O quarto de Irmã Clara era um cubículo de pedra e sombra, onde o único luxo era o calor de um corpo contra o outro. À meia-noite, o Convento das Carmelitas não era um lugar de preces, mas de um silêncio que gritava. Maria, aos vinte e quatro anos, entrou sem bater, o seu hábito negro já entreaberto, revelando o suor que brilhava no colo. Clara, dois anos mais velha, a aguardava sentada na borda da cama estreita, as mãos mergulhadas entre as próprias pernas, já trabalhando sob o tecido grosso.
— O silêncio é uma mentira, Maria — Clara sussurrou, a voz sussurrada pelo desejo reprimido. — A nossa verdade está aqui, no que transborda.
Maria não respondeu. Ela se ajoelhou entre as pernas de Clara e puxou o hábito dela até a cintura. A visão da fenda de Clara, escancarada e brilhando com uma umidade que cheirava a almíscar e pecado, fez Maria perder o fôlego. Sem qualquer hesitação, ela mergulhou a língua na mucosa rosada, lambendo a entrada do canal com uma voracidade que não conhecia a delicadeza. Ela queria o gosto daquela transgressão, o sabor do que era proibido por votos, mas exigido pelo corpo.
Clara arqueou as costas, as mãos agarrando o véu de Maria, puxando-o até que ele caísse no chão. Elas agora eram apenas carne e urgência. Clara empurrou o rosto de Maria contra a sua vulva, forçando-a a beber cada gota do seu suco, enquanto suas próprias mãos desciam para o corpo de Maria, abrindo o hábito dela e expondo os peitos fartos, cujos mamilos estavam rígidos como pedras.
— Chupa, Maria... me consome! — Clara gemia, o som abafado pelas paredes de pedra.
Maria levantou-se e jogou Clara de costas na cama. Ela montou sobre o rosto da companheira, oferecendo a sua própria fenda, que já latejava e gotejava sobre os lábios de Clara. A troca era frenética, uma "69" rústica e desesperada. Clara usava a língua e os dedos simultaneamente, explorando o cu e a vulva de Maria com uma crueza que beirava a violência. A promiscuidade daquele ato, dentro de um lugar sagrado, era o combustível que as levava ao delírio.
Maria introduziu três dedos profundamente em Clara, sentindo o vácuo quente e faminto contraírem-se em espasmos. Ela não parava; o movimento era rítmico, impiedoso, transformando a massagem interna em uma foda técnica e absoluta. Clara gritava silenciosamente contra a carne de Maria, os corpos entrelaçados em uma geometria de pernas abertas e fluidos trocados.
O ápice veio em ondas. Elas descarregaram juntas, uma inundação de jatos que manchou os lençóis de linho rústico. Maria sentiu o corpo de Clara entrar em convulsão sob o seu, enquanto sua própria vulva pulsava em um orgasmo que parecia durar uma eternidade. Elas ficaram ali, os hábitos rasgados, o cheiro de sexo soberano sobre o incenso da capela distante.
Clara limpou o rosto com o dorso da mão, o olhar frio e satisfeito encontrando o de Maria.
— Amanhã ajoelharemos diante do altar, Maria. Mas esta noite, o nosso único deus foi o prazer.
Maria beijou os lábios suados de Clara, um pacto de silêncio e carne, e voltou para a sua cela, sentindo o escorrer daquela comunhão entre as coxas, finalmente em paz com a sua própria ruína.
FIM