A historia de uma familia japonesa e a filha aprendendo a gozar

Aiko é linda pouco mais de um 1,60 morena de pele dourada e cabelo preto, liso e comprido, que caía pelas costas como um véu de seda. Morava com a mãe, Yumi, e o pai, Hiroshi, num apartamento pequeno do décimo segundo andar, em Osaka. Do lado de fora, a cidade era um zumbido constante de trens, buzinas e letreiros de neon que nunca apagavam. Do lado de dentro, o quarto de Aiko era uma bolha silenciosa, iluminada pelo brilho azul de uma tela.

Ela quase não saía. timida demais mas por hábito.
A escola acabava e ela voltava direto. Fim de semana chegava e ela ficava deitada, lendo mangá, assistindo a vídeos, ouvindo música. Tinha poucas amigas, nenhum namorado, e nunca sentira falta de nada disso. O mundo lá fora lhe parecia barulhento demais, exigente demais.

Yumi começou a notar primeiro. Aos poucos, comentou com o marido:

— Hiroshi, ela não sai. Tem dezenove anos. Dezenove! Nessa idade eu já tinha ido a três festivais de verão.

— Também acho — ele disse, baixinho, olhando a porta fechada do quarto. — Mas não quero pressionar. Talvez só precisemos conversar de verdade.

Foi numa sexta à noite. Yumi fez chá de cevada, cortou algumas frutas e chamou a filha para a mesinha da sala. Hiroshi se sentou de um lado, Yumi do outro, e Aiko ficou no meio, meio encolhida, com as mãos em volta da caneca, já desconfiada.

— Filha — começou Yumi, com a voz macia que usava quando queria dizer algo difícil. — A gente quer conversar sem cobrança. Só quero entender.

— Entender o quê? — Aiko murmurou.

— Você. O que você gosta. O que você sente.

Aiko olhou para o chá. Ficou quieta um tempo, e os pais esperaram, porque sabiam que ela precisava de espaço para as palavras saírem.

— Eu gosto de ficar em casa — ela disse por fim. — Gosto do silêncio. Lá fora é... cansativo. As pessoas falam alto, esperam coisas de mim. Aqui eu sei onde tudo está.

— E namorar? — perguntou Hiroshi, com jeito.

— Nunca sentiu vontade?

Ela deu de ombros.

— Acho que não sei nem como. Quando penso em sair com alguém, me dá um friozinho. Não é ruim. É só... distante. Como se fosse coisa de outra pessoa, não minha.

Yumi assentiu devagar.

— Então a gente tem uma ideia. Uma ideia boba talvez. Mas ouve a gente.

Aiko levantou os olhos.

— Você é linda, filha — disse Yumi.

— Não digo como mãe só. Digo como quem olha de fora. Baixinha, esse cabelo liso, esse rosto. Mas o problema é que você se esconde. Se você começasse a se soltar aqui dentro, no lugar onde você se sente segura, talvez a confiança fosse crescendo por dentro e depois vazando pra fora.

— Como assim, se soltar?

Hiroshi pigarreou, meio sem graça.

— Aqui em casa. Sem cerimônia. Anda do jeito que te der vontade. De roupa leve. De calcinha, se quiser. Não precisa ficar se arrumando toda por causa da gente.

Aiko franziu a testa.

— De calcinha... na frente de vocês?

— Você é nossa filha — riu Yumi.

sério filha, é bom. Você para de tratar a casa como se fosse uma vitrine. Sente-se mais dona do seu próprio corpo.

— E tem mais — continuou Hiroshi, ganhando coragem. — Conta pra gente o que você sente durante o dia. As coisas pequenas. Se acordou bem, se está com calor, se viu algo que gostou. Se ficou com vontade de alguma coisa. A gente escuta. Sem julgar.

Aiko ficou olhando os dois, alternando entre eles, como se medisse se aquilo era sério.

— Vocês estão falando sério mesmo.

— Muito sério — disse Yumi. queremos seu bem

Ela pensou. O coração batia um pouco mais rápido, mas não era ruim. Era o mesmo friozinho de antes, só que agora tinha uma pitada de curiosidade junto.

— Tá — ela disse, quase num sussurro. — Eu topo.

Nos primeiros dias, foi estranho. Aiko saía do quarto de shorts e camiseta, e depois, aos poucos, ia tirando o shorts. Só de calcinha, as pernas curtas e morenas expostas, ela atravessava a sala para pegar água. No começo cruzava os braços na frente do corpo por reflexo. Depois foi esquecendo.

