A SANTA E O PECADO

Valéria aprendeu cedo que o corpo falava uma língua que a boca não ousava repetir. Aos quinze anos, já não usava sutiã por escolha – não por rebeldia, mas por prazer. Gostava de sentir o tecido da blusa roçando os bicos dos seios, endurecendo-os a cada movimento, e sabia que os primos mais velhos notavam. Eles a tratavam como "a pequena", mas os olhos deles diziam outra coisa.
Nos fins de semana, a casa da avó reunia toda a parentada. Era ali que as brincadeiras de esconde-esconde ganhavam um tom diferente. Valéria se escondia no quarto dos fundos, atrás da cortina pesada, e sabia que seria encontrada – mas não por acaso. O primo Ricardo, um ano mais velho, sempre a achava primeiro.
— Achei você — ele dizia, com a voz baixa e quente. — De novo.
— Você sempre me acha — ela respondia, com um sorriso que não escondia nada.
Ele se aproximava devagar, como quem não quer assustar um animal selvagem. A mão dele encontrava a cintura dela, e os dedos deslizavam pela curva do quadril, subindo lentamente até as costelas, até a lateral dos seios. Ela sentia o coração disparar, mas não se afastava. Pelo contrário, inclinava o corpo na direção dele, como uma flor que se vira para o sol.
— Você é muito bonita, Val — ele sussurrava, com a boca perto da orelha dela. — Sabia?
— Você diz isso pra todas as primas? — ela provocava, com a voz fingindo inocência.
— Só pra você.
E então vinha o beijo. Não era brusco, nem roubado. Era lento, investigativo, como se ele estivesse lendo um livro que queria saborear página por página. A língua dele tocava a dela com hesitação, depois com confiança. Uma das mãos dele subia por baixo da blusa dela, e os dedos encontravam o seio pequeno, firme, com o bico já duro. Ele o apertava de leve, fazia círculos em volta com a ponta do polegar, e Valéria soltava um gemido abafado na boca dele.
— Gosta disso? — ele perguntava, a voz rouca.
— Gosto — ela respondia, os olhos semicerrados.
Ele então a puxava para mais perto, o corpo dele pressionado contra o dela, e ela sentia o volume duro na calça jeans dele contra seu ventre. Mas ele nunca ia além do toque naquele primeiro ano. Sabia esperar. E ela gostava de ser desejada por dias, semanas, até que o desejo se tornasse insuportável.
Aos dezoito, numa noite de sábado, enquanto a família assistia ao programa de auditório na sala, Ricardo – agora com dezenove anos, já não mais o primo brincalhão, mas um homem de olhar certeiro – a chamou para "mostrar uma coisa" no quarto dos fundos. Ela foi, sabendo o que aconteceria. A porta se fechou sem barulho, e ele a sentou na cama, ajoelhando-se à sua frente.
— Você confia em mim? — ele perguntou, segurando as mãos dela.
— Confio — ela disse, sentindo o calor subir pelo corpo.
Ele beijou o pescoço dela, descendo devagar para o colo, abrindo os botões da blusa um a um. Os lábios dele encontraram o seio dela, e a boca sugou o bico com uma lentidão que a fez arquear as costas. Ele alternava entre um e outro, enquanto a mão livre deslizava pela barriga dela, até a borda da calça jeans.
— Pode? — ele perguntou, os olhos nos olhos dela.
— Pode — ela sussurrou.
A mão dele entrou por dentro da calça, por cima da calcinha, e os dedos encontraram o monte de Vênus, úmido já. Ele pressionou de leve, fazendo círculos, e ela mordeu o lábio para não gritar.
— Quer mais? — ele provocou, com a voz cheia de desejo.
— Quero — ela respondeu, já sem fôlego.
Ele a virou de bruços, tirou a calça e a calcinha dela lentamente, beijando cada centímetro de pele que aparecia. Depois, pegou o vidro de óleo de coco que estava na cômoda – ele havia planejado tudo – e derramou algumas gotas nos dedos.
— Vai doer um pouco no começo — ele avisou, com a boca colada à nuca dela. — Mas vai ficar bom. Prometo.
