Geraldo e o cavalo

Geraldo tinha quarenta anos. O corpo era o de um peão de fazenda que trabalhava desde os quinze: ombros largos, braços grossos e queimados de sol, mãos calejadas, barriga ainda firme apesar da cerveja dos fins de semana. O cabelo preto já começava a rarear na testa, a barba por fazer de três dias, e os olhos cansados de quem acordava antes do sol. Morava sozinho num quarto nos fundos da sede, longe da casa grande. A fazenda era grande, o gado muito, mas o que mais ocupava o tempo dele era o cavalo.
O animal se chamava Trovão. Um garanhão preto de quase seiscentos quilos, alazão forte, pescoço grosso, crina longa e o membro que, quando excitado, era uma coisa que Geraldo nunca conseguia parar de olhar. Desde que chegara na fazenda, três anos atrás, lavar o cavalo era a tarefa que ele mais demorava. Os outros peões riam, diziam que ele tinha carinho demais pela besta. Geraldo só sorria e continuava.
Era uma tarde quente de quarta-feira. O sol batia forte no curral. Geraldo encheu o balde, pegou a escova e a esponja e levou Trovão para fora. O animal estava calmo, mastigando o freio, a cauda balançando de vez em quando. Geraldo tirou a camisa, ficou só de calça e botina, o peito suado brilhando. Começou a molhar o corpo do cavalo com a mangueira, a água escorrendo pelo pelo preto, revelando os músculos. Depois passou a esponja com sabão, esfregando o pescoço, o peito, as ancas. As mãos grandes desciam devagar, demorando mais do que o necessário nas partes baixas.
Quando chegou perto da barriga, o membro do cavalo já começava a aparecer. Primeiro a bainha se abriu um pouco, a cabeça rosada saindo. Geraldo sentiu o peito apertar. Olhou em volta. Ninguém. O curral estava vazio. Os outros peões estavam no pasto distante. O coração dele bateu mais forte.
Ele continuou lavando, mas agora os dedos tocavam de propósito. Passou a mão molhada pela bainha, apertou de leve. Trovão resfolegou, moveu as patas traseiras. O membro começou a sair de verdade: grosso, longo, a pele escura e brilhante, as veias saltadas, a cabeça larga e rosada. Geraldo engoliu seco. Já tinha visto aquilo dezenas de vezes, mas nunca tinha tocado de propósito.
A mão direita desceu. Ele envolveu o pau do cavalo com os dedos calejados. Era quente, pesado, quase do tamanho do antebraço dele. Começou a masturbar devagar, subindo e descendo a pele, sentindo a grossura. Trovão resmungou baixo, a cauda levantando. Geraldo apertou mais, acelerou o movimento. A mão fazia barulho molhado com a água e o sabão. O pau do cavalo foi inchando ainda mais, ficando rígido, a cabeça latejando. Uma gota de líquido transparente escorreu. Geraldo passou o polegar por ela, espalhou.
Ficou ali por longos minutos, masturbando o animal com as duas mãos agora, uma na base, outra subindo e descendo. O peito dele subia e descia rápido. O próprio pau estava duro dentro da calça, apertado, doendo. Ele olhava para o membro enorme, imaginando. Imaginando a grossura abrindo alguma coisa. Imaginando o peso. Imaginando o calor.
Quando Trovão deu uma sacudida forte e jorrou, a porra veio em jatos espessos e brancos, caindo no chão em quantidade absurda. Geraldo continuou apertando, tirando tudo, a mão coberta do líquido quente e viscoso. O cheiro era forte, animal. Ele olhou para a própria mão, depois para o pau ainda semi-duro do cavalo, e sentiu a boca encher de saliva.
Não aguentou.
Ajoelhou-se na terra molhada. Segurou o membro pesado com as duas mãos e aproximou o rosto. A língua saiu primeiro, lambendo a cabeça ainda úmida de porra. O gosto era salgado, amargo, diferente de qualquer coisa que ele já tivesse colocado na boca. Labeu de novo, mais devagar, sentindo a textura quente. Depois abriu a boca o máximo que conseguiu e engoliu a cabeça. A grossura esticou os lábios, a mandíbula doeu. Empurrou mais um pouco, sentindo o peso na língua, o cheiro forte subindo pelo nariz. Chupou devagar, a cabeça subindo e descendo, a saliva escorrendo pelo queixo e pingando no pelo do cavalo. As mãos continuavam masturbando a base, apertando, puxando.
