EXIBICIONISMO NO SUPERMERCADO

Ela empurrou o carrinho pelo corredor dos laticínios com as pernas um pouco abertas demais para ser natural. O vestido de verão, fino e curto, balançava a cada passo. Por baixo, nada. Nenhuma calcinha. A pele quente das coxas roçava uma na outra e, de vez em quando, um fio de umidade escorria discreto até a dobra da virilha. O marido caminhava ao lado, uma mão no bolso, a outra ocasionalmente tocando a parte de trás da coxa dela, como se estivesse apenas a guiando.
— Continua assim — murmurou ele, baixo o bastante para só ela ouvir. — Quero que todo mundo que olhar para baixo veja.
O supermercado estava moderadamente cheio naquela tarde de sábado. Luzes fluorescentes, cheiro de pão fresco e o barulho constante de carrinhos. Ela parou na frente da geladeira de iogurtes e se inclinou para pegar um pote na prateleira de baixo. O vestido subiu. Por um segundo, as nádegas arredondadas e a fenda já úmida ficaram completamente expostas para quem estivesse atrás. Um homem de uns quarenta anos, empurrando um carrinho com duas crianças, passou exatamente naquele momento. O olhar dele desceu, travou, e ele quase bateu o carrinho na prateleira.
O marido sorriu de lado.
— Ele viu tudo.
Ela se endireitou devagar, o rosto quente, o coração batendo forte. Continuaram andando. No corredor dos cereais, ela se agachou para pegar uma caixa no fundo da prateleira inferior. Dessa vez o vestido subiu ainda mais. O marido se posicionou de forma a bloquear parcialmente a visão de quem viesse pela frente, mas deixou o ângulo aberto para quem estivesse no corredor paralelo. Uma mulher mais jovem, que escolhia biscoitos, olhou por acaso. Seus olhos se arregalaram por um instante antes de ela desviar o olhar, vermelha.
Mais adiante, na seção de frutas, o marido parou e pegou uma maçã.
— Fica de costas para a parede de espelhos da padaria — ordenou baixinho. — E se curva para escolher as uvas.
Ela obedeceu. O espelho refletia claramente a imagem: o vestido erguido, as pernas abertas o suficiente, a buceta depilada e brilhante à mostra para qualquer um que olhasse naquela direção. Um funcionário que reabastecia as prateleiras de pão congelou por meio segundo. Depois fingiu continuar o trabalho, mas os olhos voltaram duas, três vezes.
O marido se aproximou por trás, fingindo ajudar a escolher as uvas. A mão dele deslizou por baixo do vestido, dois dedos passando lentamente entre os lábios molhados dela.
— Você está escorrendo no meio do supermercado — sussurrou. — E metade dessas pessoas já viu.
Ela mordeu o lábio inferior para não gemer. As pernas tremeram. Ele retirou a mão, limpou os dedos discretamente na própria calça e continuou empurrando o carrinho como se nada tivesse acontecido.
No corredor dos produtos de limpeza, quase vazio, ele a fez parar de novo. Dessa vez, ela se inclinou sobre o carrinho, de costas para o corredor principal, fingindo ler o rótulo de um detergente. O vestido subiu até a cintura. Qualquer pessoa que passasse veria tudo: a curva das nádegas, o brilho entre as coxas, o clitóris inchado. Dois adolescentes que riam alto no final do corredor passaram. Um deles engasgou com a própria risada. O outro empurrão no ombro do amigo e os dois aceleraram o passo, vermelhos e excitados.
O marido passou a mão pela nuca dela, carinhoso, público.
— Última vez — disse. — Caixa rápida. Quero que o caixa veja quando você se inclinar para pegar a carteira na bolsa.
Eles foram para a fila. Quando chegou a vez, ela se curvou sobre o balcão para colocar as compras, o vestido subindo mais uma vez. O jovem do caixa olhou para baixo por reflexo. Seus olhos se arregalaram. Ele engoliu em seco, as mãos tremendo ligeiramente enquanto passava os produtos. O marido pagou com cartão, calmo, e ainda perguntou:
— Tem sacola reutilizável?
O caixa só conseguiu balançar a cabeça, a voz falhando.
Na saída, já no estacionamento, o marido abriu a porta do carro para ela. Antes que ela entrasse, ele a puxou pela cintura e falou no ouvido, a voz rouca:
— Agora você vai sentar no banco do passageiro sem o vestido. Só com os sapatos. E eu quero que você fique com as pernas abertas o caminho inteiro até em casa.
Ela obedeceu. O vestido foi parar no banco de trás. As coxas abertas, a buceta exposta para o marido enquanto ele dirigia. De vez em quando ele estendia a mão e passava os dedos por ela, sentindo o quanto ainda estava molhada.
— Próxima vez — murmurou ele, sem tirar os olhos da estrada —, a gente faz no cinema.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
EXIBICIONISMO NO SUPERMERCADO

Codigo do conto:
271039

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
30/08/2026

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3

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