Saí da casa com o coração inquieto. Enquanto dirigia em direção ao meu apartamento, as palavras de Maga ecoavam na minha mente. Você faz parte de mim assim como eu faço parte de você. Não era apenas desejo. Havia algo maior ali. Um jogo de forças, escolhas e destinos que eu ainda não compreendia. Tentei ocupar a mente, distrair-me, mas o relógio parecia provocar-me. Cada minuto avançava lentamente. Quando percebi, faltavam poucos minutos para o meio-dia. E como ela havia dito, eu voltei. Pontualmente. Com o controle do portão nas mãos, entrei. A porta da casa já estava entreaberta, como se me aguardasse. Assim que entrei, senti o aroma de especiarias misturado com algo mais suave. Incenso, talvez. A casa parecia diferente. Velas estavam distribuídas discretamente pela sala, mesmo sendo dia. A luz que entrava pelas janelas criava um contraste curioso com as pequenas chamas. Nada parecia encenação, tudo parecia aguardado, carregado de intenção. Maga surgiu do corredor usando um vestido longo branco, claro e leve, com um decote enorme em V na frente, que desenhava seu corpo com naturalidade. O detalhe que me chamou atenção, foram os seios, que mostravam os bicos enrijecidos. Aquilo me deixou tarado só em ver. Eu disse que você voltaria ela falou, aproximando-se devagar. Você parece sempre saber respondi. Ela tocou meu rosto com a ponta dos dedos. Não é saber, Rob. É sentir. Antes que eu dissesse qualquer coisa, ela pegou em meu kct e disse. Já estou com saudades, dele e sorriu. Foi quando eu ouvi vozes do lado de fora. Risadas baixas. Passos firmes. Os convidados haviam chegado. Três casais entraram pouco depois. Para minha surpresa, os casais não eram estranhos Maga e Beto, como anfitriões experientes, conduziram as apresentações. Antes das apresentações em si, percebi um detalhe, todas as mulheres usavam vestidos iguais. Com o mesmo adorno. Aquela fenda enorme bem na frente. Brancos. Leves. Sem sutiã. O tecido fino deixava o corpo mover-se livremente, sem tentativa de esconder nada. Dando ênfase aos detalhes dos bustos femininos. Primeiro, Alberto e Silvia Duarte. Ele, ex-militar, com a postura que um dia comandara homens, agora tranquilo, quase irreconhecível. Ela, porém, exibia uma curiosidade silenciosa, fixando o olhar em mim de forma intensa, lembrando claramente o fascínio que sentira no passado. Rob, você já conhece o coronel Alberto, disse Maga. Coronel Duarte? Ele sorriu. Hoje só Alberto. Na minha memória, Alberto Duarte era outra pessoa. Dentro da Polícia Militar, ele era conhecido por duas coisas: disciplina implacável e uma visão de mundo que muitos chamavam de antiga. Autoritário. Machista. Daqueles que diziam que mulher precisava “saber seu lugar”. Por isso talvez minha surpresa tenha sido ainda maior quando olhei para a mulher ao lado dele. Silvia Duarte tinha uma presença impossível de ignorar. Devia ter pouco mais de sessenta anos, mas havia nela uma elegância madura que não precisava de esforço. Os cabelos castanhos, já marcados por fios prateados, caíam soltos até os ombros. O vestido claro seguia o mesmo estilo dos outros leve, de tecido fino deixando o contorno natural dos seios desenhar-se sob o tecido. Seu olhar era calmo. Observador. Quando apertou minha mão, percebi algo curioso: ela não parecia alguém que acompanhava o marido. Parecia alguém que conduzia silenciosamente. Prazer finalmente conhecer você, Rob. A voz era suave. Mas havia autoridade ali. Depois, Ricardo e Lúcia Ferraz. Ele, ex-funcionário do judiciário, sempre analítico. Lúcia, introspectiva e perceptiva, vestida de branco, movendo-se com leveza e presença natural. Ricardo Ferraz tinha o olhar rápido de quem analisa tudo antes de falar. Mas foi a esposa dele que imediatamente chamou minha atenção. Lúcia era mais baixa, com cabelos escuros presos de forma simples na nuca. O vestido claro moldava o corpo com naturalidade, revelando curvas suaves que o tempo não havia apagado. Seus olhos eram profundos. Daqueles que parecem enxergar mais do que a pessoa gostaria de mostrar. Então você é o Escolhido, dos sonhos de Maga? Espero que sim, respondi. Por fim, Sandro e Denise. Ele, ex-político, calmo e paciente. Denise, sensível e observadora, também de branco, irradiando atenção silenciosa. Sandro tinha a tranquilidade de quem já tinha feito as pazes com a