AS AULAS DE DIREÇÃO

A gente se conheceu por causa de um anúncio. Eu estava desesperada, clicando em tudo o que parecesse "instrutor de direção particular" quando me deparei com o perfil dele. Klaus. Nome alemão, foto de um homem maduro, com um sorriso discreto e olhos que pareciam guardar mil histórias. "Paciente, experiente, adaptável aos seus horários". Achei perfeito.
Liguei. Ele atendeu com uma voz calma, profunda. Expliquei minha situação: tinha habilitação, dirigia há uns cinco anos, mas depois de uma batida leve em um estacionamento — mais medo que dano — nunca mais consegui voltar ao volante sozinha.
— Sem problemas — disse ele. — A gente trabalha no seu ritmo. Quando pode começar?
Marcamos para o dia seguinte, às nove da manhã. Passei a noite anterior sem dormir, imaginando todas as formas de como poderia me humilhar. Escolhi um vestido curto e justo, meu uniforme default. Mesmo nervosa, gosto de me sentir poderosa, e minhas roupas são minha armadura.
Na manhã seguinte, lá estava ele. Parado em frente ao meu prédio, encostado em um polo prata, sem frescura. Mais velho que na foto — 54 anos, como disse no perfil —, com alguns fios brancos na barba bem cuidada e rugas ao redor dos olhos que só o tempo esculpe. Usava uma camiseta básica, bermuda e tenis. Simples, mas com uma presença que preencheu a calçada.
— Pronta?
Engoli em seco. — Acho que sim.
Ele sorriu, aquele sorriso discreto da foto. — Relaxe. Vai dar tudo certo.
O cheiro do carro era neutro, limpo. Nem perfume nem cheiro de cigarro. Apenas o aroma de carro novo e o perfume dele — algo cítrico, mas não enjoativo.
— Antes de mais nada, vamos ajustar tudo no seu conforto. Banco, espelhos, cinto. Depois, a gente só dá uma volta no quarteirão. Sem pressão.
Eu me mexia, tentando achar a posição perfeita, sentindo o calor de seu corpo a meu lado mesmo sem ele me tocar. Era um espaço pequeno, íntimo demais.
O carro deu a primeira partida. Meu pé no freio tremia. Klaus não disse nada, apenas ficou ali, respirando junto comigo.
— Suave. Apenas saia vagarosamente. A rua está vazia.
Consegui. O carro andou. Meu primeiro erro foi exagerar na embreagem. O carro morreu.
— Normal — ele disse, a voz ainda calma. — Todo mundo faz isso. Vamos de novo?
E a gente foi. Duas horas de voltas no mesmo bairro, com ele corrigindo, orientando, sempre paciente. Nada de gritos, nada de impaciência. Apenas a voz firme dele cortando o silêncio.
— Reduza a segunda antes da curva.
— Use a seta com mais antecedência.
— Olhe nos espelhos. Sempre.
Ao final, eu estava exausta, mas orgulhosa. Ele desligou o carro e virou o corpo para mim.
— Viu? Não é tão ruim assim.
Eu sorri, um sorriso genuíno pela primeira vez no dia. — Acho que não.
— Na próxima, a gente desce uma avenida mais movimentada. Descanse.
Desci do carro com as pernas bambas, mas com uma sensação de vitória. Enquanto ele afastava, fiquei imaginando qual seria a história dele. Casado? Filhos? O que um homem da idade dele fazia dando aulas de direção particular?
Nas aulas seguintes, a gente foi se soltando. Conforme minhas habilidades melhoravam, as conversas fluíam mais. Começávamos falando de trânsito, mas logo desviávamos para outros temas.
— E o trabalho? — perguntou ele uma tarde, enquanto eu dirigia pela Avenida. — O que faz?
— Publicidade. Sou redatora. Fico inventando jeitos de fazer as pessoas comprarem o que não precisam.
Ele riu. — Uma missão importante.
— E você? Sempre foi instrutor?
— Não. Trabalhei muitos anos com importação. Viajei muito. Agora, preciso de algo mais... tranquilo.
A "tranquilidade" dele era contagiante. Era a primeira vez que eu estava com um homem mais velho em um contexto tão próximo e sem ser intimidada. Pelo contrário. Me sentiu... segura.
Num dia de calor infernal, vesti um body preto, justo, com calça jeans branca e sapatos de salto alto, mesmo sabendo que não era o mais prático para dirigir. O calor me deixava preguiçosa, e a aula começou mais lenta.
