No dia seguinte, elas combinaram pelo grupo de mensagens. As três — a protagonista, a ruiva e a morena — decidiram que fariam juntas. Cada uma preparou sua bike na noite anterior: dildos de silicone presos com fita adesiva preta nos bancos, vibradores embutidos na base, controles remotos escondidos nos bolsos dos shorts. A protagonista manteve o plug anal de aço, agora um hábito. As outras duas também se prepararam — a ruiva com um plug de silicone roxo, a morena com um de metal com pedra azul na base.
Elas se encontraram duas quadras antes da escola, já montadas nas bikes, os olhos brilhando de nervosismo e excitação.
— Ninguém desliga até a gente chegar — combinou a ruiva, a voz trêmula.
O trajeto pela avenida foi diferente agora que todas sabiam. Pedalavam em formação, três bikes em linha, os bancos vibrando constantemente. A protagonista já conhecia o caminho — cada buraco no asfalto, cada lombada era uma onda de prazer. As amigas descobriam isso agora, os gemidos abafados saindo involuntariamente a cada pedalada.
— Meu Deus — sussurrou a morena, quando uma lombada mais alta fez o dildo entrar fundo demais. — Estou molhada já.
Chegaram na escola às sete e meia da manhã. O portão estava aberto, mas o pátio estava uma loucura: evento de boas-vindas do segundo semestre, mesas de inscrição para clubes, banda tocando no palco improvisado. Centenas de alunos e professores circulavam pelo caminho que levava ao estacionamento das bikes.
Elas pararam na entrada lateral, ainda montadas, os rostos corados já dando sinais para quem prestasse atenção — mas ninguém prestava.
— Tem muita gente demais — disse a ruiva, a voz falhando. O short dela estava visivelmente marcado, o tecido colado onde o dildo entrava. — Não consigo descer. Vai... vai sair tudo de uma vez.
A protagonista olhou ao redor. O estacionamento ficava atrás do prédio principal, separado por um corredor de quinze metros onde agora havia uma fila de alunos esperando para pegar crachás. Descer das bikes ali significava expor o dildo preso no banco, significava sentir o vazio súbito e a pressão do plug anal reajustando. Significava, provavelmente, gozar na frente de todo mundo.
— Espera — disse ela, apertando o controle no bolso e aumentando a vibração no próprio banco para o segundo nível. — Espera esse pessoal ir embora.
As três ficaram ali, paradas na lateral do pátio, fingindo ver mensagens nos celulares. Cada movimento sutil, cada ajuste de posição, fazia os dildos se mexerem. A vibração constante construía algo lento e insistente.
Dez minutos se passaram. O sol subia. O suor colava as camisetas nas costas. A morena começou a tremer visivelmente — não de frio.
— Estou perto — ela avisou, os dentes cerrados. — Muito perto.
— Segura — pediu a protagonista, mas ela mesma estava no limite. O plug de aço se movia a cada contração involuntária, lembrando sua presença de forma cruel. — Segura só mais um pouco.
O grupo da frente se moveu um pouco, mas outra turma chegou, enchendo o espaço. Trinta alunos do curso de engenharia passaram em massa, ruidosos, alguns olhando estranho para as três garotas paradas nas bikes com as pernas abertas demais.
Quinze minutos. A ruiva soltou um gemido abafado quando uma contração forte a pegou de surpresa.
— Gozou? — perguntou a protagonista.
— Quase... quase... — a respiração estava descompassada. — Estou segurando.
Vinte minutos. O calor aumentava. A vibração nos bancos continuava implacável. A protagonista sentiu o primeiro orgasmo chegar sem aviso — uma onda quente subindo da barriga, explodindo silenciosamente enquanto ela mordia o braço para não gritar. O corpo tremeu, as pernas apertaram o quadro da bike, o plug anal foi sugado mais para dentro no momento da contração. Ela gozou olhando para um grupo de calouros que distribuíam panfletos a dez metros de distância, nenhum deles notando nada.
— Primeira — ela sussurrou, ofegante.
— Eu também — disse a morena, os olhos fechados, o rosto vermelho vivo. — Acabei de... meu Deus.
Trinta minutos. O evento continuava, mas a fila diminuiu. Agora eram só vinte pessoas no caminho. A ruiva estava aguentando o segundo nível de vibração, o corpo inteiro tenso como um arco.
— Vou gozar de novo — ela avisou, a voz estrangulada. — Não consigo parar.
