DEPOIS DA TENTAÇÃO NO ÔNIBUS, A CONVERSA ENTRE AS MULHERES...
Dois dias depois, Juliana marcou um café com Suelen na casa pastoral, em um horário em que Marcos estaria fora. Suelen chegou impecável: saia longa floral, blusa comportada, maquiagem discreta e um sorriso doce de quem realmente acreditava no que pregava. As duas se sentaram na sala de visitas. Depois de um papo superficial sobre o culto e as irmãs do grupo de mulheres, Juliana decidiu começar a plantar a semente. — Suelen… posso te confessar uma coisa? — perguntou Juliana, fingindo hesitação. — Tenho me sentido muito sobrecarregada ultimamente. No casamento, quero dizer. Suelen inclinou a cabeça, preocupada, e segurou a mão dela. — Claro, irmã. Pode falar com confiança. O que está acontecendo? Juliana baixou o olhar, fingindo vergonha: — É que… o Marcos é um homem de Deus maravilhoso, mas… no íntimo… ele não me toca quase nunca. Quando toca, é rápido, sem paixão. Eu me sinto sozinha. Sinto falta de ser desejada, de ser… possuída. Às vezes eu tenho pensamentos ruins. Pecaminosos. Suelen ficou visivelmente desconfortável, mas manteve o tom pastoral: — Isso é normal, Juliana. O casamento tem fases. Devemos orar, jejuar e buscar a Deus. A tentação vem do inimigo… Juliana interrompeu, falando mais baixo, quase confidencial: — Eu sei… mas às vezes a tentação é tão forte. Outro dia, no ônibus, um homem me encoxou. Ele pressionou o pau duro contra minha bunda… e eu não consegui me afastar. Fiquei molhada. Depois desci do ônibus com ele. Suelen arregalou os olhos, chocada. — Juliana! Você… você pecou? Juliana assentiu, com os olhos marejados (parte atuação, parte excitação real): — Pequei. Ele me levou pra um motel e me fodeu. Fodeu minha boca, minha buceta… e meu cu. Eu gozei várias vezes. E o pior… eu gostei. Gostei de me sentir usada como uma puta. Suelen ficou em silêncio, o rosto vermelho. Juliana continuou, baixando ainda mais a voz: — Você nunca sente isso, Suelen? O Cláudio é um bom homem, mas… ele te satisfaz? Você nunca fantasiou com outro homem te pegando com força? Te chamando de vadia enquanto te arromba? Suelen engoliu em seco. Seus dedos apertavam a xícara de café com força. — Eu… eu sou casada há 15 anos. Temos compromisso com Deus. Não posso pensar nessas coisas… Juliana se inclinou para frente e tocou o joelho dela: — Mas você pensa, né? Eu vejo no seu olhar. Você é linda, tem um corpo lindo… e fica escondendo tudo debaixo dessas roupas compridas. Aposto que às vezes você fica molhada no culto imaginando ser tocada de verdade. Suelen ficou em silêncio por quase um minuto. Depois, com a voz quase inaudível, confessou: — Às vezes… sim. Eu sinto falta de paixão. O Cláudio é carinhoso, mas é muito… certinho. Eu me sinto culpada só de pensar em outras coisas. Juliana sorriu por dentro. A semente estava plantada. — Se um dia você quiser desabafar… ou quiser algo mais… pode confiar em mim. Eu não vou te julgar. Na verdade… eu posso te entender melhor do que ninguém agora. Suelen olhou para Juliana com uma mistura de medo, curiosidade e algo que parecia desejo reprimido. — Eu… vou pensar — disse ela, levantando-se rapidamente. — Obrigada pela conversa. Vamos orar por isso. Quando Suelen saiu, Juliana pegou o celular e mandou uma mensagem para Marcos: “Conversa feita. Ela está balançada. Admitiu que sente falta de paixão e que tem pensamentos pecaminosos. Está vulnerável.” Marcos respondeu quase imediatamente: “Boa garota. Continua. Quero ela no motel em duas semanas. E quero você ajudando a corrompê-la.” Juliana sorriu, sentindo a buceta molhada só de imaginar Suelen caindo junto com ela. Dois dias depois, Juliana enviou uma mensagem para Suelen convidando-a para