Uma Noite no Ônibus Quando comprei a passagem para uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, jamais poderia imaginar as delícias que me esperavam dentro daquele ônibus. Minha poltrona era a de número 13. Não dei importância na hora, embora treze seja o meu número de sorte. Comprei o bilhete na sexta e embarquei no domingo — dia treze — às vinte e três horas. Chegaria à primeira cidade por volta das seis da manhã seguinte, onde pegaria outro ônibus com destino a uma cidade mineira. Enquanto os passageiros ainda se acomodavam, minha única preocupação era descobrir quem seria meu companheiro de viagem. Um fumante inveterado? Uma senhora gorda e antipática? Foi então que ela apareceu. Uma pantera. Magra, séria, elegante, de uma beleza que cortava a respiração. Parou na minha frente conferindo o bilhete, acomodou a maletinha no porta-bagagens, verificou o número da poltrona mais uma vez e se sentou ao meu lado. Não pensei em nada pretensioso. Apenas fiquei satisfeito por ter ao lado uma mulher bem apessoada, de dentes muito brancos, olhos vivos e mãos... que mãos. Sonhando com aquelas mãos, acabei cochilando. Quando o ônibus passava pela torre da Embratel em Tanguá, ela puxou conversa: — Como é lindo isso à noite... Vacilei um instante, sem saber se se referia à torre, à noite ou ao próprio ônibus. Respondi com gentileza. Em poucos minutos já conversávamos como velhos conhecidos. Fiquei sabendo que era casada, tinha filhos, voltava de uma visita a parentes em Niterói e morava na cidade para onde eu também ia. O marido era comerciante de gado — comprava, criava e vendia — e viajava bastante. Ela aproveitava essas ausências para visitar a família. Bem antes de chegarmos a Campos, a intimidade já era outra. Madrugada adentro, enquanto a maioria dos passageiros dormia, nossas mãos começaram a trabalhar. A dela deslizou por baixo da minha roupa e envolveu meu pau, apertando e acariciando com habilidade. A minha desceu pela cintura dela, entrou pela calcinha e encontrou a abertura já úmida. Enquanto um dedo roçava ali, a outra mão subia pelo decote e brincava com os peitos pequenos e firmes. Ela quase desmaiava de excitação. Em dado momento sussurrou que queria me morder, me engolir inteiro. Ponderei que, naquela posição e com gente ao redor, seria difícil. Mas isso não nos impediu de continuar nos bolinando a noite inteira. Quando o dia começou a clarear, pelos lados de Cardoso Moreira, voltamos a fingir que éramos apenas dois passageiros bem-comportados. Eu joguei um suéter no colo para disfarçar a ereção teimosa. Passei um sufoco. Em algumas paradas nem consegui descer do ônibus. Mas a viagem chegava ao fim. Na rodoviária ela se aproximou e falou baixo: — Vou pra casa. Meu telefone é este. Daqui a vinte minutos me liga pra ver se dá pra você ir pra lá. Dito e feito. Fui. Ela me esperava na janela. Fez um sinal discreto e eu entrei pelos fundos. Vestia apenas uma camisola transparente que revelava tudo o que eu estava prestes a possuir. Fomos direto para o quarto, onde reinava uma penumbra agradável. Comecei beijando sua boca enquanto a mão direita descia até a gruta já encharcada. Depois desci os lábios pelos seios e, finalmente, até a xoxota. Ela se acomodou melhor, abocanhou meu pau e começou a sugar com vontade, num vaivém molhado e delicioso. Quase gozei na boca dela, mas ela parou no momento certo e pediu que eu a comesse. Desfiz a posição anterior, virei-a de quatro na cama e enterrei o pau de uma só vez naquela xoxotinha quente e apertada. Ela gemia, soluçava, mordia o travesseiro e se empurrava contra mim. Nunca vi mulher gozar tanto. Quando não aguentei mais, explodi dentro dela num orgasmo longo e profundo. Ainda sem sair de dentro, ouvi-a pedir que explorasse o buraquinho mais apertado. Ela mesma guiou meu pau até lá. A penetração foi fácil. Comecei devagar e fui aumentando o ritmo. Em pouco tempo os dois gozamos juntos de novo. Depois caímos na cama, eu ainda enterrado naquela bundinha linda, ela ofegante, e adormecemos. Quando acordei, o sol já estava alto. Passava do meio-dia. Eu havia perdido o ônibus de conexão. O dia foi pro brejo — perdi um dia de trabalho —, mas o lado bom era incomparável: podíamos continuar aquela festa dos sentidos até a manhã seguinte. E foi exatamente o que fizemos. — J.J., Rio de Janeiro – RJ
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