GOZO SUBLIME NO ÔNIBUS

Gozo Sublime
A viagem seguia de Paulo Afonso para Aracaju sob o calor pegajoso do verão nordestino. O ar-condicionado do ônibus mal dava conta da multidão. Eu viajava em pé, espremido entre corpos suados, absorvido pelos problemas que me tinham forçado a fazer aquela viagem. Só percebi a mulher ao meu lado quando senti algo macio e quente roçando minha coxa direita.
Era uma cabocla. Cabelos pretos e lisos escorriam pelos ombros, pele cor de jambo, olhos negros e brilhantes. O perfume dela — algo doce, misturado com suor limpo de mulher — me atingiu de imediato. Procurei seu olhar. Ela me devolveu um sorriso curto, cúmplice, que me deixou o peito apertado e o pau latejando.
O ônibus lotado facilitava tudo. Em poucos minutos ela começou a se ajeitar à minha frente, empurrando de leve o traseiro na minha direção. Senti a banda carnuda e macia da bunda dela se encaixar contra a minha virilha. Meu pau endureceu na hora, pesado, apertado dentro da calça. Sem pensar muito, empurrei os quadris para frente e encaixei o volume entre as nádegas dela. A saia plissada cedeu, entrando junto comigo no cavado quente do bumbum. Ela arqueou as ancas para trás, como se quisesse me engolir por ali mesmo.
A mulher era tarada. Suspirava baixinho, quase inaudível, e rebolava com um balanço lento e deliberado. Cada movimento esfregava meu pau duro contra a fenda das nádegas, separados apenas pelo tecido fino da saia e da minha calça. O calor da carne dela atravessava a roupa. Continuei aquele vaivém dissimulado, sentindo o corpo dela tremer cada vez mais. De repente as coxas dela se retesaram, o traseiro tremeu contra mim e ela soltou um gemido abafado, quase um soluço. Tinha gozado ali mesmo, em pé, no meio do corredor do ônibus.
Fiquei pasmo. Nunca tinha visto uma mulher se entregar daquele jeito em público. Notei a aliança na mão esquerda, mas isso só aumentou minha vontade. Quando o ônibus chegou a Aracaju, já conversávamos como se nos conhecêssemos há anos. Tomamos um lanche na rodoviária. Eu insisti para ela ir ao meu apartamento. Ela resistiu um pouco, depois cedeu, com a condição de que eu a deixasse no centro depois, para encontrar o marido.
Passamos duas horas intensas. Gozei dentro dela como se tivesse segurado por semanas. Depois disso, sempre que ela vinha a Aracaju, me procurava. Ficamos íntimos. Um dia ela me contou o que tinha acontecido numa outra viagem, num ônibus igualmente lotado. O relato me pareceu tão forte que pedi para ela escrever. Ela aceitou. Segue o texto dela, com nomes e detalhes omitidos:
Moramos no interior da Bahia, eu e meu marido. Não temos filhos. Na cama ele é tímido, rápido, quase mecânico. Nunca me satisfaz de verdade. Ele é corretor de imóveis e viaja com frequência. Certa semana foi para Aracaju no início dos dias úteis e combinou que eu fosse no sábado para fazermos compras juntos.
No sábado peguei o ônibus de Paulo Afonso. Estava cheio, exatamente como eu gosto. Já entrei excitada. Sempre que viajo nesses ônibus lotados me lembro das vezes em que homens desconhecidos esfregaram o pau duro na minha bunda e me fizeram gozar em pé, sem que ninguém percebesse. Gosto de viajar de vestido e sem calcinha. O tecido fino da saia roça minha xoxota a cada movimento do ônibus e facilita o contato. Quando um homem atrás de mim encaixa o volume rijo entre minhas nádegas, meu corpo inteiro responde. As pernas tremem, a buceta escorre e, se ele souber pressionar no lugar certo, eu gozo ali mesmo.
Naquele dia estava particularmente carente. Fazia quase duas semanas que não transava. Decidi sair sem calcinha, usando um vestido de saia rodada de seda verde-escuro, presente do meu marido quando ainda éramos noivos. O tecido era macio, escorregadio, perfeito para sentir qualquer dureza que se encostasse em mim.
Depois que o ônibus saiu, fiquei imprensada entre dois homens. À minha direita, um moreno alto, ombros largos, braços grossos, vestido com calça de malha de educação física. Parecia um atleta. À esquerda, um louro magro, mais baixo, que não tirava os olhos de mim. Na frente, no banco, um senhor de meia-idade sentado ao lado de uma menina que dormia encostada na janela.
