[REBOT] ENTRE CAMINHOS E SEGREDOS ~ 18 SEXO A3



A gente costuma achar que a vida é uma estrada reta com algumas curvas. Eu aprendi, do jeito mais difícil, que ela é mais parecida com um mapa rasgado: cheio de caminhos que se cruzam, de atalhos que parecem seguros e levam ao lugar errado, de bifurcações onde ninguém avisa qual lado é qual. E, ao longo desses caminhos, a gente vai deixando coisas pra tráa… Segredos, alguns segredos a gente guarda porque o mundo não está pronto pra ouvir. Outros, porque a gente mesmo não está pronto pra dizer. E tem aqueles mais traiçoeiros, que a gente guarda com a desculpa de proteger alguém, quando na verdade está protegendo a própria cara no espelho.
A conversa com o Bernardo, a decisão de voltar a trabalhar com o Alysson, até então meu tio, a viagem que ia fazer com ele e com o Caio, um possível filho a caminho. Tudo isso se juntava dentro de mim, e eu começava a perceber uma coisa: caminhos e segredos percorrem a nossa vida lado a lado, e nem sempre dá pra saber quem está guiando quem. Naquele momento, eu tinha deixado de contar ao Caio sobre o sexo com o Bernardo na cachoeira. Não porque eu queria esconder. Era mais complicado que isso. Era um segredo que, antes de ser dele, era meu: eu ainda não sabia explicar nem pra mim mesmo o que aquilo significava. E havia a certeza incômoda de que contar ia machucar o Caio de alguma forma.
A viagem que a gente ia fazer podia ser tudo e nada ao mesmo tempo. Eu confesso que alguma expectativa existia, uma curiosidade de saber se ia rolar alguma coisa entre mim e o Alysson. Mas existia o Bernardo na equação. Existia o Bernardo na jogada. E até onde ia o meu caráter, transando com o pai do meu boy? Até onde os desejos da carne iam me levar? Quantos caminhos ainda faltavam? Quantos segredos eu ia guardar até aprender que nenhum deles pesa pouco?
(...)
Às oito em ponto, a SW4 branca do Alysson parou na frente da minha casa. Pra alegria ou tristeza, a gente não ia só eu, ele e o Caio. Também ia o Manoel, o motorista do Alysson, um senhor de cabelo branco e conversa mansa que dirigia como quem acaricia o volante, e a Fabiana, secretária dele, uma mulher organizada, de agenda debaixo do braço e celular sempre vibrando na mão. Entrei no carro, cumprimentei todo mundo, e a gente seguiu pra Natal. O Manoel dirigia, a Fabiana ia no banco da frente, ainda resolvendo alguma pendência por mensagem. O Alysson e eu sentamos na fileira do meio, com uma distância educada entre os corpos, e o Caio foi lá pra trás, no último banco, todo esparramado, com a cabeça colada no vidro como criança em dia de passeio.
A viagem foi boa, tranquila, descontraída. O Manoel contava casos de estrada, a Fabiana ria e corrigia as datas dele, o Caio comentava tudo que passava na janela. De vez em quando, eu e o Alysson trocávamos um olhar. Rápido, discreto, mas carregado. Nada muito sério. Com a Fabiana e o Manoel a dois palmos de distância, qualquer coisa a mais seria imprudência. E, claro, ninguém naquele carro, além do Caio, sabia que eu era um “Carneiro”. Aquilo era um segredo a ser mantido. E, se dependesse de mim, seria mantido por muito tempo. Tinha avisado o Bernardo que conversei com o pai dele e que estava indo pra Natal. Ele ficou feliz:
“bom! Tô com saudade. Quero te ver quando você chegar.”
E então respondi:
“Não vai dar. O Caio tá indo junto. A gente vai todo mundo a trabalho, ver a fábrica nova e resolver umas coisas.”
E ele respondeu:
“Entendi. Mas vou dar um jeito.”
Fiquei olhando pra tela, sem saber o que responder. Foi só uns quilômetros depois que chegou a pergunta que eu estava esperando:
“Você contou pro Caio sobre a cachoeira?”
Olhei por cima do ombro. O Caio estava na outra ponta do carro, rindo de alguma coisa que o Manoel tinha dito, sem fazer a menor ideia de que eu tinha o celular nas mãos.
“Não. Não contei.”
E ele encerrou o assunto:
“Tá. Melhor assim, por enquanto.”


