Saí de Santo André no fim da tarde, o sol já baixo tingindo o céu de laranja sujo. O ônibus da Viação 1001 era daqueles velhos, com bancos de tecido áspero que grudavam na pele suada, cheiro de borracha queimada misturado com desinfetante barato e suor acumulado de mil viagens. Escolhi a última fileira, lado da janela — o encosto meio torto, o banco duro, mas pelo menos ninguém ia me encher o saco atrás. O ar-condicionado morria a cada parada, soltando rajadas mornas que pareciam sopro de boca quente. O ronco do motor vibrava no chão, subia pelas pernas, misturando com o balanço da estrada. Quando chegamos perto de Volta Redonda, o motorista parou num posto BR iluminado por neon amarelo piscando. Subiu gente, desceu gente. E então ele entrou. Diego era um paredão. Uns 1,90 fácil, ombros largos que mal passavam pelo corredor, pele preta brilhando de suor fresco sob a luz fraca do teto. Regata preta cavada, tão justa que marcava cada gomo do abdômen e os peitorais estourados. Calça de moletom cinza clara, fina, que não escondia porra nenhuma: o volume pesado balançando a cada passo, já meio marcado mesmo sem estar duro. O cheiro chegou antes dele: patchouli forte, suor de academia, um toque de sabonete barato e algo mais primal, de virilha quente depois de um dia inteiro. Ele olhou o corredor, viu o banco vazio do meu lado e veio direto. Voz grossa, rouca: — Tá ocupado, irmão? Nem esperou resposta. Sentou. O banco rangeu sob o peso. A coxa dele — dura, quente, músculo tenso — colou na minha imediatamente. O calor atravessava a bermuda como motor ligado. Senti o tecido do moletom dele roçar na minha perna, ligeiramente úmido na parte interna, onde o suor escorria. O perfume dele invadiu meu espaço: forte, masculino, com aquele fundo salgado de pele suada que faz o pau dar sinal sem querer. Ele se ajeitou, abriu as pernas mais, ocupando metade do meu espaço. A coxa pressionava firme, sem recuar. Eu fingi olhar pela janela, mas via tudo de canto: braço grosso apoiado no encosto, veias saltadas no antebraço, mão grande com dedos longos e calejados descansando na própria coxa, bem perto da virilha. O volume no moletom já tava maior, delineando o pau grosso deitado pro lado, a cabeça marcando o tecido como se quisesse sair. A noite caiu de vez depois de Barra Mansa. Luzes apagadas, só o brilho azul fraco das lâmpadas de emergência e o reflexo dos faróis na estrada. O ronco do motor constante, hipnótico. Uns roncos esparsos dos outros passageiros. Eu tava encostado na janela fria, fingindo dormir, mas o coração batia forte no peito. Primeiro toque veio uns 40 minutos depois. Leve. As costas dos dedos dele roçando a parte de trás da minha coxa, subindo devagar pela costura da bermuda. A pele da mão era quente, áspera nas pontas dos dedos — de quem pega peso todo dia. Parou. Esperou. Depois voltou, agora com a palma inteira: aberta, pesada, apertando a nádega direita com calma, como quem avalia fruta madura. Senti cada dedo se afundando na carne, o polegar roçando a dobra da bunda, bem perto do cuzinho. O calor da palma irradiava direto pra pele, fazendo o anel piscar involuntariamente. Ouvi ele respirar mais fundo, um suspiro baixo, satisfeito. A mão subiu mais, enfiou por baixo da bermuda sem cerimônia. Dedos grossos deslizando na pele nua, explorando a racha, abrindo devagar. O cheiro dele subiu mais forte agora — suor misturado com o almíscar da virilha, aquele cheiro que sobe quando o macho tá excitado. Senti minha própria respiração acelerar, o pau endurecendo contra a cueca, babando um pouco. Ele cuspiu na mão — som molhado, discreto, mas claro no silêncio. Dois dedos voltaram melados, quentes de saliva. Circulou o anel devagar, pressionando a entrada, sentindo a resistência ceder. Quando o dedo médio entrou, foi lento, ardendo gostoso no começo: a textura rugosa da pele dele roçando as paredes internas, o calor invadindo centímetro a centímetro. Saiu, entrou mais fundo. Meu cu se contraiu em volta