Yumi e Hiroshi não faziam alarde. Era isso que ajudava. Um olhar discreto, um comentário leve: "Está mais fresca assim, né?"

— e Aiko ria, sem jeito, e voltava para o quarto menos tensa do que entrou.

— Hoje acordei bem — ela contou, um dia, na cozinha, encostada na bancada de calcinha, tomando suco. — Sonhei que estava numa praia. Nunca fui à praia.

— Vamos te levar — disse Hiroshi, sem hesitar.

— Ai, não sei. Muita areia, muita gente...

— A gente vai num dia de semana. Cedo. Você vai ver.

Ela bebeu o suco em silêncio, mas sorriu por dentro. Estava começando a gostar de contar as coisas. De ser ouvida.

Yumi, observando, sentiu que o plano estava funcionando. A filha andava mais ereta. Falava mais. Já não corria para o quarto assim que chegava alguém. Ela e o marido conversaram na cama, à noite:

— Está dando certo — sussurrou Hiroshi.

— Ela está se abrindo.

— Está. — Yumi sorriu no escuro. — Mas acho que tem uma parte que ainda falta.

— Qual?

— O corpo dela. Ela tem que agir e nunca se tocou direito uma siririca.

Nunca descobriu o que gosta. Se a gente quer que ela se sinta dona de si, tem que ser por inteiro.

Hiroshi entendeu.

Numa tarde de sábado, os pais voltaram das compras com uma sacola que Aiko não conhecia. Ela estava no sofá, de calcinha e camiseta, vendo um vídeo. Yumi colocou a sacola na mesinha e sentou-se ao lado.

— Filha, tem uma coisa que a gente quer te dar.

Aiko olhou a sacola, desconfiada.

— O que é?

— Abre.

Ela abriu. Havia duas caixas compridas. Ela tirou uma, abriu, e ficou parada, olhando. Era um dildo

— de silicone, cor de pele, com um formato realista, veias discretas, a base larga. Tirou a segunda: outro, um pouco maior, mais grosso, tom mais escuro.

Aiko ficou olhando aquilo por um longo tempo, sem falar. Passou o dedo pela superfície lisa.

— São... bonitos — disse por fim, e a voz saiu mais baixa do que ela esperava.

— Parecem de verdade. Igual a um pênis mesmo. Só que... não é mole, né? Fica firme.

Yumi riu.

— Fica. É pra isso. Você usa quando quiser. Sozinha, no seu quarto. Vê se gosta.

— E pra que serve exatamente?

— Aiko perguntou, sincera, como quem faz uma pergunta de escola.

— Pra te fazer sentir bem — respondeu Hiroshi, da poltrona, sem drama.

— Você tem dezenove anos. É normal querer. É normal sentir. Ninguém te ensinou a olhar pra isso, então a gente te dá o material e você descobre.

Aiko fechou a caixa devagar e levou as duas para o quarto. Fechou a porta.

Ficou sentada na cama, com as caixas abertas ao lado, o coração batendo. Tocou de novo. Pegou o menor, mais leve, e segurou na mão, pesando, sentindo o formato. Levou-o à pele do braço, depois ao rosto, encostou na bochecha. Era macio. Era morno depois de um tempo na mão.

Tirou a camiseta. Ficou de calcinha, sozinha no quarto, e sentiu aquele friozinho familiar, só que agora diferente — mais quente, mais embaixo.

Deitou. Levantou a calcinha um pouco, encostou a ponta do dildo na pele da coxa, depois mais perto, na dobra da virilha. Respirou. E empurrou devagar.

Na sala, Yumi e Hiroshi ouviram, através da parede fina, o primeiro suspiro abafado da filha. Trocaram um olhar.

— Começou — sussurrou Yumi, e os dois sorriram.

Aiko, no quarto, sentia tudo pela primeira vez. Era diferente dos dedos, diferente de qualquer coisa. Preenchia. Era firme e macio ao mesmo tempo. Ela mexia devagar, descobrindo o ângulo, o ritmo, o ponto. A respiração ia ficando curta. A boca, aberta.

— Ah... — escapou, e ela levou a mão à boca, envergonhada.