Apaguei a tela e guardei o celular no bolso. Trocamos mais algumas mensagens durante o caminho, coisas bobas, uma foto de um sorvete, um comentário sobre a música, mas o Caio estava longe demais pra ver. E eu, com um pé em cada lado, tentando não pensar no que era mais perigoso: ele ver, ou eu me acostumar.
O Caio tinha ido poucas vezes a Natal, e aquela ida seria especial pra ele. Seria o começo de um sonho talvez adormecido, o primeiro passo em direção a uma vida que ele nunca achou que pudesse ter. Em algum ponto da estrada, ele se debruçou entre os bancos, apoiou o queixo no encosto ao lado do meu e sussurrou, só pra mim:
— Tô com um frio na barriga, Rafael.
— Eu sei. Eu também.
— Mas o meu é de felicidade. — Ele sorriu, aquele sorriso que fazia o resto do carro parecer mais claro. — Obrigado por isso.
— Eu não fiz nada.
— Você fez tudo. — Ele deu um soquinho de leve no meu ombro e voltou pro lugar dele.
Fiquei olhando pra janela, com uma sensação quente no peito. Eu estava feliz de estar ali, com ele, naquele momento. Como já disse antes, conhecia o Caio havia poucos meses, mas parecia que já o conhecia há anos. E, por isso mesmo, o segredo da cachoeira pesava um pouco mais a cada quilômetro.
Chegamos em Natal já na hora do almoço e fomos direto pra fábrica. O Caio ficou chocado com o tamanho. Tinha parado no meio do pátio, de boca aberta, olhando pro galpão enorme, pras máquinas novas ainda embaladas, pro movimento de operários subindo e descendo de andaimes. As obras já tinham começado, e muita coisa tinha mudado desde a vez em que eu tinha estado ali com o Alysson. Dinheiro, de fato, pode tudo.


— Meu Deus, Rafael — ele sussurrou. — Isso aqui é quatro vezes a fábrica de Caicó.
— Eu sei.
— E o cara tá abrindo isso como quem abre uma padaria.


Passamos o dia trabalhando, literalmente. O Alysson nos levou de setor em setor, explicando o fluxo, as metas, as contratações. A Fabiana corria atrás com a agenda, ligando pra fornecedor, remarcando reunião, e o Caio anotava tudo num caderninho, perguntando com aquela curiosidade que eu tinha aprendido a reconhecer como ambição de verdade. De vez em quando, o Alysson me olhava de longe, no meio de uma explicação, por um segundo a mais do que o necessário.
À noite, fomos pro hotel. Eu e o Caio ficamos num quarto, a Fabiana noutro, e o Manoel foi dormir na casa da família dele, que morava em Natal. Tomei banho, me joguei na cama e peguei o celular. O Bernardo tinha mandado mensagem, e respondi sem pensar muito.
“Como foi o dia? Já tô sabendo que a fábrica tá enorme, meu pai só fala disso.”
“Foi puxado. Mas foi bom.”
“Queria te ver.”
O Caio saiu do banheiro enxugando o cabelo, e a tela acendeu de novo na minha mão. Ele olhou, sem querer, e leu o nome. Ficou parado, com a toalha no ombro.
— É o Bernardo, né?
Não adiantava mentir. Já tinha mentido o suficiente por omissão.
— É.
— Vocês voltaram a se falar?
— Sim. — Respirei fundo e decidi soltar de uma vez. — Caio, eu preciso te contar uma coisa. Antes de a gente vir pra cá, ele foi até Caicó. A gente conversou. E... a gente transou.
Ele não disse nada. Sentou na beira da cama, de frente pra mim, e ficou olhando pro chão.
— Foi ele que me convenceu a voltar pra fábrica — continuei. — Disse que eu tinha um filho a caminho, que precisava de dinheiro, que o pai dele não tinha nada a ver com o que o Silas fez. Foi um fator decisivo.
— Entendi.
— Você tá bravo?
— Não. — Ele levantou os olhos, e o sorriso saiu meio torto, meio treinado. — Eu sou o ex dele, Rafael, não o dono dele. E você é um homem livre. Eu só queria ter ouvido de você, e não ter descoberto numa notificação.
— Eu ia te contar.
— Eu sei. — Ele se aproximou, apoiou a testa na minha. — Eu sei que ia.
Parecia mesmo que ele estava de boa. Pelo menos era o que aparentava. Mas eu conhecia o Caio bem o bastante pra saber que o sorriso dele escondia alguma coisa, e que aquilo ia aparecer mais cedo ou mais tarde. Naquela noite, porém, ele escolheu não deixar aparecer. Me beijou devagar, depois menos devagar, e o quarto de hotel se encheu da urgência de quem tenta, com o corpo, apagar uma coisa que a boca não consegue dizer. Não preciso nem explicar que rolou de tudo. Na manhã seguinte, o Alysson veio buscar a gente na porta do hotel. Perguntei pelo Manoel.
— Folga — respondeu, abrindo a porta do carro pra gente. — Hoje o motorista sou eu.
Fomos até a UNP, uma faculdade particular que tinha o curso de Publicidade e Propaganda. Conhecemos o prédio, as salas, o laboratório de criação, o estúdio de fotografia. O Caio andava um passo atrás de mim, e eu o via olhar cada detalhe como quem se despede de uma vida pra entrar em outra. Os olhos dele brilhavam, de verdade. Quando passamos por uma parede cheia de cartazes de alunos, ele parou, e eu o vi levantar a mão e quase tocar um deles, como se tivesse medo de que sumisse.


