Essa frase ecoou na minha mente enquanto eu observava, através da tela do celular, a imagem granulada da câmera escondida. Meu pai estava lá, agachado, o rosto enterrado no tecido de renda preta da minha calcinha favorita. Ele soltou um gemido baixo, quase um rosnado, enquanto sua mão movia-se freneticamente. Ver aquilo não me causava mais repulsa; causava um formigamento insistente entre as minhas pernas que eu não conseguia ignorar.
Eu era a filha "certinha", a mulher casada e resolvida, mas havia algo naquela transgressão que me eletrizava. O perigo de ser descoberta, a proibição do sangue, o segredo compartilhado sem que houvesse qualquer palavra dita.
Naquela terça-feira, meu marido viajou a trabalho. A casa estava silenciosa, exceto pelo som do ventilador de teto. Eu sabia que meu pai estava na sala, lendo o jornal, mas eu podia sentir o olhar dele atravessando as paredes, me procurando.
Decidi que não queria mais ser apenas uma imagem numa câmera ou um cheiro num pedaço de pano.
Caminhei até a sala usando apenas um robe de seda curto, aberto estrategicamente na frente. Não usava sutiã, e a brisa do corredor fazia o tecido deslizar sobre meus mamilos, que já estavam rígidos.
— Pai? — chamei, com a voz propositalmente rouca.
Ele levantou os olhos do jornal. A respiração dele travou. O olhar desceu lentamente pelo meu pescoço, parou nos meus seios quase expostos e desceu para as minhas coxas. Ele parecia hipnotizado, como se estivesse vendo um milagre ou um pecado.
— Você... você está precisando de alguma coisa, filha? — a voz dele saiu falha, carregada de um desejo que ele tentava, inutilmente, esconder.
Aproximei-me, sentando no braço do sofá, bem perto dele. Inclinei meu corpo, deixando que o perfume do meu hidratante corporal invadisse o espaço dele.
— Eu notei que você gosta de certas coisas... — sussurrei, deslizando a mão suavemente pelo ombro dele. — Coisas que a gente não deveria gostar.
Ele estremeceu. O jornal caiu no chão.
— Eu não sei do que você está falando — mentiu ele, embora seus olhos estivessem fixos na fenda do meu robe.
— Sei que sabe. Eu vi, pai. Eu vi tudo. E, sinceramente... eu gostei de saber que você me deseja tanto assim.
O choque no rosto dele durou um segundo antes de ser substituído por uma fome voraz. Ele se levantou bruscamente, a respiração pesada, e me prensou contra a parede da sala. Suas mãos, grandes e firmes, agarraram minha cintura com uma urgência que me fez soltar um suspiro audível.
— Você não tem ideia do quanto eu imaginei isso — ele murmurou, o rosto a centímetros do meu. — Do quanto eu queria sentir você, de verdade.
— Então para de brincar com as minhas roupas e faz algo a respeito — provoquei, sentindo meu coração martelar contra as costelas.
Ele não esperou. Sua boca encontrou a minha em um beijo faminto, desesperado, como se estivesse tentando recuperar o tempo perdido de anos de repressão. A língua dele explorava a minha boca com uma possessividade que me deixou tonta. A mão dele desceu, afastando o robe e encontrando a minha pele quente.
— Você é tão linda... perfeita... — ele sussurrou contra meu pescoço, enquanto seus dedos deslizavam para dentro da minha calcinha, encontrando-me completamente molhada. — Você está tão excitada por mim, não está?
— Estou... eu estou pegando fogo — gemi, arqueando as costas e sentindo o volume rígido dele pressionar minha coxa.
Ele me levantou, me sentando no aparador da sala, abrindo minhas pernas sem cerimônia. O contraste entre a formalidade da casa e a obscenidade do ato era inebriante.
— Eu quero sentir você apertando tudo aqui dentro — ele disse, a voz agora grossa, animal.
Ele se ajoelhou diante de mim, mas não para pedir perdão. Com a boca, ele começou a traçar o caminho entre as minhas coxas, subindo lentamente, provocando, até que a língua dele encontrou exatamente o ponto que ele tanto cobiçava nas minhas roupas.
O som do relógio de parede, marcando cada segundo com uma precisão cruel, parecia sincronizar com as batidas do meu coração. Eu sentia a textura da madeira fria do aparador contra as minhas nádegas, contrastando com o calor sufocante que emanava do corpo dele.
Quando a língua dele finalmente me tocou, soltei um grito abafado, enterrando meus dedos nos cabelos dele. Não era apenas o desejo; era a descarga elétrica de ver o homem que sempre me protegeu agora me desvendando da forma mais visceral possível. Ele bebia de mim com uma fome desesperada, como se cada gota da minha excitação fosse o elixir que ele esperou a vida inteira para provar.
— Você... você está deliciosa — ele murmurou, afastando-se por um segundo, os lábios brilhando, o olhar injetado.
Ele se levantou, a respiração pesada, e sem desviar os olhos dos meus, começou a abrir o cinto da calça. O som do metal da fivela ecoou na sala silenciosa, um gatilho que me fez contrair os músculos involuntariamente. Quando ele se libertou do tecido, vi o volume imponente, pulsando, pronto para me reivindicar.
Eu não consegui esperar. Envolvi a cintura dele com minhas pernas, puxando-o para mais perto, sentindo a pele quente de sua barriga contra a minha.
— Agora, pai. Sem câmeras, sem rendas... eu quero você dentro de mim.
Ele não precisou de mais nenhum convite. Com um movimento firme e bruto, ele me impulsionou para trás, colando minhas costas contra a superfície do móvel, e mergulhou em mim. O impacto foi tão súbito e profundo que meu fôlego sumiu; foi um preenchimento total, uma invasão que parecia fundir nossas peles em um único organismo de pecado e necessidade.
