A DAMA DO LOTAÇÃO:: O OPERÁRIO

Solange tinha trinta e sete anos e um marido morto havia onze meses. O corpo de Alberto ainda cheirava a formol nas noites em que ela acordava molhada. Não de suor. De outra coisa. A buceta encharcada.
Na manhã seguinte ao enterro, ela se trancou no banheiro e se masturbou até gozar e ferir a buceta , deixando -a inchada, quase a sangrar. Pensava no marido vivo, no pênis dele grosso e sempre meio flácido, na forma como ele gemia baixinho, envergonhado, como se o prazer fosse pecado. Depois pensava nele morto. A carne fria. A boca aberta. E gozava.
Desde então, Solange só conseguia gozar em movimento.
Pegava o ônibus 474, o que descia a Avenida Atlântica e subia a Presidente Vargas. Sentava-se no fundo, no banco junto a janela, de pernas cruzadas. O ônibus estava lotado. Usava saia justa, sem calcinha. O tecido do banco raspava a vulva inchada. Cada solavanco do ônibus esfregava o clitóris contra o assento. Ela apertava as coxas e sentia o líquido escorrer pela fenda, molhando o tecido da saia por baixo.
Os homens olhavam.
Ele entrou no ponto da Central. Operário. Camisa azul desbotada, suja de graxa. Mãos enormes, grossas, cobertas de calos. As unhas pretas de óleo e sujeira. O cheiro dele chegou antes: suor masculino, metal, cigarro barato. Olhou para o fundo do ônibus, viu o único lugar vazio ao lado de Solange e veio direto. Sentou-se pesado, a coxa grossa colada na dela.
Solange não se afastou.
O homem ajeitou o corpo, os joelhos abertos. O joelho dele tocou o dela. Ela abriu um pouco as pernas. O tecido da saia subiu. A pele nua da coxa interna ficou exposta. O operário olhou de relance, engoliu em seco. A mão direita, aquela mão suja de graxa, desceu devagar e pousou no próprio joelho. Os dedos se mexeram. Depois subiram pela calça, fingindo ajeitar o tecido.
Solange abriu mais as pernas.
O ônibus deu uma freada seca. O corpo dele inclinou para o lado dela. A mão grossa escorregou e tocou a pele nua sob a saia. Os dedos ásperos, cobertos de calos e óleo, roçaram a parte interna da coxa. Solange prendeu a respiração. Não se moveu. O homem hesitou um segundo, depois avançou. Os dedos subiram mais. Encontraram a vulva quente, já encharcada. Os lábios estavam inchados, escorrendo. O dedo médio, grosso e sujo, passou devagar pela fenda, espalhando o líquido. Solange abriu as pernas o máximo que o banco permitia.
Ele enfiou dois dedos de uma vez.
Sem carinho. Sem aviso. Os dedos calosos entraram fundo, abrindo a buceta molhada com um som úmido e obsceno. Solange mordeu o lábio inferior. O ônibus balançava. Cada solavanco fazia os dedos dele entrarem mais fundo. O polegar áspero encontrou o clitóris inchado e começou a esfregar com força, em círculos rápidos e grosseiros. Os outros dois dedos se moviam dentro dela, curvando-se, procurando o ponto que a fazia tremer. O óleo das unhas pretas misturava-se com o líquido dela. O cheiro de graxa e buceta se espalhava no fundo do ônibus.
Solange estava encharcada. O líquido escorria pelos dedos dele, molhando a palma da mão suja, pingando no banco. O operário respirou pesado pelo nariz. A outra mão desceu e abriu o zíper da calça. O pau saiu grosso, escuro, veias saltadas, a cabeça já molhada de porra. Ele agarrou a mão de Solange e colocou em cima. Ela apertou. A pele era quente, grossa, pulsando. Ele guiou a mão dela para cima e para baixo, enquanto os dedos continuavam fodendo a buceta dela com violência.
O ônibus parou num sinal. Ninguém olhou para o fundo. Ou todos olharam e fingiram que não. Solange rebolou no banco, enfiando os dedos dele mais fundo. O polegar esfregava o clitóris com força, quase doendo. Ela sentiu o orgasmo subindo. A buceta apertou os dedos sujos. As paredes contraíram com força. Solange gozou em silêncio, a boca entreaberta, os olhos vidrados, o corpo tremendo no banco. O líquido jorrou pelos dedos dele, molhando a mão até o pulso.
O operário tirou os dedos. Estavam brilhantes, cobertos de porra dela e de graxa. Ele levou a mão ao nariz e cheirou fundo, os olhos fechados. Depois enfiou os mesmos dedos na boca e chupou, o barulho molhado e sujo. Solange ainda tremia. Ele pegou a mão dela, que ainda apertava o pau, e puxou para baixo. A cabeça inchada roçou os dedos dela. Ele gemeu baixo.
— Abre a boca — murmurou, a voz rouca.
Solange inclinou o corpo para o lado, escondida pelo banco da frente. Abriu a boca. O operário enfiou o pau grosso entre os lábios dela. O gosto era de suor, urina antiga e porra. Ela engoliu o máximo que pôde. A cabeça batia na garganta. Ele segurou o cabelo dela com a mão suja e fodeu a boca com movimentos curtos e brutais. A cada empurrão, o pau entrava mais fundo. Solange engasgava, saliva escorrendo pelo queixo, misturada com o pré-gozo dele. Os olhos lacrimejavam. Ele não parou. Fodeu a boca dela até gozar. O sêmen veio quente, espesso, em jatos fortes. Solange engoliu o que pôde. O resto escorreu pelos cantos da boca, pingou no colo dela, manchou a saia.
O operário tirou o pau ainda semi-duro, limpou a cabeça na bochecha dela e guardou. Olhou para a própria mão, ainda molhada da buceta dela, e limpou na calça azul. Levantou-se no próximo ponto sem dizer uma palavra. Desceu. Sumiu na multidão.
Solange ficou sentada.
A boca inchada. O gosto de porra ainda na língua. A buceta latejando, aberta, escorrendo. O banco sob ela estava encharcado. O cheiro de graxa, suor e sexo impregnava a saia. Ela fechou as pernas devagar e sentiu o líquido dele e o dela escorrendo juntas pela coxa.
Quando chegou em casa, a empregada estava na cozinha. Solange passou direto, trancou-se no banheiro, sentou-se no vaso e enfiou os próprios dedos na buceta ainda dilatada. Cheirou a mão. Ainda tinha o cheiro dele. De graxa. De óleo. De homem sujo.
Gozou de novo, sozinha, pensando nas unhas pretas entrando nela.
No dia seguinte, ela pegou o mesmo ônibus.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A DAMA DO LOTAÇÃO:: O OPERÁRIO

Codigo do conto:
272522

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
17/09/2026

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