Lara desceu da maca com as pernas ainda trêmulas. O cuzinho latejava, aberto e sensível, e a cada passo sentia o esperma do médico escorrer devagar, misturado a um leve ardor residual. Ele a ajudou a vestir o fio dental e o vestidinho, passou um lenço úmido entre as nádegas com cuidado quase profissional e depois abriu a porta do consultório como se nada de extraordinário tivesse acontecido. No elevador, Lara ficou encostada na parede de espelho. O tecido leve do vestido colava na pele quente. Cada movimento fazia a calcinha fio dental se deslocar, e o líquido quente continuava a descer, escorrendo pela parte de dentro da coxa. Ela apertou as pernas uma contra a outra, sentindo o pulsar profundo onde ele tinha acabado de entrar pela primeira vez. O Uber já esperava na frente do prédio. Lara subiu no banco de trás e murmurou o endereço. Assim que o carro arrancou, ela se acomodou e sentiu imediatamente o efeito do movimento: o esperma escorria mais rápido, molhando a renda preta e o tecido do assento. Ela cruzou as pernas com força, o rosto virado para a janela, e ficou revivendo cada segundo. A pressão inicial. A ardência viva quando a cabeça do pau rompeu o anel apertado. A sensação de ser preenchida até o fundo, de um jeito completamente diferente da buceta. O momento em que a dor se transformou em prazer e ela gozou com ele enterrado no cú. O jato quente dele pulsando dentro. O motorista não falava. O rádio tocava baixo. Lara aproveitou o silêncio para passar a mão por baixo do vestido, discretamente, e tocar a entrada ainda sensível. Os dedos saíram úmidos. Ela os olhou por um segundo — o branco do esperma misturado ao seu próprio líquido — e depois os escondeu de novo entre as coxas. A cidade passava pela janela, indiferente. Lara sorriu sozinha, pequena e secreta. Já não era mais virgem de jeito nenhum. Nem na frente, nem atrás. E o corpo inteiro ainda vibrava com a memória da invasão. Quando o carro parou em frente de casa, ela desceu com cuidado, sentindo o ar fresco bater nas pernas. O esperma continuava a escorrer, agora mais lento, mas ainda presente. Subiu os degraus da entrada com as coxas coladas, o coração batendo num ritmo estranho — metade vergonha, metade euforia. A mãe ainda não estava. A casa estava silenciosa. Lara trancou a porta, subiu direto para o quarto e se olhou no espelho de corpo inteiro. Levantou o vestido, puxou o fio dental para o lado e viu: o cuzinho um pouco vermelho, brilhante, ainda semiaberto, com um fio branco escorrendo. Passou o dedo, coletou um pouco do líquido e levou à boca, provando o gosto dele pela última vez naquele dia. Depois se deitou de bruços na cama, o rosto enterrado no travesseiro, e ficou assim por um longo tempo, sentindo o corpo inteiro pulsar no lugar onde ele a tinha desvirginado por trás. Já estava contando os dias para a próxima consulta.
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