DESEJO PROIBIDO: ENTRE IRMÃOS, O PROIBIDO...NADA SERIA COMO ANTES - PARTE 7
Depois daquilo, nada voltou ao que era. Nos primeiros dias eles quase não se falavam. O silêncio ficou pesado dentro de casa. Ela evitava ficar sozinha no mesmo cômodo que ele. Quando se cruzavam no corredor, o olhar dela descia rápido para o chão. Ele, por outro lado, a observava mais do que antes — não de forma óbvia, mas o suficiente para ela sentir. A memória do sangue, do cheiro, da frase “não tira ainda” pairava entre os dois como um terceiro corpo. À noite, a rede onde tudo tinha acontecido continuava no mesmo lugar. Ela não deitava mais ali. Dormia na cama, de lado, de costas para a porta. Mesmo assim, algumas madrugadas ela acordava com o corpo latejando, a buceta apertando no vazio, e odiava isso. Odiava ainda mais quando a mão descia sozinha e ela gozava em silêncio lembrando da voz dele. Ele também não estava em paz. Carregava a imagem dela aberta na rede, o jeito como tinha chorado e mesmo assim pedido para ele ficar dentro. Em alguns momentos sentia uma posse suja e silenciosa. Em outros, uma culpa que apertava a garganta. Mas a culpa nunca foi forte o suficiente para apagar o desejo. Pelo contrário: quanto mais ele tentava se afastar, mais o corpo lembrava. A mudança real começou na segunda semana. Foi uma tarde em que a casa estava vazia. Ela saía do banheiro de toalha e o encontrou no corredor. O olhar dos dois se prendeu por tempo demais. Nenhum dos dois falou. Ele só deu um passo à frente. Ela não recuou. A toalha caiu. Não houve conversa, nem pedido, nem justificativa. Ele a pegou ali mesmo, contra a parede, com uma urgência quase raivosa. Dessa vez não teve sangue, mas teve a mesma intensidade. Ela gozou com a mão na boca para não fazer barulho. Ele gozou dentro de novo. Depois, os dois se arrumaram em silêncio e fingiram que nada tinha acontecido. A partir daí, o padrão se instalou. Durante o dia, eram irmãos. Conversavam sobre coisas banais, evitavam se tocar, mantinham a distância necessária para a mãe não suspeitar. Mas quando a casa ficava vazia, ou quando a noite avançava o suficiente, o outro lado aparecia. Às vezes era ela quem ia até o quarto dele. Às vezes era ele quem entrava no dela sem bater. O sexo era sempre intenso, quase silencioso, carregado da mesma mistura de vergonha e necessidade. Ela ainda chorava em alguns orgasmos. Ele ainda ficava dentro depois de gozar, como se precisasse confirmar que ainda cabia ali. A relação fraterna não desapareceu. Continuava existindo em paralelo — o cuidado, a memória compartilhada, a linguagem antiga. Mas agora havia uma camada por baixo, uma intimidade que nenhum dos dois conseguia nomear sem que a garganta apertasse. Eles não falavam sobre o que faziam. Não davam nome. Não prometiam nada. Só repetiam. Com o tempo, a vergonha dela mudou de forma. Deixou de ser só culpa e virou também um segredo quente que ela carregava no corpo. Quando olhava para ele na mesa do jantar, às vezes sentia a buceta latejar só de lembrar. E odiava o quanto isso a excitava. Ele, por sua vez, desenvolveu uma atenção constante a ela — o jeito que ela se movia, o tom de voz, se estava de short ou de saia. Era um desejo que tinha se misturado com uma forma distorcida de cuidado. Nenhum dos dois sabia como aquilo ia terminar. Só sabiam que, uma vez atravessada a linha, voltar era impossível. O vínculo tinha mudado de natureza. Agora havia algo entre eles que só os dois conheciam, algo que doía e excitava na mesma medida, e que nenhum conseguia largar.
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