A DAMA DO LOTAÇÃO: A PRIMEIRA ENCOXADA E GOZADA NO ÔNIBUS
Solange ainda era casada quando sentiu a primeira faísca. Alberto era um homem bom. Funcionário público, voz baixa, cheiro de sabonete barato e café. Na cama era educado demais. Beijava a testa dela antes de começar, pedia licença com os olhos, gozava rápido e logo depois perguntava se estava tudo bem. O pau dele era médio, sempre meio mole no começo, e ela quase nunca gozava. Fingia. Gemia baixinho para não magoá-lo. Depois ia ao banheiro e se masturbava em silêncio, pensando em nada, só no movimento dos dedos. A mudança começou num final de tarde comum. Chovia. O ônibus 474 vinha lotado. Solange voltava do dentista, saia de linho bege, calcinha de algodão, sutiã comum. Ficou em pé no corredor, segurando a barra. O corpo de um homem se colou atrás dela por causa do aperto. Não era de propósito no início. Mas o ônibus freou forte e a ereção dele — já dura — se encaixou exatamente na curva da bunda dela. Solange prendeu a respiração. O homem não se afastou. Ficou ali, o pau pressionado contra ela, e começou a se mover devagar, quase imperceptível. Solange sentiu o tecido da calça dele roçar o tecido da saia. O calor. A dureza. Algo dentro dela apertou. Pela primeira vez em anos a buceta latejou de verdade. Ela não se afastou. Pelo contrário: empurrou de leve para trás. O homem entendeu. A mão dele desceu e pousou na cintura dela, por cima da roupa. Os dedos apertaram. O quadril continuou o movimento, agora mais claro, encoxando de verdade. Solange sentiu a cabeça do pau dele roçar a fenda por cima da calcinha a cada balanço do ônibus. A calcinha ficou molhada em instantes. Ela abriu um pouco as pernas. O homem escorregou a mão para baixo, passou pela barriga e pressionou o clitóris por cima da roupa. Solange soltou um gemido baixo, abafado. Ninguém olhou. Ou todos olharam e fingiram que o balanço era só o balanço. O homem esfregou o clitóris dela com o polegar enquanto continuava encoxando. Solange gozou em pé, pela primeira vez na vida com um estranho, o corpo inteiro tremendo, a boca aberta, a calcinha encharcada. O homem sentiu. Acelerou os movimentos e gozou também, a calça molhada na frente, o gemido dele abafado no cabelo dela. Quando o ônibus parou, ele desceu sem que ela visse o rosto. Solange ficou ali, as pernas bambas, a calcinha ensopada colada na pele. O coração batia tão forte que doía. Pela primeira vez em anos ela tinha gozado de verdade. E não tinha sido com o marido. Chegou em casa ainda molhada. Alberto estava na sala, lendo o jornal. Beijou a testa dela e perguntou se o dentista tinha doído. Solange disse que não. Foi ao banheiro, tirou a calcinha encharcada, olhou para ela e sentiu o cheiro. Depois se trancou e se masturbou de novo, lembrando do pau desconhecido batendo na bunda, dos dedos no clitóris, do orgasmo no meio do ônibus. Naquela noite, quando Alberto a procurou na cama, ela abriu as pernas e gozou de verdade pela primeira vez com ele. Mas não pensava no marido. Pensava no homem sem rosto do ônibus. Foi só o começo. Nunca mais conseguiu parar...
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