Dois dias depois Solange subiu no 474 no meio da tarde. O vestido era curto, de algodão fino, a barra subindo fácil demais nas coxas. Ainda sentia as marcas das palmadas na bunda e nos seios, latejando de leve sob o tecido. O ônibus vinha pela metade. Ela ficou em pé perto do fundo, segurando a barra. Ele subiu dois pontos depois. Estudante. Novinho, uns dezenove anos no máximo. Camiseta larga, bermuda, mochila no ombro, cara de quem ainda se masturbava escondido no banheiro da faculdade. Olhou para Solange, viu as pernas nuas, o decote aberto, e ficou vermelho na hora. Tentou disfarçar, mas o volume já começava a marcar a bermuda. O ônibus encheu rápido. As pessoas foram se apertando. O estudante acabou colado atrás dela, o corpo magro pressionando as costas. Solange sentiu o pau dele endurecer depressa, roçando a curva da bunda a cada balanço. Ela não se afastou. Pelo contrário: empurrou levemente para trás, encaixando melhor. O menino respirou fundo no pescoço dela. A mão dele, trêmula, desceu e pousou na cintura dela por cima do vestido. Solange abriu um pouco as pernas. Ele entendeu. O quadril começou a se mover, devagar no começo, esfregando o pau duro entre as nádegas dela, por cima da roupa. O tecido da bermuda e o vestido fino eram a única barreira. A cada solavanco do ônibus o atrito ficava mais gostoso. Solange rebolou de leve, ajudando. O estudante soltou um gemido abafado, quase no ouvido dela. A mão desceu mais, passou pela barriga e encontrou o baixo ventre. Os dedos apertaram o clitóris por cima do vestido. Solange estava molhada. O tecido já colava. Ele esfregou em círculos, enquanto o pau continuava batendo ritmadamente na bunda dela. O ônibus parou num sinal longo. O estudante aproveitou. Segurou a cintura dela com as duas mãos e começou a encoxar de verdade, movimentos mais curtos e precisos, o pau grosso e jovem esfregando exatamente no meio das nádegas. Solange sentiu a cabeça dele roçar a entrada da buceta por cima da roupa a cada empurrão. O menino estava ofegante. A respiração quente batia no pescoço dela. — Eu vou… — ele sussurrou, a voz falhando. Solange empurrada a bunda para trás com mais força. — Goza. Goza encoxando a tia. O estudante perdeu o controle. Os movimentos ficaram desesperados, rápidos, o pau batendo com força entre as nádegas dela. Ele enterrou o rosto no cabelo de Solange e gozou assim, em pé, no meio do ônibus, gemendo baixo e longo. A bermuda ficou molhada na frente. Solange sentiu o calor do sêmen através dos dois tecidos, a umidade se espalhando. O menino continuou rebolando devagar, esfregando a própria porra nela enquanto ainda tremia. Quando o ônibus andou de novo, ele se afastou um pouco, vermelho até a orelha, a bermuda manchada. Solange olhou por cima do ombro e sorriu de canto. O vestido dela também estava úmido na parte de trás, onde o pau dele tinha gozado. O estudante desceu no próximo ponto sem conseguir olhar para ela de novo. Solange ficou no ônibus, a bunda ainda latejando pelo atrito, o cheiro de porra jovem impregnado no vestido. E o sorriso no rosto. Ainda tinha caminho até o ponto final.
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