O Alysson explicou mais algumas coisas, falou com a coordenadora, combinou prazos de matrícula. Quando saímos, ele parou no estacionamento, olhou pra mim, depois pro Caio, e abriu um sorriso lento.


— Acho que isso merece uma comemoração de verdade.


E me olhou daquele jeito que eu já conhecia. Eu sabia o que ele queria. Eu queria também. Bastou olhar pro Caio, que sustentou o olhar do Alysson com um meio sorriso safado, pra eu entender que ele queria igualzinho. Ninguém precisou dizer nada, a gente entrou no carro. Eu fui na frente, no banco do passageiro, com o Alysson dirigindo. O Caio ficou atrás. O silêncio no começo era denso, o tipo de silêncio que faz a pele formigar. Eu sentia o olhar do Caio pelo retrovisor de vez em quando. Foi o Alysson quem quebrou.


— Caio — falou, a voz calma, olhando a estrada. — Essa faculdade não é barata. A empresa tá investindo pesado em você.
— Eu sei, senhor. Vou recompensar.


O Alysson deu um meio sorriso, os dedos batendo de leve no volante.


— Tem jeitos de recompensar. Alguns mais… diretos do que outros. — Ele olhou rápido pro retrovisor. — O Rafael já me ajudou bastante nessa questão de gratidão. De formas bem específicas.


Eu senti o calor subir pro rosto. O Caio ficou quieto um segundo no banco de trás.


— O Rafael me contou algumas coisas — ele falou, a voz mais baixa. — Sobre a viagem.
— Contou? — o Alysson ergueu uma sobrancelha. — E o que achou?
— Que o senhor sabe cobrar o que é devido. De um jeito que… parece que vale a pena pagar.


O Alysson riu baixo. A mão dele saiu do volante e pousou na minha coxa, subindo devagar até perto da virilha, apertando de leve.


— Rafael aprendeu rápido. E você, Caio? Tá disposto a aprender também? Ou prefere só ficar ouvindo?


O Caio demorou um pouco pra responder. Pelo retrovisor, eu via os olhos dele fixos no espelho.


— Depende do que o senhor quiser ensinar.
— Eu sei ensinar várias coisas — o Alysson respondeu, a mão apertando mais minha coxa, os dedos roçando o volume que já começava a marcar a calça. — Algumas o Rafael já conhece bem. Outras a gente pode descobrir juntos.


Eu desci a mão e coloquei por cima da dele, sentindo o calor. O pau já estava duro. O Alysson não tirou a mão.


— Vocês dois têm certeza do que querem? — ele perguntou, a voz mais baixa, mais rouca.
— Tenho — o Caio respondeu, quase imediato.
— Eu também — falei, a voz saindo mais grossa.


O Alysson apertou minha coxa uma última vez, depois voltou a mão pro volante. No retrovisor, os olhos dele estavam escuros.


— Então a gente resolve isso no hotel. Com calma.


