A Praia de Santa Rita , em Extremoz-RN, exibia a sua beleza habitual de fim de tarde. O sol começava a descer, tingindo o céu de tons dourados e avermelhados, enquanto na areia fina alguns banhistas aproveitavam os últimos momentos do dia. Na água morna e esverdeada, a poucos metros da arrebentação, eles estavam quase imersos até os ombros. A proximidade de outras pessoas — um grupo conversando na beira da praia, crianças correndo na areia — apenas aumentava a eletricidade entre os dois.
Para ela, a flutuação da água criava uma sensação de leveza, mas o corpo dele, sólido e ancorado contra o fundo de areia, era a única coisa real. O vaivém das ondas empurrava os corpos um contra o outro, um atrito constante e molhado que já havia despertado uma fome antiga.
Sob a superfície líquida, as mãos dele começaram a agir de forma invisível para quem olhava de fora. Ele deslizou os dedos pela cintura dela, subindo pelas laterais do biquíni molhado. O toque da pele salgada era áspero e quente. Sem pressa, mas com uma firmeza que não admitia recuos, ele afastou a lycra fina da calcinha do biquíni para o lado, expondo a nudez rosada e já extremamente sensível dela ao contato direto da água e das suas mãos.
Ela segurou-se nos ombros dele, as unhas cravando-se de leve na pele molhada para não perder o equilíbrio enquanto uma onda mais forte passava. Ele a puxou pela cintura, elevando o quadril dela ligeiramente. A pica dele, completamente rígida e apontada para cima, buscou o caminho na água, encontrando a entrada do canal que transbordava sua própria umidade, diluída pelo sal do mar.
A penetração foi um encaixe suave e absoluto, facilitado pela própria dinâmica da água. Ele a penetrou com uma estocada rítmica e profunda, fazendo-a prender o fôlego. O contraste entre o frescor da água ao redor e o calor sufocante daquela união interna era quase insuportável. A poucos metros dali, um casal caminhava pela beira da praia, alheio à liturgia que acontecia sob a superfície. A iminência de serem descobertos era o combustível que acelerava os batimentos de ambos.
Ele continuou a fode-la com movimentos curtos e vigorosos, cada investida acompanhando o ritmo das ondas. A água abafava os movimentos, mas o prazer era perfeitamente nítido na expressão dela, que tentava morder o lábio para não soltar um gemido audível. Ele a prensava contra o seu próprio peito, as pernas dela flutuando e envolvendo a sua cintura sob a tela líquida e protetora do oceano.
O clímax veio com a força de uma ressaca. Ele descarregou dentro dela em jatos quentes que se misturaram à umidade interna, enquanto ela tremia nos seus braços, os espasmos do orgasmo sendo amortecidos pelo abraço do mar. Eles permaneceram abraçados por alguns minutos, deixando que a água lavasse os corpos e apagasse os vestígios daquela transgressão.
Quando finalmente decidiram voltar para a areia, ajustando os biquínis e os calções sob a água, caminharam de mãos dadas como dois banhistas comuns que apenas aproveitavam o fim de tarde em Natal, guardando na memória o sabor salgado e quente de uma comunhão que o mar testemunhara e escondera.
FIM