A porta estava entreaberta. Yumi espiou de longe, de mansinho, e Hiroshi veio atrás. Ficaram os dois na porta, olhando a filha de perfil, meio deitada, uma perna dobrada, o cabelo liso espalhado no travesseiro, a calcinha de lado, o dildo entrando e saindo num ritmo cada vez mais confiante.

Ela não os viu. Estava longe. Os olhos fechados, os lábios entreabertos, uma mão no seio pequeno, a outra conduzindo o movimento. O corpo moreno brilhava levemente com o suor do fim de tarde.

Yumi sussurrou, quase sem voz:

— Olha ela. Olha como ela está linda e esta masturbando. que fofa

Hiroshi assentiu, orgulhoso, como se a filha tivesse acabado de vencer uma corrida.

Aiko foi subindo. O ritmo endureceu, o quadril começou a subir sozinho ao encontro do movimento, a respiração virou suspiro, o suspiro virou um gemido pequeno e preso, e depois um gemido que ela já não conseguia segurar.

— A-ah... ai...ai

Ela apertou as pernas, os dedos dos pés se enrolaram, a barriga se contraiu, e veio — uma onda que subiu da base da espinha e a atravessou inteira, do quadril ao couro cabeludo. A boca ficou aberta num som que não saiu. O corpo tremeu uma, duas, três vezes. E depois relaxou, pesado, quente, sobre o lençol amassado.

Ficou ali, olhando o teto, ofegante, com o cabelo colado na testa. O coração batendo forte, mas leve. Sorriu sozinha, para ninguém.

Na porta, Yumi e Hiroshi recuaram sem fazer barulho.

— A decisão foi certa — disse Yumi, baixinho, quando chegaram à cozinha. — Está tudo certo com ela. Só faltava se deixar sentir.

Hiroshi encheu dois copos de água e deu um à esposa.

— Ela vai se soltar — disse. — Agora vai.

Mais tarde, Aiko saiu do quarto. Ainda de calcinha, o cabelo meio bagunçado, o rosto corado. Passou pela sala como se nada tivesse acontecido, foi até a geladeira, pegou água, e só então, encostada na bancada, encarou os pais.

— Vocês estavam na porta? — perguntou.

Yumi não negou.

— Um pouquinho.

Aiko fez uma careta, mas depois riu — um riso solto, sincero, dos que ela quase nunca dava.

— Tá. Tudo bem. — Ela bebeu a água. — É bom. Vocês estavam certos.

Hiroshi levantou o copo num brinde silencioso.

— Então amanhã a gente vai à praia.

Aiko olhou pela janela, onde Osaka brilhava lá embaixo, imensa e barulhenta. E, pela primeira vez em muito tempo, o barulho não pareceu demais.

— Tá — disse ela. — A gente vai.

Passaram-se alguns dias. Aiko já andava de calcinha pela casa como se sempre tivesse feito aquilo — sem pressa, sem se esconder, o cabelo liso preso num coque alto só para não esquentar. Yumi e Hiroshi já tinham se acostumado. Talvez até demais. E foi por isso que Hiroshi, numa noite de quinta, decidiu subir um degrau.

Estavam os três na sala, televisão ligada sem ninguém prestar atenção. Aiko deitada no chão, sobre um tapete, de barriga para cima, as pernas cruzadas, só de calcinha. Hiroshi olhou para a esposa, que assentiu de leve, e depois olhou para a filha.

— Aiko, posso propor uma coisa?

— Pode.

— Você já está de calcinha. Só falta um passo.

— Ele respirou. — Já pensou em andar nua aqui em casa?

Aiko abriu os olhos e virou o rosto para ele.

— Nua? Nua mesmo?

— Nua mesmo. Sem nada. Como você nasceu.

Ela sentou-se no tapete, puxou os joelhos contra o peito e ficou quieta por um momento. As orelhas ficaram vermelhas — sempre ficavam quando ela estava sem graça, e era impossível disfarçar na pele morena.

— Aqui, na frente de vocês. Toda hora.

— Toda hora — confirmou Yumi, com um sorriso macio. — E sem vergonha, filha. Você vai ver como é bom. Ninguém aqui vai te olhar torto.

Aiko mordeu o lábio.

— Mas e se... sei lá. E se vocês acharem estranho?

— Vamos achar bonito — disse Hiroshi.

— É a nossa filha. Não tem nada mais bonito.

Ela riu, meio sem graça, cobrindo o rosto com a mão. Depois se levantou.

