoelhou na cabeceira da cama, oferecendo seu pênis a minha boca. Eu o recebi, enquanto Lucas entrava em mim com uma força que me tirou o fôlego. Era tudo ao mesmo tempo: Lucas, o menino que amava, me possuindo com uma intensidade nova; e Ricardo, o homem que me despertara, enchendo minha boca. Era demais, avassalador. Então Lucas parou. Ele me virou, me colocando de quatro de novo. Ele me pegou pelo cabelo, puxando minha cabeça para trás, de forma que eu olhasse para Ricardo. — Agora, pai. Mostre a ela. Ricardo se moveu, posicionando-se atrás de mim. Ele lubrificou seu pênis com meu próprio suor e o pressionou contra meu ânus. Eu gritei, uma mistura de dor e prazer puro, quando ele começou a entrar. Ele socou com uma força que senti seu pau tocando no meu pela parede da buceta, onde Lucas ainda estava dentro de mim. Eles se moveram em um ritmo que parecia sincronizado, um puxando enquanto o outro empurrava. Eu quase desmaiei em um êxtase de orgasmo, meu corpo tremendo incontrolavelmente. E os dois não paravam de socar em mim, me levando a um clímax após outro. Em um breve momento de lucidez, eu consegui falar. — Parem. Por favor, um momento. Eles pararam imediatamente, olhando para mim com preocupação. Eu respirei fundo, tentando recuperar o controle. — Quero... eu quero sentar com o meu cuzinho na pica dele — disse eu, olhando para Ricardo. — E quero que você, Lucas, soca em minha buceta assim. Eles olharam um para o outro, e um sorriso lento se espalhou pelo rosto de Lucas. — Como a senhora deseja — disse ele. Eles se arranjaram na cama. Ricardo se deitou de costas, e eu me sentei sobre ele, lentamente, deixando seu pênis entrar em meu ânus. A sensação foi incrível, me preenchendo completamente. Então Lucas se ajoelhou na nossa frente e entrou em mim. Fiquei preenchida pelos dois. A sensação de estar tão cheia, de ter os dois dentro de mim ao mesmo tempo, era indescritível. Eles começaram a se mover, e eu não parei de gemer, tão alto que provavelmente alguém da rua ouviu. Foi selvagem, intenso, absolutamente surreal. Quando anunciamos que íamos gozar, eu levantei rápido. — Na minha boca — pedi, olhando para os dois. — Quero que vocês dois gozem na minha boca. Eles se ajoelharam na frente de mim, e eu os peguei com as mãos, movendo-os até que ambos gozassem, quase ao mesmo tempo, enchendo minha boca com seu esperma quente. Quando eles terminaram, eu me sentei, sentindo o gosto deles na minha boca. Então me levantei e fui em direção a Lucas. E eu o beijei, passando o gosto do seu pai e do meu para ele. Ele respondeu com a mesma intensidade. Depois me virei para Ricardo e o beijei também, uma troca final de tudo o que havíamos compartilhado. Eu lembro do gosto que ela deixou na minha boca ontem quando venho buscar o livro quando ela chegou e me beijou, e agora aquele gosto estava de volta, multiplicado, intensificado. O vapor da água quente envolveu os três corpos, um nevoeiro que apagava as bordas da realidade. O boxe era grande, mas mesmo assim estávamos colados, pele contra pele, suor e água se misturando. Lucas me pegou pelas costas, seu pênis ainda duro pressionando minha bunda, enquanto Ricardo estava na minha frente, suas mãos espalhando sabonete pelos meus seios. Ninguém falou. As palavras não eram necessárias. Apenas os sons da água batendo nos azulejos, nossos suspiros, os gemidos abafados. Era como se estivéssemos em um ritual, nos purificando daquele ato ao mesmo tempo que nos preparando para o próximo. Ricardo se abaixou, a água escorrendo por suas costas, e começou a me lamber entre as pernas. Eu gritei, meu corpo se arqueando contra o boxe. Lucas me agarrou com mais força, me impedindo de cair, enquanto seu pai me levava a outro clímax. Quando ele terminou, Lucas o substituiu. Ele me pegou no colo, minhas pernas envolvendo sua cintura, e me entrou com um movimento rápido. Eu ainda estava molhada e aberta de tudo o que havia acontecido, e ele entrou sem dificuldade. Ele me fez contra a parede do boxe, a água fria contra minhas costas, o corpo dele queimando dentro de mim. Era rápido, desesperado, possessivo. Ele estava me marcando, me mostrando que eu também era dele. Ricardo nos observava, masturbando-se lentamente. Quando Lucas terminou, Ricardo me pegou. Ele me virou, me colocando de mãos e joelhos no chão molhado do boxe, e me pegou de