— Tá cansada hoje?
— Um pouco. A noite foi curta.
Ele me lançou um olhar, rápido, mas que eu senti na pele. — Festa?
— Algo assim.
Ele não insistiu. Mudou de assunto, falou do tempo, do trânsito. Mas o olhar ficou. E pela primeira vez, eu me percebi querendo que ele perguntasse mais. Queria que ele se interessasse.
A virada aconteceu na quarta aula. Eu já estava dirigindo com mais confiança, inclusive no centro, um caos de pedestres, ônibus e motos. Ele mal precisava mais intervir, a não ser para fazer um elogio.
— Perfeito a estacionada. Cada vez melhor.
Eu sorri, sentindo o rosto esquentar. Graças a ele.
— Sabe, Klaus... eu nunca pensei que conseguiria dirigir de novo com tanta naturalidade. Imaginava que ia passar meses em pânico.
— Às vezes, o que a gente precisa é apenas de alguém que acredite mais a gente do que nós mesmos — disse ele, com uma voz tão baixa que quase precisei inclinar para ouvir.
Naquele momento, o trânsito intenso ao redor desapareceu. Era só nós dois no carro, o cheiro dele um perfume diferente (mais doce, dava vontade de chegar mais perto), a voz dele. Eu senti um peso baixo no estômago, uma vontade de esticar a mão e tocar a mão dele que repousava no câmbio.
Em vez disso, segurei o volante com mais força.
— Obrigada — foi o que consegui dizer.
***
Hoje é a nossa última aula. A avaliação final. Ele vai me deixar dirigir sozinha, ele como mero passageiro, por cerca de uma hora. Se eu for bem, estou liberada. Livre para pegar meu carro e enfrentar o mundo sozinha.
E uma parte de mim, uma parte surpreendentemente grande, está triste com isso.
Escolhi um vestido de alcinha, azul marinho, curto, que mostra minhas pernas e estou sim sutia. Me sinto poderosa, sexy. Quero que ele me veja como uma mulher, não apenas como uma aluna.
Quando ele chega, o olhar dele demora um segundo a mais em mim antes de ele sorrir e abrir a porta do carro. O ar condicionado já está ligado.
— Pronta para a formatura?
— Nervosa, mas pronta — digo, ajustando o cinto. Meu peito está ligeiramente empinado, e eu sei que ele viu.
A aula, como esperado, fluiu sem problemas. Dirigi por ruas que antes me aterrorizavam, fiz conversões em locais complicados, parei em fila dupla para um pedestre. Eu era uma nova mulher. Uma motorista. O pânico havia sido substituído por uma calma que eu não sabia que possuía.
No final, ele pediu que eu parasse em uma rua residencial tranquila, perto de uma praça. Desliguei o carro. Um silêncio denso se instalou.
— Parabéns. Você está mais do que pronta — disse ele, a voz séria. — Conseguiu.
Eu não consegui comemorar. Em vez disso, virei o rosto para ele, sentindo o ar ficar pesado entre nós.
— Eu não teria conseguido sem você.
Ele me encarou. Olhei para ele, de verdade, e notei as linhas de expressão ao redor de seus olhos, a barba fazendo sombra no queixo, o jeito como a camisa colava nos ombros largos. E vi algo novo nos olhos dele. Não era só o instrutor paciente. Era... um olhar de homem para uma mulher.
— Você aprendeu rápido porque você é forte. Eu apenas te mostrei o caminho.
— E se eu não quiser que este caminho termine aqui? — a pergunta saiu antes que eu pudesse pensar, um sussurro ousado, desafiante.
Ele trilou a língua contra os dentes, um som baixo, excitante. Não respondeu de imediato. Ficou me olhando, como que pesando as palavras. O seu olhar desceu pelo meu colo, pela barra curta do vestido, e voltou para os meus olhos. Um choque percorreu meu corpo, uma faísca elétrica.
— Essa é uma conversa perigosa de se ter dentro do meu carro de trabalho — disse ele, a voz mais grossa do que o normal.
— Então vamos ter em outro lugar.
Ele soltou um fôlego lento. — Eu sou casado, você sabe.
— Eu sei. Eu não estou pedindo um relacionamento. Estou pedindo... mais. Uma hora. Para nós.
