Uma tarde quente de verão, o destino – ou a luxúria – apertou o gatilho. Alexandra tinha saído do banho. O vapor escapava pela porta entreaberta do quarto. Ela entrou no corredor, envolta apenas numa toalha branca, justa sobre os seios, que deixava as longas pernas nuas. As gotas de água escorriam pelos seus cabelos castanhos e pela linha do pescoço. Joca, que saía do seu quarto, parou em seco. O ar pareceu sair-lhe dos pulmões.
Os olhares cruzaram-se, e desta vez não houve fuga. Foi um “clic” audível, o som de um cadeado interior a abrir-se.
“Joca…” sussurrou ela, a voz um pouco rouca.
Foi tudo o que ele precisou de ouvir. Em dois passos, estava diante dela. A mão dele, trémula, tocou-lhe no rosto, o polegar percorrendo o seu lábio inferior.
“Alexandra… há quanto tempo…”, a voz dele era um rugido baixo.
Ela deixou a toalha cair. Não houve mais palavras, apenas um gemido abafado quando os lábios dele se cravaram nos dela, num beijo feroz e faminto. As mãos dele agarram-lhe as nádegas, puxando-a contra o seu corpo, onde ela pôde sentir a sua ereção intensa e urgente através das calças de linho.
“Quero-te… Deus, como te quero há anos”, rosnou ele, deslocando a boca para o seu pescoço, mordiscando a pele húmida.
“Então toma-me”, ela retorquiu, atrevida, as mãos a abrir-lhe a camisa, as unhas a arranharem-lhe o peito. “Toma-me toda, irmão.”
A palavra, dita naquele contexto, foi como gasolina no fogo. Ele levantou-a do chão, e ela envolveu-lhe a cintura com as pernas. Entraram no quarto dela, uma confusão de lençóis perfumados. Ele deitou-a na cama, devorando-a com os olhos.
“Estás tão linda… tão molhada para mim já?”, perguntou, a voz carregada de luxúria.
“Vem descobrir”, desafiou ela, abrindo as pernas.
Ele não se fez rogado. Ajoelhou-se entre as suas pernas, baixou a cabeça e, com um gemido profundo, lambeu-lhe o sexo num movimento longo e lento.
“Ah, Joca! Assim… não para…”, ela arqueou as costas, os dedos a enterrarem-se nos seus cabelos grisalhos.
A linguagem oral foi explícita, crua, um diálogo de fogo.
“Gostas do sabor da tua irmã, meu amor?”, ela gemeu, levantando os quadris.
“Adoro. É o mel mais doce. Vou fazer-te gozar até não poderes mais”, ele respondeu, a boca ocupada, os dedos a abrirem-na ainda mais.
Após levá-la ao clímax com a boca e os dedos, ele posicionou-se para a penetração. A entrada foi lenta, uma fusão dolorosamente doce.
“Meu Deus… Alexandra…”, ele gemeu, enterrado nela até ao fim. “És tão apertada… tão quente.”
“Fode-me… fode a tua irmãzinha… mais forte!”, ela gritou, as pernas a apertarem-lhe os flancos.
O ritmo era intenso, carnal. Os corpos suados colavam-se, os gemidos misturavam-se. Ele mudava os ângulos, procurando o ponto mais sensível nela.
“Aí! Aí, mesmo aí, Joca, não pares!”, ela suplicava, no auge do êxtase.
Depois de uma primeira gozada intensa, que a deixou ofegante e tremula, ele virou-a de barriga para baixo. Beijou-lhe as costas, a espinha, até às nádegas.
“Quero-te aqui”, sussurrou ele, com uma voz que não admitia negativa, lubrificando o seu ânus com os fluidos dela e dele.
Ela estremeceu, mas anuiu, enterrando o rosto na almofada. “Sim… quero sentir-te em todo o lado.”
A penetração anal foi lenta, meticulosa, uma conquista de território virgem. A dor inicial deu lugar a uma sensação de preenchimento total, avassaladora.
“Estás toda minha… tão apertadinha aqui também”, ele rosnava, cada embate mais profundo.
“És enorme… enches-me toda, por dentro e por fora”, ela respondia, as palavras entrecortadas por gemidos altos.
Exaustos, mas ainda famintos, posicionaram-se em 69. Era a entrega total, a intimidade absoluta. Os sabores, os gemidos abafados, a visão dos corpos um do outro.
“Vou gozar outra vez… na tua boca…”, ele avisou, o ritmo acelerando.
“Faz isso, enche a boca da tua irmã”, ela implorou, antes de ser tomada por seu próprio orgasmo, convulsiva.
A noite seguiu-se com mais rounds, mais posições, muitas “gozadas”, como eles diziam em sussurros roucos e atrevidos. Havia carinho em cada beijo, paixão em cada toque, e uma luxúria liberta que transformava a cumplicidade de irmãos numa paixão incestuosa e avassaladora. Quando a madrugada clareava, entrelaçados e exaustos, sabiam que o fio não apenas se partira – ele os envolvera para sempre num novo e proibido laço.




