A sala de estar da minha casa tem uma configuração simples. Há janelas do chão ao teto na parede em frente a porta, com dois conjuntos de cortinas retrateis motorizadas. As cortinas mais próximas da janela eram brancas transparentes, enquanto o segundo conjunto era de cortinas blackout grossas para quando meu pai liga sua TV de telas planas – sim, no plural -. Ele acha que mora num bar esportivo. De frente para as TVs, há três sofás brancos dispostos em formato de ferradura, com uma mesa de centro de vidro e outros móveis típicos de sala de estar. Jenna e eu nos aconchegamos juntos em um dos sofá laterais, enquanto minha mãe se sentava no sofá comprido na frente da TV, o que significava que não conseguíamos vê-la direito, a menos que olhássemos para trás e para os lados.
Não olhamos para ela.
Em vez disso, assistimos ao filme enquanto a mamãe nos observava. Não sei se Jenna percebeu, mas eu sentia os olhos vedes da mamãe com a precisão cirúrgica de uma daquelas espadas laser do filme. Eu me incomodava com os olhos da mamãe , observando e julgando – nos encarando como uma freira de quase quarenta anos ansiosa para desembainhar sua régua e nos dar uma surra. Esse pensamento evocou a imagem de uma freira italiana – porque todos os filmes pornôs de freiras sensuais que eu já vi eram italianos – curvando Jenna sobre uma mesa e dando palmadas na bunda da minha namorada até suas nádegas ficarem vermelhas. Esse era um bom pensamento. Era um pensamento tão bom que meu pau ganhou vida sob a calça jeans, pressionando a bunda de Jenna. Jenna não hesitou em se esfregar no meu pau com minha mãe bem ali!
Será que minha mãe achava que olhar dela iria nos impedir de nos divertir? Em algum momento, quem acredita que está sendo observado acaba enlouquecendo. Então, o que aconteceria com alguém que soubesse que estava sendo observado? Eu não sabia, mas sabia que não deixaria a mamãe me envergonhar ou me intimidar a ponto de me obrigar a uma vida de abstinência. Se ela se intrometer no meu mundo com Jenna, então eu ia deixar ela assistir.
Eu estava com os braços em volta de Jenna, mas enquanto esses pensamentos passavam pela minha cabeça, e ela pressionava o quadril contra o crescente preocupação na minha calça. Levantei minha mão direita – a mão de cima - e a coloquei na lateral da minha namorada e apertei.
Jenna se mexeu, soltando uma risada que tentara conter, e meu pau ficou completamente duro. Enquanto eu pensava “Deixa a mamãe ver”, meu coração acelerou e um arrepio percorreu meus ombros, descendo pelo meus braços até os pulsos e deixando meu interior vibrando com uma energia que queria escapar do meu corpo. Enrolei as pontas dos dedos na lateral de Jenna, acariciando-a, e sem parar, apertei meu pau na bunda dela, sabendo que mamãe estava nos observando.
Será que minha mãe conseguia perceber meus movimentos mínimos?
Empurrei cm mais força contra Jenna, e ela pressionou com mais força contra mim. Com Jenna aconchegada em meus braços, eu conseguia ver o perfil do seu rosto, e quando apertei meu pau em sua bunda, que estava coberta com aquela calça moletom de algodão fofa que as mulheres gostam, os cantos do seus lábios se curvaram em um sorriso largo. Vi um tom rosado em suas bochechas. Conforme seu sorriso se alargava, ela pressionou a bunda com mais força contra mim, dando uma leve roçada no meu membro, que enviou uma onda de eletricidade do meu pau até meus testículos. Tive que conter um gemido, mas contrai as nádegas e empurrei mais força na bunda de Jenna. Minha pele esquentando e o ritmo do meu coração acelerando. O que me mãe ia fazer a respeito se percebesse o que estava acontecendo?
“Estou com frio”, disse Jenna se virando para mim. “Você pode pegar um cobertor?”
“Sim”, eu disse.
Nos sofás da sala, havia um cobertor estendido sobre cada encosto. Peguei o do nosso sofá e o coloquei sobre nós. Achei que ouvi minha mãe fazer algum barulho, mas a risadinha de Jenna enquanto rebolava contra a minha calça apertada me impediu de ter certeza.
E agora mãe?
“Jenna”, disse mamãe em um tom calmo que nos alcançou em linha reta. “Está na hora de você ir para casa.”
Puta merda! Será que fiz essa pergunta em voz alta?