Trovão resfolegava alto, as patas batendo no chão. Geraldo engasgou quando tentou engolir mais, lágrimas escorrendo, mas não parou. Continuou chupando, lambendo, masturbando, o próprio pau latejando dentro da calça. Ficou ali até o joelho doer, até a mandíbula travar, até o cavalo gozar de novo, desta vez direto na boca e no rosto dele. A porra escorreu pelo queixo, pelo pescoço, molhou a peitaria. Geraldo engoliu o que conseguiu, o resto escorrendo. Levantou-se tonto, limpou a boca com o braço, olhou em volta de novo. Ninguém. O coração batia tão forte que ele quase ouvia.
Lavou o cavalo o mais rápido que pôde, guardou o material e foi para o quarto. Trancou a porta. Tirou a calça. O pau estava duro, vermelho, pré-gozo escorrendo. Masturbou-se com a mão ainda cheirando a cavalo, os olhos fechados, lembrando da grossura, do gosto, do peso. Gozo rápido, forte, manchando o chão de madeira. Depois ficou sentado na beira da cama, ofegante, a vergonha e a excitação se misturando num nó apertado no peito.
À noite não conseguiu dormir.
Às duas da manhã levantou. Pegou a lanterna, a bisnaga de lubrificante que tinha comprado na cidade semanas atrás e saiu em silêncio. O curral estava escuro, só o barulho dos animais. Trovão estava de pé, dormindo leve. Geraldo se aproximou, acariciou o pescoço, falou baixo. O cavalo reconheceu o cheiro e ficou quieto.
Ele acendeu a lanterna só o suficiente. Abriu a cerca do boxe, entrou. O membro do cavalo já estava semi-duro só com o cheiro e o toque. Geraldo se ajoelhou de novo, chupou por alguns minutos, molhando, preparando, a mandíbula doendo de tanto forçar. Depois se levantou, tirou a calça e a cueca, ficou só de camisa aberta. O ar da madrugada era frio na pele nua.
Não dava para ficar de quatro. Um homem de quarenta anos, com a altura e o peso dele, não conseguia se posicionar de um jeito que um garanhão daquele tamanho montasse como fazia com uma égua. Trovão era alto demais, pesado demais. Geraldo precisava de algo que desse estabilidade. Empurrou um banquinho baixo de madeira até a parede do boxe, encostou as costas nela e se inclinou para frente, pernas bem abertas, joelhos semi-flexionados, o tronco quase paralelo ao chão, as mãos apoiadas firmes na madeira da parede. A posição era desajeitada, o corpo inteiro tenso, mas era a única que permitia que o animal se aproximasse por trás sem esmagá-lo.
Abriu a bisnaga com a mão trêmula. Passou bastante lubrificante nos próprios dedos e enfiou um no cu. A dor foi seca, aguda. Respirou fundo, empurrou o segundo dedo, depois o terceiro, torcendo, abrindo, sentindo o anel ceder à força. O lubrificante escorria pela coxa. Passou o resto no pau do cavalo, que agora estava completamente rígido, enorme, latejando, a cabeça larguíssima brilhando.
Segurou a base com a mão esquerda e guiou a cabeça até o próprio cu. A pressão foi imediata e absurda. Aquele monstro não era feito para um corpo humano. A cabeça larga empurrou o anel apertado. A dor explodiu, quente, dilatando demais, demais, demais. Geraldo mordeu o próprio antebraço com força para não gritar. Empurrou o quadril para trás centímetro por centímetro. A pele esticou até o limite, o ardor se espalhou pelo ânus e subiu pela coluna como fogo. A cabeça finalmente passou. O alívio durou menos de um segundo. Logo veio o comprimento.