trás, com uma força que me deixou sem ar. Nós nos esgotamos ali, debaixo da água quente, até que não tivéssemos mais energia para continuar. Saímos, nos enxugamos em silêncio, e nos deitamos na cama enorme, os três, um amontoado de corpos e lençóis suados. Eu me levantei, o silêncio da casa pesando sobre mim. Um som baixo, um gemido abafado, vinha da varanda. Meu coração ficou gelado. Meus pés me levaram até lá, como se tivessem vontade própria. E lá estavam eles. Minha namorada, Ananda, ajoelhada no chão frio da varanda, a cabeça movendo-se sobre o colo do meu pai. A lua cheia iluminava a cena, tornando-a ao mesmo tempo etérea e terrivelmente real. Eu deveria sentir raiva. Deveria gritar, destruir tudo. Mas eu só senti o sangue bater nas minhas veias, um desejo animal que me consumia. Ele olhou para mim, sem parar, um desafio nos olhos. Ele gemeu, e eu o vi gozar na boca dela. Ela engoliu tudo, depois se levantou e veio em minha direção. Ela me beijou, e eu senti o gosto dele na língua dela, um gosto que já se tornara familiar, viciante. Ela se virou, olhando para meu pai. "Ele pode nos acompanhar?", ela perguntou, a voz um sussurro rouco. Meu pai sorriu, um sorriso lento, predatório. "Ele nasceu para isso." Ele nos levou ao quarto do Lucas pois a Clara estava dormindo no quarto principal e qualquer coisa a mae acharia que era apenas nosso filho fudendo sua namorada Ele me deitou e se deitou ao meu lado, enquanto Ananda se ajoelhava na nossa frente. Ele pegou a mão dela e a colocou no meu pênis, que já estava duro. "Sente-se nele", ele sussurrou. Ela obedeceu, se sentando sobre mim, me preenchendo completamente. Ela gemeu, um som puro de prazer. Então meu pai se ajoelhou atrás dela. "Relaxe", ele sussurrou, passando o dedo pelo ânus dela. "Vai ser bom." Ele entrou nela devagar, e ela gritou, uma mistura de dor e prazer puro. Eles se moveram em um ritmo que parecia sincronizado, um puxando enquanto o outro empurrava. Ela estava presa entre nós, presa em um êxtase que parecia não ter fim. "Meu Deus", ela gemeu, o corpo tremendo. "Meu Deus..." Nós a levamos juntos, um êxtase compartilhado, até que todos três chegássemos ao clímax, um orgasmo que parecia durar uma eternidade. Quando terminamos, Ananda caiu de bruços na cama, ofegante, exausta. Meu pai e eu nos olhamos por cima dela. Eu esperava sentir vergonha, nojo, algo. Mas só senti uma conexão com ele, uma cumplicidade que eu nunca tinha sentido com ninguém. "Isso é nosso agora", ele disse, a voz um sussurro rouco. "Nosso segredo. Nosso mundo." E eu sabia que ele estava certo. Eu estava preso, mas eu não queria escapar. Eu queria mais. A madrugada se esgueirava pelas janelas, pintando de azul-acinzentado o quarto que cheirava a sexo e segredos. Ananda dormia, o corpo marcado por nós, uma pequena e satisfeita sorriso nos lábios. Ricardo vestia-se a sunga em silêncio, movendo-se com a furtividade de quem pratica há muito tempo uma traição. Antes de sair, ele se virou para mim. Sem uma palavra, ele se inclinou sobre a cama, afastou suavemente as pernas de Ananda, que murmurou algo em seu sono. Ele me olhou por cima do ombro dela, um convite silencioso nos olhos. Ajoelhei-me no chão, meu coração martelando. Ele me enterrou no cu dela com um gemido baixo, um som de possessão final. Eu o assisti, hipnotizado, enquanto ele se movia, os músculos das costas tensos sob a pele pálida da madrugada. Quando ele gozou, foi um estremecimento silencioso, uma entrega que ele depositou profundamente dentro dela. Ele se afastou, consertando a sunga. Ele olhou para mim, depois limpa a bunda de Ananda gotejando. Ele não disse nada. Não precisava. Ele saiu do quarto, fechando a porta com um clique suave. E eu fiquei ali, olhando para a mulher que eu amava, para a marca do meu pai nela, e senti apenas uma coisa: um desejo tão intenso que me doía. Eu me ajoelhei e a lambi, limpando-a com minha língua, saboreando o que ele havia deixado para trás. O que começou como um segredo inesperado acabou se tornando uma dinâmica entre os três. Aos poucos, deixamos de esconder a proximidade. Quando Clara não estava por perto, os toques se tornavam mais longos, os olhares mais ousados. Nas noites em que ela saía com as amigas, a casa se transformava em nosso playground secreto. Havia uma ordem não dita: primeiro Ricardo, a experiência, a