Chegamos no hotel e já no elevador, o Alysson ficou atrás de nós. Senti o calor do corpo dele na minha nuca, o cheiro do perfume caro, e a ereção dele roçando de leve nas minhas costas. Pelo reflexo do espelho, vi o Caio me olhar de lado, mordendo o canto do lábio, a mão ainda próxima da minha. Entramos no quarto. O Alysson fechou a porta atrás de nós com um clique suave. Tirou três cervejas da geladeira, abriu e entregou uma pra cada. A gente bebeu em silêncio por uns segundos, o ar pesado, o volume nas calças de todos já evidente. Eu estava sentado na beira da cama. O Caio de pé perto da mesa. O Alysson encostado na parede, olhando os dois com aquele meio sorriso perigoso.


Ele terminou a cerveja rápido, deixou a garrafa de lado e se aproximou do Caio. Não pediu licença. Segurou o queixo dele com a mão grande e puxou pra um beijo. Caio correspondeu na hora, a boca abrindo, a língua encontrando a do Alysson com pressa. O beijo ficou molhado rápido. Eu vi a mão do Alysson descer e apertar a bunda do Caio por cima da calça, puxando o corpo dele mais perto. Quando se separaram, o Caio estava ofegante, os olhos escuros.


— Porra… — ele falou, a voz rouca, olhando pro Alysson. — Sempre quis foder com o senhor. Já bati punheta tantas vezes pensando nesse pau… o senhor não imagina. Desde que o Rafael me contou, eu só penso nisso.


O Alysson sorriu, aquele sorriso lento, e olhou pra mim.


— Vem cá, Rafael.


Eu me levantei. O Alysson me puxou pelo pescoço e me beijou, profundo, a língua quente. Ao mesmo tempo, o Caio se aproximou e entrou no beijo. Os três de uma vez. Línguas se encontrando, saliva misturando, as mãos de todos se perdendo. Eu sentia a ereção do Alysson pressionando a minha coxa e o volume grosso do Caio roçando na minha perna. As roupas começaram a cair. Camisas jogadas no chão. Cintos abertos. Quando o Caio tirou a calça e a cueca, o pau dele pulou pra fora. Curto, uns treze centímetros, mas absurdamente grosso. A cabeça já brilhando, as veias saltadas, a grossura quase impossível de fechar a mão inteira em volta. O Alysson parou e olhou, impressionado.


— Caralho… — ele murmurou, a voz baixa. — Que pau grosso.


Ele se ajoelhou na frente do Caio e me puxou junto. Os dois de joelhos, o pau grosso do Caio bem na altura das nossas bocas. O Alysson segurou a base e passou a língua na cabeça, devagar. Eu fiz o mesmo do outro lado, lambendo a veia de baixo, sentindo o calor e o gosto de pré-gozo. A gente se olhou, as línguas se encontrando em volta da cabeça do pau do Caio. O beijo ficou quente, molhado, com o pau grosso entre as nossas bocas. Saliva escorrendo, os lábios se tocando enquanto chupávamos juntos. O Caio gemeu alto, a mão na cabeça de cada um.


— Porra… que delícia. Nunca vi tio e sobrinho em ação assim.


O Alysson riu baixo contra o pau dele e me beijou de novo, a língua suja, o gosto do Caio ainda na boca. Eu continuei lambendo a grossura absurda, a boca mal conseguindo abrir o suficiente pra cobrir a cabeça inteira, enquanto o Alysson fazia o mesmo do outro lado. O quarto já cheirava a sexo, a cerveja e a tesão. O Alysson se afastou um pouco do pau do Caio, ainda de joelhos, e passou as mãos pelo corpo dele. Subiu pelas coxas, apertou a bunda, depois voltou e segurou o pau grosso com as duas mãos, admirando.


— Porra, Caio… que corpo. Que pau. Tão grosso assim… — Ele apertou a base, os dedos mal fechando em volta. — O Rafael me falou, mas ver de perto é outra coisa. Você é um puto de verdade.


Caio gemeu baixo, o quadril empurrando de leve contra as mãos do Alysson. Eu ainda estava ajoelhado ao lado, a boca molhada, olhando. O Alysson me puxou pela nuca e me beijou de novo, sujo, a língua profunda. Depois desceu a boca no meu pescoço, mordeu de leve, e foi descendo até o meu pau. Ele me chupou fundo, a boca quente, a língua pressionando a cabeça, enquanto a mão ainda segurava o pau grosso do Caio. Eu gemi alto, a mão no cabelo do Alysson. O Caio olhava, a respiração pesada, o pau latejando na mão do tio.