O dedo dele entrou devagar, tão devagar que Valéria sentiu cada milímetro. Ela respirou fundo, afundando o rosto no travesseiro. Ele esperou, não se mexeu, até que ela relaxou. Então começou a mexer o dedo em movimentos circulares, e ela sentiu um prazer estranho, diferente de tudo que já havia sentido.
— Assim? — ele perguntava, enquanto o segundo dedo se juntava ao primeiro.
— Assim — ela gemia, arfando.
Ele então se ajeitou por trás, e ela sentiu a ponta dele roçando a entrada. Quando ele entrou, foi num movimento único, lento e contínuo. Valéria arregalou os olhos, sentindo uma dor que logo se transformou em preenchimento, em plenitude. Ele esperou novamente, beijando suas costas, sussurrando palavras doces até que ela mesma começou a se mexer contra ele.
— Mais — ela pediu, a voz embargada.
Ele obedeceu. Os movimentos eram profundos, ritmados, e a mão dele envolvendo sua cintura a segurava firme. Quando ela gozou, foi em ondas, com o rosto enterrado no travesseiro para não fazer barulho. Ele gozou logo depois, com um gemido abafado, e ficaram ali, ofegantes, abraçados.
— Foi bom? — ele perguntou, ainda dentro dela.
— Foi — ela respondeu, virando o rosto para beijá-lo. — Quero mais.
E assim começou a educação do corpo de Valéria – feita de dedos, línguas, óleo de coco e promessas sussurradas no escuro.
Depois desse dia, sempre que podiam, eles transavam – mas apenas de forma anal. Ela nunca deixou que ele a penetrasse na frente. O medo de engravidar era maior que qualquer desejo, mas o cu tornou-se o território deles, um segredo compartilhado que os unia em silêncio.
Quando já tinha 18 anos, Valéria mudou-se para estudar Psicologia em outra cidade. A universidade era um mundo novo, e ela, uma folha em branco – ou assim queria parecer. Foi lá que conheceu André, um rapaz de olhos castanhos e sorriso manso, tão puro que cheirava a sabonete de bebê. Ele era tudo que Ricardo não era: cuidadoso, devagar, quase tímido.
André a cortejou com flores e versículos. Levou-a para jantar, abriu portas, puxou cadeiras. Valéria gostava da atenção, da forma como ele a olhava como se ela fosse um milagre. E, no fundo, sabia que ele acreditava que seria o primeiro a tocá-la – em todos os sentidos.
O primeiro beijo foi na biblioteca, entre as estantes de livros de psicanálise. Ele a beijou com um respeito que quase doía, os lábios mal roçando os dela.
— Você é tão especial — ele sussurrou.
Valéria sorriu, mas por dentro sentiu um formigamento impaciente.
O convite para a pensão veio depois de três meses de namoro. Ele havia alugado um quarto só para eles, com velas e rosas. Ela riu ao ver a cena – tão previsível, tão doce – mas despiu-se com uma lentidão ensaiada, como se cada movimento fosse uma estreia.
André a deitou na cama com a delicadeza de quem manuseia porcelana. Beijou-lhe o pescoço, o colo, os seios. Seus dedos tremeram ao desabotoar a calça dela. Quando enfim a penetrou, foi com um gemido contido, como se pedisse desculpas.
— Está doendo? — ele perguntou, paralisado.
Valéria mordeu o lábio e balançou a cabeça. Não doía. Não era a primeira vez – mas ele nunca saberia. Ela arqueou as costas, soltou gemidos teatrais, segurou os cabelos dele com força, fingindo uma entrega que só existia nos olhos dele.
Mas, na cabeça dela, não era André que a penetrava. Era Ricardo, com as mãos ásperas, os movimentos profundos, a voz rouca chamando-a de "putinha". Era a memória do óleo de coco e do travesseiro abafando os gritos. Ela gozou pensando no primo, enquanto o namorado a beijava, todo orgulhoso de ter "tirado sua virgindade".
— Foi lindo, amor — ele disse, depois, com lágrimas nos olhos.
Valéria beijou-o na testa e sentiu um prazer diferente: o de ter feito dele corno sem ele saber – não com outro homem, mas com uma memória que era mais viva do que qualquer carícia que ele pudesse oferecer.
