Paola tinha 35 anos e um segredo que queimava por dentro como fogo que nunca apagava: ela era viciada em sexo. Não era só desejo. Era necessidade. Uma fome constante, que começava logo cedo, antes mesmo do café, e só dava uma trégua quando o corpo não aguentava mais.
O marido, André, sabia. No começo achava graça, depois se acostumou, depois se cansou. Ele dava conta de duas, três vezes por semana. Paola precisava de muito mais. Muito mais.
De manhã, enquanto André ainda dormia, ela já estava no banheiro com o chuveirinho ligado no clitóris, gozando baixinho para não acordá-lo. Saía de lá com as pernas moles, tomava café e já pensava no próximo.
No trabalho — ela era gerente de uma academia de crossfit em Itajaí — o vício virava rotina calculada. O vestiário feminino tinha um banheiro com box grande. Toda terça e quinta, depois da aula das 18h, ela trancava a porta, sentava na tampa do vaso e se masturbava olhando fotos antigas no celular: gangbangs na praia, na academia, em festas. Gozava rápido, limpava com papel higiênico e voltava para o salão como se nada tivesse acontecido.
Mas o vício não parava aí.
Às quartas-feiras ela tinha um “compromisso fixo”. Marcava com três caras que conheceu num grupo de swing no Telegram. Um era personal trainer casado, outro era caminhoneiro que passava pela BR-101, o terceiro era um universitário de 22 anos que chamava ela de “madrinha”. Encontravam num motel na estrada, sempre o mesmo quarto 14.
Ela chegava primeiro, tirava a roupa, ficava só de meia 7/8 preta e salto, deitava na cama king e começava a se tocar devagar, esperando. Quando eles entravam, a encontravam já molhada, buceta aberta, dedos dentro de si.
— Pode vir tudo de uma vez — era sempre a primeira frase dela.
O personal ia na boca primeiro, metendo até a garganta enquanto ela engasgava e babava. O caminhoneiro se posicionava por trás, metia na buceta de uma vez e batia forte, fazendo a cama ranger. O garoto ficava de lado, masturbando enquanto assistia, depois trocava com um dos dois.
Eles faziam rodízio sem parar. Buceta, cu, boca — tudo ao mesmo tempo quando dava. Paola pedia mais forte, mais fundo, mais rápido. Gozava várias vezes seguidas, tremendo, gritando, arranhando as costas deles. Quando um gozava dentro, ela não deixava sair: apertava as pernas e continuava metendo, misturando porra com porra.
— Não para… não para… ainda quero mais — implorava rouca, olhos vidrados.
Depois de duas horas, os três estavam exaustos, paus moles, suados. Paola ainda queria. Sentava no chão, abria as pernas e se masturbava olhando para eles, gozando mais uma vez só com os dedos enquanto lambia a porra que escorria das coxas.
Quintas eram para o marido. André chegava cansado do trabalho, tomava banho, deitava. Paola subia em cima dele sem pedir. Chupava até endurecer, sentava e cavalgava devagar no começo, depois acelerava, rebolando forte. Quando ele gozava rápido (sempre gozava rápido), ela não saía. Continuava se esfregando no pau mole dentro dela até gozar de novo, usando o sêmen dele como lubrificante.
Sextas eram as noites “livres”. Ela saía sozinha. Às vezes ia pra balada em Balneário Camboriú, dançava colada em desconhecidos até alguém meter a mão por baixo do vestido. Levava pro carro, pro banheiro da boate, pro beco atrás. Outras vezes marcava com desconhecidos de app: dois, três, quatro de uma vez. Hotel, motel, até na casa de um deles.
Teve uma noite memorável em que pegou cinco caras numa festa privada em um apê de cobertura. Ficou nua no meio da sala, de quatro no tapete, levando em todos os buracos enquanto os outros se revezavam. Gozou tanto que perdeu a conta. No final estava deitada no chão, corpo coberto de porra, buceta e cu escorrendo, seios melados, cabelo grudado no rosto. Sorria como quem encontrou paz.
— Amanhã tem de novo? — perguntou um deles.
— Todo dia tem — respondeu ela, lambendo os dedos.
Sábados eram para “recuperar”. Ficava em casa, mas não parava. Usava plug anal o dia inteiro enquanto fazia faxina, vibrador na buceta enquanto assistia série. André chegava e a encontrava na cozinha, de avental e nada por baixo, plug visível, se masturbando encostada na pia.
— Vem me foder enquanto eu faço o almoço — pedia.
Ele tentava, mas nunca dava conta. Ela terminava sozinha, gozando na pia, depois lambia os próprios dedos.
Domingos eram o ápice do vício. Ela acordava cedo, tomava banho, se depilava inteira, passava creme, se maquiava. Depois saía para o “dia livre”. Às vezes ia pra praia deserta, às vezes pra sauna mista, às vezes pra um clube de swing que abria de manhã. Voltava à noite destruída, pernas tremendo, corpo marcado de chupões e mordidas, buceta inchada, cu dolorido, mas com um sorriso satisfeito.
André perguntava:
— Como foi o dia?
Ela se jogava na cama ao lado dele, ainda cheirando a sexo alheio, e respondia sempre a mesma coisa:
— Perfeito. Mas amanhã eu preciso de mais.
Paola não se envergonhava. Não queria cura. O vício era ela. E ela era o vício.
E assim seguia, dia após dia, gozando sem parar, procurando sempre o próximo pau, a próxima boca, a próxima porra.
Porque parar nunca foi opção.