— Tá. — Ficou de pé, no meio da sala. — Agora?

— Quando você quiser.

Aiko levou as mãos às laterais da calcinha. Parou. Tirou o ar. E desceu. O tecido fino escorregou pelas coxas curtas, pelos tornozelos, e ela pisou para fora, ficando ali — pequena, morena, inteiramente nua, com o cabelo liso caindo pelos ombros. e uma xotinha depilada e vermelha de tanto esfregar e dos dildos adquiridos.

Yumi soltou um suspiro baixinho.

— Ai, filha. Você é uma gracinha.

Aiko cruzou os braços na frente do peito, depois soltou, depois não sabia o que fazer com as mãos. Acabou rindo de si mesma.

— É estranho. Eu sinto o ar em tudo.

— É assim que é pra ser — disse Hiroshi.

Ele a olhou de verdade, então. Do jeito que se olha uma mulher. E o que ele viu foi isso: a barriga lisa, os seios pequenos e firmes com as pontas escuras, o quadril estreito, e entre as pernas, uma xoxota depilada, lisinha como o cabelo, só uma sombra escura no alto. Aiko se depilava desde mais cedo, por hábito, sem nunca ter pensado muito nisso. Agora, exposta, parecia que tinha se preparado a vida inteira para aquele momento.

— Tá bom? — ela perguntou, insegura.

— Está linda — respondeu ele, e a voz saiu mais rouca do que pretendia.

A partir dali, foi natural. Mais do que natural — foi bonito. Aiko andava pela casa nua como um bicho novo descobrindo o próprio corpo. Fazia café nua. Sentava no sofá nua. Na hora do almoço, sentou-se à mesa de pernas cruzadas, o cabelo preso, comendo arroz e peixe como se estivesse vestida, e Yumi ria por cima da tigela.

— Olha ela comendo. Parece uma rainha.

— É bom — disse Aiko, a boca cheia. — Sério, é bom. Eu sinto tudo. A cadeira, o ar, o calor. Antes eu nem sentia.

À noite, deitava no tapete com as pernas abertas em V, sem cerimônia nenhuma, e Hiroshi passava e via tudo — a fenda rosada entre os lábios depilados, brilhando um pouco sob a luz. Ele tentava não olhar. Não conseguia. E na terceira noite, quando a esposa se levantou para tomar banho, ele percebeu que não dava mais para fingir.

— Aiko.

— Hã?

Ela estava no tapete, de barriga para cima, com os dois dildos ao lado, brincando de pesar um na mão.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Pode.
— Você já usou os dois?
— Usei o pequeno. — Ela fez uma pausa. — O grande ainda não. Tenho um pouco de medo.
Hiroshi sentou-se no chão, ao lado dela, mantendo distância respeitosa. Ficaram os dois olhando para o teto.
— E se — começou ele — e se eu te ajudasse? Com a mão mesmo. Enfiar pra você, ver o ponto certo. Você fica só relaxada e sente.
Aiko virou o rosto.
— Você? Na minha...
— Na sua xoxota — ele disse, sem drama, e ela corou toda, o pescoço, as orelhas, o peito.
— Mas isso não é meio... estranho? Você é meu pai.
— É — ele concordou. — E é por isso que é gostoso.
No Japão antigo era assim mesmo, sabe. As famílias eram próximas de tudo. Dormiam juntas, se banhavam juntas. Não tinha essa vergonha de hoje. Foi o Ocidente que ensinou a gente a ter nojo do próprio sangue.

Ela ficou pensando naquilo, e a palavra sangue ficou quente dentro dela.

— Tá — disse por fim. — Ajuda.

Yumi saiu do banho e encontrou os dois no chão da sala, ainda vestidos, mas a atmosfera já era outra. Ela entendeu tudo de uma vez, e em vez de atrapalhar, foi buscar um travesseiro, sentou-se na poltrona e ficou olhando.

— Pode continuar — disse. — Eu quero ver.

Aiko deitou-se de costas no tapete, os joelhos dobrados e abertos, o cabelo espalhado. Hiroshi pegou o dildo maior devia ter uns 35 cm passou um pouco de gel na ponta — sempre havia um vidro na gaveta, de quando ele e Yumi começaram — e aproximou.

— Respira. Devagar.

Ele encostou a ponta nos lábios de fora, esfregou, subiu até a pontinha e desceu, molhando o silicone naquela umidade dela. Aiko prendeu a respiração.