Eles namoraram por mais alguns meses, mas ela nunca sentiu o que ele sentia. Uma noite, depois de uma transa em que ele foi mais rápido que o normal, ela terminou com uma desculpa qualquer. André saiu cabisbaixo, e ela nunca mais o viu.
Mas o gosto de ter um homem "santo" aos seus pés – isso ela nunca esqueceu.
O término com André deixou um gosto amargo, mas também uma certeza: ela não nascera para ser musa de ninguém. Na república, Camila e Jéssica a ajudaram a entender isso.
A república feminina era o território da liberdade. Camila e Jéssica, as amigas do quarto, eram mais velhas e tinham uma malícia que Valéria admirava. Elas influenciaram muito o término com André, pois diziam que ela merecia um homem de verdade, de atitude, que a comesse com vontade.
As noites de vinho e conversa eram frequentes, mas uma em especial mudou tudo.
Era um sábado de lua cheia. Estavam as três na sala, com taças de vinho e uma caixa de bombons. Camila, a mais extrovertida, começou a falar sobre sexo com uma naturalidade que fez Valéria corar.
— Vocês já fizeram algo realmente ousado? — perguntou Camila, com um sorriso.
Jéssica riu:
— Depende do que você chama de ousado.
— Tipo... sexo a três. Ou quatro. Ou com alguém que você não deveria.
Valéria sentiu o rosto esquentar, mas manteve a pose.
— Nunca fiz nada demais — mentiu.
Camila a encarou, como quem não acreditava.
— Vamos jogar um jogo então. Verdade ou consequência, mas só vale coisa sexual. Quem não cumprir ou responder, bebe um gole.
Valéria aceitou, o coração acelerado.
Começaram devagar:
— Verdade ou consequência, Jéssica?
— Verdade.
— Já transou com alguém da faculdade?
— Sim. Dois.
A roda foi girando. Perguntas sobre fetiches, sobre lugares inusitados, sobre mentiras contadas para parceiros.
Quando chegou a vez de Valéria, Camila perguntou:
— Verdade ou consequência?
— Consequência.
Camila sorriu, os olhos brilhando.
— Tira a blusa e fica de sutiã o resto do jogo.
Valéria tirou, sentindo os olhos das amigas sobre a pele. O sutiã era de renda preta, quase transparente. Jéssica assobiou baixo.
— Você é mais gostosa do que parece, Val.
— Não parece não — Camila concordou.
Na rodada seguinte, Jéssica escolheu consequência e também tirou a blusa. Camila fez o mesmo. Em menos de meia hora, as três estavam só de calcinha, os corpos iluminados pela luz da lua que entrava pela janela.
— Verdade ou consequência, Valéria? — perguntou Jéssica, a voz mais baixa agora.
— Consequência.
— Deita no colchão e deixa a gente te tocar. Você não pode se mexer. Só gemer.
Valéria deitou-se, sentindo o coração disparar. Camila e Jéssica se ajoelharam ao lado dela. A primeira a tocar foi Jéssica, com os dedos leves, percorrendo a barriga de Valéria em círculos lentos. Camila inclinou-se e beijou o pescoço dela, descendo para o colo.
— Você tá tremendo — Camila sussurrou.
— É frio — Valéria mentiu, mas sua voz falhou.
Jéssica deslizou a mão por cima da calcinha, pressionando o monte de Vênus com a palma. Valéria arqueou as costas, quebrando a regra.
— Perdeu — Camila disse, rindo baixo. — Agora você tem que nos beijar. As duas. Ao mesmo tempo.
Valéria se ajoelhou e as três se encontraram num beijo triangular. Línguas se tocando, mãos explorando, sussurros abafados. Foi o prelúdio de uma noite em que aprenderam os contornos uma da outra.
Mas o jogo não parou ali. Dias depois, Camila sugeriu um desafio maior:
— Que tal convidarmos alguns amigos? Uma noite sem regras?
Valéria hesitou, mas a curiosidade falou mais alto.
