O clima em casa estava pesado, uma daquelas discussões que deixam a gente com o peito apertado e a cabeça fervendo. Ele tinha saído para o futebol e voltou como se eu nada fosse, o que só me estressou mais. Saí sem rumo, precisava de ar. Cheguei perto da igrejinha, onde o movimento da praça logo à frente trazia um contraste estranho: o céu bonito, as pessoas rindo e eu ali, sentada nos degraus da escadaria, remoendo a raiva, e semblante triste. Foi quando percebi o olhar dele. Um homem de uns 30 ou 35 anos, magro, com um rosto bem bonito, me encarando de um jeito que não deixava dúvidas tava flertando. Olhei para trás, mas não tinha ninguém; o alvo era eu mesma. Aquilo me deu um choque de adrenalina. Em meio à briga com meu marido, sentir que eu era cobiçada por um estranho acendeu uma faísca que eu não esperava. Comprei um pacote de pipocas para disfarçar o nervosismo. Quando olhei de novo, ele tinha sumido. Meus olhos o procuraram por todo lado, até que o vi, antes de desaparecer atrás da igreja ele olhou pra mim. Sem pensar muito, movida por uma mistura de raiva do meu marido e um desejo súbito de ser notada, eu o segui. Atrás da igrejinha, o cenário mudava. O barulho da praça sumia, substituído pelo silêncio e os materiais de construção da igreja em reforma. Eu o encontrei parado entre as sombras, me esperando com um sorriso de canto. — "Achei que você não viria" — ele disse, a voz baixa e segura. Eu não disse nada. Apenas deixei o pacote de pipocas cair no chão. Ele se aproximou, e o primeiro toque foi elétrico. Ele me prensou contra a parede de tijolos aparentes da reforma, as mãos explorando minhas curvas com uma liberdade que só os desconhecidos têm. Ele levantou meu vestido, e o contato do ar fresco da noite com a minha pele me fez arfar. — "Você está precisando se acalmar, não está?" — ele sussurrou no meu ouvido. Eu disse: sim, meu marido e eu brigamos! Ele se libertou e, quando senti a rola dele contra mim, a raiva da discussão em casa se transformou em uma entrega absoluta. Ele me virou de costas, apoiando minhas mãos em um monte de telhas empilhadas. Ali, no escuro, entre o silêncio e o som distante das pessoas , ele me possuiu de uma vez só. Eu estava muito excitada, muito molhada! O impacto foi profundo. Eu gemia abafado, sentindo cada estocada daquele homem que eu nem sabia o nome, mas que me usava com uma fome que me fazia esquecer de tudo. As mãos dele apertavam minha cintura, puxando meu corpo contra o dele com força. O ritmo era bruto, rústico, combinando com o ambiente ao redor. — "Isso... esquece ele aqui comigo" — ele rosnava, enquanto mordia minhas costas. O prazer era proibido e visceral. Eu me sentia viva, livre das cobranças de esposa, sendo apenas uma mulher ali, atrás da igreja, entregue aos instintos. Quando o ápice chegou, foi como uma libertação. Ele descarregou tudo dentro de mim, me segurando firme pelos cabelos,.contra as telhas até que o último espasmo passasse. Ficamos ali por alguns segundos, o silêncio da noite voltando a reinar. Ele me deu um beijo rápido no ombro, ajeitou a roupa e, com a mesma rapidez que surgiu, desapareceu entre as sombras da reforma. Eu me recompus, limpei o rastro dele e voltei para a escadaria. Olhei para o céu mais uma última vez, sentindo o corpo leve, e voltei para casa, pronta para encarar meu marido, guardando comigo o segredo do desconhecido da igrejinha.
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