Trovão, por instinto, avançou. O peso do animal empurrou o pau mais para dentro. Geraldo sentiu as paredes internas se abrindo de forma brutal, o intestino sendo invadido por algo que não cabia. A dor era profunda, visceral, como se as entranhas estivessem sendo forçadas a acomodar um tronco. Lágrimas escorriam sem controle. O corpo inteiro tremia. Ele segurava a parede com os nós dos dedos brancos, as pernas quase cedendo.
O cavalo começou a se mover. Não eram estocadas longas e rítmicas de um homem. Eram empurrões curtos, pesados, impulsionados pelo peso de quase seiscentos quilos. Cada movimento cravava mais alguns centímetros. Geraldo sentia o monstro rasgando caminho, o lubrificante ajudando pouco contra a grossura absurda. O cu ardia como se estivesse em chamas. O interior latejava, dilatado além do que qualquer músculo humano deveria suportar. A cada empurrão ele via estrelas, o ar saindo dos pulmões em gemidos abafados e agônicos.
A sensação era de estar sendo aberto por dentro de forma irreversível. O pau do cavalo preenchia tudo, pressionava órgãos, fazia o ventre de Geraldo parecer inchado por dentro. A dor não diminuía. Ela só mudava de forma: de aguda e cortante para uma pressão constante e profunda que fazia o estômago revirar. Ele sentia cada veia, cada contorno daquele membro monstruoso deslizando nas paredes internas dilatadas. O corpo tentava rejeitar, o ânus se contraindo em volta da invasão, mas isso só aumentava o ardor.
Trovão acelerou os movimentos, impulsionado pelo instinto. Os empurrões ficaram mais fortes. Geraldo sentiu o momento em que o animal estava perto do ápice. O pau inchou ainda mais dentro dele, esticando o que já não tinha mais como esticar. A dor atingiu um pico branco, quase desmaio. Depois veio o gozo: jatos quentes e espessos inundando o intestino em quantidade absurda. A pressão interna aumentou, a porra preenchendo espaços que não existiam, escorrendo para fora pelas laterais do pau apesar do aperto. O cavalo continuou empurrando enquanto ejaculava, forçando ainda mais líquido para dentro.
Quando finalmente recuou e o membro saiu, o cu de Geraldo ficou aberto de um jeito grotesco, pulsando, incapaz de se fechar. A porra branca escorreu em fios grossos e constantes pela virilha, pelas bolas e pela parte interna das coxas. A dor não parou com a saída. O buraco ardiam, latejava, queimava como se ainda estivesse sendo invadido. Geraldo escorregou pela parede até ficar sentado no chão de terra, as pernas abertas, o corpo inteiro tremendo, a respiração curta e ofegante. Cada contração muscular mandava uma nova onda de dor pelas entranhas.
Ele ficou ali longos minutos, o cu destruído, a porra escorrendo sem parar, a mente em branco de agonia. O cheiro de sexo animal e lubrificante misturado com terra molhada enchia o boxe. Quando finalmente conseguiu se levantar, as pernas bambas, limpou o que pôde com a camisa, vestiu a calça com dificuldade e saiu cambaleando.
No quarto, trancou a porta. Deitou de lado na cama estreita, porque de barriga para baixo a pressão no cu era insuportável. O buraco ainda latejava, aberto, cheio, a dor profunda e constante lembrando a cada segundo o tamanho do monstro que tivera dentro das entranhas. Fechou os olhos. A imagem do pau entrando, a dilatação impossível, a pressão visceral… tudo girava na cabeça misturado à vergonha e a um desejo sujo que ele odiava sentir.
No dia seguinte ele lavou Trovão de novo. E demorou ainda mais. O corpo inteiro doía. Especialmente por dentro.

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Ficha do conto

Foto Perfil thiagop
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Nome do conto:
Geraldo e o cavalo

Codigo do conto:
268263

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
26/07/2026

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