Na festa que organizaram, a república se encheu de rapazes. Valéria, com um vestido curto e decotado, sentia-se observada. Bruno, um veterano de olhos verdes, aproximou-se.
— Ouvi dizer que você gosta de jogos — ele disse, a mão roçando a cintura dela.
— Depende do jogo.
— Verdade ou consequência, mas com todo mundo.
Ela aceitou. A roda se formou na sala, todos sentados no chão. As perguntas foram escalando: "Já transou com dois ao mesmo tempo?", "Já gozou em público?", "Já fez algo que se arrepende?".
Quando chegou a vez de Valéria, Bruno sussurrou:
— Consequência.
— Me beija na frente de todo mundo.
Valéria encarou-o por um segundo e então puxou-o pelo pescoço, beijando-o com língua, enquanto os outros aplaudiam. O beijo durou mais que o necessário, e quando terminaram, o vestido dela estava subindo pela coxa.
Bruno a levou pelo braço até o quarto dela. A porta ficou entreaberta – propositalmente. Em poucos minutos, outros dois rapazes entraram. Ela não os viu chegando, só sentiu as mãos.
— Quer parar? — Bruno perguntou, parando.
— Não — ela respondeu, a voz firme. — Quero tudo.
Ela sentiu dois paus dentro dela – um na buceta, outro na boca – enquanto uma terceira mão acariciava seus seios. Ela não sabia quem fazia o quê, e isso a excitava ainda mais. Bruno era o que estava à frente, movendo-se com ritmo; o outro, atrás, apertava seus quadris.
Quando o terceiro rapaz entrou, ela já estava de quatro, e os três se revezavam em todas as posições. Ela gozou várias vezes, sem pudor, sem medo. Os gemidos eram altos, misturados aos deles, e quando tudo terminou, ela ficou deitada no chão, o corpo suado, os lençóis grudados na pele.
Depois daquela noite, Valéria entendeu que o prazer não tinha dono – e que ela podia ser tanto oferenda quanto sacerdotisa.
Quando o pai foi transferido para outro estado, Valéria viu na mudança uma chance de recomeçar. A vida de festas, orgias e jogos começara a pesar – não por culpa, mas por cansaço. Ela queria ser normal, ou pelo menos parecer. Queria alguém que a olhasse como se ela fosse pura, mesmo sabendo que não era.
Na nova cidade, entrou para uma igreja evangélica, encontrou em Deus um porto seguro – mas o calor entre as pernas nunca esfriou. Frequentava os cultos, cantava nos louvores, mas os olhos ainda buscavam homens na plateia. O desejo estava ali, adormecido, mas nunca morto.
Foi lá que conheceu Carlos. Ele era diácono, homem de fé, de sorriso fácil e olhos mansos. Namoraram por seis meses – ele nunca a tocou além de beijos castos e mãos dadas. Valéria achava aquilo doce, mas também frustrante. Sentia falta da pegada, da ousadia, do cheiro de sexo.
Na noite de núpcias, quando enfim ficaram a sós, ela percebeu que ele era inexperiente. O pênis dele era médio, fino, e os movimentos, mecânicos. Ele a beijava com devoção, mas sem fogo. Ela fingiu prazer, como fizera com André, mas por dentro sentiu um vazio.
Carlos a tratava como uma santa, quase com reverência. Depois do casamento, ela vestia-se modestamente, falava baixo, pedia a bênção para tudo. Na cama, ele nunca ousava tocar seu ânus, nunca a virava de bruços, nunca pedia algo além do básico. Valéria se masturbava no banho, lembrando dos primos, das orgias, dos jogos. O passado era uma chama que ela mantinha viva em silêncio.
Casada com Carlos, Valéria achou que o fogo havia virado brasa. Mas o marido, sem saber, tinha um potencial que ela nem imaginava. Tudo começou numa noite comum, enquanto ele a penetrava na posição mais básica, com movimentos lentos e previsíveis.
Foi então que ele, num gesto quase acidental, deslizou o dedo indicador até a entrada do cu dela.
Valéria arqueou as costas, os olhos se arregalando. O toque inesperado acendeu uma memória adormecida, e ela gozou na mesma hora, contraindo-se em volta do pau dele com uma força que a surpreendeu.