vida. Denise era diferente. Havia nela uma energia artística. Os cabelos ruivos caíam de forma solta e sua pele clara trazia marcas leves do sol. O vestido leve acompanhava seus movimentos com naturalidade. Ela observava tudo. As velas. As pessoas. Os espaços entre as pessoas. Denise enxerga coisas que a maioria ignora disse Paulo, sorrindo. Eu só presto atenção respondeu ela. Ao lado de todos estava Tânia, convidada especial, igualmente em branco, acompanhada apenas por mim naquele momento. A experiência com Tânia tinha deixado algo difícil de organizar, uma sensação viva, quase física, que me acompanhava a cada passo. Ela havia procurado Maga, não para explicar, mas para admitir que queria participar novamente, desta vez sem o conhecimento e a presença do marido. Maga aceitou. O círculo de intenção se formava silencioso. Todos sabiam por que estavam ali. Não para controlar, nem para vigiar. Mas para participar de algo maior, um ritual de atenção e reconhecimento consciente. Foi então que Silvia pousou a mão no ombro do marido. Alberto, querido pode trazer mais vinho? Não foi exatamente um pedido. Foi uma orientação suave. E o antigo coronel que eu lembrava da caserna levantou-se imediatamente. Sem questionar. Sem hesitar. Aquilo mexeu comigo mais do que eu esperava. Maga percebeu. Surpreso? Muito. Ela sorriu. Algumas pessoas passam a vida inteira fingindo ser algo. Olhei novamente para Alberto, agora servindo as taças. Silvia observava com serenidade. Quase como uma comandante silenciosa. Sentamo-nos todos à mesa. Silvia sentou-se à minha frente na mesa. Sua presença era firme, mas havia algo mais, fascínio silencioso, um olhar que não podia ser disfarçado. Senti os meus pês sendo tocado, Silvia então deu um sinal. Foram gestos discretos, leves, apenas para marcar presença e mostrar o quanto ela estava atraída e Alberto, ao perceber, fez apenas um gesto sutil, como se aceitasse sem questionar. Maga se levantou, conduzindo naturalmente a atenção de todos, e Beto observava, atento. Eu percebia tudo. Eu era o ponto de convergência do círculo, e isso se refletia nos olhares atentos, silenciosos, dos que participavam. Maga manteve-se de pé por alguns instantes, deixando que o silêncio se acomodasse entre todos. Não era um silêncio desconfortável, mas carregado como se cada pessoa ali estivesse plenamente consciente do momento que se desenrolava. Hoje não é sobre pressa ela disse, com a voz baixa, porém firme. É sobre presença. Os olhares se cruzaram. Ninguém parecia perdido ou deslocado. Ao contrário, havia uma espécie de entendimento implícito, como se todos já tivessem, em algum nível, aceitado o papel que desempenhariam ali. Senti novamente o toque sob a mesa. Silvia não recuava. Era sutil, quase elegante, mas absolutamente intencional. Levantei os olhos e a encontrei me observando, sem qualquer constrangimento. Havia ali desejo, sim, mas também algo mais refinado, mais consciente. Do outro lado, Alberto servia o vinho com calma. Em nenhum momento demonstrou tensão. Quando nossos olhares se cruzaram, ele apenas assentiu levemente, como se dissesse: eu sei. Aquilo mexeu comigo de uma forma inesperada. Maga caminhou ao redor da mesa, passando por cada um, tocando levemente ombros, inclinando-se para sussurrar algo inaudível em alguns ouvidos. Quando chegou até mim, parou por um segundo a mais. Ela sera a primeira que você ira sentir essa tarde e sorriu. Você quer? Sim eu quero, respondi. Safado eu sabia, o pior que o marido já deixou eu senti, esse kct vai fazer estragos. Será eu disse. Com certeza. Ela sorriu de canto, satisfeita e seguiu. Tânia, ao meu lado, permanecia quieta. Mas sua respiração denunciava mais do que qualquer palavra. Havia uma tensão viva nela, uma expectativa que parecia crescer a cada segundo. Quando Maga, saiu de perto dela, ela pegou pôs as mãos para baixo e começou a alisar o meu kct. Eu quis voltar, ela murmurou, sem olhar diretamente para mim. Eu sei. Denise, mais adiante, observava tudo com atenção quase artística, como se estivesse absorvendo cada detalhe para além do óbvio. Lúcia mantinha aquele olhar profundo, como se enxergasse camadas invisíveis acontecendo ali. Ricardo permanecia contido, mas atento a cada movimento. E Maga, no centro de tudo, era o eixo. O que acontece aqui, ela continuou, só acontece