Ele hesitou. A mão dele, que estava repousada no câmbio, moveu-se um centímetro na minha direção. Eu fiquei parada, esperando. Desejando. A tensão no ar era tão densa que eu conseguia sentir o gosto.
— Minha mulher... ela sai tarde nas quintas. Tem um grupo de teatro — disse ele, finalmente. — A gente poderia ir até lá. Só para... conversar.
Meu coração bateu forte, um tambor nos ouvidos. — Quero.
Ele não disse mais nada. Apenas engatou a primeira e o carro voltou a se mover. Mas agora, tudo era diferente. O espaço pequeno não era mais de instrutor e aluna. Era de duas pessoas prestes a cruzar uma linha.
O casa dele era espaçosa, clean, com móveis de madeira escura e quadros abstratos nas paredes. Cheirava a ele. Sentei em um sofá de couro preto, enquanto ele me oferecia uma água.
— Você vive bem — comentei, mais para quebrar o silêncio.
Ele sentou ao meu lado, mas não muito perto. Ainda havia uma distância segura.
— Anos de trabalho.
Mais silêncio. Ele me olhava, e eu o olhava de volta. A conversa que eu tanto queria não começava. Então, decidi começá-la eu.
— Sabe por que eu parei de dirigir? A batida no estacionamento foi só a desculpa.
Ele fez que sim com a cabeça, encorajando.
— Eu terminei um namoro. De cinco anos. Eu e o meu ex morávamos juntos. Ele era o motorista da casa. Quando ele foi embora... eu fiquei perdida. Tinha medo de tudo. De atravessar a rua sozinha, de voltar para o meu apartamento vazio, de pegar o carro. Tudo me lembrava dele. O carro era a coisa mais forte. Sentar ali, sozinha, no lugar dele... era como admitir que tudo tinha acabado de verdade.
Ele escutava em silêncio, o rosto sério, atento.
— A gente acha que a gente é forte, mas no fundo, a gente só consegue segurar nas coisas, nas pessoas, nos lugares. Quando eles somem... a gente se desfaz.
Ele se mexeu no sofá. A distância entre nós diminuiu um pouco. — Eu sei o que é isso.
— Você?
— Casei cedo. Com a minha mulher. A gente tem quase trinta anos juntos. Às vezes... é difícil saber onde eu termino e ela começa. O que é meu, o que é nosso. O que eu faria se ela não estivesse mais aqui. Não quero nem pensar.
Havia uma vulnerabilidade na voz dele que eu nunca tinha ouvido. Eu me inclinei para frente.
— Mas você ainda está aqui. Com ela.
— Sim. Mas é diferente. A paixão... aquela coisa que te consome... ela vira outra coisa. Vira carinho, vira hábito, vira um projeto em comum. É bom. Mas não é... fogo.
A palavra "fogo" ficou pairando no ar entre nós. E eu, no meu vestido curto, me sentindo poderosa e desejada, decidi atiçar esse fogo.
— E se a gente tivesse um incêndio agora, Klaus? Só um. Para aquecer. Para lembrar como é.
Meus olhos se encontraram. E nele, vi a luta. O homem de 54 anos, casado, responsável, contra o homem que olhava para uma mulher de 26 anos e sentia desejo.
E o desejo venceu.
Ele se inclinou e me beijou. Não foi um beijo tímido, de experimentação. Foi um beijo faminto. Com anos de fome contida. Sua mão subiu pela minha nuca, prendeu meus cabelos, e ele me beijou como se quisesse me devorar. Seu gosto era de café e de uma urgência que eu compartilhava. Eu respondi com a mesma fome, minha mão procurando o peito dele, sentindo o coração batendo forte sob a camisa.
A mão dele desceu do meu cabelo para as minhas costas, deslizando pelo vestido até a barra, e então subiu pela coxa, descobrindo a pele quente. Meu corpo arqueou em resposta, um gemido baixo escapando da minha garganta.
— Você gosta de brincar com fogo, não é? — sussurrou ele no meu ouvido, a voz rouca.
— Desde que você seja o meu incêndio.
Ele riu, um som baixo, sexy. E então o beijo recomeçou. Desta vez, sua outra mão subiu pelo meu vestido, fechando-se sobre meu seio, o polegar roçando o bico duro . Eu quase perdi o controle ali, sentada no sofá da casa dele.
— O quarto — disse ele entre um beijo e outro. — É mais seguro.