— Você gostou mesmo, amor — ele disse, surpreso, parando o movimento.
— Gostei — ela respondeu, ofegante. — Quero mais.
Mas Carlos franziu o cenho, retirando o dedo.
— Achei estranho enfiar o dedo no seu cuzinho — confessou, com a voz baixa. — Não me senti muito à vontade.
— Mas eu gostei de ser penetrada atrás — ela disse, puxando-o para um beijo. — Quero mais. Quero sentir você lá.
Ele hesitou, os olhos desviando.
— Amor, meu dedo ficou com cheiro estranho. Não quero que você se sinta envergonhada... mas quero te agradar. O que a gente pode fazer para resolver esse impasse?
Valéria pensou por um instante. A ideia surgiu como um relâmpago, e ela a soltou com a voz mais doce que conseguiu:
— Que tal a gente comprar um brinquedo?
— Um brinquedo? — ele repetiu, corando.
— Um consolo. Assim você me come na frente, e eu me sinto preenchida atrás. Sem cheiro, sem vergonha. Só prazer.
Carlos arregalou os olhos, surpreso com a ousadia dela. Mas algo naquela ideia pareceu mexer com ele.
— Você... acha que eu ia gostar de ver você com aquilo? — perguntou, a voz trêmula.
— Acho que sim — ela respondeu, beijando-o com calma. — E acho que você vai adorar me ver gozar assim.
No dia seguinte, Carlos chegou em casa com uma caixa discreta de papelão. Dentro, um consolo de silicone cor de pele, de tamanho médio. Valéria segurou o objeto com as duas mãos, sentindo o peso, a textura. Sorriu.
— Vamos testar?
Naquela noite, ele a colocou de quatro, como ela tanto desejava. Enquanto Carlos a penetrava pela frente, ela mesma segurou o consolo contra a entrada do cu e o enfiou devagar, com os olhos fechados.
— Assim? — ela perguntou, a voz embargada.
— Assim... — ele respondeu, os olhos grudados na cena.
Os dois se moveram juntos, os corpos se sincronizando num ritmo que nunca tinham alcançado antes. Ela gozou forte, apertando os dois paus – um de carne, outro de silicone –, e gritou o nome dele.
— Você gozou mais forte que nunca — ele disse, depois, ofegante. Mal ele sabia que ela era louca para dar o cuzinho e que aquilo era apenas o começo.
Dali em diante, a dupla penetração virou constante. Ela pedia quase todas as noites, e Carlos, cada vez mais excitado, atendia.
Até que um dia, no meio da transa, ela teve uma ideia ainda mais ousada.
— Deixa eu mamar ele enquanto você me come — pediu, com os olhos brilhando.
Carlos hesitou, a testa franzida.
— Mamar? Um brinquedo?
— É só imaginação — ela disse, com um sorriso safado. — Fecha os olhos.
Ele obedeceu. Deitou-se de costas, e ela montou nele, com a buceta quente e molhada deslizando pelo pau dele. Depois, segurou o consolo com as duas mãos, colocou a ponta na boca e sugou. Movimentos lentos, profundos, a língua contornando a cabeça de silicone, os olhos fixos nos dele.
— Assim? — ela perguntou, a voz rouca.
— Assim... chupa ele enquanto eu te como — ele respondeu, ofegante.
Ela mamava o brinquedo no ritmo das estocadas dele, os dois corpos se movendo numa dança que era quase coreografada. O quarto se enchia de sons: o gemido dela, o ofego dele, o molhado da buceta sugando o pau.
Até que ela parou, arfante, e teve outra ideia.
Colocou o consolo de lado na boca, a ponta apontando para o rosto de Carlos, e puxou a cabeça dele para perto com uma mão.
Ele hesitou por um segundo, os olhos encontrando os dela. Depois, abriu a boca e começou a chupar a outra ponta do brinquedo.
Os dois compartilhavam aquele falo de plástico como um beijo proibido, as línguas se encontrando no meio do caminho, lambendo o silicone juntos, as bocas se roçando por cima do brinquedo. Ela gemeu ao vê-lo tão entregue – o diácono, o homem de Deus, chupando um pau de plástico como uma vadia.