— Meu Deus... — ele gemeu, enterrando o rosto no meu pescoço, os dentes cravando levemente na minha pele. — Você é tão apertada... tão quente...
Ele começou a se mover com uma cadência poderosa, cada estocada fazendo o aparador ranger e meus seios balançarem sob o robe aberto. O ritmo era urgente, quase violento, como se ele estivesse tentando apagar anos de silêncio a cada golpe. Eu sentia cada centímetro dele me preenchendo, me expandindo, levando-me a um estado de transe onde nada mais existia além daquela fricção deliciosa.
Minhas mãos desceram para as costas dele, arranhando a pele por baixo da camisa, enquanto eu guiava seu ritmo, movendo meus quadris para encontrar cada terminação nervosa.
— Mais... por favor, mais fundo — eu implorava, a voz quebrada.
Ele acelerou, os gemidos dele agora misturando-se aos meus em uma sinfonia de luxúria. O prazer estava se acumulando na base da minha coluna, transformando-se em uma onda elétrica que ameaçava me levar.
— Olha para mim — ele ordenou, a voz rouca de comando.
Abri os olhos e encontrei os dele. Havia ali um reconhecimento mútuo, a aceitação de que tínhamos cruzado uma linha da qual nunca mais conseguiríamos voltar. E, naquele momento, enquanto ele dava a última estocada profunda, sentindo as paredes do meu corpo apertaremem-no em um espasmo final, nós dois desmoronamos.
Ele descarregou tudo dentro de mim com soluços pesados, enquanto eu sentia o ápice me sacudir em ondas sucessivas, deixando-nos ofegantes e trêmulos.
Permanecemos assim por longos minutos, unidos pelo suor e pelo silêncio cúmplice. Ele encostou a testa na minha, a respiração voltando ao normal, mas o olhar ainda carregado de possessividade.
— A diarista vem amanhã às oito — ele sussurrou, deslizando a mão molhada pela minha coxa.
Eu sorri, sentindo o rastro do nosso segredo ainda quente entre nós.
— Deixe que ela venha. Eu vou adorar ver a cara dela quando notar que a casa está... impecável.
Aquele primeiro encontro foi apenas a abertura de um apetite que não conhecia saciedade. O que começou como uma explosão de urgência transformou-se, ao longo dos meses, em uma rotina de luxúria meticulosamente planejada. Meu marido, em sua cegueira confortável, continuava a me ver como a esposa dedicada, sem imaginar que, nos intervalos de suas viagens ou nos silêncios da casa, eu me entregava a um prazer que ele nunca soube me proporcionar.
Meu marido sempre foi técnico, quase mecânico; mas meu pai... meu pai era visceral.
Houve uma tarde, no segundo ano do nosso segredo, em que a casa parecia vibrar com a tensão do desejo acumulado. Estávamos no quarto de hóspedes, a porta trancada, o sol filtrando-se pelas persianas e criando listras de luz sobre a pele suada.
— Você não imagina o quanto eu senti falta desse seu corpo — ele sussurrou, me prensando contra a cabeceira da cama, as mãos apertando meus quadris com força.
— Então prova, pai... prova o quanto eu senti saudade de você me possuindo — respondi, arqueando as costas e sentindo o volume rígido dele pressionando minha entrada.
Dessa vez, ele não quis a delicadeza. Ele me virou de costas, forçando meu peito contra o colchão, e me posicionou de joelhos. Eu senti a respiração dele quente na minha nuca, o cheiro de tabaco e desejo que agora me causava calafrios de excitação.
— Você quer que eu faça aquilo, não quer? — ele perguntou, a voz carregada de uma malícia que me fez tremer. — Aquilo que aquele covarde do seu marido nunca teve coragem de tentar?
Eu soltei um gemido, fechando os olhos com força.
— Eu quero... eu quero que você parta tudo, pai. Me toma por inteira.
Ele não hesitou. Com um movimento firme e dominante, ele rompeu a última barreira, deslizando para dentro do meu cuzinho com uma precisão que me fez soltar um grito abafado no travesseiro. Foi intenso, visceral, como se ele estivesse reivindicando um território que sempre pertenceu a ele.
— Puta que pariu... você é perfeita — ele rosnou, acelerando o ritmo, cada estocada ecoando no quarto. — Sente isso? Sente como eu estou te preenchendo?
— Ahhh, sim! Mais... me fode mais forte! — eu gritava, sentindo a pressão deliciosa, a sensação de ser completamente invadida.
Nós nos perdíamos em posições que desafiavam a lógica e a moral. O 69 tornou-se nossa assinatura; aquele momento em que nossas bocas se encontravam, cada um explorando a intimidade do outro em um ciclo infinito de prazer. Eu adorava sentir a língua dele, experiente e faminta, me devorando enquanto eu me perdia no sabor dele, as mãos espalmadas no peito dele, sentindo o coração dele martelar contra o meu.
— Você é minha, não importa quem assina o papel daquela certidão — ele murmurava entre beijos vorazes.
A parte mais inebriante, porém, era o final. Ele não economizava. Ele jorrava tanta porra dentro de mim que, quando finalmente nos separávamos, eu sentia o líquido quente escorrer lentamente pelas minhas pernas, marcando a pele, lembrando-me de cada segundo daquela transgressão.
Esse segredo durou três anos. Três anos de olhares cúmplices na mesa de jantar, de mãos que se roçavam "acidentalmente" no corredor e de fodas que me deixavam exausta e plena.
Éramos dois náufragos em um oceano de proibição, sabendo que, a qualquer momento, a maré poderia subir e nos afogar. Mas, enquanto o prazer era tão profundo e a entrega tão absoluta, nós não tínhamos medo de afundar.