Eu não discuti. Deixei que ele me levasse pela mão, subindo as escadas. O quarto era simples, com uma cama de casal grande e bem-feita, lençóis brancos e lisos. A luz do sol da tarde entrava pela janela, pintando tudo de dourado.
Ele parou na frente de mim, me encarando. E então, com um movimento lento, tirou a camisa. O corpo dele era melhor do que eu imaginava. Não era o corpo de um garoto, mas o de um homem maduro. Ombros largos, peito com alguns fios brancos, barriga lisa, mas não de academia. Era um corpo real, forte, que me deu uma vontade imensa de tocar.
Ele tirou também a calça, ficando apenas de cueca. E eu vi o volume grande e pesado ali, a promessa do que estava por vir. Meu corpo todo respondeu, um calor molhado se espalhando entre minhas pernas.
— Sua vez — disse ele, a voz baixa.
Com o coração batendo forte, eu cruzei os braços na frente e puxei o vestido por cima da cabeça, deixando-o cair no chão. Fiquei ali, apenas com a calcinha minúscula. O olhar dele percorreu meu corpo, e eu vi a aprovação, o desejo puro em seus olhos. Isso me deu mais poder do que qualquer roupa.
Ele se aproximou, e seus lábios encontraram meus seios. A boca quente e úmida me deixou louca. Ele sugou um dos mamilos, com força, enquanto a outra mão apertava o outro seio. Era tudo tão intenso, tão real. Meus joelhos fraquejaram.
Ele me guiou até a cama e eu caí de costas sobre os lençóis frescos. Ele ficou de pé, me olhando por um instante, antes de se ajoelhar na cama, entre minhas pernas. Seus dedos enrolaram na faixa da minha calcinha, e ele a puxou para baixo, devagar. Aquele tecido molhado deslizando pela minha pele foi uma tortura deliciosa.
Quando fiquei nua diante dele, ele não fez nada por um segundo. Apenas me olhou. E o olhar dele era mais íntimo do que qualquer toque.
— Você é perfeita — disse ele.
E então ele se deitou, a cabeça entre minhas pernas. Eu quase pulei da cama quando senti a língua dele pela primeira vez, um traço quente e firme sobre meu clitóris. Eu gemi alto, sem conseguir me conter. Ele riu contra mim, a vibração me deixando ainda mais louca. E então ele começou para valer. Ele me comeu como se meu suco fosse o melhor líquido que já tinha provado. A língua dele era ágil, sabia exatamente onde tocar, como pressionar, quando sugar.
Minhas mãos se entrelaçaram em seus cabelos, meu quadril se erguia para encontrar a boca dele. Eu estava perdida, flutuando em um mar de prazer. Ele introduziu um dedo, depois dois, me sentindo por dentro enquanto a língua continuava seu trabalho devastador.
— Klaus... — gemi, o nome dele um pedido.
Ele entendeu. Aumentou o ritmo, os dedos curvados para encontrar aquele ponto dentro de mim que me fazia ver estrelas. E eu explodi. O orgasmo me atingiu como uma onda, forte, incontrolável. Meu corpo todo se contorceu, e eu gritei, um som primitivo de prazer puro.
Quando voltei a mim, ele estava de novo sobre mim, me beijando. Eu pude me sentir em seus lábios, em seu queixo. Era meu gosto, meu cheiro. E aquilo me excitou de novo.
— Você sabe o quão bom você é? — perguntei, a voz ainda ofegante.
— Eu sei dar prazer. É diferente — disse ele, a voz séria. — Mas com você... é diferente.
Ele se afastou por um instante, meu olhar fixo no pau dele. Duro, grosso, com veios saltados. Era lindo. Um tesão do caralho.
Ele não entrou de imediato. Ficou ali, o pau duro na entrada da minha xoxota, apenas roçando. Era uma tortura. Eu queria sentir tudo, já.
— Me foda, Klaus. Por favor.
Ele sorriu, um sorriso de predador. E então ele entrou. Devagar. Muito devagar. A cabeça do pau dele abrindo caminho, estirando meus limites. Eu gemi, mistura de dor e prazer. Era tão grosso. Era tudo o que eu imaginei e mais.
Ele foi entrando, centímetro por centímetro, até estar todo dentro de mim. Ele ficou parado, me deixando sentir, me acostumar. E então ele começou a se mover. Puxou quase tudo para fora e depois entrou de novo, num movimento lento, profundo. Cada socada era um choque.