Quando ele gozou, ela gozou junto, o brinquedo ainda na boca, os dois ainda unidos pelo beijo silencioso.
— Isso foi... — ele tentou dizer, mas a voz falhou.
— Foi gostoso — ela completou, puxando-o para um abraço.
O próximo passo veio naturalmente. Depois de uma noite em que ela enfiou o consolo na própria buceta e pediu que ele a lambesse enquanto o brinquedo estava dentro, os dois amaram tanto a sensação que se perguntaram: e se tivesse um em cada buraco?
— Compra outro — ela pediu, ofegante, ainda sentindo o vazio no cuzinho. — Quero um em cada buraco. Quero gozar mais que nunca.
Carlos comprou o segundo consolo no dia seguinte.
Agora, ela se ajoelhava de quatro: um brinquedo no cu, outro na buceta, e Carlos se deitava por baixo para lamber o clitóris e os dois brinquedos ao mesmo tempo. Ela se contorcia, os dedos enfiados nos cabelos dele, gritando sem vergonha.
— Assim! Lambe os dois! Lambe como se fosse dois paus de verdade!
Depois, ela retirava o consolo gozado da buceta, lambia-o enquanto Carlos a comia, e o consolo do cu continuava intacto dentro dela, vibrando a cada estocada.
— Imagina que é outro homem — ela sussurrava, enquanto ele a penetrava com força. — Imagina que eu sou puta de dois.
— Fala mais — ele pedia, quase perdendo o controle.
— Eles se revezam... um goza na minha boca, outro dentro de mim... eu sou a puta dos dois... os dois me enchem de porra...
Carlos não aguentou. Gozou aos gritos, e ela gozou junto, contraindo-se em volta dos dois brinquedos, o corpo todo tremendo.
— Você é uma vadia — ele disse depois, ofegante, com um sorriso que misturava admiração e desejo.
— Sua vadia — ela respondeu, beijando-o.
No meio do 69, ela sentiu o ânus de Carlos contra sua língua. Ele não pediu, mas ela quis. Lambeu devagar, primeiro ao redor, depois no centro. Ele estremeceu inteiro, os dedos apertando as coxas dela.
— O que você fez? — ele perguntou, a voz trêmula.
— Provei você — ela disse, com um sorriso. — Gostou?
Ele não respondeu, mas o corpo dele disse tudo. O pau dele pulsava, duro, e os olhos estavam vidrados nela.
Na noite seguinte, ela pegou um dos consolos, passou lubrificante na ponta e se ajoelhou atrás dele.
— Confia em mim? — ela perguntou, repetindo as palavras que ouvira de Ricardo, anos antes.
Carlos respirou fundo.
— Confio.
Ela enfiou o brinquedo no cu dele lentamente, centímetro por centímetro, enquanto o beijava no ombro, no pescoço. Ele sentiu o brinquedo invadindo-o – uma dor estranha, um aperto diferente. Depois, algo mudou: uma onda de calor subiu pela espinha, e ele gemeu, não de dor, mas de uma entrega que nunca imaginou sentir.
— É gostoso? — ela perguntou, movendo o consolo com cuidado.
— É... — ele respondeu, com a voz falhando. — Não sabia que... que podia ser assim.
— Relaxa — ela sussurrou. — Deixa eu te levar.
Ela montou nele, com o brinquedo no cu dele e o pau dele na buceta dela. Os dois se moviam juntos, numa dança invertida, os olhos se encontrando no espelho do guarda-roupa.
— Olha pra gente — ela dizia, movendo os quadris. — Olha como você é lindo assim.
Ele se via: o diácono, o homem de Deus, com um brinquedo no cu e a mulher montada no pau dele, os dois gemendo como animais.
Ela gozou gritando, e ele gozou em segundos, os olhos fixos no reflexo.
— Você é uma puta — ele disse, depois, abraçado a ela, ofegante.
— Sua puta — ela corrigiu, beijando-o com doçura.
Na transa seguinte, ela foi mais longe.
— Veste minha calcinha — pediu.
Ele hesitou, corando.
— A calcinha?
