A DAMA DO LOTAÇÃO: UMA NOVA VISITA AO CEMITÉRIO...
Solange voltou ao cemitério no final de uma tarde quente. O vestido era leve, quase transparente com o suor. Sem calcinha. Sem sutiã. As marcas antigas das palmadas já tinham sumido, mas a memória delas ainda ardia quando o tecido roçava a pele. Entrou pelo portão lateral, o mesmo caminho de sempre, e foi direto ao túmulo de Alberto. A lápide estava suja de folhas secas. Ela ajoelhou-se, limpou com a mão e ficou olhando a foto sob o vidro rachado. O rosto do marido morto. A boca entreaberta. A mesma expressão de sempre. Ouviu os passos atrás dela. O coveiro e o jardineiro. Os dois já a esperavam, como se soubessem que ela voltaria. Camisas suadas, mãos sujas de terra, o cheiro forte de grama cortada e suor. O coveiro cuspiu no chão e falou, a voz rouca: — A puta sentiu falta. Solange não respondeu. Apenas se levantou, virou de costas para a lápide e ergueu o vestido até a cintura. A buceta já estava brilhante. O jardineiro foi o primeiro a avançar. Agarrou-a pelo cabelo e a empurrou de quatro sobre o túmulo. O coveiro abriu a calça, tirou o pau grosso e enfiou na boca dela de uma vez. O jardineiro ajoelhou-se atrás, abriu as nádegas e meteu na buceta com força. O barulho voltou a ecoar entre as sepulturas: pele batendo, gemidos, o som molhado. Desta vez não houve pressa. Eles a foderam com calma e violência ao mesmo tempo. O coveiro segurava a cabeça dela e fodia a boca até engasgar. O jardineiro metia fundo, dava tapas secos na bunda, depois cospia no cu e enfiava o polegar. Solange gritava, a face suja de saliva, o corpo balançando sobre o nome do marido. Trocaram de posição. O jardineiro foi para a boca. O coveiro meteu no cu de uma vez, sem muita preparação. Solange soltou um grito longo. Ele fodeu o cu com estocadas profundas enquanto o jardineiro a fazia chupar o pau ainda molhado da buceta. Depois os dois a viraram de barriga para cima sobre a lápide fria. Um segurou as pernas abertas. O outro meteu. Revezaram. Gozaram nela um depois do outro: dentro da buceta, dentro do cu, no rosto, nos seios. Quando terminaram, Solange ficou deitada sobre o túmulo de Alberto, nua da cintura para baixo, o vestido erguido, o sêmen escorrendo pelos dois buracos e pelo queixo. O corpo latejava. A lápide estava suja de terra, saliva e porra. O coveiro limpou o pau na coxa dela e falou, já ajeitando a calça: — Semana que vem a gente traz o outro de novo. O que cava as covas novas. Solange apenas acenou, ainda ofegante, os olhos semicerrados. Os dois homens se afastaram entre as lápides. Solange ficou mais alguns minutos deitada sobre o marido morto, sentindo o sêmen esfriar na pele. Depois se levantou, puxou o vestido para baixo e saiu andando entre os túmulos, as pernas abertas, o líquido escorrendo até quase o joelho. No portão, o sol já tinha descido. Ela sorriu. Alberto continuava debaixo da terra. E ela, mais uma vez, tinha gozado em cima dele.
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