Sexo no Brasil Quando voltamos ao Brasil, achei que o desejo ficaria para trás, como uma febre de clima quente. Enganei-me. O criado veio conosco. Meu marido insistiu: “É de confiança, conhece a casa, não precisa ensinar de novo.” Eu não discuti. Por dentro, o peito latejou. Em Porto Alegre o inverno era úmido e cinzento. A casa grande, silenciosa. O marido voltava tarde do escritório. O criado, agora chamado apenas de João, cuidava do jardim, da cozinha, das compras. Andava pela casa de meias, quase sem fazer barulho. Eu sentia a presença dele antes de vê-lo. A primeira vez aconteceu numa terça-feira chuvosa. Eu estava no quarto de hóspedes procurando um cobertor antigo. Ele entrou para trocar as lâmpadas. Fechou a porta sem eu pedir. Ficamos nos olhando. Eu ainda usava o robe de seda. Ele, a camisa branca molhada da chuva. Não houve palavras. Ele se aproximou, agarrou-me pela cintura e me virou de frente para a cama. Puxou o robe para cima. Eu estava nua por baixo. O membro dele já estava duro, grosso, quente, exatamente como eu lembrava. Empurrou-me de quatro sobre o colchão e me penetrou de uma só vez. Eu mordia o travesseiro para não gritar. Ele me fodia com a mesma força de antes, sem pressa, sem carinho, só necessidade. Quando gozei, as pernas tremeram tanto que quase desabei. Ele se retirou, jorrou nas minhas costas e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido. A partir daí, virou rotina. Nas manhãs em que o marido saía cedo, João entrava no meu quarto ainda de pijama. Me tirava a calcinha com a mão áspera, me abria as coxas e me chupava até eu me contorcer. Depois me montava. Às vezes me fazia engolir. Outras, me virava de lado, devagar no começo, depois com força, até eu gemer alto demais e ele ter de colocar a mão sobre minha boca. Certa noite o marido viajou a São Paulo. João não esperou. Entrou no banheiro enquanto eu tomava banho. Me prendeu contra o azulejo molhado, levantou uma das minhas pernas e me penetrou ali mesmo, a água escorrendo entre nossos corpos. Gozei duas vezes antes dele terminar dentro de mim. Depois, na cama do casal, ele me fez ficar de joelhos e me usou a boca até cansar. Quando finalmente se deitou ao meu lado, eu ainda tremia. — A senhora sente falta da África? — perguntou, a voz baixa. Eu não respondi. Apenas abri as pernas de novo. Nos dias seguintes fomos mais longe. Eu o chamava para o escritório do marido enquanto este estava no trabalho. Ele me fodia sobre a mesa, sobre a cadeira de couro, de pé contra a estante. Uma tarde, depois de me fazer gozar três vezes, ele me carregou até a cozinha, me sentou na bancada e me chupou de novo até eu pedir por misericórdia. O desejo não diminuía. Pelo contrário. Quanto mais eu o tinha, mais eu queria. Às vezes, no meio da tarde, eu ia até o quarto de fundo onde ele dormia, abria a porta sem bater e me deitava na cama estreita dele. Ele entrava, via-me nua e já se despiinha. Me tomava em silêncio, com a mesma intensidade de sempre. Uma sexta-feira o marido chegou mais cedo. Quase nos pegou. Eu ainda estava no chão do quarto de João, de quatro, quando ouvi o carro na garagem. Tivemos segundos. Ele se retirou, eu me levantei, vesti o robe e saí pelo corredor como se viesse da lavanderia. O coração batia tão forte que eu mal conseguia falar quando o marido me beijou na entrada. Naquela noite, depois que o marido dormiu, eu desci de novo. João estava acordado. Me puxou para dentro, me deitou de barriga para baixo e me possuiu com lentidão deliberada, uma mão na minha nuca, a outra na minha cintura. Eu gozei sem fazer barulho, o rosto enterrado no travesseiro dele. Quando ele terminou, sussurrou no meu ouvido: — Aqui no Brasil também. Eu sorri no escuro. E continuei.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.