A tarde estava morna e dourada quando saíram para a volta a pé. O sol já descia devagar, tingindo as ruas de um tom âmbar suave. António vestia uma t-shirt cinzenta justa que marcava os ombros e o peito, e calções desportivos leves. Raquel, ao lado dele, usava um top curto de lycra preta que mal cobria os peitos e deixava a barriga inteiramente descoberta, o umbigo à vista. Os calções, também de lycra preta, eram tão justos e tão curtos que mal escondiam as nádegas. A cada passo, o tecido esticava-se sobre o cu empinado, realçando a forma redonda e firme. Com 1,57 m, o corpo pequeno e bem proporcionado dela parecia feito para provocar. António não conseguia deixar de olhar. A cada movimento dela, o pau mexia-se nos calções. — Estás a olhar-me o cu outra vez — disse ela, a voz baixa e divertida. — Como não olhar? — respondeu ele. — Esses calções… mal escondem nada. Cada passo teu é um convite. Quando chegaram a casa, a porta mal se fechou. António puxou-a pela cintura, colou-a à parede e beijou-a com urgência. A mão dele desceu logo para as nádegas, apertando-as por cima da lycra. — Quero-te agora — murmurou. — Antes do duche. Na casa de banho. Quero comer-te o cu e foder-te até não poderes mais. Na casa de banho, a luz clara e a frescura do azulejo contrastavam com o calor dos corpos. Por cima deles, a clarabóia de vidro deixava entrar a luz dourada do fim de tarde, mas nenhum dos dois reparou no homem que trabalhava na cobertura. O técnico de manutenção dos painéis solares — funcionário da empresa do amigo deles, o Rui — estava lá em cima, de joelhos junto aos painéis, quando o movimento em baixo o atraiu. Ajoelhou-se junto à clarabóia e ficou a olhar. António virou Raquel de costas, puxou-lhe os calções pretos para baixo e ajoelhou-se. Abriu-lhe as nádegas e aproximou o rosto. A língua saiu quente e lenta, primeiro a lamber a fenda, depois a subir até ao cu. Raquel soltou um gemido longo quando a língua dele se demorou ali, a rodear, a pressionar, a entrar. — António… assim… continua… Ele comeu-lhe o cu com fome, a saliva a escorrer, os dedos a abrir mais a carne. Lá em cima, o homem da manutenção engoliu em seco, a mão a descer para o próprio pau, já duro dentro da calça de trabalho. António levantou-se, puxou os calções e penetrou-a de uma vez. Raquel arquejou, as mãos na bancada. Ele fodeu-a com estocadas profundas, o olhar fixo no cu empinado a engolir o pau. — Gostas de me ver a comer-te o cu e depois a foder-te assim? — Gosto… gosto de sentir a tua língua e depois o teu pau a encher-me… Ele veio a primeira vez dentro dela, gemendo baixo. Continuou a mover-se, ainda semi-duro. Raquel olhou-o pelo espelho. — Quero mais. Quero que me comas o cu outra vez… e que te venhas outra vez. António ajoelhou-se de novo. A língua foi mais ousada, a entrar mais fundo. Depois levantou-se e penetrou-lhe o cu, devagar. Raquel gemeu mais alto. Ele fodeu-lhe o cu com ritmo profundo, uma mão a esfregar o clitóris. Ela gozou com força. António veio pela segunda vez, o esperma a encher o interior quente. Virou-a, sentou-a na bancada e penetrou-a de frente. As pernas dela envolveram-lhe a cintura. Beijaram-se enquanto ele a fodia. — Vem outra vez… enche-me… António acelerou e veio pela terceira vez, profundo, o corpo a tremer. Ficaram assim, a respirar juntos. Só então ele beijou-lhe a testa e murmurou: — Vou buscar toalhas. Não demoro. Saiu da casa de banho, fechando a porta atrás de si. Raquel ficou sozinha, ainda sentada na bancada, o corpo nu, o esperma a escorrer pelas coxas, a respiração ainda agitada. Foi então que ergueu os olhos para a clarabóia. O homem estava lá. Ajoelhado sobre o vidro, a calça aberta, o pau na mão, a masturbar-se com força enquanto a olhava. Os olhos dele estavam fixos no corpo pequeno e usado dela, no cu ainda aberto, nos peitos, no esperma a brilhar na pele. Raquel não se assustou. Um sorriso lento e luxurioso surgiu-lhe nos lábios. O António já tinha saído. Estavam sozinhos. Ela abriu as pernas mais, ainda sentada na bancada, e deslizou a mão direita entre as coxas. Os dedos encontraram a cona molhada e o cu ainda sensível. Começou a tocar-se devagar, a olhar diretamente para o homem através do vidro. — Viste tudo, não foste? — sussurrou ela, sabendo que ele não a ouvia, mas gostando de falar na mesma. — Viste o meu marido a comer-me o cu… a foder-me… a encher-me… Os dedos dela circularam o clitóris, depois desceram e entraram na cona, depois subiram até ao cu, espalhando o esperma de António. Ela rebolava os quadris, o corpo pequeno a oferecer-se por completo ao olhar do estranho. O homem acelerou a mão, o rosto contraído de prazer, a olhar-a sem piscar. Raquel meteu dois dedos dentro de si e gemeu mais alto, de propósito, o peito a subir e descer, o cu a contrair-se visível. Continuou a tocar-se com lentidão provocante, os olhos presos nos dele, a mostrar-lhe tudo: a humidade, a abertura, o prazer. O homem da manutenção não aguentou. O corpo dele tremeu, a mão apertou o pau com força e ele veio. O esperma jorrou em jatos espessos, batendo diretamente no vidro da clarabóia, escorrendo em fios brancos sobre a superfície transparente. Raquel viu cada jato, viu o rosto dele a contrair-se, e sorriu, os dedos ainda a moverem-se dentro de si. Só quando ele se afastou um pouco, ainda a respirar ofegante, é que ela retirou a mão e se levantou. Abriu a torneira do duche, deixou a água quente cair sobre o corpo e olhou mais uma vez para cima. O homem ainda estava lá, a limpar o vidro com a manga da camisa de trabalho, o esperma a espalhar-se. Raquel passou a língua pelos lábios, satisfeita. Quando António voltou com as toalhas, ela já estava debaixo da água, a sorrir. — Tudo bem? — perguntou ele. — Tudo — respondeu ela, a voz suave. — Mais do que bem. Ele não precisava de saber. Aquela última entrega, silenciosa e proibida, através da clarabóia, tinha sido só dela… e do homem que, sem querer, tinha assistido a tudo.
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