Jenna olhou para minha mãe.
Olhei para minha mãe, mas aquela era a minha casa também. Eu podia discutir sobre algumas coisas, mas não podia dizer a minha mãe o que fazer na própria casa dela.
Tudo bem, Dona Márcia.” Jenna erguei o braço esquerdo, empurrando o coberto para cima de mim e expondo minha frente e a pirâmide lateral que meu pau havia formado na minha calça. Cobri-me enquanto Jenna se levantava, se virava e se inclinava para frente, pressionando seus lábios contra os meus num beijo rápido e quase imperceptível. “Te vejo depois.”
“Agora!”, respondeu minha mãe, irritada.
Os olhos de Jenna se arregalaram, ela endireitou as costas e abaixou a cabeça enquanto caminhava rapidamente pela sala de estar e saia da casa da minha mãe.
“Mãe”, eu disse me sentando. “Que diabos!”
Havia tanta coisa que eu poderia ter dito, mas foi só isso que saiu da minha boca. “Mãe, que diabos!”
“Marcos… ”
“Vai acontecer”, eu disse, com o coração acelerado e um fogo intenso percorrendo minhas veias, avermelhando minhas bochechas.
Eu fiquei de pé, sem me importar que inda estivesse com o pau duro, enquanto o cobertor caia de mim. Os olhos da minha mãe se voltaram para a minha virilha, arregalando-se, e então ela olhou para mim novamente com um estranho olhar desafiador.
“Vamos fazer isso em breve.” eu disse. “Não há nada que você, o Sr. Madeiro, ou o papai possam fazer a respeito. Estou falando sério. E todos terão que conviver com isso.
Sai da sala enquanto minha mãe gritava. “Marcos! Marcos, volte aqui, Marcos!”
Minha expressão mudou de severa para fulminante enquanto eu subia as escadas correndo, acelerando o passo para me afastar da voz da minha mãe. Bati a porta assim que entrei no meu quarto. Depois de um minuto, passei a mão pelo rosto e pelo cabelos, olhei para a porta e depois para a maçaneta, eu deveria voltar. Minha mãe não merecia aquilo. Tudo que ela estava fazendo era se importar comigo. Mas eu não fui, não até mais tarde naquela noite, depois que meu pai entrou no meu quarto para me dizer para me reconciliar com minha mãe, por que entre eu e ele, não havia duvidas de que lado ele ficaria.
Ao sair do meu quarto, ele disse: “Ei, eu também não vou ficar sem sexo por sua causa.”
Balancei a cabeça e ri da naturalidade da sua voz. Respirei fundo, sorri e desci as escadas para fazer as pazes com minha mãe.
*******
Desci as escadas e vi papai deitado no sofá que formava o lado direito da sala em formato de ferradura, enquanto mamãe estava sentada no sofá de trás. Papai estava coberto com um cobertor, com a cabeça no travesseiro e o controle remoto nas mãos. Parecia que eles estavam maratonando alguma série.
Contornei o sofá pela esquerda, na parte de trás do formato de ferradura, e sentei-me só outro lado da minha mãe. Ela olhou para mim e sorriu. Eu retribui o sorriso. Mamãe havia trocado de roupa e estava vestindo um pijama que parecia uma camiseta azul-bebê grande demais com estampa de nuvens. Ela estava sentada, olhando fixamente para a TV e encostada no braço do sofá. Suas longas pernas estavam visíveis do meio da coxa para baixo, graças à luz da TV, emborra não fosse muita luz. Não que eu estivesse prestando atenção. Não de verdade. Eu estava olhando para minha mãe para poder sussurrar “Desculpe”, mas minha mãe era minha mãe, e era impossível não notar a suavidade de seus membros esguios.
Como ela não virava a cabeça para mim, me concentrei no que estava passando na TV, virando na direção dela a cada dois minutos, para ver se conseguia chamar sua atenção. Não consegui. O que foi uma pena já que eu não queria assistir a um programa de TV cheio de legendas só para ser gentil, mas como aquelas malditas legendas mantinham a atenção dela, fiquei sentado, esperando e torcendo para que o episódio terminasse.
Descer as escadas para pedir desculpas por alguma coisa não era uma novidade para mim. Eu ainda estava vestido com minha blusa e calça jeans, o celular no meu bolso. Peguei-o e liguei a tela enquanto me aconchegava no canto do sofá, de frente para minha mãe. Deslizei a tela vezes, e escutei meu pai dizer: “É melhor esse celular estar silencioso”, então abaixei o volume enquanto olhava para ele, mas ele não estava olhando para mim.
