A volta pra casa O marido a buscou no domingo à noite. Marina entrou no carro cambaleando, o corpo marcado, o cheiro de sexo ainda colado na pele. Ele não perguntou nada no caminho. Só dirigiu. Em casa, ele a mandou ajoelhar no meio da sala, nua, e falou: — Agora conta. Tudo. Do primeiro ao último. Sem pular nada. Marina engoliu seco. A voz saiu rouca, baixa, mas clara. — No primeiro dia… eu só dancei. Mas no final o Valdir me fodeu a boca na frente das outras meninas. Ele gozou na minha língua e mandou eu mostrar… O marido se sentou na poltrona, abriu a calça e começou a bater punheta devagar, ouvindo. — Continua. — No segundo dia… tive privados. Um homem de gravata me fodeu no sofá. Outro gozou nos meus peitos. À noite os seguranças me usaram os três juntos… um na boca, um na buceta, um no cu. Eu gozei enquanto eles riam de mim… Ela foi contando. Cada detalhe. Cada pau. Cada gozada. A cadeira com as pernas abertas. O velho que lambeu até ela gozar três vezes. O grupo de cinco homens no quarto dos fundos. A cabine de vidro. Os vibradores. Os gritos. A porra no cabelo. A vergonha. O tesão. A forma como no sexto dia ela já se oferecia sozinha. O marido gozou na mão enquanto ela falava do sétimo dia, dos cinco homens no final. Quando ela terminou, a voz já estava falhando. Ele se levantou, puxou o cabelo dela pra cima e enfiou o pau sujo de porra na boca. — Bom relato, puta. Agora limpa. E a partir de amanhã você volta a ser só minha de novo… até eu decidir te mandar de volta. Marina chupou. Os olhos marejados. O corpo ainda doendo. E pela primeira vez, enquanto engolia, ela pensou que uma semana tinha sido pouco.
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