Ele me olhava nos olhos enquanto me fodia, e isso era quase demais. Havia algo naquele olhar, algo que ia além do sexo. Era cumplicidade. Era um segredo compartilhado.
Ele aumentou o ritmo, as socadas ficaram mais rápidas, mais fundas. O barulho dos nossos corpos se batendo, meus gemidos, o grunhido dele... era a trilha sonora perfeita para aquele momento.
— Vira — disse ele, a voz um comando rouco.
Eu obedecei, me virando de bruços. Ele entrou de novo, de trás. E oh, meu deus. O ângulo era diferente, mais profundo. Ele me segurava pelos quadris, puxando meu corpo para encontrar os dele, cada socada me jogando para frente.
— Você é tão apertada... tão molhadinha — sussurrou ele, o rosto perto do meu ouvido. — Uma xoxota perfeita pra um pau velho.
Aquela palavra, "pau velho", me deixou ainda mais louca. Era exatamente aquilo. Eu estava fodendo com um homem maduro, experiente, e eu estava amando cada segundo.
Ele me fodeu assim por um tempo, antes de passar a mão pelo meu bumbum, o dedo roçando meu cuzinho. Eu gemi, empurrando o bumbum para trás.
— Você gosta disso também, não é, mininha safada? — perguntou ele.
— Sim — confessei. — Gosto de tudo.
Ele tirou o pau da minha xoxota e passou a cabeça molhada no meu cuzinho. Eu estremeci. Ele não entrou. Apenas roçou, me preparando, me deixando doida de vontade.
— Você já deu o cu?
— Já — disse eu, a voz trêmula. — Mas há muito tempo.
Ele cuspiu na mão, passou a saliva no meu cuzinho e na cabeça do pau dele. E então começou a entrar. A cabeça do pau dele era maior do que eu estava acostumada, e a sensação de ser aberta assim era intensa. Eu mordi o lençol, tentando relaxar.
— Respira — disse ele, a voz calma, me controlando. — Relaxa pra mim.
Eu respirei fundo, e ele entrou mais um pouco. Devagar. Paciente. O homem que me ensinou a dirigir agora estava me ensinando a receber seu pau no cu. E eu era uma aluna dedicada.
Quando ele estava todo dentro, ele parou, me deixando sentir. A sensação era incrível. De estar cheia, possuída.
— Move pra mim — pediu ele.
Eu comecei a me mover, devagar, para frente e para trás. A sensação do pau dele no meu cu, o atrito, era demais. Ele pegou meu ritmo, começou a me foder, devagar no começo, depois mais rápido. Uma das mãos dele veio para a frente, encontrou meu clitóris e começou a me massagear em círculos.
Foi demais para mim. O prazer na minha xoxota e no meu cuzinho ao mesmo tempo me explodiu em outro orgasmo, ainda mais forte que o primeiro. Meu corpo todo tremeu, e eu gritei, o som abafado pelo travesseiro.
Ele me fodeu até o fim, até que eu o senti endurecer ainda mais dentro de mim.
— Onde você quer, mininha? — perguntou ele, a voz ofegante.
— Dentro — gritei. — Tudo dentro.
Ele grunhiu alto, um som animal, e eu senti a porra quente dele me enchendo, onda após onda. Ele desabou sobre mim, o corpo suado e pesado, o coração batendo forte contra as minhas costas.
Ficamos assim por um tempo, apenas respirando. Eu nunca me senti tão viva. Tão saciada.
Ele finalmente se mexeu, tirou o pau dele de mim com um som molhado, e se deitou ao meu lado. Eu virei para encará-lo. Ele estava lindo, com o cabelo bagunçado, o rosto relaxado.
— Isso... — começou ele. — Isso não estava nos planos.
Ele se levantou e foi até o banheiro, voltando com um pano úmido. Ele me limpou com um cuidado que me comoveu, um gesto tão íntimo e doce depois de tanta selvageria.
Quando voltamos para a cama, ele me abraçou. Ficamos em silêncio, apenas ouvindo os sons da casa, da rua.
— Sua mulher — disse eu, em voz baixa. — Ela não demora a chegar?
Ele olhou para o relógio na cabeceira. — Ainda temos tempo. Ela só volta depois das onze.
E o tempo se esticou.
— Eu não vou te deixar, Klaus — disse eu, com uma clareza que me surpreendeu. — Eu não quero te levar. Eu só queria... te encontrar.
Ele me beijou, um beijo lento, profundo. Cheio de significado.
