A ilha

**A Ilha –

Milly Jones tinha dezoito anos e o tipo de vida que a maioria das meninas do Instagram sonhava em ter. Um milhão e meio de seguidores, contratos com marcas de moda, viagens pagas e um corpo magro, bronzeado e cuidadosamente fotografado sob todos os ângulos. O passeio de barco era só mais um trabalho: um ensaio de swimwear para uma marca nova, com um fotógrafo, duas assistentes e a tripulação. O iate era grande, branco, caro. O sol estava forte quando saíram do porto. Ninguém prestou atenção nas nuvens escuras que começavam a se formar no horizonte.

A tempestade veio rápido demais.

O vento uivou, as ondas bateram contra o casco com uma força que fez o barco estremecer inteiro. Gritos, água invadindo o convés, o motor falhando. Milly se agarrou a um corrimão, o coração batendo na garganta. Ouviu o estalo seco da madeira rachando. Depois só água gelada, escuridão e a sensação de ser puxada para baixo.

Quando acordou, a areia quente queimava suas costas. O sol já estava alto. O biquíni branco que usava no ensaio estava rasgado na lateral, o top torto, o cabelo embaraçado de sal e areia. Ela se sentou com dificuldade, a cabeça latejando. A praia era estreita, cercada de vegetação densa e pedras escuras. Não havia nenhum sinal do iate. Só destroços espalhados: um pedaço de madeira, uma boia, uma mala aberta e vazia.

E duas figuras grandes se movendo mais adiante.

Eles eram altos. Muito altos. Os dois tripulantes africanos que ela mal tinha notado durante a viagem. O mais velho se chamava Kwame — quase dois metros e vinte, ombros largos, peito profundo, braços grossos como troncos. O mais novo era Tunde, um pouco mais baixo, mas ainda assim enorme, com o corpo mais definido e o olhar mais agitado. Ambos estavam sem camisa, as calças de trabalho molhadas e coladas nas coxas. A pele deles brilhava ao sol, escura e densa.

Milly engoliu em seco. Tentou se levantar e quase caiu. Kwame se aproximou primeiro, passos pesados na areia. Ele se agachou na frente dela e falou em inglês com sotaque forte:

— Você tá viva. Bom.

Tunde ficou um pouco atrás, observando. Milly sentiu o olhar dele descer pelo corpo dela — seios, cintura, as coxas abertas pelo cansaço. Ela puxou o tecido rasgado do biquíni para tentar se cobrir melhor, mas era inútil.

Os primeiros dias foram só sobrevivência.

Kwame assumiu o comando naturalmente. Encontrou uma fonte de água doce no interior da ilha, mostrou a ela quais frutas podia comer, construiu um abrigo simples com folhas de palmeira e madeira dos destroços. Tunde caçava caranguejos e pescava com uma lança improvisada. Milly tentava ajudar, mas suas mãos pequenas e frágeis não serviam para quase nada. Ela se sentia inútil. Dependente. Toda vez que precisava de água, de comida, de sombra, era um deles que resolvia.

À noite o frio vinha. A gruta onde se abrigavam era pequena demais para três corpos daquele tamanho. Kwame deitava de um lado, Tunde do outro, e Milly no meio porque era a única forma de não tremer até os dentes baterem. O calor dos dois homens era absurdo. O peito de Kwame contra suas costas, a coxa de Tunde pressionando a dela. Ela sentia a respiração pesada deles, o cheiro de suor e mar, e algo mais — um volume duro que às vezes se fazia notar quando um deles se mexia durante o sono.

No terceiro dia ela já não conseguia parar de pensar nisso.

No quarto dia a tensão estourou.

Estava quente demais. Milly tinha ido até o riacho para se lavar. Tirou o biquíni e entrou na água rasa, esfregando o sal da pele. Não percebeu que Tunde a observava de trás das árvores. Quando ela se virou, ele já estava ali, parado, o olhar fixo entre as pernas dela. O pau dele já estava duro, marcando a calça molhada de forma obscena.

— Não fica olhando — ela disse, a voz falhando.

Tunde não respondeu. Apenas se aproximou, lento. Quando chegou perto o suficiente, estendeu a mão grande e tocou a água que escorria entre os seios dela. Os dedos desceram até o ventre, depois mais abaixo. Milly prendeu a respiração. Ele passou o polegar grosso pela fenda dela, sentindo o calor. Ela estava molhada — e não era só da água do riacho.

— Kwame… — ela sussurrou, sem saber se estava chamando por ajuda ou só pronunciando o nome.

Kwame apareceu alguns segundos depois, carregando peixes. Parou ao ver a cena. Não gritou. Não puxou Tunde para longe. Apenas observou, o maxilar tenso, enquanto o outro homem continuava a acariciar a boceta de Milly com dedos lentos e curiosos. Depois Kwame deixou os peixes no chão e se aproximou também.