do dedo, puxando, querendo mais. Ele se inclinou, boca colada na minha orelha, bafo quente cheirando a bala de menta e cigarro: — Relaxa, neguinho… deixa eu te abrir direitinho. Abriu o moletom devagar — zíper metálico baixo no escuro. O pau saltou pra fora: quente, pesado, pulsando contra minha mão quando ele me fez segurar. A pele era macia e aveludada por cima, veias grossas saltadas por baixo latejando forte. A cabeça grande, inchada, brilhando de pré-gozo viscoso. O cheiro explodiu: almíscar puro, salgado, macho no cio. Quando segurei, senti o peso, o calor irradiando pra palma, o pulsar ritmado como coração. Eu me inclinei, boca aberta. O gosto explodiu na língua: salgado forte, um pouco amargo no pré-gozo, pele quente e ligeiramente suada. Engoli devagar, sentindo a grossura esticar meus lábios, a cabeça batendo no céu da boca, veias roçando na língua. Ele segurou minha nuca com dedos firmes, fodia devagar, gemendo baixo no peito — um ronronar grave que vibrava no ar entre nós. Depois ele me virou de lado, de costas pra ele. Cuspiu de novo — ouvi o cuspe caindo na palma — e passou no pau, depois no meu cu. O líquido quente escorreu pela racha, pingando na coxa. Empurrou: a cabeça grossa forçando, abrindo devagar. Dor e prazer misturados — ardência inicial, depois o alongamento delicioso, as paredes se abrindo pra engolir cada centímetro. Senti cada veia entrando, o calor do pau preenchendo tudo, o peso das bolas dele batendo na minha bunda quando chegou ao fundo. Ele começou a meter: devagar no começo, só o vai e vem curto, sentindo eu me acostumar. Depois acelerou. O som era molhado, baixo — pele batendo em pele, o pau deslizando pra dentro e pra fora, coberto de saliva e pré-gozo. Meu cu fazia barulhinho de sucção toda vez que ele saía quase todo e voltava fundo. O banco rangia de leve, o ônibus balançava nas curvas da Dutra, ajudando o ritmo. O cheiro ficou insano: suor dele pingando nas minhas costas, o cheiro forte de sexo no ar confinado, meu próprio suor misturado. Ele mordia meu pescoço, dentes raspando, língua quente lambendo o suor da nuca. Uma mão tapava minha boca pra eu não gemer alto, a outra apertava meu quadril com força, unhas cravando na pele. — Tá apertado pra caralho… vai me fazer gozar rápido, viado — rosnou no meu ouvido, voz tremendo. Aumentou o ritmo: estocadas profundas, rápidas, a cabeça batendo no fundo toda vez. Senti o pau inchar ainda mais dentro de mim, as veias pulsando forte. Ele gozou com um grunhido abafado no meu ombro, mordendo a carne. Jatos quentes, grossos, enchendo tudo — senti cada pulsada, o calor se espalhando, escorrendo pra fora quando ele continuou metendo devagar, esvaziando até a última gota. Quando saiu, o pau ainda semi-duro escorregou molhado, deixando um rastro viscoso na minha bunda. O gozo dele quente escorrendo pela coxa interna, pingando no banco, misturando com meu suor. O cheiro de porra fresca subiu forte, impregnando minha pele. Ele limpou o pau na minha bermuda, guardou de volta e deu um tapa firme na bunda — o som ecoou baixo, a carne ardendo gostoso. — Guarda meu leitinho aí dentro até o Rio, gostoso. Se quiser repetir, me acha na Penha. Te encho de novo. Deitou e fingiu dormir. Eu fiquei ali, cu latejando, aberto, cheio de porra quente vazando devagar, pau duro babando, o gosto dele ainda grudado na língua, o cheiro dele impregnado na minha pele como marca. Dormi só no raiar do dia, com o corpo dele ainda colado no meu, o calor residual me embalando. Chegamos na rodoviária Novo Rio com o sol nascendo. Ele desceu primeiro, me olhou de longe com aquele sorrisinho safado, piscou e sumiu na multidão. Eu desci mancando de leve, sentindo o gozo dele ainda escorrendo, o cu sensível a cada passo, o cheiro dele grudado em mim como tatuagem invisível. Até hoje, quando passo perfume forte ou sinto cheiro de suor de macho em ônibus lotado, meu cu dá uma piscada involuntária, lembrando.
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