Enquanto a gente conversava, seus dedos faziam traços no meu braço. E o desejo começou a despertar de novo, uma brasa lenta. A mão dele desceu, passou pela minha barriga, parou entre minhas pernas. Eu já estava molhada de novo.
— Essa sua xoxota não para, não é? — disse ele, um sorriso nos lábios. — Sempre pronta.
— Sempre que você estiver por perto.
Ele rolou sobre mim, e senti o pau dele, duro de novo, contra minha coxa. Essa vez, foi diferente. Mais lento. Mais carinhoso. Ele me beijou enquanto entrava em mim, e o sexo foi uma fusão, uma conversa sem palavras. Ele descobriu cada centímetro do meu corpo, com a boca, com as mãos, com o pau dele. Eu retribuí, explorei cada músculo das suas costas, cada ruga do seu rosto, a textura da sua pele madura.
Fomos explorando um ao outro como se tivéssemos todo o tempo do mundo. E, de certa forma, tínhamos. Naquelas horas, o mundo lá fora não existia. Só existíamos nós dois, naquele quarto, sob a luz dourada do fim de tarde que virava noite.
Mas o mundo, implacavelmente, bateu à porta. O som da chave na fechadura foi um balde de água fria.
— Ela chegou — sussurrou ele, o pânico no rosto. — Merda.
Meu coração parou. Pulei da cama, procurando minhas roupas. Ele também se levantava, a agitação no corpo dele.
— Rápido. O guarda-roupa. Entre ali — disse ele, empurrando mim para dentro do armário embutido na parede. — Não saia, não faça barulho. Eu resolvo isso.
Ele fechou a porta, me deixando no escuro, entre as roupas dele e da mulher dele. Eu conseguia ver por uma fresta. Quando a porta do quarto se abriu, ele já era o marido de novo.
— Querida, você mais cedo hoje — disse ele, a voz calma, como se não estivesse fodendo uma garota de 26 anos há cinco minutos.
— Sim, o ensaio foi cancelado. O diretor está doente — ouvi a voz dela, uma voz feminina, calma. — Por que você está todo suado? pelado? E esse cheiro...
Meu coração martelava. O cheiro de sexo. Claro que ela ia sentir.
— Ah, eu estava vendo um... vídeo — disse ele, a voz hesitante. — Um video nosso queria relembrar como era. Aconteceu de eu me animar. Aí resolvi tomar um banho rápido.
Eu quase ri na fresta do armário. Um documentário. A desculpa mais patética do mundo, vinda de um homem tão maduro e seguro. Mas, para minha surpresa, ela pareceu aceitar.
— Você e suas fixações — disse ela, e eu ouvi o som de um beijo. — Vou tomar um banho também. Estou cansada.
Ouvir a voz dela, o beijo, a normalidade daquele momento foi uma das coisas mais estranhas da minha vida. Era como estar em dois mundos ao mesmo tempo. O meu, cheio de prazer proibido e segredos, e o deles, o mundo do cotidiano, da rotina de um casal.
Enquanto ela estava no banheiro, com o barulho do chuveiro tapando qualquer som, ele se virou para o armário. O olhar dele encontrou o meu na fresta. Ele ainda estava pelado. E, meu Deus, o pau dele estava duro de novo. Duro, apontando para mim, como uma acusação. Ele tinha se excitado com a adrenalina, com o perigo, com o fato de eu estar ali, escondida, ouvindo tudo.
Ele sorriu para mim, um sorriso cúmplice, malandro. E então ele fez algo que me deixou sem fôlego. Ele pegou o próprio celular e ficou olhando para ele, com o pau na mão, se masturbando devagar. Era para mim. Aquele espetáculo era só para mim, escondida no escuro. O homem casado, mentindo para a esposa no banheiro, se masturbando para a amante escondida no armário.
A imagem era tão poderosa, tão bizarra, que me molhou de novo. Foi nesse momento que eu soube, com certeza, que eu era viciada. Viciada na adrenalina, viciada no proibido, e principalmente, viciada naquele homem. Ele me mostrou um lado da sexualidade que eu nem sabia que existia. Aquele domínio, aquela calma no meio do caos, a forma como ele me levava ao limite e depois me trazia de volta com um carinho. Como ele metia com vontade. Meu corpo inteiro ansiava por ele.
O chuveiro parou. Ele sem guardar o pau durão olhando para ela. Eu ouvi ela saindo do banheiro, o som de toalha no corpo.