— Quero ver você de renda. Quero ver você bonito pra mim.
Carlos sentiu um misto de vergonha e excitação. Mas vestiu. Era uma calcinha preta de renda, minúscula, quase transparente. O pau dele escapava pela lateral, duro e pulsante.
Ela o fez ajoelhar na frente do espelho, enfiou o consolo no cu dele e o penetrou com o cinto de couro que tinha comprado para a inversão. Carlos se via no reflexo: de calcinha, o brinquedo entrando e saindo, a mão dela puxando seus cabelos.
— Você é lindo assim — ela dizia, movendo os quadris com ritmo. — Olha como você goza.
Ele gemeu, os olhos fixos no próprio reflexo, e gozou sem tocar o pau – só com o brinquedo dentro dele e a voz dela no ouvido.
A inversão virou rotina. Alguns dias ele dominava, outros ela. Mas Carlos guardava um segredo que ia além: ele queria vê-la com outro. Não apenas fantasiar. Ele queria ver.
Até que uma noite, depois de um culto de vigília, algo mudou. Carlos chegou em casa com os olhos brilhando, o corpo tenso. Beijou-a com mais intensidade que o normal, as mãos percorrendo as costas dela com uma ansiedade nova.
— Eu tive um pensamento... — ele sussurrou, a voz trêmula. — Durante o culto.
— Que pensamento? — ela perguntou, sentindo o corpo responder.
— Eu imaginei... você com outro.
Valéria parou. O coração disparou.
— Como assim? — perguntou, mesmo sabendo que era exatamente o que ela esperava.
— Não sei — ele disse, corando até as orelhas. — Só imaginei. Você sendo... tomada. Por outro homem. E eu... gostei. Gostei de imaginar.
Ela o beijou, um beijo lento, profundo, cheio de promessas.
— Você quer brincar com isso? — perguntou, a voz sedosa.
— Não sei... talvez. Sim. Quero.
Ela o puxou para a cama, deitou-o de costas, montou nele. Enquanto se movia, inclinou-se e sussurrou no ouvido dele:
— Imagina que sou uma puta. Que você me viu com outro. Que eu gozei mais forte com ele do que com você.
Carlos gemeu, os olhos revirando. Ele nunca havia gozado tão rápido. Valéria sentiu o prazer de ter o poder, de saber que estava construindo, passo a passo, a permissão que precisava.
— Você quer mais? — ela perguntou, depois.
— Quero — ele respondeu, ofegante.
Numa noite, depois de uma sessão particularmente intensa, Carlos confessou tudo:
— Val... eu não quero só imaginar. Eu quero ver. Quero ver você sendo... usada. Por outro homem. Ou mais. Eu queria ver você gozando com outro.
Valéria sentiu um arrepio de prazer percorrer a espinha. Era a permissão que ela esperava.
— Então vamos brincar — ela disse, com a voz baixa. — Vou te contar histórias. E você imagina. Depois, quem sabe, a gente realiza.
Começou devagar:
— Imagina que eu fui abusada pelo meu primo... — ela dizia, enquanto o masturbava com movimentos lentos.
— Fala mais — ele pedia, ofegante.
— Ele me comia por trás, me chamava de puta... eu fingia que não gostava, mas adorava. Ele enfiava dois dedos no meu cu enquanto me beijava, e eu gozava sem ele me tocar na frente...
Carlos ofegava, as mãos apertando os lençóis.
— Teve uma noite na faculdade que eu fiquei pelada na frente de todo mundo — ela continuou, a voz ganhando um tom mais safado. — Três rapazes se revezaram em mim. Um na boca, outro na buceta, outro esperando a vez. Eu gozei tantas vezes que perdi a conta...
Ela ia aumentando o tom: as orgias, os jogos de verdade ou consequência, os desconhecidos, as mulheres, os desafios. Carlos gozava em minutos, sem saber que todas aquelas histórias eram verdades absolutas. Valéria ria por dentro, sentindo o gosto do segredo.
— Você é tão safada... — ele dizia, depois, com os olhos brilhando. — Nunca imaginei que você era assim.
— Você nunca me perguntou — ela respondia, com um beijo. — Mas agora você sabe.