— Vem cá — o Alysson falou, a voz rouca, saindo da minha boca. Ele olhou pro Caio. — Chupa ele comigo.


Caio se ajoelhou do outro lado. Os dois bocas no meu pau ao mesmo tempo. O Alysson na cabeça, o Caio lambendo a base e as bolas. As línguas se encontravam, saliva escorrendo, o barulho molhado enchendo o quarto. Eu gemia sem parar, as mãos na cabeça dos dois, o corpo tremendo. O Alysson me olhou de baixo, os olhos escuros, aquele olhar matador, e falou contra a minha pele:


— Vou foder o sobrinho hoje. Vou meter nesse cu até ele pedir mais. E você vai ver. Vai sentir.


Ele voltou a chupar, profundo, enquanto o Caio gemia baixo ao lado, a língua quente nas minhas bolas. O Alysson apertou minha coxa com força, a outra mão ainda no pau grosso do Caio, masturbando devagar. O quarto estava quente, o cheiro de sexo pesado, os três corpos suados e colados. O Alysson me puxou pela cintura e me colocou de quatro na cama. A bunda grande pra cima, o peito baixo no colchão. Ele se ajoelhou atrás e abriu minhas nádegas com as duas mãos. A língua dele entrou no meu cu sem aviso, quente, molhada, lambendo fundo, abrindo. Eu gemi alto, a testa no travesseiro, as mãos apertando o lençol. O Alysson chupava com vontade, a barba raspando, a língua entrando e saindo, enquanto uma mão descia e apertava minhas bolas.


— Porra, que cu gostoso… — ele murmurou contra a minha pele, a voz rouca. Depois se afastou um pouco e olhou pro Caio, que estava de pé ao lado da cama, o pau grosso duro, brilhando de saliva. — Vem cá. Mete nele. Abre o caminho pra mim.


Caio não hesitou. Subiu na cama, segurou minha cintura e posicionou a cabeça do pau grosso na minha entrada. Empurrou devagar. A grossura absurda abriu tudo de uma vez. Eu soltei um gemido longo, o corpo tremendo, a minha bunda grande se abrindo em volta daquele pau curto e grosso pra caralho. Caio começou a meter, fundo, lento no começo, depois mais forte. Cada estocada fazia a cama ranger. O som molhado da pele batendo enchia o quarto. Eu gemia sem parar, a voz rouca, o suor já escorrendo pelas costas mesmo com o ar-condicionado no talo.
O Alysson ficou de pé ao lado, se masturbando devagar, o pau grande e grosso na mão, olhando. De vez em quando ele se inclinava e beijava o Caio, as línguas se encontrando por cima das minhas costas, sujas, molhadas. Depois ele se aproximou da minha cabeça, segurou meu queixo e enfiou o pau na minha boca.


— Chupa — ordenou, a voz baixa. — Chupa meu sobrinho.


Eu abri a boca e engoli o máximo que dava. O pau do Alysson era longo, grosso, batendo no fundo da garganta. Eu engasgava, saliva escorrendo, enquanto o Caio metia cada vez mais forte atrás. O Alysson segurava meu cabelo e fodia minha boca no ritmo das estocadas do Caio. Os gemidos dos três se misturavam. O quarto cheirava a suor e sexo, o ar-condicionado zumbindo no máximo, mas o calor dos corpos era maior. O Caio apertava minha bunda grande com as duas mãos, os dedos afundando, metendo fundo, o pau grosso abrindo tudo. O Alysson olhava pra ele, os olhos escuros, e falava baixo:


— Isso. Abre ele. Deixa ele pronto pra mim.


O Alysson se posicionou atrás de mim, o pau grande e duro pressionando a entrada já aberta pelo Caio. Ele empurrou de uma vez, fundo. Eu gemi alto, a minha bunda grande se abrindo de novo em volta dele. Ele começou a meter com força, as mãos na minha cintura, o peito colado nas minhas costas, o suor dos dois se misturando. O Caio se aproximou por trás do Alysson. Passou as mãos pela bunda dele, apertou com força, os dedos afundando na carne. Puxou o Alysson pela nuca e beijou ele, sujo, profundo, as línguas se encontrando enquanto o Alysson continuava metendo em mim. O Caio desceu a mão entre as nádegas do Alysson e abriu, e falou baixo contra a boca dele:


— Quero meter em você.