autoridade. Depois eu, o namorado, a juventude faminta. Às vezes, juntos, uma coreografia de corpos que se tornou tão natural quanto respirar. Começamos a compartilhar tudo. Viagens, passeios, intimidades. Aos poucos, aquela casa de praia se tornou nosso santuário, o único lugar onde podíamos ser nós mesmos sem fingimentos. Aquilo que inicialmente parecia impossível virou parte da rotina deles. A dinâmica tinha suas próprias regras. Durante o dia, éramos uma família quase normal. Mas à noite, com as portas trancadas e as cortinas fechadas, tornávamo-nos outra coisa. (quando voltamos para casa achamos que iria demora a conseguirmos novamente, mas ja no primeiro dia minha mae saiu com as amigas a noite) Meu pai não hesitou. Assim que o carro da minha mãe desapareceu na esquina, ele se virou para nós na sala. — Quarto. Agora. Não foi um pedido. Foi uma ordem. E nós obedecemos. Desta vez, foi diferente. Não havia a urgência da descoberta, a eletricidade do proibido. Era mais lento, mais deliberado. Ele nos instruiu. — Ananda, deita-se. Lucas, fique na cabeceira. Ele a despiu com um cuidado que quase parecia reverente. Ele a beijou da cabeça aos pés, memorizando cada centímetro da pele dela com a boca. Então ele olhou. — Sente-se no rosto dele. Ela se moveu, me colocando sobre o rosto, e eu a lambi, perdendo-me no gosto e no cheiro dela, enquanto ele a entrava com uma lentidão torturante. — Olhe para mim — ele disse a ela. Ela o fez, os olhos cheios de lágrimas de prazer. — Diga quem é o dono desta cuzinho. — Você — ela gemeu. — Você é o dono. Ele a pegou com mais força, os golpes ficando mais profundos, mais rápidos. Ele a estava marcando, reclamando o que era seu. E eu embaixo chupando sua buceta enquanto ele fodia seu cu. ela gozou varias vezes em meu rosto. Quando ele terminou, ele se afastou, me olhando por cima dela. Ainda não tinha acabado. Ele me pegou com força, jogando-me na cama. — Agora é a sua vez, filho. Mas com meu gosto nela. Ele a virou de bruços e a lubrificou de novo, usando seu próprio esperma. Ele me olhou. — Entra nela. Agora. Eu fiz como ele disse. Ela estava molhada e aberta, e eu entrei facilmente. Eu a peguei com uma fome que eu nunca tinha sentido, com uma força que eu não sabia que tinha. Ele nos observava, masturbando-se lentamente. — Mais forte — ele disse. — Mostre a ela quem é o homem. Eu a peguei com mais força, meus quadris batendo contra a bunda dela. Ela gritou, um som puro de prazer e dor. — Sim! Assim! — ela gemeu. — Não pare! Quando anunciamos que íamos gozar, ele se aproximou. — Na cara dela — ele disse. — Nos dois. Ele se ajoelhou na frente dela, e eu me virei. Nós gozamos juntos, cobrindo o rosto dela com nosso esperma. ela lambia os dois, sem pressa, saboreando cada gota. Ele se vestiu e saiu do quarto sem dizer uma palavra. Ananda e eu ficamos na cama, exaustos, satisfeitos, mudados para sempre. — O que acontece agora? — perguntei, minha voz rouca. Ela se virou para mim, os olhos brilhando. — Continuamos — disse ela. — Até que não consigamos mais. Na semana seguinte, a vida voltou a uma nova normalidade. Durante o dia, éramos Lucas e Ananda, o jovem casal. Mas à noite, quando a casa ficava em silêncio, éramos outra coisa. Era um acordo não dito: se o quarto do meu pai ficava com a porta entreaberta, queria dizer que a mãe dele dormia profundamente e tínhamos permissão. Em uma dessas noites, ele nos chamou. Ela estava ansiosa, mas também confiante. Ela já não era mais a adolescente insegura da praia. Ela era uma mulher que sabia o poder que tinha. Quando entramos no quarto dele, ele estava sentado na poltrona, nú. — Aprendeu rápido, menina — disse ele, a voz um sussurro. Ela sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo dócil e selvagem. — Aprendi o meu lugar. E o lugar de vocês também. Ela se ajoelhou na frente dele e o levou à boca com uma habilidade que me deixou sem ar. Ele a agarrou pelo cabelo, controlando o ritmo. — Olhe para o seu namorado — ele disse. — Deixe-o ver Ela o fez, os olhos brilhando de desafio por cima do ombro dele. Ele a pegou com uma força que me fez estremecer. Era uma lição, uma demonstração de poder. E eu assisti, hipnotizado, enquanto ele a possuía, enquanto ele a reivindicava. Quando terminou, ele se virou para mim. — Sua vez — disse ele. — Mas faça direito. Mostra que você