porque todos escolheram estar. Não há imposição. Não há obrigação. Apenas consciência. Ela fez uma pausa, deixando as palavras assentarem. E desejo quando consciente deixa de ser fraqueza. O ambiente parecia mais denso agora. O aroma do incenso, o calor das velas, os corpos, os olhares tudo se entrelaçava. Silvia, então, se arrumou na cadeira e lentamente passou os pês sobre as minhas pernas. O gesto foi mínimo, mas suficiente para chamar atenção. Não havia pressa, nem tentativa de esconder. Era exposição sem vulgaridade, controle absoluto do próprio corpo. Eu senti o toque dela subir levemente, ainda discreto, ainda escondido sob a mesa. Desta vez, não desviei o olhar. Maga percebeu. E sorriu. Maga percebeu. E sorriu. Mas não era um sorriso qualquer havia ali confirmação. Como se algo tivesse sido validado diante de todos, mesmo sem uma única palavra direta. Ela voltou ao centro da sala, erguendo levemente a taça. Então, começamos. Ninguém brindou de imediato. Primeiro vieram os olhares. Um a um, como se todos buscassem alinhar-se ao mesmo ritmo invisível. Então todos baixaram as cabeças as colocando sobre a mesa. Foi quando Silvia foi a primeira a se mover. Sem pressa, levantou-se da cadeira. O tecido leve do vestido acompanhou o gesto, desenhando sua silhueta com naturalidade. Ela não olhou para o marido. Não pediu permissão. Não precisava. Mas, ainda assim, Alberto a observava e havia algo novo naquele olhar. Não submissão. Não domínio. Algo mais raro, aceitação consciente. Ela deu a volta na mesa. Parou ao meu lado. Por um instante, não fez nada. Apenas ficou ali, próxima o suficiente para que eu sentisse sua presença antes mesmo de qualquer toque. Seu perfume era discreto, mas marcante como tudo nela. Agora disse Maga, suavemente não é sobre agir é sobre sentir o que já está acontecendo. Silvia então pousou a mão sobre o meu ombro e me disse no ouvido. Vem, me acompanha, meu escolhido. Tânia, ao meu lado, tirou lentamente a sua mão do meu kct, que já estava duro. Todos continuavam com as cabeças abaixadas. O ambiente parecia suspenso no tempo. A única coisa que se movia era a decisão. A mão de Silvia ainda repousava sobre meu ombro. Firme, mas sem pressão. Como um convite que não precisava ser reforçado. Vem ela repetiu, mais baixo. Quando comecei a me levantar, Beto se moveu pela primeira vez. Com naturalidade, como se aquilo já fizesse parte do fluxo esperado, ele se aproximou com uma bandeja. Três pequenas xícaras. Líquidos de cores diferentes. Antes disse ele, com calma apenas alinhar. Maga observava, em silêncio. Beto entregou uma das xícaras a Silvia. Outra a mim. O líquido tinha a mesma tonalidade. Um tom suave difícil de definir algo entre dourado claro e verde. Por último, ele entregou a Alberto. A dele era diferente. Mais escura. Mais densa. Ninguém explicou. Ninguém perguntou. Silvia levou a xícara aos lábios primeiro. Sem hesitar. Seus olhos ainda estavam em mim quando bebeu. Eu fiz o mesmo. O gosto era sutil mas deixava um rastro. Quente. Presente. Alberto observou por um instante antes de beber o seu. Quando o fez, não desviou o olhar. Aquilo não era um gesto isolado. Era parte de algo maior. Beto recolheu a bandeja sem dizer mais nada. E então, o movimento recomeçou. Silvia deu o primeiro passo. Desta vez, não apenas eu a segui. Alberto também. O som dos passos no corredor parecia mais nítido agora. Como se cada detalhe estivesse sendo ampliado. A luz ali era diferente mais suave, filtrada. O aroma do incenso mais concentrado. Silvia parou diante da porta entreaberta. Virou-se para nós dois. Por um instante, não havia hierarquia ali. Nem comando. Nem submissão. Apenas três presenças conscientes do mesmo momento. Aqui disse ela, quase em um sussurro. Mas não entrou imediatamente. Seus olhos passaram por mim e depois por Alberto. Como se confirmasse algo silencioso entre nós. Alberto fez um leve gesto de cabeça. Não como permissão. Mas como concordância. Silvia então abriu mais a porta. Entrou. Desta vez, nós dois fomos atrás. O ambiente lá dentro era simples. Intencional. Sem excessos. Mas o que realmente preenchia o espaço… não estava nos objetos. Estava no que havia sido escolhido antes mesmo de cruzarmos aquela porta. E agora não havia mais volta ao ponto anterior.
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