Ela tinha só vinte anos, o cabelo longo e ondulado caindo pelos ombros, aquele jeito de paniquete dos antigos programas de TV: corpo magro, seios pequenos e firmes, bunda redonda com uma tatuagem discreta de uma borboleta logo acima da fenda. Tímida até o osso. Falava baixo, corava fácil, evitava olhar nos olhos quando o assunto era sexo. O marido, Roberto, era mais velho, trinta e poucos. Casaram fazia um ano. Ele sempre fora carinhoso, mas nos últimos meses algo mudara. Certa noite, depois de um jantar simples no apartamento pequeno, ele a puxou para o sofá e falou sem rodeios: — Eu preciso te contar uma coisa. Eu tenho um fetiche… de ser corno. De ver outro homem te foder. E mais: eu quero te vender. Por uma noite. Dinheiro bom. Você aceita? Ela ficou parada, o rosto queimando. O coração batia tão forte que doía. Parte dela queria correr. Outra parte — aquela que ela escondia até de si mesma — sentiu um calor estranho entre as pernas. — Eu… eu não sei — murmurou, olhando para o chão. Ele a beijou no pescoço, a mão subindo pela coxa dela. — Você é minha. E eu quero ver você sendo usada. Quero ouvir você gemer pro outro enquanto eu assisto. Se não gostar, a gente para. Mas eu sei que você vai gostar. Três dias depois, o cara chegou. Alto, ombros largos, cheiro de perfume barato e cigarro. Pagou em dinheiro vivo, contado na mesa da sala. Roberto guardou as notas no bolso e olhou pra ela. — Vai pro quarto. Tira a roupa. Ela obedeceu, as pernas tremendo. Ficou nua na cama, cobrindo os seios com os braços. A tatuagem da bunda visível quando se virou de lado. O homem riu baixo. — Novinha certinha, hein. Timida pra caralho. Vamos ver quanto tempo dura isso. Roberto sentou na cadeira no canto do quarto, a mão já aberta na calça. O outro homem subiu na cama, abriu as pernas dela com força e enfiou dois dedos de uma vez. Ela soltou um gemido agudo, o corpo retesando. — Molhada pra porra — ele disse. — Seu marido te vendeu e você já tá escorrendo. Ele tirou a roupa rápido, o pau grosso e veioso. Sem mais aviso, enfiou de uma vez até o fundo. Ela gritou, as unhas se cravando no lençol. A dor misturou com um prazer sujo que subia pela espinha. Roberto gemia baixinho na cadeira, se masturbando enquanto via a mulher dele sendo arrombada. O homem a fodeu sem piedade. Virava ela de quatro, puxava o cabelo, batia a mão aberta na bunda tatuada. Cada estocada fazia a tatuagem tremer. Ela choramingava, pedindo mais baixo, quase sem voz, mas o corpo traindo: a bunda empurrando pra trás, o gemido saindo mais alto a cada embalo. — Fala que você é puta do seu marido — o homem ordenou, enfiando mais fundo. — Eu… eu sou… puta… — ela engasgou, o orgasmo chegando sem aviso, o corpo inteiro tremerando. Roberto gozou na mão ao mesmo tempo, os olhos vidrados nela. O outro homem a usou mais um pouco, gozou dentro, e depois puxou o pau ainda pingando e passou na boca dela. Ela engoliu, o olhar perdido, as lágrimas escorrendo sem ela perceber. Quando o homem saiu, Roberto se aproximou, beijou a testa suada dela e sussurrou: — Você foi perfeita. Amanhã a gente vende de novo. Ela não respondeu. Só se encolheu nos braços dele, o corpo ainda latejando, a tatuagem da bunda ardendo, e um sentimento estranho e quente crescendo no peito: a vergonha misturada com vontade de ser vendida outra vez.
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