Os dois homens começaram a disputar meu traseiro quase ao mesmo tempo. Primeiro senti toques leves, como se fossem acidentais. Depois as mãos desapareceram e sobrou só a pressão dos volumes. Um se encaixou na banda direita, o outro na esquerda. Meu sangue subiu na hora. Eu sentia os dois paus duros, quentes, separados de mim apenas pelo tecido da saia e das calças deles. O do atleta era notavelmente grosso; pela calça de malha eu conseguia sentir até o contorno da cabeça pressionando minha carne.
Fechei os olhos por um momento e me entreguei à sensação. Rebolei de leve, distribuindo o atrito entre os dois. Minha xoxota já estava molhada, o líquido escorrendo pela parte de dentro da coxa. A vontade que eu sentia era de levantar o vestido e deixar que me comessem ali mesmo, no meio do corredor.
Foi então que o homem da frente entrou na brincadeira. Ele encostou o ombro na minha virilha, bem em cima da xoxota. Como eu estava sem calcinha, o tecido fino da saia não escondia nada. Senti o calor do ombro dele contra meus pelos e contra os lábios já úmidos. Empurrei o quadril para frente, aumentando a pressão. Ele entendeu. Começou a mover o ombro para cima e para baixo, esfregando devagar, com uma insistência deliciosa. Cada movimento roçava meu clitóris através da seda.
Eu tremia. Olhei de soslaio para os lados, com medo de que alguém estivesse vendo. Ninguém parecia notar. O ônibus balançava, as pessoas conversavam ou cochilavam. Só nós quatro estávamos naquele jogo.
O atleta foi empurrando o magrinho aos poucos, até conseguir se apossar sozinho do meu traseiro. Encaixou o pau grosso bem no meio das minhas nádegas e começou a empurrar para cima, com força controlada. A cada investida eu sentia a cabeça do pau dele pressionar meu ânus através da roupa. Levantei e abaixei os calcanhares, rebolando no ritmo dele, aumentando o atrito na frente e atrás ao mesmo tempo.
O magrinho, sentindo-se excluído, adiantou o corpo e encostou o pau na minha mão esquerda, que segurava o encosto do banco da frente. Senti o calor e a dureza nas costas da mão. Comecei a mover os dedos, apertando e soltando, subindo e descendo o máximo que a posição permitia. Ele respirou fundo, quase um gemido, e ficou vermelho.
Eu estava completamente perdida. O atleta metia o volume entre minhas nádegas com precisão, o homem da frente esfregava o ombro na minha xoxota ensopada, e o magrinho gozava na minha mão. Senti as pulsações quentes contra a pele. Ele ejaculou ali mesmo, engrossando e latejando enquanto eu continuava a apertar de leve.
Antes que eu pudesse me recuperar, o homem da frente cruzou os braços e, aproveitando a saia rodada, deslizou a mão por baixo do tecido. Os dedos dele encontraram minha buceta nua, molhada, aberta. Ele passou dois dedos entre os lábios, subindo até o clitóris, e começou a circular com pressão firme. Foi o fim.
Meu corpo inteiro se retesou. As pernas tremeram, os braços tremeram, a respiração falhou. No mesmo instante o atleta empurrou com mais força, levantando minhas nádegas com o púbis, e o pau dele latejou contra meu cu enquanto ele também gozava dentro da calça. Os dedos na minha xoxota não pararam. Eu gozei. Gozei forte, com um gemido abafado que só eu ouvi:
— Estou gozan-ando… estou gozan-ando…
Fiquei mole, ofegante, sustentada apenas pelos três corpos que me cercavam. Foi o orgasmo mais intenso e completo que já tive na vida. Nada que meu marido já tenha feito se compara.
Cheguei a Aracaju exausta, com a saia manchada por dentro, as coxas úmidas e o corpo ainda latejando. Fui direto para a casa da minha irmã, tomei banho demorado, vesti a calcinha que levava na bolsa e só então fui encontrar meu marido. Ele nunca soube — e nunca vai saber — do que aconteceu naquele ônibus.
Até hoje, quando viajo em pé num coletivo cheio, meu corpo se lembra. Mas nunca mais vivi nada igual àquele gozo sublime.
Este foi o relato da cabocla baiana que aprendeu a buscar prazer onde ele aparece — dentro e fora de casa.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
GOZO SUBLIME NO ÔNIBUS

Codigo do conto:
271721

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
08/09/2026

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