— Ela precisa — murmurou ele, a voz grave. — A ilha muda a gente.

Milly quis protestar. Quis dizer que não, que ela tinha namorado, que tinha uma vida, que aquilo era errado. Mas as palavras morreram quando Kwame se ajoelhou na água rasa na frente dela e puxou uma de suas pernas para o ombro largo. A língua dele era larga, quente, insistente. Lambou a boceta inteira de uma vez só, chupando o clitóris com força suficiente para fazê-la soltar um gemido alto. Tunde se posicionou atrás, as mãos enormes cobrindo os seios dela, apertando, puxando os mamilos.

Ela gozou rápido demais. As pernas tremeram, a água espirrou, e um som quebrado saiu da garganta dela. Kwame não parou. Continuou lambendo, empurrando a língua para dentro, enquanto Tunde beijava o pescoço dela e esfregava o pau duro contra as nádegas.

Quando Kwame se levantou, o pau dele já estava para fora. Grosso, pesado, a cabeça escura brilhando. Maior do que qualquer coisa que Milly já tinha visto na vida — e ela já tinha visto bastante coisa em vídeos. Ele segurou o próprio membro e passou a cabeça molhada pela entrada dela, de cima a baixo, espalhando o próprio pré-gozo misturado com a saliva.

— Respira — ordenou ele.

E empurrou.

A cabeça grossa abriu a boceta de Milly com dificuldade. Ela gritou, as unhas cravadas nos ombros de Kwame. Ele avançou centímetro por centímetro, deixando ela sentir cada veia, cada polegada. Quando finalmente enterrou tudo, o peso do corpo dele a prensou contra o peito de Tunde, que a segurava por trás. Milly sentia o pau latejando dentro dela, tão fundo que parecia deslocar algo. Kwame começou a se mover — estocadas longas, lentas, profundas. Cada vez que puxava quase para fora e empurrava de volta, um gemido saía da boca dela.

Tunde não ficou só olhando. Tirou o pau também — um pouco menos grosso que o de Kwame, mas ainda assim enorme — e guiou a cabeça até a boca de Milly. Ela abriu os lábios sem pensar. O gosto era salgado, forte. Tunde segurou a cabeça dela e começou a foder a boca com cuidado no começo, depois com mais vontade, enquanto Kwame acelerava o ritmo entre as pernas dela.

Os sons eram obscenos: pele batendo em pele, o barulho molhado da boceta sendo esticada, os gemidos engasgados de Milly ao redor do pau de Tunde. Kwame gozou primeiro. Enterrou fundo e descarregou jatos quentes e abundantes direto no útero dela. Milly sentiu o calor se espalhando, o líquido escorrendo pelas coxas mesmo com ele ainda dentro. Tunde puxou o pau da boca dela e gozou nos seios, cobrindo a pele clara com fios brancos e espessos.

Eles não pararam ali.

Kwame a carregou para a areia seca como se ela não pesasse nada. Deitou-a de costas e entrou de novo, usando o próprio porra como lubrificante. Dessa vez fodiu mais rápido, mais bruto, as mãos grandes segurando as coxas dela abertas. Tunde se ajoelhou ao lado e fez ela chupar o pau dele enquanto era penetrada. Quando Kwame se cansou da posição, virou Milly de quatro. O pau grosso entrou de uma vez só, fazendo ela arquear as costas e gritar. Tunde se deitou na frente dela e a puxou pela cabeça para que engolisse o pau dele outra vez.

Eles se revezavam.

Kwame fodia a boceta até gozar de novo. Depois Tunde entrava no lugar ainda quente e escorregadio, estocando com força enquanto segurava os quadris dela. Milly perdeu a conta de quantas vezes gozou. O corpo inteiro tremia, a boceta latejava, aberta e usada. Em algum momento Tunde cuspiu na mão e começou a preparar o cu dela com um dedo grosso. Ela gemeu alto, assustada, mas não pediu para parar. Quando o dedo virou dois, e depois a cabeça do pau dele pressionou a entrada apertada, Milly enterrou o rosto nos braços e só sentiu.

Tunde entrou devagar no cu dela enquanto Kwame voltava a foder a boceta. Os dois ao mesmo tempo. O volume era demais. Milly soluçava, o corpo tensionado entre os dois homens enormes, cada estocada a preenchendo de um jeito que ela nunca imaginou ser possível. Eles encontraram um ritmo. Um empurrava enquanto o outro puxava. O pau de Kwame na boceta, o de Tunde no cu, os dois batendo fundo. Quando gozaram quase juntos, o calor dentro dela foi tanto que escorreu pelos dois buracos, misturando-se na areia.

Naquela noite eles dormiram emaranhados. Milly no meio, as pernas ainda abertas, o sêmen dos dois escorrendo devagar. Kwame com um braço pesado sobre a cintura dela. Tunde com a mão grande cobrindo um seio.