Olhei para mamãe que estava me olhando, e sussurrei: “Desculpe”. Ela sorriu, mas seus olhos se voltaram para meu celular e seu sorriso se desfez.
Dei de ombros
O que ela esperava?
Mamãe voltou a olhar a TV, e eu para meu celular, Mandei uma mensagem para Jenna, que não respondeu, mas não tínhamos nada muito interessante para conversar.
Ficamos nos atualizando sobre a nossa situação em tempo real, e depois de suspirar em silêncio, decidi voltar para meu quarto e talvez começar algo mais picante por telefone, foi aí que notei algo diferente em mamãe.
A mão esquerda dela repousava sobre a coxa, logo acima da barra da camisola que ela vestia por cima da camisa de pijama. Seus dedos, que se curvavam e esticava em câmera lenta, havia puxado a barra para cima ao longo da perna, de modo que agora ele ficava entre o meio da coxa e o quadril. Ela continuava coçando a perna e a barra continuava subindo, mas apenas do lado esquerdo, o lado distante da visão do meu pau. Não que ele tivesse notado deitado de costas no lado esquerdo no sofá lateral, com os olhos fixo na legenda que piscava na tela.
Observei o perfil do rosto da minha mãe, vendo-a encarar o nada, e depois olhei pata baixo onde seus dedos continuavam a puxar a barra da camisola para cima. Ela deslizou a mão para a lateral da coxa, seus dedos longos se insinuando sob a barra enquanto as pontas dos dedos deslizavam sobre a pele, e a luz branco-azulada, às vezes cinza-prateada da TV, refletia em seu corpo.
Senti minhas bochechas corarem.
Mamãe respirou fundo, e meus olhos se moveram para cima, percorrendo seu corpo e admirando seus cabelos loiros, tão dourados e brilhantes que, mesmo na penumbra reluziam como um farol.. Meus olhos percorreram seu corpo, fazendo um breve movimento lateral até seus seios, que subiam e desciam com sua respiração profunda. Vi, pela primeira vez, como seu camisolão se moldava a seu corpo. Minhas bochechas ficaram mais quente, quase queimando, e meu coração acelerou enquanto arrepios percorriam meus braços. Abaixo da cintura a temperatura subiu, fazendo meu pau esticar e meu saco se contrair num ritual de pré-excitação que reconheci imediatamente.
Eu agora observava os seios da minha mãe e como sua camisola de algodão deslizava pela parte superior de seus seios, contornando-os e cobrindo seus mamilos, que haviam endurecidos e ficado rígidos algum tempo antes de eu os ver pela primeira vez. E eles estavam rígidos e duros, apontando para cima como dois pequenos nódulos sólidos de borracha que eu não lembrava de ter chupado quando recém-nascido, mas minha mãe afirmava que sim. Que pensamento estranho. A camisola continuava descendo, colando-se à parte inferior arredonda do seus seios, onde se conectavam ao esterno e as laterais do corpo, o tecido descendo reto pelo estômago e sobre as coxas.
Mamãe sempre usou pijamas e camisolas que delineavam seu corpo como se fossem desenhados a sua pele? Eu não sabia, mas não conseguia acreditar que nunca tivesse reparado nesse tipo de roupa para dormir. A cabeça da mamãe se mexeu. Abaixei o olhar para o celular, mas aquele olhar de culpa que cruzava meu rosto se sempre que me sentia mal me atingiu em cheio. Eu sabia que estava lá, aquele olhar de quem foi pego pelos faróis de um carro, um que grita: “EU SOU CULPADO de alguma coisa.
Porra
Mamãe fez um som que parecia um suspiro com um arrepio na espinha. Depois de um segundo olhei para minha mãe novamente. A camisola estava abaixo da sua bunda, deixando o tecido drapeado sobre a coxa em um ângulo. Mamãe se mexeu, primeiro os ombros, e o movimento se estendeu para as costelas e laterais, depois para os quadris. Enquanto coçava a coxa, ainda movendo a barra da camisola, mamãe olhou para meu pai, que estava com os olhos fixo na TV, e então levantou a bunda e coçou rapidamente a nádega, puxando mais a barra e mostrando um pouco da sua bunda pequena e redonda em formato de pera.
Que porra estava acontecendo aqui?