— Você ainda está aí? — perguntou ela, a voz brincalhona. — Acho que prefere seus videos a sua mulher.
— Apenas terminando algo interessante — disse ele, sem tirar os olhos do armário.
Ele se vestiu rapidamente, colocando uma calça e uma camisa. Ainda tinha um volume grande na calça, mas já conseguia se controlar.
— Vou descer fazer um chá. Você quer? — perguntou ela.
— Sim, por favor. Eu desço em um minuto.
Eu ouvi os passos dela descendo a escada. Ele ficou parado no quarto, esperando. E então, ele se aproximou do armário e abriu a porta um pouquinho.
— Você pode sair. Mas tem que ser agora. Vá pela escada dos fundos, pela cozinha. Ela está na sala de chá.
Eu saí do armário, ainda nua, pegando meu vestido e minhas roupas. Meu corpo tremia, mistura de medo e desejo.
— Espere — disse ele.
Ele se aproximou, me pegou pelo braço e me abaixou. Entendi o que ele queria. Eu me ajoelhei no carpete frio do quarto. Ele abriu o zíper da calça e tirou o pau de novo. Duro, com um pingo de porra na ponta. Era a minha despedida.
Eu abri a boca e o aceitei. Ele era grosso, pesado na minha língua. Eu o suguei com vontade, com fome, querendo sentir o gosto dele mais uma vez. Queria experimentar a porra daquele homem em minha boca. Ele segurou meu cabelo, controlando o ritmo, fodendo minha boca. Era rápido, desesperado.
— Toma, sua novinha safada — sussurrou ele, e então ele gozou. O jato quente me atingiu a garganta, e eu engoli tudo, sentindo o sabor salgado dele.
Ele se afastou, respirando fundo. Eu me levantei, me vesti o mais rápido que pude. Meu corpo ainda doía, ainda sentia o gosto dele. Ele me levou até a porta dos fundos.
— Foi... incrível — disse ele, a voz baixa.
— Sim. Para mim também.
— Eu não sei quando... — começou ele.
— Eu sei. Não precisa dizer nada.
Ele me beijou. Um beijo rápido, desesperado. E então me empurrou para fora, fechando a porta atrás de mim.
Fui pela escada dos fundos, meu corpo ainda vibrando. Saí pela porta dos fundos da cozinha, para o quintal, e pulei o muro para a casa do vizinho. Corri até a rua principal, o coração batendo forte, um sorriso nos lábios.
Peguei um táxi e voltei para o meu apartamento. O silêncio do meu lar nunca pareceu tão alto. Fui até o espelho do banheiro e me olhei. Meus lábios estavam inchados, minha buceta ardia de tesao, meu cabelo bagunçado, tinha uma marca roxa no meu pescoço. Eu parecia uma mulher que tinha sido bem fodida. E eu me sentia mais mulher do que nunca.
Entrei no chuveiro, a água quente escorrendo pelo meu corpo. Fechei os olhos e revivi tudo. O beijo dele no carro, a mão dele na minha coxa, a língua dele na minha xoxota, o pau dele entrando em mim, me enchendo por completo. Lembro do cheiro dele, do som da voz dele, do jeito como ele me olhava. Cada detalhe estava gravado na minha memória.
Eu precisava voltar para a realidade. Mas qual realidade? A de antes, onde eu era uma mulher perdida, com medo de dirigir, de viver? Ou a nova realidade, onde eu tinha descoberto um poder em mim que eu não sabia que existia? Um poder de seduzir, de ousar, de quebrar regras?
A aula de direção tinha me ensinado muito mais do que só dirigir. Klaus me ensinou a confiar no meu instinto. Ele não gritava comigo quando eu errava, apenas me dizia para tentar de novo. Ele me fez ver que eu era capaz, que eu era forte. E no fim, foi essa força que ele viu em mim que nos levou para aquela cama.
Eu não estava apaixonada por ele. Pelo menos, eu não acho. Era algo mais complexo, mais carnal. Era uma atração magnética, uma conexão que ia além da idade, do status civil, das regras.

Foto 1 do Conto erotico: AS AULAS DE DIREÇÃO


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Ficha do conto

Foto Perfil maisqueumcurioso
maisqueumcurioso

Nome do conto:
AS AULAS DE DIREÇÃO

Codigo do conto:
276156

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
02/11/2026

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