Os dias seguintes se tornaram uma rotina diferente.

De manhã Kwame e Tunde caçavam e construíam. Milly tentava ajudar, mas a maior parte do tempo ela só observava os corpos deles — o suor escorrendo pelos músculos, o modo como as calças marcavam os volumes mesmo frouxas. À tarde, quando o sol ficava forte demais, um deles a puxava para a sombra. Às vezes era só sexo oral: Kwame deitado enquanto ela tentava engolir o pau grosso até a base, os olhos marejados, a garganta esticada. Outras vezes Tunde a colocava de quatro na areia e a fodia com força, uma mão no cabelo, a outra segurando o quadril.

Eles gostavam de usá-la juntos.

Uma tarde Kwame estava sentado numa pedra, o pau ereto, e fez Milly se sentar nele de frente. Ela desceu devagar, a boceta já acostumada a se abrir para aquele tamanho, até sentir as bolas dele contra as nádegas. Tunde se posicionou atrás e empurrou o pau no cu dela de novo. Os dois dentro ao mesmo tempo, o ritmo mais sincronizado agora. Milly só conseguia gemer e se deixar levar, o corpo pequeno sendo preenchido e movido pelos dois homens. Quando Kwame gozou dentro da boceta, Tunde tirou o pau do cu, empurrou na boceta ainda cheia e gozou também, misturando tudo.

Outra noite, na gruta, eles a fizeram cavalgar um depois do outro sem parar. Primeiro Kwame, as mãos enormes guiando a cintura dela para cima e para baixo com força. Depois Tunde, que gostava de segurar os seios dela enquanto ela subia e descia. Quando as pernas dela cederam, Kwame a deitou de lado e entrou por trás, enquanto Tunde se ajoelhava na frente e enfiava o pau na boca dela. Eles gozavam e continuavam. O corpo de Milly ficou marcado: chupões escuros nos seios, marcas de dedos nas coxas, a boceta e o cu permanentemente abertos e sensíveis.

Ela parou de contar os dias.

Parou de pensar em resgate, em Instagram, no namorado que talvez ainda estivesse procurando por ela. O mundo lá fora parecia distante e pequeno. Aqui só existia a fome, a sede, o calor dos dois corpos enormes e a forma como eles a preenchiam todas as vezes que queriam. Às vezes Kwame a fodia devagar, quase carinhoso, lambendo o suor do pescoço dela enquanto empurrava fundo. Outras vezes Tunde era bruto, segurando os pulsos dela acima da cabeça e estocando com vontade, o som da pele batendo ecoando pela gruta.

Uma manhã, semanas depois — ela já nem sabia quantas —, Milly acordou com Kwame já entre as pernas, a língua larga trabalhando a boceta inchada. Tunde dormia ao lado, mas o pau dele já estava duro, e ela o segurou com a mão pequena, mal conseguindo fechar os dedos ao redor. Quando Kwame a penetrou, ela gemeu baixo, o corpo se abrindo fácil agora. Tunde acordou, viu a cena, e se posicionou para que ela chupasse enquanto era fodida.

Eles passaram a manhã inteira daquele jeito.

Kwame gozou dentro. Tunde gozou na boca. Depois trocaram. Tunde fodeu a boceta ainda cheia do porra do outro, enquanto Kwame fazia Milly limpar o pau dele com a língua. Quando o sol ficou alto demais, eles a carregaram até o riacho e a lavaram — as mãos grandes passando pelo corpo dela, pelos seios, entre as pernas, limpando e ao mesmo tempo preparando de novo. Ali mesmo, na água rasa, Kwame a pegou por trás, de pé, enquanto Tunde beijava a boca dela e apertava os mamilos.

Milly olhou para o próprio reflexo na água em algum momento. O cabelo estava maior, bagunçado. A pele bronzeada de verdade, não de filtro. Os seios marcados. A boceta avermelhada e aberta. E atrás dela, os dois homens enormes, escuros, fortes, que a tinham transformado naquilo.

Ela não pediu para ser salva.

Quando Kwame empurrou mais fundo e murmurou algo na língua dele contra o ouvido dela, e Tunde segurou o rosto dela para que ela olhasse nos olhos dele enquanto gozava, Milly só apertou os músculos em volta do pau que a preenchia e deixou acontecer.

A influencer tinha sumido na tempestade.

No lugar dela restava só a mulher da ilha — pequena, usada pelos dois, e cada vez mais entregue.

Eles continuaram.
Dia após dia.
Sem pressa.
Sem fim à vista.

(Fim)


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Ficha do conto

Foto Perfil paliocarter
paliocarter

Nome do conto:
A ilha

Codigo do conto:
272048

Categoria:
Grupal e Orgias

Data da Publicação:
11/09/2026

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