O cemitério era antigo, de terra batida e túmulos tortos. Solange foi numa tarde de quarta-feira, vestindo a mesma saia preta justa, sem calcinha. Levava um buquê de crisântemos murchos. O sol batia forte nas lápides. O cheiro de terra molhada e flores podres subia do chão. O túmulo de Alberto ficava no fundo, perto do muro. A lápide simples: nome, datas, uma cruz. Solange ajoelhou-se na terra seca. Colocou as flores. Ficou olhando a foto antiga do marido sob o vidro rachado. Pensou no pau dele, sempre meio mole, no jeito envergonhado como ele gozava. Depois pensou no operário, no estudante, no motorista, no soldado. A buceta latejou. Ouviu o barulho de pá atrás dela. O coveiro era um homem de uns cinquenta anos, baixo, ombros largos, pele queimada de sol. Camisa sem mangas suada, calça de brim suja de barro. As mãos enormes, cheias de calo, as unhas pretas de terra. Ele parou a uns metros, apoiado na pá, olhando. Solange não se virou de imediato. Continuou ajoelhada, a saia subindo nas coxas. Depois olhou por cima do ombro. O coveiro cuspiu no chão e falou, a voz rouca: — Viúva, né? Ela acenou com a cabeça. — Faz tempo? — Onze meses. O coveiro se aproximou. Parou bem atrás dela. Solange sentiu o cheiro: suor azedo, terra, cigarro. Ele se agachou. A mão suja pousou na lápide, bem ao lado da foto de Alberto. — Tem mulher que vem aqui e chora. Outra fica só olhando. Você... — ele passou a língua nos dentes — você tá com a saia molhada por baixo. Solange não negou. Abriu um pouco mais as pernas na terra. O coveiro respirou fundo. A mão calosa desceu da lápide e tocou a coxa nua dela. Os dedos ásperos subiram devagar, encontraram a buceta já encharcada. Ele enfiou dois dedos de uma vez, fundo, sem carinho. O barulho molhado misturou-se com o vento entre os túmulos. — Porra... — murmurou ele. — Tá escorrendo. Solange empurrou a bunda para trás, enfiando os dedos dele mais fundo. O coveiro tirou a mão, lambeu os dedos sujos de terra e de buceta, e depois abriu a calça. O pau saiu grosso, escuro, a cabeça já brilhante. Ele ajeitou Solange de quatro sobre o túmulo do marido. A saia foi erguida até a cintura. As mãos enormes abriram as nádegas dela. O pau entrou de uma cajadada só, até o saco. Solange arquejou. A testa bateu na lápide. O coveiro fodeu com força, as estocadas secas e profundas, o barulho da pele batendo ecoando entre as sepulturas. A cada embalo, o corpo dela esfregava contra a foto de Alberto. O coveiro cospiu na mão e enfiou o polegar no cu dela, girando enquanto metia. — Isso... engole tudo — rosnou ele. Solange gozou primeiro, as pernas tremendo na terra, a buceta apertando o pau grosso. O líquido escorreu, misturou-se com a terra seca. O coveiro acelerou, segurou o cabelo dela e puxou a cabeça para trás. Gozeu fundo, com um gemido baixo e longo, enchendo a buceta de porra quente. Ficou enterrado mais alguns segundos, respirando pesado, o suor pingando nas costas dela. Quando tirou o pau, o sêmen desceu em fio grosso, pingou na terra do túmulo, bem perto das flores. O coveiro limpou a cabeça do pau na coxa interna de Solange e guardou. Cuspiu de novo no chão. — Se quiser voltar... — disse ele, já pegando a pá de novo. — Eu tô sempre por aqui. Enterro gente todo dia. Solange se levantou devagar. A saia desceu. O sêmen escorria pela perna, misturado com terra. Ela olhou uma última vez para a foto de Alberto sob o vidro rachado. Depois virou as costas e saiu andando entre as lápides, as pernas abertas demais, o cheiro de sexo e terra morta impregnado nela. No portão do cemitério, o sol ainda batia forte. Solange passou a língua nos lábios e sorriu. Alberto continuava debaixo da terra. Ela, não.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.