Ela entrou na sala de cinema de mão dada com o marido. O vestido curto e solto balançava sobre as coxas. Por baixo, nada. Nenhuma calcinha. A pele já quente e úmida. Ele escolheu os lugares no meio da fileira, quase vazia naquela sessão da tarde de um filme qualquer. Poucas pessoas. Luzes baixas. O cheiro de pipoca e o barulho abafado dos trailers. Eles se sentaram. O marido passou o braço pelo encosto dela e, com a outra mão, puxou o vestido para cima até a cintura. As coxas ficaram descobertas. A buceta depilada e brilhante ficou exposta no escuro quase total. — Abre as pernas — sussurrou ele. Ela obedeceu. Os joelhos se separaram. O ar-condicionado frio tocou a umidade dela. Dois lugares à frente, um casal. À esquerda, três fileiras acima, um homem sozinho. Ninguém olhava ainda. O filme começou. A tela iluminou o rosto dela por segundos. O marido deslizou a mão entre as coxas e abriu os lábios dela com dois dedos, deixando tudo ainda mais visível. — Agora qualquer um que olhar para cá vai ver exatamente o que eu vejo. Ela sentiu o coração acelerar. Alguns minutos depois, o homem sozinho se mexeu. A cabeça dele virou. A silhueta ficou parada. Ele tinha visto. A respiração dela ficou irregular. O marido notou e sorriu no escuro. — Ele está olhando. Não fecha as pernas. O homem se levantou e mudou de lugar, sentando dois assentos à direita deles, na mesma fileira. Agora a visão era direta. O marido tirou a mão e deixou ela completamente exposta. A tela piscava, iluminando de vez em quando a fenda molhada, o clitóris inchado, as coxas abertas. O homem ficou imóvel. Só olhando. O marido se inclinamos e falou baixo no ouvido dela: — Levanta o vestido mais. Coloca sobre o colo. Quero que ele veja tudo sem sombra. Ela puxou o tecido. Agora não havia nada escondendo. A buceta ficava ali, aberta, sob a luz intermitente da tela. O homem engoliu em seco. A mão dele desceu até a própria calça. Mais atrás, alguém se mexeu. Uma mulher tinha notado. Ela murmurou alguma coisa para o companheiro. Os dois olharam. Ficaram quietos. Observando. O marido passou os dedos de leve pelo clitóris dela, sem pressa, só o suficiente para ela tremer e para o brilho aumentar. — Eles estão todos vendo você — sussurrou. — Essa buceta molhada no meio do cinema. Ela mordeu o lábio para não gemer. As pernas tremiam. O homem ao lado já estava se tocando abertamente, os olhos fixos nela. O casal de trás não desviava o olhar. O marido se inclinou de novo: — Agora se levanta. Vai até a saída de emergência no fundo. Anda devagar. Deixa o vestido subir. Ela se levantou. O vestido escorregou, mas ele puxou de novo, mantendo a barra na cintura. Ela caminhou pelo corredor lateral, as nádegas e a buceta completamente à mostra sob a luz fraca. Várias cabeças se viraram. Alguém soltou um “porra…” baixo. O homem que estava se tocando se levantou e a seguiu com o olhar até ela sumir na sombra da porta. No corredor escuro atrás da sala, o marido a alcançou. Empurrou-a contra a parede e enterrou dois dedos nela de uma vez. — Você gostou de ser vista, não gostou? Ela só conseguiu gemer. Ele tirou os dedos, limpou na coxa dela e a puxou de volta para a sala. — Vamos terminar o filme — disse ele. — Dessa vez com as pernas ainda mais abertas. E se alguém chegar perto, você não fecha. Eles voltaram aos lugares. Agora quase metade da fileira sabia. Alguns olhares permaneciam fixos. O marido acomodou o vestido novamente sobre o colo, deixando tudo exposto, e passou o braço em volta dela como se fosse o casal mais normal do mundo. A tela iluminava. A buceta brilhava. E ela permaneceu aberta até o final dos créditos.
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