— Solta o ar — ele disse.

Ela soltou, e ele empurrou. Deslizou fácil — ela já estava molhada há tempo, mais do que queria admitir. Entrou devagar, centímetro por centímetro, e ela foi abrindo a boca junto, sem som, só o rosto se desfazendo.

— Assim — disse Hiroshi, baixo. — Está vendo como cabe?

Aiko assentiu, os olhos brilhando. Ele começou a mover, devagar, girando um pouco na base, e ela soltou o primeiro gemido da noite — comprido, preso, gostoso.

— Ah, pai...

Aquele pai saiu diferente. Mais macio. Mais íntimo.

Hiroshi não resistiu. Abaixou a cabeça. E passou a língua nela — primeiro na pontinha, que estava dura e inchada, depois descendo, lambendo ao redor do silicone que entrava e saía, misturando a própria saliva com a dela.

Aiko gritou baixinho e levou as mãos à cabeça dele, os dedos nos cabelos.

— Ah, ah, espera... espera, é muito...grande

— Aguenta — ele disse, contra a pele dela, e a língua voltou, rápida agora, certeira.

Yumi, da poltrona, via tudo. As pernas da filha tremendo, o pai de cabeça entre elas, o dildo entrando na mão dele enquanto a língua trabalhava em cima. E ela sorria. Sério, sorria, uma mão no próprio peito, sentindo um calor esquecido subir.

— Está vendo, Aiko? — disse ela, de longe. — É bom, né? Não tem nada de errado. É a sua família te fazendo bem.

Aiko gemeu mais alto, sem responder. Estava perto. Muito perto.

Mas Hiroshi parou. Puxou o dildo devagar, e ela reclamou com um som de decepção.

— Por que parou?

— Porque tem uma coisa melhor — disse ele, e se levantou para tirar a camiseta.

Aiko ficou olhando e agora via de verdade: o corpo de homem, mais velho, mais largo, os ombros, o peito com pelo ralo, e entre as pernas o pênis já duro, levantado, escuro.

Ela olhou sem jeito pra ele

— Vem — disse ele, e se deitou por cima dela, apoiado nos cotovelos para não esmagar o corpinho pequeno.

A ponta dele encostou onde o dildo estava. Ela abriu mais as pernas, sozinha, sem que ele pedisse.

— Tá com medo?

— Um pouco.

— É igual ao dildo. Só que sou eu.

E ele entrou.

Foi devagar, mais devagar que com o silicone, porque era pele e era quente e era ele. Aiko sentiu o corpo inteiro se abrir para receber, e quando ele chegou até o fim, os dois ficaram parados, respirando juntos, testa na testa.

— Pai... — ela sussurrou.

— Shhh. Só sente.

Ele começou a mexer. Devagar no começo, com o quadril rolando, sem pressa, e a cada estocada a respiração dela subia um tom. Ele desceu a boca no pescoço dela, no ombro, e depois no seio, sugando a pontinha escura com a língua. Aiko arqueou as costas.

— Ah, ah, ah... — os gemidos dela já não tinham vergonha nenhuma, saíam soltos, sinceros.

Ela agarrou os ombros dele, as unhas fincando, e depois as pernas subiram e se enrolaram na cintura dele, e ela começou a responder, a subir ao encontro dele, e o som das duas peles se encontrando encheu a sala.

Yumi se levantou da poltrona. Veio, ajoelhou-se ao lado, e passou a mão no cabelo liso da filha.

— Está gostando, meu amor?

— Ai, mãe, está... está muito bom...

— Então goza — disse Yumi. — Goza pro papai.

Aiko choramingou com aquilo — papai — e o corpo dela começou a tremer de novo, mais forte agora, porque era tudo ao mesmo tempo: o pênis dentro, as mãos da mãe no cabelo, a boca do pai no seio, a casa inteira em volta, e aquele cheiro de família.

Ela gozou. Gozou com um grito que ecoou pelo apartamento, o corpo inteiro se fechando em volta dele, as pernas apertando, e Hiroshi segurou firme e continuou, rápido agora, socando até a própria respiração virar um rosnado baixo.

— Vou... Aiko, vou...

— Dentro — disse Yumi. — É a primeira vez dela. Deixa dentro.

