A DAMA DO LOTAÇÃO: VOLTANDO PARA CASA DEPOIS DE SER FUDIDA PELOS TRÊS NEGROS
Solange saiu do terreno baldio cambaleando. O vestido rasgado mal cobria o corpo. Não tinha conseguido achar a calcinha nem o sutiã no mato. O tecido fino colava na pele suja de terra e sêmen. A cada passo o líquido escorria mais: das coxas, do cu, da buceta ainda aberta. Pingava na calçada. O cheiro era forte demais — porra, suor, terra — e subia com o vento quente da noite que começava. As pessoas olhavam. Um homem parado no ponto de ônibus abriu a boca e não fechou. Uma mulher puxou o filho pela mão e atravessou a rua. Solange não baixou a cabeça. Continuou andando, as pernas abertas demais, o vestido subindo a cada movimento, mostrando a buceta vermelha e escorrendo. O sêmen secava no rosto, no peito, no ventre, formando manchas brancas e pegajosas. Dois quarteirões depois um carro diminuiu ao lado dela. O motorista, um senhor de gravata, abaixou o vidro. Olhou para os seios marcados de porra, para as coxas sujas, e engoliu em seco. — Precisa de uma carona, moça? Solange parou. Abriu mais um pouco as pernas, só o suficiente para o líquido escorrer de novo, e respondeu com a voz rouca: — Só se for para me foder de novo. O homem ficou vermelho. Acelerou e foi embora. Solange riu baixo e continuou andando. Chegou em casa quase uma hora depois. A empregada estava na cozinha e engasgou quando viu a patroa entrar. Solange passou direto, sem explicar nada. Subiu as escadas deixando um rastro úmido no chão de madeira. Entrou no quarto, fechou a porta e se olhou no espelho de corpo inteiro. Estava irreconhecível. O cabelo sujo de terra. O rosto manchado de sêmen seco. Os seios cobertos de marcas brancas e vermelhas. A barriga suja. Entre as pernas, a buceta inchada, aberta, ainda escorrendo uma mistura de porra e lubrificação. A bunda marcada de tapas e de terra. O cheiro impregnava o quarto inteiro. Solange passou a mão entre as pernas, pegou um pouco do líquido que ainda descia e levou à boca. Chupou os dedos. Depois se deitou na cama sem tomar banho, o corpo sujo sujando os lençóis brancos. Abriu as pernas e enfiou os próprios dedos na buceta dilacerada, sentindo a porra dos três homens ainda lá dentro. Gozeu de novo, sozinha, gemendo alto, com a cara enterrada no travesseiro. Quando terminou, ficou olhando o teto. Ainda tremia. E já pensava no dia seguinte. No ônibus. No cemitério. Em qualquer lugar. Alberto continuava morto debaixo da terra. Ela, nua, suja e satisfeita, ainda estava muito viva.
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