A segunda vez aconteceu dez dias depois daquela tarde no banheiro.
Hélio mandou uma mensagem curta no meio da manhã, enquanto Alberto ainda estava no trabalho:
“Hoje à tarde. Sua casa. Ele não vai estar.”
Solange leu e sentiu a buceta latejar na hora. Respondeu só com um ponto final. Passou a manhã inteira molhada, trocando de calcinha duas vezes. Quando a empregada saiu para resolver umas compras, ela já estava pronta: vestido fino, sem sutiã, calcinha preta mínima que sabia que não ia durar.
Hélio chegou às duas e meia. Nem tocou a campainha. Solange já estava segurando a porta entreaberta. Ele entrou, fechou com o pé e a empurrou contra a parede da entrada. O beijo foi bruto, de língua e dente. A mão grande subiu direto entre as pernas dela, por baixo do vestido, e puxou a calcinha para o lado. Os dedos entraram com facilidade.
— Ainda escorrendo da última? — murmurou contra a boca dela.
— Lavei — mentiu Solange.
Hélio riu baixo. Tirou os dedos, cheirou, e depois empurrou ela na direção do corredor.
Não foram para o banheiro dessa vez.
Foram para o quarto de casal.
Hélio jogou Solange na cama de Alberto. O colchão afundou. Ele puxou o vestido dela para cima e arrancou a calcinha com uma puxada só, o tecido fino rasgando. Ficou olhando a buceta dela por um segundo, vermelha e brilhante, antes de abrir a calça e tirar o pau. Já estava duro, grosso, a veia latejando.
Não houve preliminares.
Ele abriu as pernas dela com os joelhos, encaixou e meteu até o fundo de uma vez. Solange gritou. O som ecoou na casa vazia. Hélio tapou a boca dela com a mão e começou a foder com força, as estocadas profundas fazendo a cama bater na parede. A cada embalo o pau saía quase inteiro e entrava de novo, molhado, fazendo barulho obsceno.
— Essa cama é dele — rosnou Hélio no ouvido dela. — E eu tô comendo a mulher dele nela.
Solange gozou rápido, o corpo arqueando, as unhas nas costas dele. Hélio não parou. Tirou o pau, virou ela de quatro na cama de casal e meteu de novo, agora segurando o cabelo dela como rédea. A outra mão descia e dava tapas secos na bunda. Solange gritava abafado no travesseiro de Alberto, o cheiro do marido ainda impregnado no tecido.
Hélio fodeu até cansar. Quando sentiu o orgasmo chegando, puxou o pau para fora, virou Solange de barriga para cima e gozou no ventre e nos seios dela, jatos quentes e espessos cobrindo a pele. Depois pegou o próprio pau ainda latejando e esfregou a cabeça na boca dela, fazendo-a lamber o resto.
Solange engoliu. Estava ofegante, o corpo marcado, a buceta aberta e escorrendo sobre a colcha de casal.
Hélio se sentou na beira da cama, respirando pesado, e olhou ao redor do quarto. Viu a foto de Alberto e Solange na criada-muda. Pegou a moldura, olhou para a imagem do amigo e depois para a mulher nua e suja de porra na cama.
— Quando ele te comer hoje à noite — disse, jogando a foto de volta no lugar —, ainda vai ter gosto de mim.
Solange passou o dedo no ventre, pegou um pouco do sêmen e levou à boca.
— Eu sei.
Hélio se vestiu sem pressa. Antes de sair, ainda deu um tapa final na buceta inchada dela e falou:
— Semana que vem eu invento outra desculpa.
Solange ficou deitada na cama de casal depois que ele foi embora. O sêmen secava no ventre e nos seios. A colcha estava amassada e manchada. Ela não trocou. Só puxou o vestido para baixo e ficou esperando a hora de Alberto chegar.
Quando o marido entrou no quarto, mais tarde, comentou que a cama estava bagunçada. Solange disse que tinha tirado uma sesta. Alberto acreditou. Deitou ao lado dela, passou a mão pelo corpo da mulher e sentiu a pele um pouco pegajosa. Não perguntou nada.
Naquela noite ele a comeu por cima da colcha ainda manchada.
Solange gozou com os olhos fechados, o cheiro do compadre ainda no travesseiro, e o sêmen de Hélio misturado com o do marido escorrendo entre as coxas.