Ele deixou. Encheu a filha, empurrando fundo, e ficou ali pulsando, ofegante, o rosto enterrado no ombro dela, o corpinho pequeno tremendo embaixo do dele.

Depois, silêncio. Só o barulho da cidade lá fora, muito longe.

Aiko abriu os olhos. Olhou para o teto, para o pai sobre ela, para a mãe ajoelhada ao lado com a mão no seu cabelo.

— A gente é uma família meio estranha — disse ela, e riu, ainda sem ar.

— Estranha e boa — disse Yumi, e se deitou do outro lado, e os três ficaram ali no tapete, suados, grudados, como bichos num ninho.

Na semana seguinte, Hiroshi cumpriu a promessa. Alugaram um carro e dirigiram duas horas para o sul, até uma praia afastada que ele conhecia desde moço — uma enseada de areia clara escondida atrás de um morro, sem hotel, sem barulho, longe da multidão de verão. Uma praia onde as famílias iam para ficar nuas e ninguém achava nada.

— Aqui é de nudista? — perguntou Aiko, no carro, o rosto colado no vidro.

— De família — disse Hiroshi. — Que é a mesma coisa, mas sem nome chique. Aqui ninguém usa roupa. Pais, filhos, avós. Todo mundo junto. É assim há mais de cem anos.

— E ninguém acha ruim... se um pai e uma filha...

— Ninguém acha nada. — Ele sorriu para o retrovisor.

— Aqui é o Japão de antes, filha. aqui é tradicao pura.

Ela se calou, e o friozinho no peito voltou, só que bom, só que curioso.

Chegaram ao meio da tarde. Desceram a trilha entre as pedras e lá embaixo a enseada se abriu, água verde, areia branca, e gente nua andando sem pressa. Mulheres de todas as idades, homens, correndo. Ninguém olhava duas vezes para ninguém.

Aiko tirou a roupa devagar, ao lado do carro, e depois riu de si mesma por ainda ter vergonha — estava nua em casa há dias, o que era uma praia a mais? Mas era diferente. Ali havia olhos. Ali havia outras pessoas.

Desceram à areia. Yumi de mãos dadas com ela, Hiroshi atrás. E Aiko percebeu que não era julgada. Um senhor de barba assentiu para eles, e uma mulher mais velha sorriu, e duas garotas morenas, da idade dela, que tomavam sol esticadas numa canga, levantaram a cabeça para ver quem chegava — e sorriram.

Aiko olhou para elas. Eram bonitas. Uma tinha o cabelo curto e cacheado e seios pequenos, a outra era mais alta, com a pele muito escura e o corpo comprido, e estavam as duas nuas, de pernas abertas, sem nenhuma cerimônia. A mais alta levantou a mão e acenou.

— Aiko — disse Yumi. — Vai. Fala com elas.

— Eu? Sozinha?

— Você está nua. Não tem como se esconder. É o melhor lugar do mundo pra uma pessoa tímida.

Aiko foi. Sentou-se perto delas na areia, meio sem graça, os joelhos contra o peito.

— Vocês vêm sempre? — perguntou.

— Todo verão — disse a de cabelo curto. — Minha família toda vem. Meu irmão está ali, ó. — Apontou. — A gente dorme na mesma barraca. Nua. É a melhor coisa do ano.

— E vocês... nunca acharam estranho?

— Estranho por quê? — a outra riu. — Aqui é família. Aqui tudo é permitido, desde que seja com amor.

Aiko olhou para trás. O pai estava sentado com a mãe na areia, abraçados, os dois nus, o cabelo de Yumi ao vento. Hiroshi encontrou o olhar da filha e sorriu.

Ela sorriu de volta. E pela primeira vez na vida, ali, nua numa praia afastada, cercada de gente que não achava nada estranho, Aiko sentiu que não precisava mais se esconder de nada — nem do mundo, nem do corpo, nem da própria família.

Deitou-se na areia, de pernas abertas, como as outras garotas.

— Hoje vai ser um bom dia

fim


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Comentários


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lozo Comentou em 11/10/2026

Conto lindo demais, uma verdadeira poesia erótica, uma visão atual da realidade das famílias que se amam, se unem em torno do bem e da felicidade de todos. Que conto gostoso e excitante de ler, muito bem escrito e picante, excitante demais, parabéns. votado e aprovado




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Nome do conto:
A historia de uma familia japonesa e a filha aprendendo a gozar

Codigo do conto:
274389

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
11/10/2026

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