é meu filho. Eu a peguei com uma fome que eu não sabia que tinha. Era mais do que sexo. Era um ritual, uma iniciação. Era eu provando para ele, para ela, para mim mesmo, que eu pertencia àquele mundo. E assim a nossa vida continuou, um equilíbrio delicado entre o dia e a noite, o público e o privado, o amor e o desejo. Eramos três almas entrelaçadas em um segredo que nos definia, nos nutria e nos consumia, tudo ao mesmo tempo. Nos anos seguintes, a dinâmica se solidificou. Aquela viagem à praia não se tornou uma memória distante, mas o alicerce sobre o qual construímos nossas vidas. Ananda e eu nos casamos numa pequena cerimônia na praia, não muito longe daquela casa. Meu pai estava lá, claro. Ele me entregou a ele, um gesto que para qualquer outra pessoa pareceria de sogro para genro, mas para nós selava um pacto silencioso. A mãe dele, Clara, nunca soube. Ou se soube, nunca deixou transparecer. Ela continuou sendo a matriarca da família, organizando os almoços de domingo, reclamando do calor, tratando Ananda como a filha que nunca teve. E Ananda, por sua vez, aprendeu a arte da dupla vida. Durante o dia, era a nora perfeita, atenciosa, respeitosa. Mas nos nossos momentos roubados, nos quartos fechados, nas viagens "de trabalho" do meu sogro, ela se transformava. Não era sobre trair a confiança de Clara, pelo menos não para nós. Era sobre satisfazer uma necessidade que transcendia a moralidade convencional. Era sobre uma conexão os três que ninguém mais poderia entender. Havia momentos em que a tensão ameaçava nos despedaçar. Numa noite, após um jantar em família, Clara adormeceu no sofá. Meu pai, Ananda e eu nos olhamos através da sala, um acordo silencioso passando entre nós. Meu pai se levantou primeiro. "Vou verificar se as portas estão trancadas", disse ele, a voz casual demais. Ananda e o eu fomos para o quarto de hóspedes, o mesmo quarto onde tudo começou. Nos despimos em silêncio, nossos corpos se tocando com a familiaridade de quem se conhece há anos, mas ainda com a eletricidade do proibido. Meu pai entrou pouco depois, trancando a porta atrás de si. Ele não disse nada. Apenas nos olhou, um sorriso lento se espalhando pelo rosto. Ele me pegou primeiro. "Você tem melhorado, filho", disse ele, enquanto me pegava com uma força que me deixou sem fôlego. Ananda nos observava, os dedos se movendo entre as pernas, os olhos brilhando de desejo. Quando terminamos comigo, ele se virou para ela. "E você", disse ele, a voz um sussurro rouco. "Você nos surpreendeu muito esses anos todos." Ele a pegou com uma intensidade que a fez gritar, um som que abafamos com um travesseiro. Era uma fúria, uma celebração, uma reafirmação. Quando ele terminou, ele nos olhou. "Vocês dois", disse ele. "Agora." Ananda e o eu nos olhamos. Sabíamos o que ele queria. Era um teste, uma prova final da nossa lealdade. Nós nos pegamos, nossos corpos se movendo em um ritmo familiar. Ele nos observava, os olhos brilhantes, o pênis na mão, masturbando-se lentamente. "Olhem para mim", disse ele. Nós o fizemos, nossos olhos se encontrando com o dele enquanto nos movíamos. Quando terminamos, ele se aproximou. Ele nos beijou, um beijo que selava nossa cumplicidade. "Nunca me abandonem", disse ele, a voz um sussurro rouco. "Jamais", respondemos em uníssono. Nós voltamos para a nossa sala aquela noite, exaustos, satisfeitos, unidos por um segredo que se tornara o centro das nossas vidas. Ao entrar, o silêncio do nosso lar nos envolveu. Era diferente do silêncio da casa dos meus pais. Lá, o silêncio era carregado de expectativa, de desejo contido. Aqui, o silêncio era o nosso, um espaço onde podíamos finalmente respirar sem a constante necessidade de nos escondermos. Ananda foi para a cozinha e voltou com duas garrafas de cerveja. Ela me entregou uma e se sentou ao meu lado no sofá, encostando a cabeça no meu ombro. — Você acha que um dia vamos nos cansar disso? — perguntou ela, a voz baixa. Eu pensei por um momento, olhando para a escuridão lá fora, as luzes da cidade pintando pequenas estrelas no céu. — Não sei — respondi honestamente. — Mas sei que não consigo imaginar a minha vida sem isso. Sem ele. Ela suspirou, um som de contentamento — Você sente falta da... normalidade? Eu sorri, um sorriso sem graça. e Respondi: Acho que não.
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