O Alysson parou um segundo, ainda enterrado fundo no meu cu. Eu olhei pra trás, surpreso. Achei que ele era só ativo. Ele me encarou por cima do ombro, aquele olhar matador, e falou, a voz rouca:


— Eu gosto de dar também. Sempre gostei. Quero provar esse pau grosso do Caio.


Ele se inclinou mais pra frente, ainda dentro de mim, e abriu as pernas. O Caio cuspiu no pau, posicionou a cabeça grossa e empurrou. O Alysson soltou um gemido grave, quase um rosnado, o corpo tremendo.


— Porra… é muito grosso… — ele gemeu, a voz quebrada. — Caralho, Caio…


O pau do Caio era absurdo de grosso. Entrou devagar, abrindo o Alysson com dificuldade. Ele gemia de dor e tesão misturados, mas o pau dele não baixou, continuava duro, latejando, atolado no meu cu arrombado. O Caio começou a meter, lento no começo, depois mais firme. A cada estocada dele, o Alysson era empurrado pra frente, metendo mais fundo em mim. Formamos o trenzinho: o Caio comendo o Alysson, o Alysson comendo eu. O quarto encheu de gemidos, o som molhado da pele batendo, o suor escorrendo mesmo com o ar no máximo.
Depois de um tempo, o Alysson saiu de mim, ofegante. Ele se colocou de quatro na cama, a bunda pra cima. O Caio continuou metendo nele, agora mais fundo, o pau grosso abrindo tudo. Eu me posicionei atrás do Caio, segurei a cintura dele e enfiei no cu dele. O Caio gemeu alto, o corpo tremendo entre os dois. Eu metia no Caio, o Caio metia no Alysson. Os três gemendo, suados, o colchão rangendo.


Depois trocamos de novo. O Alysson ficou de quatro, ofegante, o cu aberto e vermelho. O Caio metia nele por um tempo, forte, depois saía. Eu entrava no lugar, metendo fundo no cu do Alysson, sentindo o calor e a abertura que o pau grosso do Caio tinha deixado. A gente revezava. Um metia, o outro chupava o pau do Alysson ou beijava ele. O Alysson gemia sem parar, pedindo mais, a voz rouca, o corpo inteiro suado. O quarto cheirava a sexo pesado, a porra e a tesão. Os três corpos colados, suados, se revezando no cu aberto do Alysson então ele ficou de pé e segurou minha nuca. Ele meteu fundo na minha garganta e começou a gozar. Jatos fortes, quentes, enchendo a minha boca. Eu engoli o que dava, o resto escorria pelo queixo. Ele gemeu baixo, o corpo tremendo, o pau latejando contra a minha língua. Quando ele tirou o pau eu puxei o Caio pelo pescoço e beijei ele, quente com a porra do Alysson que passou da minha boca pra dele. A gente se beijou fundo, as línguas trocando o gosto, a saliva e a porra se misturando. O Caio gemeu contra a minha boca, engolindo junto.
Eu me afastei um pouco, ainda ofegante, e o Caio desceu a boca no meu pau. Eu não aguentei muito. Segurei a cabeça dele e gozei na boca dele, forte, enchendo. Ele engoliu parte, o resto ficou na língua. Eu puxei o Alysson de novo. Os três se beijaram ao mesmo tempo, as bocas abertas, as línguas se encontrando, dividindo a porra. Saliva, gozo e suor se misturando. O gosto de todos os três na boca de cada um. O Alysson chupou a língua do Caio, eu lambi o canto da boca do Alysson, e a gente continuou trocando até não sobrar quase nada. O Caio se afastou, ofegante, o pau ainda duro.


— Quero gozar dentro do senhor — ele falou, a voz rouca, olhando pro Alysson. — Quero encher esse cu.