Ele a abraçou forte.
— Quero ver você com outro — repetiu, a voz cheia de desejo. — Quero ver você ser a puta que você é.
Valéria sorriu no escuro.
— Vai ter o que você quer — prometeu. — Mas vai ser do meu jeito.
O sábado foi quente. A chácara da tia estava cheia de primos, tios, crianças correndo e um forró que pegava fogo. Valéria usava um vestido florido, decotado, o cabelo solto. Carlos a observava de longe, uma cerveja na mão, os olhos grudados nela como se a visse pela primeira vez.
O sobrinho Gustavo, vinte e dois anos, sarado e atrevido, a puxou para dançar.
— Vem, tia — ele disse, com a mão na cintura dela. — Me ensina a dançar direito.
— Você dança bem já — ela respondeu, deixando-se levar.
O corpo dele colado ao dela, o forró arrastado, os quadris se movendo juntos. A mão de Gustavo desceu lentamente até o bumbum dela, apertou de leve, como quem testa os limites.
— Tio tá olhando — ele sussurrou, a boca colada à orelha dela.
— Deixa ele olhar — ela respondeu, roçando o quadril contra a ereção que já crescia na calça dele.
— Você é muito gostosa, tia — ele disse, a voz rouca.
— E você é muito atrevido — ela respondeu, com um sorriso que não escondia nada.
— Tio vai ver a gente entrando aqui — ele sussurrou, os olhos brilhando.
— Eu quero que ele veja — ela respondeu, puxando-o para dentro.
Ele a levou pelo braço para o quarto dos fundos. A porta se fechou, e ele a levantou contra a parede. O vestido subiu, a calcinha já estava no chão. Ele entrou nela com força, sem rodeios, um gemido abafado saindo da boca dela.
— Me come — ela pedia, arranhando as costas dele.
— Gosta, tia? Gosta de ser comida pelo sobrinho?
— Gosto — ela gemia, os olhos revirando, as pernas apertando a cintura dele.
Carlos assistiu da porta entreaberta, o consolo que ele tinha trazido na mochila enfiado no cu, a mão no pau. Ele viu a mulher que julgava santa ser comida pelo sobrinho – e adorou cada segundo.
Quando terminaram, Valéria olhou para ele, ofegante, o vestido ainda subido.
— Gostou do que viu? — perguntou, com um sorriso.
— Gostei — ele respondeu, a voz falhando.
— Então vem. A festa ainda não acabou.
Na segunda foda, Carlos se ajoelhou. Gustavo comeu o cu do tio enquanto Valéria chupava o sobrinho, os três corpos se movendo num ritmo selvagem, sem pudor, sem pecado.
Na terceira, não havia mais papéis. Gustavo comeu Valéria de quatro enquanto ela chupava Carlos. Depois, Carlos montou em Gustavo enquanto Valéria sentava no rosto do sobrinho. Eles se revezaram, se misturaram, até que ninguém sabia mais quem estava dentro de quem. Apenas corpos suados, gemidos, o cheiro de sexo no ar, as mãos explorando, as bocas procurando.
Valéria, deitada no meio dos dois, sorriu.
— Agora vocês sabem — ela disse, a voz rouca. — Não sou santa. Nunca fui.
Carlos a abraçou, suado e ofegante.
— E é por isso que eu te amo — ele disse. — Porque você é tudo que eu sempre quis, mesmo sem saber.
Ela riu, sentindo o peso do segredo finalmente dividido. No fundo, o desejo nunca foi pecado – era apenas a verdade que ela sempre carregou, esperando o momento certo de ser revelada.
Foto 1 do Conto erotico: A SANTA E O PECADO

Foto 2 do Conto erotico: A SANTA E O PECADO

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Comentários


foto perfil usuario oquefazem

oquefazem Comentou em 07/09/2026

Nossa nunca sinto tanto tesao lendo um conto, muito completo, me senti sendo Carlos




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Ficha do conto

Foto Perfil casalbisexpa
casalbisexpa

Nome do conto:
A SANTA E O PECADO

Codigo do conto:
271700

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
07/09/2026

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1

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5