Minha mãe moveu de novo a cabeça enquanto eu ainda pensava na minha pergunta. Ela me viu, e eu a vi. Meu coração batia forte no fundo de peito, como um homem como um homem se apoiando contra uma porta com uma mão enquanto desfere golpes de martelo com a outra. Mamãe sorriu. Foi um sorriso rápido, antes de ela voltar o olhar para a TV. Minha boca secou porque, quando ela sorriu, seus olhos se desviaram para baixo, assim como seu queixo, de um jeito que só poderia estar me dizendo, “De uma olhada”, sem precisar dizer isso em voz alta.
Eu não sou estúpido.
Eu não sou lento.
Mas será que eu estava imaginando isso?
Porque minha mãe faria isso?
Que linda!
Tão linda quanto você.
Essa foi uma pergunta que ela fez, seguida da resposta que eu dei. Eu fiquei olhando para a coxa nua dela, com a barra da camisola levantada agora até a cintura. A luz branco-prateada da TV iluminava a lateral de sua nádega, e meu pau endureceu tão rápido que soltei um gemido.
Os lábios da minha mãe se contraíram um pouco, depois se entreabriram e se fecharam novamente, por um segundo, seu perfil teve aquele olhar de quem foi pega fazendo um malfeito, o mesmo que eu tinha minutos antes, mas logo desapareceu. Eu precisava sair dali. Não disse nada enquanto me virava para frente do sofá, depois me levantei, inclinando-me para a esquerda e me afastando dos meus pais, escondendo o volume pornográfico da minha calça jeans enquanto saia rapidamente da sala, e subia as escadas para meu quarto.
“Boa noite”, eu disse.
Papai murmurou alguma coisa.
Mamãe não disse nada.
Assim que entrei no meu quarto, tirei as calças,mas continuei de cueca. Estava com o celular na mão, as luzes do quarto apagadas, sentado na cama, mandando mensagens para Jenna e pedido para ela me ligar para que eu pudesse ouvir a voz sexy dela.
Antes que ela pudesse responder a mensagem ou ligar, sem que eu soubesse o que ela ia fazer, minha porta se abriu. Dei um pulo. Agarrei o travesseiro à minha direita e o joguei sobre meu pau duro como pedra, o que me fez grunhir. Mamãe tinha enfiado a cabeça para dentro do meu quarto, mas não se deu o trabalho de acender a luz, Coloquei meu celular com a tela voltada para a cama.
“Marcos”, disse minha mãe, “não estou chateada com o que aconteceu mais cedo.” mamãe fez uma pausa, e eu a ouvi respirar fundo. Tente por mim, por uma semana, se abster de ter qualquer envolvimento romântico com Jenna. Tente por uma semana, e talvez você receba um de karma positivo.
“Karma bom?”, perguntei, sem conseguir conter o riso.
“Sim”, sussurrou minha mãe. “Talvez você não vá se envolver com Jenna, mas deve haver algo nesta casa que possa te distrair até que você entenda a responsabilidade que vem com o sexo.”
Uma leveza vibrante percorreu meu corpo, e eu umedeci os lábios, agradecido pela escuridão.
“Tudo bem?” perguntou mamãe.
Precisei respirar fundo antes de dizer: “Tudo bem, mãe”, mas não consegui esconder o tremor na minha voz.
“Boa noite”, ela disse, e completou; “te amo”.
“Eu também te amo”, eu disse enquanto ela fechava a porta.
Olhei para o celular e bastou um segundo para eu decidir que sexo por telefone e videochamadas não se enquadravam na categoria de romance.
Menos de cinco minutos depois, um dos orgasmos mais intensos da minha vida percorreu meu corpo, deixando-me sem peso e sem ossos, com os músculos moles como gelatina, Dormi bem naquela noite.
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Acordei na manhã seguinte mais cedo que o de costume naquele verão, Eu tinha me matado de estudar durante meus três primeiros anos de ensino médio e ia relaxar no último ano, o que significava que este seria meu primeiro verão realmente sem fazer nada da escola por muito tempo. Pensei em voltar a dormir, mas no fim, levantei da cama, vesti meu short de basquete e fui até o banheiro do corredor para terminar de despertar antes de descer.
O andar térreo tem uma planta em formato de U, com a sala de estar à esquerda, seguida pela sala de jantar, depois a cozinha, um corredor que eleva, à escada e à porta da frente. A sala ampla tem um piano, uma mesa de bilhar e um bar, mas eu não passo muito tempo lá.