O Alysson se colocou de quatro de novo, a bunda pra cima, o cu já aberto e vermelho. O Caio posicionou o pau grosso e enfiou de uma vez. Começou a meter rápido, forte, a cama batendo na parede. Ele dava tapas secos na bunda do Alysson, a carne tremendo. O Alysson gemia alto, a voz quebrada, pedindo mais. Eu fiquei ao lado, masturbando o pau do Alysson enquanto o Caio metia fundo. O Caio gozou dentro. Muito. Jatos quentes enchendo o cu do Alysson. Quando ele saiu, a porra escorreu grossa pela coxa, pingando no lençol. O Alysson ficou de quatro, ofegante, o corpo tremendo, o cu latejando, a porra escorrendo. O Caio desabou ao lado dele, suado. Eu me deitei do outro lado, o peito subindo e descendo rápido. Os três ficaram ali, exaustos, suados, o quarto cheirando a sexo pesado, a porra e a suor. O ar-condicionado zumbia no máximo, mas o calor dos corpos ainda não tinha passado. Ninguém falou nada por um tempo. Só o som da respiração irregular e o zumbido do ar.
Naquela mesma tarde, ainda transamos outra vez, no banheiro, enquanto a gente tomava banho. O Caio tinha apagado na cama, exausto, de bruços, com um braço pendurado pra fora do colchão. Eu fui tomar uma ducha pra me recompor, e o Alysson veio atrás, devagar, como se já soubesse exatamente o que ia acontecer. A água quente cobriu o resto. Ele me empurrou contra o azulejo molhado e me beijou, profundo, a língua quente. A mão dele desceu e segurou meu pau, já duro de novo. Eu gemi baixo contra a boca dele. O Alysson me virou de costas, abriu minha bunda com as mãos e enfiou dois dedos no meu cu, ainda sensível da foda anterior. Eu arquejei. Ele cuspiu na mão, passou no pau e meteu de uma vez, fundo. A água escorria entre os nossos corpos. Ele começou a meter rápido, bruto, o som molhado da pele batendo ecoando no box. Eu gemia alto. O barulho acordou o Caio. Em poucos segundos ele entrou no banheiro, pelado, o pau grosso já meio duro, os olhos ainda pesados de sono, mas o olhar escuro de tesão.


— Porra… — ele murmurou, entrando no box.


O Alysson não parou de meter. Puxou o Caio pela nuca e beijou ele, sujo, enquanto continuava fodendo meu cu. O Caio se posicionou atrás do Alysson, segurou a cintura dele e enfiou o pau grosso no cu do Alysson que soltou um gemido grave, o corpo tremendo entre os dois. A água quente escorria nas costas dele. Formamos o trenzinho de novo, rápido, sujo, no espaço apertado do box. O Caio metia no Alysson, o Alysson metia em mim, os três gemendo, a água misturando com o suor e o pré-gozo. Não durou muito. O Alysson gozou primeiro, fundo no meu cu, jatos quentes. Eu senti e gozei logo depois, o pau latejando, a porra escorrendo pela coxa e sendo levada pela água. O Caio aumentou o ritmo, meteu mais fundo no Alysson e gozou dentro, forte, o corpo travando. Quando saiu, a porra escorreu pela coxa do Alysson, misturando com a água. Ficamos os três ofegantes debaixo do chuveiro, a água quente escorrendo nos corpos suados e marcados. O Alysson me beijou de leve, depois beijou o Caio. Ninguém falou nada por um tempo. Só o som da água e da respiração pesada. A terceira rodada tinha acabado. E o corpo inteiro de cada um ainda latejava.
Claro que senti um pouquinho de culpa por transar com o Alysson. Mas sei lá. O corpo, os hormônios. Eu poderia inventar mil e uma desculpas, e vocês, leitores, poderiam muito bem me julgar. Poderiam dizer que eu tinha mau caráter, e eu não ia ter argumento pra me defender. Mas a verdade era essa: ali naquele quarto, o Bernardo não existia. Existia sexo e existia tesão. E eu fiz sem remorso, sem culpa. A culpa veio depois, quando o corpo esfriou. Na hora, não deu tempo.
Ficamos mais dois dias em Natal, resolvendo as coisas da fábrica, visitando alguns lugares, reunindo com fornecedores. Nesse meio tempo, a gente não transou os três de novo. Com o Caio, rolava toda noite, como se a gente estivesse tentando recuperar algum tempo que ninguém sabia dizer qual era. Até que, no último dia, eu saí com o Bernardo. Avisei o Caio antes de sair. Ele ficou um pouco triste, deu pra notar pelo jeito que desviou o olhar por dois segundos, mas entendeu.


