A sala de jantar de Henriques era larga, de tetos altos e candelabro de cristal antigo. A mesa de mármore negro refletia a luz quente e o vinho tinto já aberto. Raquel, quarenta e três anos, diretora de uma empresa financeira, casada com António, estava debruçada sobre a mesa exactamente como ele a tinha posto: o rabo redondo e empinado a oferecer-se sob a renda preta, o sutiã de renda a quase não conter os peitos cheios. O cabelo preto longo caía-lhe pelos ombros e a pele dourada brilhava. Ele, divorciado há três anos, veterinário com clínica própria e um corpo que ainda fazia furor entre as mulheres, estava sentado atrás dela, peito nu, ombros largos, o olhar fixo no cu que ela lhe oferecia sem pudor. — Não me convidaste para jantar por causa do financiamento — disse ela, a voz baixa e segura, virando o rosto para o lado. — Eu sei. Pus todo o empenho naquele processo porque o investimento era sólido e porque gostei da forma como falavas dele. Mas tu… tu convidaste-me porque querias foder-me. Não é verdade? Henriques sorriu, a mão grande a deslizar pela coxa dela, subindo devagar até apertar a carne macia da nádega. — É verdade. Desde a primeira reunião. Entraste na sala com aquele fato cinzento justo, o rabo a mexer-se de uma forma que não tinha nada a ver com números, e eu pensei: “Quero esta mulher debruçada exactamente assim.” Pus atenção no teu empenho, sim. Mas também pus atenção na forma como te mordias o lábio quando concentrada. E hoje, depois de o crédito estar aprovado, decidi que já não precisava de desculpas. O teu marido sabe que estás aqui? Raquel riu baixinho, o som a ecoar na sala luxuosa. — O António sabe que vim jantar contigo. Não sabe que estou de lingerie preta na tua mesa de jantar, com o rabo no ar, à espera que me fodes. Ele gosta de me ver desejada. Às vezes até filma. Mas esta noite… esta noite é só nossa. Diz-me o que vais fazer-me, doutor. Quero ouvir. Ele puxou a renda das cuecas para o lado. O tecido fino escorregou entre as nádegas, deixando o cu dela completamente exposto. Dois dedos grossos deslizaram pela fenda já húmida e entraram sem esforço. — Vou meter-te os dedos até ouvires o som da tua própria cona a chupar — murmurou ele, a voz grave contra a pele dela. — Depois vou lamber-te até gozares na minha boca. E só depois te fodo. Devagar. Fundo. Até me pedires para te encher. E enquanto te foder, quero que penses no teu marido em casa, a imaginar o que estou a fazer-te. Ela arqueou as costas, o rabo a empurrar contra a mão dele. — Então faz. Quero sentir. Quero que me abras e me digas o que pensavas enquanto eu trabalhava no teu processo até às tantas da noite, casada e tudo. Henriques retirou os dedos, levou-os à boca e lambeu-os devagar, sem tirar os olhos dela. Depois levantou-se. O cinto abriu-se. As calças desceram. O pau, grosso e completamente duro, saltou livre e bateu de leve contra a nádega dela. Ele esfregou a cabeça molhada pela fenda, espalhando o líquido dela, sem entrar ainda. — Pensava nisto — disse ele, a voz baixa e controlada. — Pensava em te deitar em cima de qualquer superfície e meter-te este pau até ao fundo. Pensava no som que ias fazer quando te abrisse. Pensava no teu anel de casamento a brilhar enquanto te fodia. Estás encharcada, Raquel. Há quanto tempo estavas a pensar nisto também? Ela olhou para trás, os olhos escuros e brilhantes. — Desde a segunda reunião. Desde que me tocaste no ombro para me mostrar um documento e senti o cheiro a homem e a clínica. Pensei: “Quero que este divorciado me foda até eu não conseguir andar direito, e depois quero ir para casa e contar ao António o que me fizeste.” Agora estás aqui. Então mete. Quero sentir cada centímetro. Ele empurrou. A cabeça entrou primeiro, larga, e ela soltou um gemido longo e baixo. Depois o resto, centímetro a centímetro, até as ancas dele tocarem o rabo dela. Ficou parado ali, fundo, a deixar-a sentir o peso e o volume. — Estás tão fundo… — sussurrou ela. — És grosso. Não te mexas ainda. Deixa-me sentir. O António ia ficar louco se te visse assim dentro de mim. Ele obedeceu. As mãos grandes apertaram as ancas dela, os polegares a abrir as nádegas para ver melhor onde o pau desaparecia dentro dela. Depois começou a mover-se. Estocadas lentas, profundas, o som molhado a encher a sala a cada movimento. — Fala comigo — pediu ele, a voz já rouca. — Diz-me o que estás a sentir enquanto te fodo na minha mesa de jantar, casada com o António. Raquel falava entre gemidos, a respiração irregular. — Sinto-te a abrir-me… sinto a cabeça a bater fundo… e gosto. Gosto de estar assim, debruçada, o rabo no ar, a ser fodida pelo cliente a quem ajudei a conseguir o dinheiro. Gosto de saber que o meu marido está em casa e eu estou aqui a levar o teu pau. Diz-me o que vais fazer a seguir. Ele acelerou um pouco, as mãos a deslizarem para a frente, a encontrar o clitóris inchado. Os dedos circularam com precisão enquanto o pau continuava a entrar e a sair com ritmo constante. — A seguir vou foder-te mais forte. Vou bater-te com as ancas até o rabo tremer. Depois vou virar-te, meter-te de costas em cima desta mesa e chupar-te a cona até gozares na minha boca. E só depois volto a meter-te o pau e encho-te. Queres isso, Raquel? Queres voltar para casa com o meu esperma a escorrer-te pelas coxas e contar tudo ao António? — Quero — gemeu ela, a voz quase a partir. — Quero tudo. Quero que me uses. Quero sentir o teu esperma a escorrer-me e quero que o António cheire o teu cheiro em mim quando eu chegar a casa. Ele puxou-a para trás com mais força, as estocadas agora mais profundas e rápidas. O rabo dela batia contra o peito dele a cada embate. O som era obsceno e húmido. Raquel gozou primeiro — um gemido longo, o corpo a contrair-se à volta do pau dele, a cona a apertar com força. Ele não parou. Continuou a foder-la através das ondas, prolongando o prazer até ela tremer de novo. Quando finalmente gozou, foi com estocadas profundas e controladas. O esperma quente encheu-a, escorrendo depois pelas coxas e manchando a renda preta. Ficou dentro dela longos segundos, a respirar contra a nuca dela, as mãos ainda a acariciarem o rabo empinado. Mais tarde, já vestida, Raquel preparava-se para sair. Henriques aproximou-se e entregou-lhe uma caixa pequena de veludo preto e um envelope branco. — Isto é pelo teu empenho no processo — disse ele, a voz ainda baixa. — A jóia é só para ti. O envelope… abre quando chegares a casa. Ela pegou na caixa e no envelope, o corpo ainda a latejar, o esperma a escorrer lentamente pelas coxas sob o vestido. — Vou chegar a casa e contar ao António tudo o que aconteceu aqui — disse ela, olhando-o nos olhos. — Cada detalhe. Cada estocada. Cada gemido. Ele vai querer ouvir tudo. Henriques sorriu. — Então conta. E marca já a próxima reunião. Quero-te de frente. Quero ver a tua cara de mulher casada quando te encher outra vez. Raquel abriu a porta, a caixa e o envelope na mão, e saiu para a noite, o corpo ainda quente e satisfeito, pronta para contar ao marido exactamente o que o veterinário lhe tinha feito.
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