"Se a gente for pro inferno por causa disso, que a gente chegue lá gozando", ela sussurrou no meu ouvido, a voz rouca de quem já tinha perdido a conta de quantos orgasmos tinha tido naquela noite.
Eu não sabia se ria ou se chorava, mas com a mão apertando aquela bunda firme e quente, a única coisa que eu sabia era que não queria estar em nenhum outro lugar do mundo.
Tudo começou com aquele silêncio pesado, carregado de tensão, que preenchia o meu apartamento em São Paulo. Três meses convivendo com a minha irmã, a ruiva mais gostosa que eu já vi na vida, transformaram meu mundo. O que era para ser um apoio temporário virou uma obsessão. Eu, um pedreiro de 37 anos que gostava da sua solitude, me vi escravizado pelo desejo por alguém que eu deveria apenas proteger. Mas a natureza é bruta, e o tesão não lê árvore genealógica.
Depois daquela primeira vez, onde a camisinha foi o único limite entre nós, a nossa relação mudou. Não era mais apenas "irmãos dividindo teto". Era um jogo de sedução constante.
Sábado à noite. O jogo do Timão tinha acabado, mas o jogo entre nós estava apenas começando. Eu estava no sofá, tentando fingir que estava interessado na TV, enquanto ela circulava pela sala com aquele shortinho que mal cobria a curva do quadril.
— Vai ficar aí fingindo que não tá querendo me comer, ou vai vir aqui e me pegar logo, seu safado? — ela provocou, jogando o cabelo ruivo para trás.
Eu levantei, sentindo meu pau pulsar contra o jeans. Não houve conversa. Eu a prenssei contra a parede, as mãos mergulhando naquelas coxas grossas, e a beijei com uma fome que parecia querer devorar a alma dela. Era beijo de língua, molhado, profundo, daqueles que tiram o fôlego e deixam a gente tonto.
— Puta que pariu... como é que você consegue ser tão gostosa? — rosnei entre os beijos.
— É o sangue, maninho... — ela sorriu, maliciosa, e deslizou a mão para dentro da minha calça, apertando meu membro duro com força. — Sente como você tá duro por mim.
Eu a joguei na cama e nós nos perdemos em um 69 frenético. Eu me enterrei entre as pernas dela, sentindo o cheiro doce de pele e desejo. Comecei a lamber cada centímetro, subindo as coxas, beijando a barriga, até chegar no clitóris dela, que já estava inchado e pulsando. Eu usei a língua com precisão, sugando aquele grelo delicioso, sentindo ela arquear as costas e gemer alto.
— Ahhh, caralho! Beija mais... chupa tudo, me deixa louca! — ela gritava, as mãos enterradas no meu cabelo.
Quando eu não aguentava mais, ela inverteu a posição. A boca dela envolveu meu pênis em um boquete lento, profundo, sugando cada veia, olhando nos meus olhos com aquela luxúria que me dava calafrios. Eu sentia a língua dela brincando com a glande, fazendo-me soltar gemidos que eu nem sabia que conseguia dar.
— Agora... eu quero sentir você todo dentro de mim — ela sussurrou, sentando-se no meu colo.
Ela deslizou para baixo, encaixando meu pau na bucetinha quente e apertada. O impacto foi imediato. A gente começou a se mover em um ritmo sincronizado, beijos intensos, mãos explorando cada curva. A penetração era profunda, visceral. A gente não estava apenas transando; a gente estava tentando fundir um no outro.
— Você é minha, entendeu? Minha e de mais ninguém — eu disse, apertando a cintura dela.
— Eu sou sua, seu gostoso... me fode com força, me destrói inteira!
No ápice do prazer, quando o calor já era insuportável, ela mudou a posição. Ficou de quatro, empurrando a bunda para cima, me convidando para o território proibido. Eu senti o desejo de ir além. Com cuidado, e com a lubrificação do momento, deslizei meu dedo no ânus dela, sentindo o esfíncter apertar.
— O que você tá fazendo, maninho? — ela perguntou, a voz trêmbola.
— Quero te dar tudo, até o que a gente não deveria nem imaginar — eu respondi, a voz reduzida a um rosnado.
Não houve hesitação. O desejo já tinha derrubado todas as barreiras morais horas atrás. Eu não precisava de permissão, porque o corpo dela já estava gritando a resposta. Enquanto eu a possuía por trás, sentindo a pressão deliciosa daquelas paredes apertadas, deslizei o dedo mais profundamente, sentindo a mucosa quente e úmida.
Ela soltou um grito abafado no travesseiro, um som que misturava choque e um prazer visceral. A respiração dela ficou errática, e ela começou a rebolar com mais força, empurrando a bunda contra mim, pedindo por mais, querendo que eu preenchesse cada espaço vazio.
— Ahhh... isso... continua... me fode assim! — ela gemia, a voz sufocada.
Eu mudei o ângulo, agarrando os quadris dela com força, deixando as marcas dos meus dedos na pele alva. A cada estocada, o som da carne batendo contra a carne ecoava pelo quarto, um ritmo primitivo que ignorava qualquer pecado. Eu sentia o suor escorrer pelas nossas costas, colando nossos corpos, transformando a cama em um campo de batalha de fluidos e luxúria.
Eu não conseguia mais me conter. A tensão no meu baixo ventre era insuportável. Eu a puxei para cima, fazendo-a deitar de costas, as pernas abertas e elevadas, exponando tudo à luz do abajur. Eu a olhei nos olhos — aqueles olhos que carregavam a mesma cor do nosso sangue, mas que agora estavam nublados pelo êxtase.
— Olha pra mim — ordenei, enquanto deslizava para dentro dela mais uma vez, sentindo o vácuo apertado me sugar.
Ela arqueou as costas, os dedos cravados nos meus ombros, enquanto eu acelerava o ritmo. Não era mais sobre técnica, era sobre sobrevivência. A cada impulso, eu sentia que estava chegando ao limite. Ela começou a tremer, as paredes da vagina contraindo em espasmos involuntários que me apertavam como se quisessem me prender ali para sempre.
— Agora! Agora, por favor! — ela gritou, a voz rouca.
Eu soltei um rosnado gutural, sentindo a onda de prazer explodir desde a ponta do meu pau até a base da coluna. Gozei profundamente dentro dela, sentindo cada pulsação do meu corpo entregando tudo o que tinha. Ela desmoronou sob mim, soltando um gemido longo e agudo, o corpo vibrando em um orgasmo que parecia não ter fim.
Ficamos ali, pesados, ofegantes, o único som no quarto sendo o batera dos nossos corações tentando voltar ao ritmo normal. O silêncio voltou, mas não era mais pesado. Era cúmplice.
Ela virou o rosto para mim, um sorriso cansado e malicioso nos lábios, enquanto limpava um fio de suor da minha testa.
— Sabe de uma coisa? — ela sussurrou.
— O quê?
— O inferno deve ser um lugar maravilhoso se a gente for pra lá juntos.
Eu ri, beijando a ponta do nariz dela, enquanto sentia o peso do pecado descansar nos nossos ombros, sem pressa nenhuma de sermos perdoados.