— Vai lá — disse, jogado na cama, com o controle da TV na mão. — Só não demora, senão eu esqueço de você.
— Mentiroso.
— Mentiroso mesmo. — Ele sorriu, e eu saí do quarto com a sensação de que tinha deixado alguma coisa pra trás.
O Bernardo me buscou na frente do hotel. Estava de camisa branca, o cabelo ainda úmido do banho, com aquele sorriso que me desmontava toda vez. Fomos tomar açaí numa lanchonete pequena perto da praia, sentamos numa mesa de canto, e conversamos sobre tudo e nada: a fábrica, a faculdade dele, a cachoeira, o futuro filho. Ele me ouvia como se cada palavra minha tivesse um peso diferente. Quando voltamos pro carro, ele estacionou numa rua mais escura e me beijou, demorado, com gosto de fruta e de saudade.
— Fica aqui comigo esse fim de semana — pediu, a testa colada na minha. — Passa o sábado e o domingo em Natal. Tem espaço lá em casa, minha mãe não vai se importar.
Aquela proposta me chamou atenção. Ficar na casa dele, na casa da Cláudia, da família Carneiro, como se eu fizesse parte daquilo. Eu quis dizer sim com a boca inteira. Mas pensei no Caio, sozinho no hotel, esperando eu voltar.


— Não sei, Bernardo — respondi, sem muita convicção. — Talvez não seja uma boa ideia.
— Por quê?
— Porque tem o Caio.
Ele ficou em silêncio um instante, olhando pelo para-brisa.
— Entendi — disse, por fim, sem raiva. — Pensa com calma, tá?


Quando voltei pro hotel, a porta do quarto estava encostada. Empurrei, e parei na entrada. O Alysson estava lá, com o Caio, os dois sem camisa, de short, sentados na beira da cama, rindo de alguma coisa. Tinha aquele ar espalhado no quarto, de quem tinha acabado de fazer sexo: o cabelo bagunçado do Caio, o brilho no rosto do Alysson, a cama desarrumada. Não julguei, nem perguntei nada. Afinal, eu tinha acabado de beijar o filho dele, quem era eu pra falar?


— E aí? — O Alysson levantou a cabeça, com um sorriso fácil. — Estava com o meu filho?
— Estava — respondi, sem rodeios.
— E como ele está?
— Bem. Animado. Falando da faculdade.
— Que bom.
Conversamos algumas amenidades, o jantar do dia anterior, a obra, a data da inauguração. Depois, tomei coragem e falei:
— O Bernardo me convidou pra passar o fim de semana em Natal. Na casa dele.
O Alysson levantou uma sobrancelha, mas não disse nada de imediato.
— Seria uma boa — falou, depois de pensar. — Se você quiser, claro. E o Caio também. — Ele olhou pro Caio, que arregalou os olhos. — Vocês trabalharam muito esses dias. Eu dou essa folga. Podem ficar no hotel, aproveitar a cidade. Na segunda vocês voltam pra Caicó.
— Sério? — o Caio perguntou, já se levantando, quase pulando da cama.
— Sério. — O Alysson riu, vestindo a camisa. — Agora, se me dão licença, eu tenho um jantar com um fornecedor.


Ele pegou a chave do carro, deu um beijo rápido na testa do Caio e outro, mais demorado, no canto da minha boca, e saiu, fechando a porta atrás de si. O quarto ficou em silêncio. O Caio me olhou, eu olhei de volta, e nós dois caímos na gargalhada. Peguei o celular e mandei mensagem pro Bernardo:
“Vou ficar. Mas o Caio vai ficar também.”
A resposta veio em segundos:
“Que bom! Então vamos sair amnhã à noite. Tem uma balada gay aqui que eu queria te levar. Pode chamar o Caio. Tá tudo bem, de verdade.”
Contei pro Caio, e ele pulou da cama de novo.
— Uma balada gay? Em Natal? — Ele me segurou pelos ombros, os olhos brilhando. — Rafael, eu nunca fui numa balada gay na vida! Em Caicó o máximo que a gente tem é a RG!
— Então vai ser a primeira.
— Eu preciso de uma roupa. — Ele já ia abrindo a mala, jogando camisa pra tudo quanto é lado. — Preciso de uma roupa urgentemente.
Fiquei olhando pra ele, entre o riso e uma ansiedade que me apertava o estômago. Uma saída entre eu, o Bernardo e o Caio. Meu ex-nada, o ex do meu ex-nada e eu, no meio, tentando segurar as pontas, ou ia dar muito certo. Ou ia dar muito, muito errado.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
[REBOT] ENTRE CAMINHOS E SEGREDOS ~ 18 SEXO A3

Codigo do conto:
274985

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
18/10/2026

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