Entrei na cozinha as sete da manhã. Com a luz do sol iluminando a mesa do café da manhã através das cortinas brancas que cobriam as janelas. Papai ainda estava em casa. Ele só saia por volta das oito da manhã. Mamãe trabalha em casa, usando seus idiomas avançados em educação para criar currículos especializados para escolas particulares, além de vender planos de aulas que abrangiam desde o jardim de infância até a conclusão de ensino médio para professores pela internet. Ela se saia tão bem que o papai costumava brincar sobre se aposentar mais cedo, uns vinte anos antes.
Na cozinha encontrei papai sentado à mesa, lendo o jornal de costas para a janela usando a luminosidade que entrava por ela. Mamãe usava um robe lilás de seda com uma faixa presa em uma única volta, e as metades se encontravam no centro do corpo. Percebi que o robe descia até o meio das coxas – algo que eu não teria notado antes da noite passada. Eu teria visto, mas não reparado.
“Bom dia”, disse mamãe, dando-me um sorriso, e mesmo sem maquiagem nas bochechas e batom nos lábios, ela continuava linda.
O jornal do papai fez aquele barulho crocante e seco quando ele o abaixou o suficiente para me olhar. “Você acordou cedo.”
“Bom dia”, dei de ombros e olhei ao redor da cozinha e da copa enquanto papai levantava o jornal. “Acabei de acordar.”
“Sente-se”, disse mamãe. “Vou preparar o café da manhã para você.”
“Cereal está ótimo”, eu disse enquanto me sentava.
“Eu disse que ia preparar o café da manhã para você”, ela repetiu com um olhar insistente.
Sentei-me na ponta da mesa, à esquerda do meu pai. À minha esquerda ficava a ilha da cozinha e minha mãe, que preparava algo com cheiro de rabanada, de costas para mim com a pare inferior do corpo oculto atrás da ilha.
Desviei o olha dela, pensando: “A noite passada foi estranha.”
Quando mamãe se virou do fogão, colocou meu prato na bancada da cozinha e pegou uma xícara com café expresso e um bule com leite. Olhei para ela, mas ela olhou para meu pai e, ao fazer isso, pareceu se perder em pensamentos.
Seus olhos nunca se voltaram para mim. Ela segurou o bule na mão direita enquanto o braço esquerdo subia e seus dedos deslizaram entre as lapelas do roupão. Seguiram-se movimento de fricção, quase carícias, e, ao retirar os dedos do roupão, ela prendeu a lapela, abrindo-a para a esquerda. Tive que conter a saliva ao perceber a parte dourada do seio esquerdo dela.
Puta merda.
Mamãe não tinha olhado para mim. Ela encarava o jornal do papai e, em seguida abaixou o olhar o suficiente para despejar o leite do bule no meu expresso antes de levantar a cabeça e olhar para o papai mais uma vez. Ela pousou o bule na mesa, depois levou a mão direita até o peito e deslizou os dedos para baixo da lapela esquerdam acariciando a parte superior do seio esquerdo com a palma da mão na borda externa.
Puta merda de novo.
Observei em silêncio enquanto seu seio se movia, não muito, nem mesmo um leve balanço, apenas para frente e para trás com os movimento de seus dedos. Sua mão se afastou, e seus dedos se enrolaram na lapela direita, e ela abriu aquele lado, criando um estreito V no centro do decote. Mamãe balançou a cabeça como se estivesse se livrando de quaisquer pensamentos que estivessem passando por sua mente, então pegou meu prato, contornou a ilha e veio em minha direção com uma nova abertura em seu robe que eu me esforcei para não encarar – mas não era justamente esse o objetivo?
Isso não foi imaginação minha
Mamãe estava se exibindo para min.
Puta que pariu!
Papai lia o jornal e eu comia, lançando olhares para mamãe sempre que possível, sem virar a cabeça pra encará-la. Talvez eu devesse olhar, mas ela ainda era a minha mãe e eu ainda tinha uma namorada. Apesar do calor que percorria meu coração e minha pele, deixando-a vermelha pelas boas intenções da minha mãe, um cantinho de minha mente queria se encolher e fechar os olhos. Eu podia ouvi-lo repetindo: “Isso é estranho. Isto está errado. Isso é estranho. Isso está errado”. Por sorte, o volume do refrão foi diminuído com tempo, como se alguém estivesse abaixando o volume de um aparelho de com uma rotação lenta, porém contínua, do botão.




