Mariana, a enfermeira-chefe do plantão, usava o seu uniforme branco com uma autoridade que escondia uma fome antiga. Marcelo, o médico plantonista da radiologia, estava encostado na mesa de comando da ressonância magnética. Eles sabiam que tinham apenas quinze minutos antes da próxima ronda, e aquele risco era o lubrificante perfeito para a tensão que acumulavam há meses.
— A medicina diz que o corpo é uma máquina, Marcelo — Mariana sussurrou, trancando a porta da sala de controle. — Mas eu sinto que o meu é uma bomba prestes a explodir.
Ele não respondeu com palavras. Marcelo a puxou pela cintura, sentindo o tecido grosso da farda branca. Ele a ergueu e a sentou sobre a mesa de aço, afastando os monitores e teclados com um movimento brusco. O contraste era absoluto: a frieza do metal contra o calor da pele de Mariana.
Ele desfez os botões da blusa dela com uma urgência metódica. Quando a farda se abriu, revelou que Mariana não usava sutiã. Seus seios, firmes e com os mamilos já rígidos pelo frio e pelo desejo, pareciam desafiar a ordem estéril da sala. Marcelo os tomou com a boca, uma sucção possessiva que arrancou de Mariana um arquejo baixo, engolido pelo som constante dos equipamentos.
— Agora, Marcelo — ela ordenou, as mãos mergulhando no cabelo dele. — Antes que o bip toque.
Marcelo a despiu completamente da cintura para baixo, deixando o uniforme branco amontoado no chão como uma bandagem descartada. Mariana estava pronta, transbordando uma umidade que brilhava sob as luzes de LED dos monitores. Ele a penetrou ali mesmo, com Mariana sentada na borda da mesa e as pernas envoltas na cintura dele.
A penetração foi um choque de realidade. O som da carne se encontrando no silêncio da radiologia era quase obsceno. Marcelo a fodia com uma cadência pesada, animal, cada estocada ecoando contra a carcaça de metal da ressonância. Mariana segurava-se nos ombros dele, as unhas cravadas no jaleco branco, a cabeça jogada para trás enquanto seus gemidos eram abafados pela acústica da sala.
O risco de serem descobertos por um residente ou por um técnico de enfermagem dava ao ato um ritmo cardíaco acelerado. Eles estavam no limite, em um espaço onde a vida e a morte eram analisadas em pixels, entregues ao prazer mais fútil e fundamental. Marcelo a virou de costas, forçando-a a apoiar-se na vidraça que dava para a sala do ímã gigante.
Ali, no escuro da sala de exames, Mariana via o próprio reflexo de submissão. Marcelo a tomou por trás com uma fúria renovada, sua mão grande espalmada contra o vidro frio enquanto a outra guiava o ritmo da invasão. O prazer de Mariana veio como uma descarga elétrica, um orgasmo que a deixou trêmula, o corpo colado ao vidro enquanto Marcelo se derramava fundo nela.
O silêncio voltou, mas agora carregado com o cheiro de sexo e a consciência da transgressão. Eles se vestiram rapidamente, ajeitando as fardas brancas com a habilidade de quem está acostumado a lidar com emergências.
Quando o bip de Marcelo finalmente tocou, anunciando uma tomografia de urgência, eles trocaram um olhar de cumplicidade profissional.
— Bom trabalho, Enfermeira Mariana — ele disse, com a voz recuperando a neutralidade clínica.
— O mesmo digo eu, Doutor Marcelo — ela respondeu, ajeitando o cabelo no reflexo de um monitor.
FIM