um chá na casa pastoral à tarde, dizendo que precisava de mais “conselho espiritual”. Suelen aceitou, claramente curiosa e um pouco inquieta. Dessa vez, Juliana preparou o ambiente: luz baixa, chá de camomila, e uma roupa mais justa do que o normal — uma saia longa, mas com uma blusa que marcava sutilmente os seios. Assim que Suelen chegou, Juliana a abraçou demoradamente, deixando os corpos se tocarem mais do que o necessário. — Obrigada por vir. Eu estava precisando muito conversar com alguém que entende — disse Juliana, com voz suave. As duas se sentaram no sofá. Depois de um papo inicial sobre as irmãs da igreja, Juliana foi direto ao ponto: — Suelen… você pensou no que conversamos da outra vez? Suelen baixou o olhar, mexendo nervosamente na xícara. — Pensei… bastante. Não consigo tirar da cabeça. Eu amo o Cláudio, mas… faz meses que não temos intimidade de verdade. Quando ele me toca, é mecânico. Eu me sinto invisível. Juliana se aproximou mais, colocando a mão sobre a coxa de Suelen. — Eu sei exatamente como é. Depois que eu caí… depois que eu deixei aquele homem me usar… eu me senti viva pela primeira vez em anos. Ele não me tratou como uma “irmã em Cristo”. Ele me tratou como uma mulher. Me chamou de puta, me fodeu com força, me arrombou o cu… e eu gozei como nunca tinha gozado na vida. Suelen ficou visivelmente agitada. O rosto corou e ela apertou as coxas. — Juliana… isso é pecado grave. Nós não podemos… — Mas você quer, não quer? — interrompeu Juliana, a voz mais baixa e sedutora. — Eu vejo no seu olhar. Você fica molhada quando pensa nisso. Aposto que ontem à noite, deitada ao lado do Cláudio, você imaginou um homem forte te pegando com força, não é? Suelen ficou em silêncio por quase um minuto. Depois, quase sussurrando, confessou: — Sim… eu imaginei. Eu me senti tão culpada depois… orei pedindo perdão, mas… não consegui parar de pensar. Juliana sorriu por dentro e continuou cutucando: — E como foi a fantasia? Ele te fodeu na buceta? No cu? Você imaginou ele te chamando de vadia enquanto metia fundo? Suelen respirava mais rápido agora. As mãos tremiam levemente. — Eu… imaginei ele me pegando por trás… forte… e dizendo coisas sujas. Eu me senti horrível depois, mas… fiquei molhada a noite toda. Juliana se inclinou ainda mais, quase colando o corpo no dela, e sussurrou: — Não precisa se sentir horrível. Eu posso te ajudar a viver isso… sem que ninguém saiba. Tem um homem… ele é discreto, forte, e sabe guardar segredo. Se você quiser… eu posso marcar um encontro. Só para conversar. Sem pressão. Suelen ficou quieta por um longo tempo, claramente lutando internamente. Depois, com a voz quase inaudível: — Eu… não sei se consigo. Tenho medo de não parar mais. Tenho medo de gostar demais. Juliana segurou a mão dela com carinho, mas com firmeza: — É normal ter medo. Eu também tive. Mas depois que provei… não quero mais voltar a viver sem isso. Pense nisso, Suelen. Você merece sentir prazer de verdade. Merece ser desejada como uma mulher, não só como “esposa do diácono”. Antes de Suelen ir embora, Juliana deu um abraço apertado e sussurrou no ouvido dela: — Se decidir, me avisa. Eu vou com você no primeiro encontro… para te dar coragem. Suelen saiu da casa com o rosto vermelho e o olhar perdido. Assim que ela saiu, Juliana pegou o celular e mandou mensagem para Marcos: “Planta plantada. Ela admitiu que fantasia com outro homem, que fica molhada e que tem medo de gostar. Está quase pronta. Quer que eu marque o encontro para a próxima semana?” Marcos respondeu rapidamente: “Perfeito. Marque. E grave a conversa dela comigo depois. Quero ouvir cada detalhe da queda dela.”
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