Foi num domingo de calor, dois meses antes daquele almoço.
Alberto tinha almoçado demais e fora dormir a sesta no quarto, de bermuda e camiseta, roncando de boca aberta. A empregada tinha folga. A casa estava silenciosa. Só o barulho do ventilador de teto e o canto esporádico de uma cigarra lá fora.
Solange lavava a louça quando Hélio apareceu na porta da cozinha. Não tinha ido embora com a mulher. Tinha inventado uma desculpa qualquer sobre buscar um documento que Alberto teria guardado. A mulher dele já tinha saído. Hélio ficou.
Ele não falou nada no começo. Só ficou olhando Solange de costas, a saia leve colada nas nádegas por causa da água da pia. Depois se aproximou. Passou a mão pela cintura dela, por cima da roupa, e falou baixo no ouvido:
— Ele tá dormindo fundo.
Solange não se virou. Continuou com as mãos na louça. Mas não se afastou.
Hélio apertou mais a cintura. A outra mão subiu e pegou um seio por cima do tecido. O polegar roçou o mamilo, que já estava duro. Solange soltou a louça e apoiou as mãos na beira da pia. Hélio puxou a saia para cima de uma vez. Por baixo ela usava só uma calcinha fina, já úmida no meio. Ele puxou a calcinha para o lado e enfiou dois dedos sem pedir licença. Solange estava encharcada.
— Desde aquele dia no aniversário você fica molhada quando me vê — murmurou ele. — Eu sei.
Solange empurrou a bunda para trás, enfiando os dedos dele mais fundo. Hélio tirou a mão, chupou os dedos e depois abriu a calça. O pau saiu grosso, já duro, a cabeça brilhante. Ele não levou Solange para o quarto. Levou para o banheiro da área de serviço, o mais perto, o de porta fina.
Lá dentro, empurrou ela contra a pia pequena. Solange viu o próprio rosto no espelho: vermelho, olhos vidrados, a boca entreaberta. Hélio puxou a calcinha para baixo até os tornozelos. Ela tirou um pé dela. Ele abriu as pernas dela com o joelho, encaixou o pau e meteu de uma vez só.
O gemido que Solange soltou foi alto demais para uma casa onde o marido dormia. Hélio tapou a boca dela com a mão e começou a foder com força. As estocadas faziam a pia tremer. O barulho da pele batendo contra a pele enchia o banheiro pequeno. Solange babava na mão dele, os olhos revirando. Hélio tirou a mão só para ela respirar e falou no ouvido, a voz rouca:
— Goza quieta, puta. Seu marido tá dormindo no quarto.
Solange gozou assim mesmo, com o pau dele enterrado fundo, o corpo inteiro tremendo contra a pia. As pernas fraquejaram. Hélio segurou ela pela cintura e continuou metendo, agora mais rápido, atrás do próprio orgasmo. Gozeu dentro, com um gemido baixo e longo, o sêmen quente enchendo a buceta dela.
Ficou alguns segundos parado, ainda dentro, respirando pesado nas costas dela. Depois tirou o pau devagar. O sêmen escorreu logo em seguida, grosso, escorrendo pela coxa interna de Solange até o joelho. Hélio pegou um pedaço de papel higiênico, limpou o próprio pau, depois passou o papel de qualquer jeito entre as pernas dela e jogou no vaso.
— Guarda um pouco para ele cheirar depois — disse, quase rindo.
Solange ainda estava curvada sobre a pia, ofegante, a saia erguida, a calcinha em um dos tornozelos, a porra descendo. Hélio ajeitou a calça, abriu a porta do banheiro com cuidado e saiu. Minutos depois ela ouviu a porta da frente se fechar.
Quando Solange finalmente saiu do banheiro, limpou o que pôde com uma toalha, puxou a calcinha de volta e voltou para a cozinha. O sêmen ainda escorria, manchando o tecido. Ela terminou de lavar a louça assim, com a porra do compadre escorrendo dentro dela.
No quarto, Alberto continuava roncando.
Mais tarde, quando ele acordou e a procurou, Solange deixou que a comesse no sofá da sala. Alberto achou que ela estava especialmente molhada naquele dia. Comentou, rindo baixinho. Solange só sorriu e abriu mais as pernas.
Não disse de quem era o resto que ainda escorria.