Ela gozou na sequência, um orgasmo longo que fez seu corpo se curvar para frente sobre o guidão, as coxas tremendo visivelmente. Uma professora passou por perto, olhou com estranheza, mas seguiu em frente.
Trinta e cinco minutos. Só mais dez pessoas na frente. As três estavam em estado de hipersensibilidade — a protagonista já sentia o segundo orgasmo construindo, o terceiro para algumas delas. O medo de serem pegas misturado com a vibração constante criava um ciclo vicioso de excitação.
— Terceira — anunciou a morena, ofegante, quando outra onda a atingiu. — Não aguento mais. Vou cair.
— Espera — pediu a protagonista. — Espera.
Quarenta minutos depois de terem chegado, o caminho finalmente ficou livre. Só alguns alunos esparsos, ninguém prestando atenção. Elas pedalaram lentamente até o estacionamento, as pernas bambas, e pararam atrás de uma fileira de bikes já estacionadas, escondidas da vista.
— Agora — disse a protagonista, desligando a vibração com mãos trêmulas. — Rápido.
Descer da bike foi um ato de equilíbrio e controle. A protagonista levantou o corpo devagar, sentindo o dildo deslizar para fora, centímetro por centímetro, até sair completamente com um barulho úmido. O plug anal se reajustou, dando uma contração final de prazer que quase a fez cair. As amigas passaram pelo mesmo — a ruiva teve que segurar na parede, as pernas bambas demais para sustentá-la.
Os dildos estavam expostos agora, brilhantes de lubrificação, ainda vibrando levemente nos bancos. Elas precisavam escondê-los.
— Nas calcinhas — sussurrou a morena, já puxando o short para baixo. — Rápido, antes de alguém vir.
A protagonista puxou o dildo do banco, ainda quente e úmido. Abriu a barra do short por baixo e enfiou o objeto para dentro da calcinha, posicionando-o contra a entrada. Apertou, sentindo-o entrar parcialmente, atolado ali, preso pelo tecido apertado do short jeans. O plug anal ainda estava no lugar, agora competindo por espaço.
As três fizeram o mesmo, escondendo os dildos nas calcinhas, os objetos atolados entre os lábios, pressionando o clitóris, enquanto arrumavam as roupas. De fora, pareciam normais — só que andavam com as pernas mais juntas, os passos curtos, os rostos corados.
— O dia todo assim — disse a ruiva, ajustando o short. — Combinado?
— Combinado — responderam as três.
O intervalo do lanche foi um exercício de tortura. Elas sentaram numa mesa afastada do pátio, as pernas cruzadas, os dildos atolados pressionando constantemente. Cada movimento para pegar o sanduíche, cada ajuste na cadeira, fazia o objeto se mover. A protagonista sentia o plug anal e o dildo se comunicando através da parede fina de tecido, criando uma sensação de plenitude constante.
— Estou molhada demais — a morena confessou, olhando para o short. Uma mancha escura começava a aparecer. — Vou ter que ir no banheiro.
— Não — disse a protagonista, firme. — Segura. É o jogo.
A tarde de estudo na biblioteca foi pior. Silêncio absoluto. Cada uma sentada em mesas diferentes para não levantar suspeitas, mas elas se olhavam de vez em quando, os olhos vidrados de excitação contida. A protagonista tentava ler um livro de literatura, mas só conseguia sentir o dildo atolado se movendo sutilmente a cada respiração profunda. O plug anal apertava quando ela cruzava as pernas.
A ruiva foi a primeira a não aguentar. Ela estava na mesa do fundo, escondida atrás de uma estante. As outras duas viram quando seu corpo se enrijeceu, a mão segurando o livro apertando com força, os olhos fechados por três segundos longos. Quando abriu, estava ofegante, o rosto vermelho. Gozara silenciosamente na biblioteca, com o dildo atolado na calcinha.
A volta para casa foi outra maratona. Elas pegaram as bikes, mas agora sem os dildos nos bancos — só os que estavam atolados nas calcinhas, pressionando a cada pedalada. A protagonista sentia o plug anal e o dildo se movendo em sincronia, criando uma dupla penetração constante enquanto pedalava.
Chegou em casa às seis da tarde, o corpo trêmulo, a calcinha encharcada. Sua irmã mais nova — na verdade, sua meia-irmã, que tinha dezenove anos e morava com ela desde que os pais se separaram — estava na sala assistindo TV.
— Você tá estranha — disse a irmã, olhando de cima a baixo. — Toda vermelha.
A protagonista olhou para as amigas, que tinham entrado atrás dela. As três trocaram olhares. Depois de um dia inteiro de tortura, de segredos, de orgasmos silenciosos, havia algo libertador em compartilhar.
