O carro quebrou na estrada de terra, depois das dez da noite. Maria Cecília estava voltando de uma festa na casa de uma colega, mais longe do que deveria. O vestido curto, a calcinha fina, o cabelo solto. Quando o motor engasgou e morreu, ela ainda tentou dar partida três vezes. Nada. O silêncio do mato entrou pelo vidro aberto. Só o barulho de grilos e o farol fraco iluminando a estrada vazia. Ela desceu, abriu o capô, fingiu que entendia alguma coisa. Foi então que os faróis apareceram atrás. Uma caminhonete velha parou. Desceram três homens. Negros, altos, roupas de trabalho sujas, cheiro de suor e cachaça barata. O mais velho se aproximou primeiro, lanterna na mão. — Quebrou, né, moça? Maria Cecília segurou a bolsa contra o peito. — Sim… eu já chamei… Mentira. O celular não tinha sinal. Os três se entreolharam. O sorriso do mais baixo foi o primeiro a ficar torto. O do meio cuspiu no chão. O mais velho apagou a lanterna. — A gente ajuda a moça — disse ele. — Mas a moça também ajuda a gente. Maria Cecília deu um passo para trás. A mão dela encontrou a porta do carro. Não deu tempo. O mais baixo avançou rápido, agarrou o braço dela e puxou. O vestido rasgou no ombro. Ela gritou. O grito morreu quando a mão grande tapou a boca. Arrastaram-na para o mato, poucos metros da estrada. O chão era de terra úmida e folhas secas. O mais velho rasgou o vestido até a cintura. O do meio puxou a calcinha com força; o tecido cedeu. Em segundos Maria Cecília estava nua da cintura para baixo, os seios ainda meio cobertos pelo tecido rasgado, o corpo claro contrastando com a escuridão. Não houve conversa depois disso. O mais baixo abriu a calça e tirou o pau já duro, grosso, cheiro forte. Ajoelhou-se entre as pernas dela e enfiou de uma vez, fundo, até o saco. Maria Cecília gritou contra a mão que ainda tapava a boca. Ele fodeu com força, as estocadas secas, o corpo batendo contra o dela na terra. O mais velho se ajoelhou perto da cabeça, agarrou o cabelo claro e enfiou o pau na boca dela. O gosto era de suor e mijo. Ela engasgou. Ele não tirou. O terceiro esperou só o tempo de se masturbar olhando. Depois empurrou o mais baixo, virou Maria Cecília de quatro e meteu na buceta ainda escorrendo. Segurou o cabelo como rédea e fodeu com violência, dando tapas fortes na bunda clara. A cada tapa a pele avermelhava. Maria Cecília gritava, a face suja de terra e saliva. Os três se revezaram sem pressa. Um na boca, outro na buceta, depois no cu. O mais velho cospiu na mão, espalhou saliva no orifício apertado e enfiou o pau devagar no começo, depois de uma vez. Maria Cecília soltou um grito longo, o corpo inteiro tremendo. Eles não pararam. Foderam os dois buracos, trocando de posição, xingando baixo, rindo. O barulho da pele batendo misturava com os grilos. Gozaram nela como quem marca território. O mais baixo gozou dentro da buceta, enchendo-a. O do meio gozou na boca, forçando-a a engolir. O mais velho gozou no cu e ainda puxou para fora, terminando no rosto dela, cobrindo a boca, o queixo e o cabelo claro. Quando terminaram, Maria Cecília ficou caída no mato. Nua, as pernas abertas, a buceta e o cu escorrendo sêmen, o rosto sujo de porra e terra. Os três ajeitaram as calças, cuspiram no chão e voltaram para a caminhonete. O motor ligou. Os faróis se afastaram. Ela ficou ali por longos minutos, o peito subindo e descendo rápido, o corpo inteiro doendo. Depois se levantou devagar. O sêmen escorria pelas coxas. Puxou o que restava do vestido, nem tentou limpar o rosto, e cambaleou de volta até o carro. Sentou-se no banco do motorista, as pernas abertas, o líquido sujando o couro. Tentou dar partida. O carro, por algum milagre, pegou. Ela dirigiu de volta para casa com uma mão só. Com a outra, passava os dedos entre as pernas, sentindo o quanto ainda estava aberta, e chorava baixo — de ódio, de vergonha, e de um prazer sujo que não queria admitir. No dia seguinte o corpo estava marcado. E o boato, ainda não. Mas já tinha começado dentro dela.
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