De volta à rotina A rotina voltou, mas o tesão não diminuiu. Numa tarde qualquer de quarta-feira, Rubens olhou para Beth enquanto ela se vestia e falou, seco: — Coloca aquele vestido folgado, o de botões na frente. Sem calcinha. Sem nada. Vamos no shopping. Você entra na sapataria sozinha. Eu fico do lado de fora, como se não te conhecesse. Beth sentiu o estômago revirar de excitação. Obedceu. O vestido era leve, solto, na altura do meio da coxa. Quando ela andava, o tecido balançava e, se o vento ou um movimento mais amplo acontecesse, qualquer um podia ver o que não tinha por baixo. Os lábios proeminentes já estavam um pouco inchados só de imaginar. No shopping, Rubens entrou alguns metros atrás dela, óculos escuros, expressão indiferente. Beth foi direto para a sapataria que ele tinha escolhido: uma loja com bancos baixos no meio e espelhos. Ela pediu para provar vários pares de salto. Sentou no banco baixo, abriu as pernas naturalmente para calçar o primeiro sapato… e o vestido subiu. Os lábios grossos e rosados ficaram à mostra por alguns segundos. O vendedor, um homem de uns trinta e cinco anos, ajoelhado na frente dela para ajudar com o zíper, congelou por um instante. O olhar desceu e ficou preso na fenda carnuda, entreaberta, sem nada cobrindo. Beth não fechou as pernas. Pelo contrário, abriu um pouco mais, como se estivesse apenas se acomodando. O tecido do vestido ficou preso nas coxas. Os lábios proeminentes se separaram levemente com a posição, mostrando o começo da entrada úmida. O vendedor engoliu em seco, a voz falhou: — Esse… esse modelo fica ótimo. Rubens estava do lado de fora da loja, encostado numa coluna, fingindo mexer no celular. Mas via tudo pelo vidro. Via o homem ajoelhado entre as pernas da esposa, via a buceta dela exposta, via o momento em que Beth abriu ainda mais as coxas e o vestido subiu de vez. Ela pediu outro par. Quando se curvou para pegar o sapato na caixa, o vestido abriu na frente. Qualquer cliente que passasse por trás via os lábios grossos balançando livres entre as coxas. Um homem mais velho que estava provando um cinto parou e não disfarçou o olhar. Outro, mais jovem, ficou parado no corredor da loja só observando. Beth sentiu o líquido escorrer. Estava encharcada. Cada vez que se sentava de novo no banco baixo, abria as pernas de propósito. O vendedor já não conseguia disfarçar. As mãos tremeram quando amarrou a fivela do salto. Os dedos roçaram a parte interna da coxa dela, bem perto dos lábios inchados. Rubens, do lado de fora, sentia o pau doer dentro da calça. Via a esposa ali, exposta, oferecida, enquanto ele fingia ser só mais um estranho observando uma mulher safada no shopping. Quando Beth se levantou para olhar o sapato no espelho, o vestido balançou e, por um segundo, os lábios proeminentes ficaram completamente visíveis de lado. O vendedor estava atrás dela no espelho. Os olhos dele encontraram os dela. Beth sorriu, pequena, safada, e abriu um pouco mais as pernas na frente do espelho, como se estivesse só conferindo o caimento do vestido. Rubens mandou uma mensagem: “Compra os dois pares. E quando for pagar, se abaixa de propósito na frente dele.” Beth obedeceu. Na hora de pegar a bolsa no chão, se curvou devagar, de costas para o vendedor e para os outros homens que agora prestavam atenção. O vendedor ainda estava ajoelhado e soltou um “porra…” baixo, sem conseguir segurar, nem desviar o olhar. O vestido subiu até a cintura e os lábios grossos, úmidos e completamente expostos ficaram a poucos centímetros do rosto dele. As pupilas dilataram. A respiração ficou pesada. Por dois, três segundos ele ficou paralisado, a boca entreaberta, olhando direto para a fenda carnuda que se abria bem na sua frente. Quando Beth se endireitou devagar, ele ainda estava ajoelhado, o pau claramente marcado na calça social. O rosto estava vermelho. Ele engoliu em seco, a maçã do pescoço subindo e descendo, e tentou se recuperar, mas a voz saiu rouca e falhada: — A-a senhora… quer que eu embale os dois pares? Beth olhou para baixo, viu o volume na calça dele e sorriu, pequena, safada. Em vez de responder logo, abriu um pouco mais as pernas ali mesmo, de pé, e ajeitou o vestido de um jeito que os lábios ainda ficassem visíveis por mais alguns segundos. — Pode embalar — disse ela, a voz baixa e rouca. — Mas antes… me dá um cartão da loja? O vendedor piscou, confuso por um instante. Depois entendeu. Os olhos dele desceram de novo para entre as coxas dela, onde o tecido do vestido ainda não tinha caído completamente. Ele se levantou devagar, as mãos tremendo levemente, e foi até o balcão. Pegou um cartão de visita da loja, mas hesitou. Em vez de só entregar, escreveu algo no verso com a caneta que estava no bolso. O número do celular pessoal. Quando voltou, Beth estava sentada de novo no banco baixo, pernas abertas de propósito. Ele se abaixou para entregar o cartão e, nessa posição, o olhar dele foi direto para a buceta exposta. Beth não fechou as pernas. Deixou ele olhar à vontade enquanto pegava o cartão entre os dedos. — Obrigada — murmurou ela. — Se eu precisar de mais algum par… ou de alguma coisa… eu ligo. O vendedor assentiu, a voz quase inaudível: — Pode ligar. A qualquer hora. Eu… eu atendo pessoalmente. Beth se levantou, o vestido balançando, e passou tão perto dele que o tecido roçou na calça marcada do homem. Os lábios proeminentes quase tocaram o volume. Ela sentiu o calor que vinha dali. Do lado de fora, Rubens viu tudo pelo vidro: a cara de quem tinha acabado de ver uma buceta daquelas de perto, o jeito como o vendedor ficou olhando para a esposa sair, a mão que ele passou sem querer na frente da calça. Quando Beth saiu da loja com a sacola, o cartão apertado entre os dedos, Rubens mandou mensagem: “Ele escreveu o número pessoal, né?” Beth respondeu só com uma foto rápida, tirada no corredor: o cartão na palma da mão, o número rabiscado no verso, e, logo abaixo, uma imagem discreta dos próprios lábios ainda úmidos, entreabertos sob a barra do vestido. Rubens sorriu sozinho no meio do shopping. A rotina tinha acabado de ficar bem mais interessante. Rubens a seguiu alguns metros atrás, ainda fingindo que não a conhecia. Só quando entraram no elevador vazio ele a puxou contra a parede, enfiou a mão por baixo do vestido e abriu os lábios molhados dela com os dedos. — Sua putinha… todo mundo viu. Agora a gente vai pro banheiro do shopping. Eu quero foder essa buceta enquanto você ainda está pingando de tesão de ter se exibido. Beth só conseguiu gemer e abrir mais as pernas para os dedos do marido.
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