Alugou um quarto minúsculo na Rua Bocaiúva, no Centro, por R$ 1.200 mensais. O dono do quarto, um português velho, cobrou duas semanas adiantadas e avisou:
— Se atrasar, eu boto pra fora. Ou você pode pagar de outro jeito…
Paola entendeu o recado.
Na primeira noite, ela vestiu o que tinha de mais provocante: um vestido preto curto de lycra que marcava cada curva, sem sutiã, calcinha fio-dental vermelha, salto alto prata. Pintou a boca de vermelho vivo, fez olhos bem marcados e foi para a Ponte do Rio Vermelho — o ponto mais quente da prostituição em Floripa depois das 23h.
A ponte ficava iluminada por postes amarelados. De um lado, o rio escuro; do outro, a Avenida Beira-Mar. Carros passavam devagar. Mulheres de todas as idades e corpos estavam espalhadas: algumas sentadas no muro, outras em pé, fumando, mexendo no celular. Paola escolheu um lugar perto da grade, encostou o quadril e esperou.
Primeiro cliente: um cara de uns 40 anos, camisa social, no Gol. Parou, baixou o vidro.
— Quanto?
— Trezentos a hora. Completo.
Ele riu.
— Duzentos. E gozo onde quiser.
Paola entrou. Ele dirigiu até o estacionamento escuro atrás do Shopping Beira-Mar. No banco de trás, mandou ela tirar o vestido. Ficou só de calcinha e salto. Ele chupou os seios dela com força, deixou marcas roxas, depois enfiou dois dedos na buceta já molhada.
— Tá molhada, hein, vadia? Gosta de pau de estranho.
— Gosto… — ela respondeu, voz rouca.
Ele abaixou a calça. O pau era grosso, veioso. Mandou ela chupar. Paola ajoelhou no banco, engoliu fundo, babou tudo, engasgou. Ele segurou a cabeça dela e fodeu a boca até lacrimejar. Depois virou ela de quatro e meteu na buceta com força. Batia na bunda, puxava o cabelo, chamava de “puta barata”, “cadela da ponte”. Paola gozou primeiro, gemendo alto, apertando o pau dele. Ele gozou dentro, sem camisinha, enchendo até escorrer pelas coxas.
Pagou os duzentos, jogou o dinheiro no banco e foi embora.
Paola ficou lá, sentada no banco sujo, pernas abertas, sentindo o sêmen quente escorrendo. Tocou a buceta inchada e gozou de novo, sozinha, só de lembrar das palavras dele.
Na segunda noite, ela já estava mais ousada. Cobrava 350 pela hora, 500 se fosse anal. Um grupo de quatro amigos (todos entre 25 e 30 anos, aparentemente em despedida de solteiro) parou um SUV preto. Negociaram 1.200 pelos quatro, duas horas, no motel da Avenida das Nações.
No quarto, eles a trataram como brinquedo. Mandaram ela ficar de quatro no chão. Um na boca, um na buceta, um filmando, o quarto esperando. Revezavam sem parar. Gozavam na cara, nos cabelos, dentro da buceta, no cu. Paola perdeu a conta dos orgasmos. Chorava de tanto prazer, corpo tremendo, voz rouca de tanto gemer. No final, estava deitada na cama, pernas bem abertas, corpo coberto de porra, buceta e cu vermelhos e inchados, baba escorrendo.
— Mais uma rodada? — perguntou um deles.
Ela sorriu, exausta, e respondeu:
— Se pagarem mais 800, eu aguento.
Eles pagaram.
Às 4 da manhã ela voltou para o quarto na Bocaiúva, pernas bambas, cheiro de sexo grudado na pele. Tomou banho, mas deixou o sêmen seco nos cabelos — gostava de sentir o cheiro dos clientes no dia seguinte.
Em menos de um mês, Paola virou conhecida na ponte como “a morena gostosa de boca grande”. Tinha clientes fixos:
- O advogado que gostava de foder o cu dela enquanto ligava para a esposa.
- O turista gringo que pagava 800 só para ela falar português sujo enquanto cavalgava.
- O casal que a contratava para fazer um ménage com a mulher deles (a esposa gostava de ver Paola sendo humilhada).
- O policial que cobrava “proteção” e pagava com sexo gratuito duas vezes por semana.
Uma noite, um cliente especial apareceu: um homem de uns 50 anos, bem vestido, carro de luxo. Pagou mil reais adiantados para duas horas no melhor motel da Jurerê. Mandou ela se vestir de coleira (ele trouxe uma), algemas e venda. Fodeu ela de todas as formas possíveis: buceta, boca, cu, entre os peitos. Usou vibrador, plug, chicotinho leve. Chamava de “minha puta particular de Florianópolis”. Paola gozou tantas vezes que desmaiou de prazer por alguns segundos no final.
Quando acordou, ele estava vestindo a camisa.
— Você é boa demais pra ficar na ponte. Quer trabalhar só pra mim? Cinco programas por semana, casa paga, roupa, comida. Mas você é minha propriedade.
Paola, ainda nua, algemada, com porra escorrendo do cu, olhou para ele e sorriu devagar.
— Quanto você paga por mês?
— Dez mil limpos. E você dorme com coleira todo dia.
Ela lambeu os lábios, sentindo o gosto dele ainda na boca.
— Fechado.
Naquela mesma noite, Paola deixou a ponte pela última vez. Mas não deixou de ser puta.
Só mudou de nível.
Agora ela era a puta exclusiva de um homem rico em Florianópolis. Morava num apartamento na Beira-Mar Norte, usava lingerie cara, tomava vinho importado… e toda noite, de coleira no pescoço, se oferecia como o buraco mais obediente da ilha.
E toda vez que ele entrava nela, Paola fechava os olhos e lembrava da primeira noite na ponte do Rio Vermelho: sem dinheiro, sem dignidade, pernas abertas para qualquer um.
Sorria.
Porque no fundo, era exatamente onde ela queria estar.
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