— Senta — disse a protagonista para a irmã. — A gente precisa te contar uma coisa.
Ela contou tudo. A bike, o dildo, o plug, o dia na escola. A irmã ouvia, os olhos arregalados, primeiro de choque, depois de curiosidade, depois de algo mais — excitação.
— Quero ver — disse a irmã, quando a história terminou. — Quero ver como é.
As três amigas sorriram.
A noite estava apenas começando.
— Vamos dar um passeio
— disse a irma del, pegando uma bike reserva do quintal. — A gente te ensina.
Elas prepararam a bike da irmã juntas. Desta vez, a ruiva teve uma ideia
— pegou um dildo diferente, um que tinham comprado como piota, enorme, trinta e oito, quase quarenta centímetros de comprimento, grosso como um punho. Não era para uso real, era mais uma escultura, um objeto de brincadeira.
— Não vai caber
— disse a irmã, olhando o monstro de silicone preto.
— Vai
— disse a morena, sorrindo maliciosamente.
— A gente ajuda.
Elas colocaram no banco da bike reserva, mas quando a irmã tentou montar, foi impossível
— o objeto era grande demais, ela não conseguia nem começar a sentar.
— Outro jeito — decidiu a protagonista.
— Tira a saia.
A irmã estava de saia curta, uma daquelas que usava para sair. Ela tirou, ficando só de calcinha. As quatro saíram para a rua, as três bikes normais e a irmã na bike reserva, empurrando ao lado.
Chegaram num beco escuro atrás do condomínio, escondido da rua principal. A protagonista pegou o dildo de quarenta centímetros.
— Agora — ela ordenou, e a irmã obedeceu, tirando a calcinha e ficando nua da cintura para baixo.
O objeto era gigantesco. Elas usaram lubrificante que a ruiva tinha na bolsa
— muito lubrificante pra ela
— e foram forçando devagar. A irmã gemia, uma mão na parede, as pernas abertas. O dildo entrava centímetro por centímetro, abrindo-a de um jeito que ela nunca tinha sentido.
— Dói demais
— ela suspirou, mas não pediu para parar.
Quando finalmente entrou tudo — quarenta centímetros desaparecendo dentro dela, a base enorme pressionando contra os lábios — a irmã estava transformada. A barriga parecia estufada de fora, dava para ver o contorno do objeto através da pele. Ela ofegava, as pernas bambas, os olhos molhados de lágrimas de dor e êxtase.
— Agora coloca a saia — disse a protagonista.
Vestiram a saia nela. O dildo estava tão fundo que a base não saía — ficou preso, metade para fora, empurrando a saia para frente numa saliência obscena. De longe, parecia que ela tinha uma ereção gigante debaixo da roupa.
— Anda, pedala
— disse a morena, empurrando a bike para ela.
— Vamos passear.
Elas saíram do beco, as quatro agora, a irmã pedalando devagar à frente. Cada movimento fazia o monstro se mexer lá dentro. Ela gemia alto agora, não tinha como segurar — gemidos de dor misturada com prazer, gemidos de quem está sendo rasgada por dentro e amando.
— Metade do dildo está fora
— a ruiva riu, apontando. A base do dildo realmente estava visível por baixo da saia curta, quando ela pedalava para cima, o objeto enorme aparecendo entre as pernas antes de ser sugado de volta pela gravidade.
As três amigas riam, pedalando ao redor dela, às vezes batendo propositalmente na bike dela para fazer o dildo se mover mais. A irmã gozou na primeira esquina, um orgasmo seco e doloroso que a fez gritar. Gozou de novo no meio da rua deserta, quando a protagonista passou perto e empurrou o guidão, fazendo o objeto girar dentro dela.
Na terceira volta do quarteirão, ela não aguentou mais. Parou a bike, caiu para o lado, deitada na grama do canteiro central, as pernas abertas, a saia levantada, o dildo monstruoso ainda metade para fora, brilhando.
— Tira de mim mana
— ela pediu, ofegante.
— Por favor, tira.
Elas tiraram, devagar, centímetro por centímetro, e quando finalmente saiu completamente, a irmã gozou uma última vez, um jato escorrendo pela coxa, o corpo convulsionando na grama à luz do poste.
As quatro deitaram ali, olhando as estrelas, nenhuma com forças para voltar para casa. O dildo de quarenta centímetros estava jogado na grama ao lado, ainda brilhante, testemunha muda da noite mais louca de todas.