DEPOIS DA TENTAÇÃO NO ÔNIBUS, A PREPARAÇÃO DE SUELEN
Quatro dias depois, Suelen mandou uma mensagem para Juliana às 22h17: “Não consigo mais. Preciso te ver amanhã à tarde. Por favor.” Juliana sorriu ao ler. Respondeu imediatamente: “Pode vir. Marcos vai estar fora. Estarei te esperando.” No dia seguinte, Suelen chegou visivelmente abalada. Olheiras, mãos tremendo e o olhar de quem não dormia direito há dias. Assim que entrou, Juliana fechou a porta e a abraçou. Suelen correspondeu o abraço com força, quase desesperada. — Eu não aguento mais — confessou Suelen, a voz embargada. — Toda noite eu me toco pensando nisso. Toda vez que o Cláudio me toca, eu finjo que é outro homem. Eu oro… eu choro… mas não consigo parar. Juliana a levou até o sofá e sentou bem perto, quase colada. — Então para de lutar, Suelen. Você não precisa mais fingir comigo. Suelen olhou para o chão, as lágrimas descendo. — Eu sou a líder do grupo de mulheres… falo sobre santidade… sobre fidelidade… e agora estou aqui fantasiando ser fodida por outro homem. Eu me sinto a pior das hipócritas. Juliana segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a olhar em seus olhos. — Você não é hipócrita. Você é uma mulher. Com desejo. Com fome. E está cansada de fingir que não sente nada. Eu passei por isso. Eu sei exatamente como é. Suelen respirou fundo, o corpo tremendo. — Eu… eu quero. Quero sentir o que você sentiu. Quero ser tocada com força. Quero ser… usada. Juliana sorriu suavemente e acariciou o rosto dela. — Então vamos fazer isso. Eu vou marcar com o homem. Ele é discreto, forte e sabe guardar segredo. Podemos ir juntas. Eu fico com você o tempo todo, se quiser. Suelen ficou em silêncio por quase um minuto, lutando internamente. Depois, com a voz baixa e quebrada: — Tá bom… marca. Mas eu tenho medo de não conseguir parar depois. Tenho medo de gostar demais. Juliana se inclinou e deu um beijo leve nos lábios de Suelen — um beijo que começou carinhoso e ficou mais intenso. Suelen correspondeu, hesitante no começo, depois com desejo reprimido. Quando se afastaram, Juliana sussurrou: — Você não precisa parar. Pode cair junto comigo. Podemos cair juntas. Suelen encostou a testa na dela, respirando pesado. — Marca para semana que vem. Não quero mais esperar. Juliana sorriu, satisfeita, e beijou Suelen novamente, dessa vez com mais paixão, a mão subindo pela coxa dela por baixo da saia. — Pode deixar. Eu vou marcar. E vou estar lá com você… pra te ajudar a se entregar completamente. Suelen gemeu baixinho quando os dedos de Juliana roçaram sua calcinha úmida. — Eu sou uma pecadora… — murmurou ela. — Sim — respondeu Juliana, sorrindo. — Mas agora você não está mais sozinha nessa. Mensagem de Juliana para Marcos logo depois: “Ela cedeu. Marcamos para semana que vem. Suelen está pronta para cair. Quer que eu grave o primeiro encontro dela?” Marcos respondeu imediatamente: “Grave tudo. Quero ver a esposa do diácono sendo destruída. E quero você ajudando. Quero as duas gemendo juntas.” Os dias que se seguiram foram um verdadeiro tormento para Suelen. Ela mal conseguia dormir. Durante o dia, cumpria suas obrigações na igreja com um sorriso automático: liderava o grupo de mulheres, orava com as irmãs, ajudava na escola dominical… mas por dentro, sua mente estava em chamas. Toda noite, depois que Cláudio dormia, ela ia para o banheiro, trancava a porta, levantava a camisola e se tocava com desespero. Imaginava o homem que Juliana havia descrito: forte, dominante, sem pudor. Imaginava ele rasgando sua roupa, chamando-a de vadia, enfiando o pau grosso nela sem misericórdia. — Meu Deus… me perdoa… — sussurrava enquanto esfregava o clitóris inchado, dois dedos enfiados na boceta molhada. Ela gozava em silêncio, mordendo o braço para não fazer barulho, depois chorava ajoelhada no chão do banheiro, pedindo perdão a Deus. No quarto dia, Juliana mandou uma mensagem: “Marcado para amanhã às 14h. Motel discreto. Eu vou com você. Quer que eu te busque?” Suelen leu a mensagem várias vezes, o coração disparado. Suas mãos tremiam ao responder: “Eu vou sozinha. Me encontra lá. Estou com muito medo… mas não quero mais voltar atrás.”
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