Rubens era magro. Ombros estreitos demais, peito quase sem relevo, um rosto comum que se perdia em qualquer espelho. No banheiro do bar ele se olhava e a mesma frase batia na cabeça: ninguém te quer de verdade. Mesmo assim voltava. Semana após semana. O bar de cruising no centro, luz vermelha, cheiro denso de suor masculino, cigarro e sexo antigo impregnado nas paredes. Tinha o darkroom, que voltqve meia ele chupava quem estivesse lá com o pau pra fora, mas também a sala de vídeo: telas enormes vomitando pornô sem parar, iluminação baixa e amarelada que não escondia nada, e no centro o sofá gigante de couro rachado, largo o bastante para três corpos. Aquela noite ele entrou na sala quase sem perceber. Sentou-se na ponta do sofá. As imagens nas telas mostravam um homem grosso arrombando outro até fazer o cu virar uma boca aberta e molhada. O som dos gemidos vazava dos alto-falantes, molhado, falso, constante. Rubens apertou a garrafa entre os dedos finos. O peito subia rápido demais. Estava prestes a se levantar quando uma sombra grande cortou a luz. A mão que o agarrou pelo braço era quente, pesada, áspera nas pontas dos dedos. O homem que o puxou tinha ombros largos que bloqueavam a visão das telas, peito peludo abrindo a camiseta, braços grossos com veias saltadas e um rosto bonito de quem nunca precisou pedir licença. O cheiro dele chegou primeiro: suor limpo, sabonete barato e algo mais pesado, animal, que fez o estômago de Rubens revirar de nervoso. Sem uma palavra, o homem empurrou Rubens para o meio do sofá. O couro rangeu alto sob o impacto. A luz amarelada das telas caiu direto no corpo magro: cada costela visível, a pele clara já começando a corar no peito, o volume tímido dentro da calça. O gostoso abriu o cinto com um estalo seco. O som fez Rubens engolir em seco. A rola que saiu era grossa, pesada, a pele puxada para trás, a cabeça inchada e brilhante de pré-porra. O cheiro forte e salgado subiu imediatamente. O homem segurou o queixo de Rubens com uma mão grande e empurrou a glande quente contra os lábios finos. — Abre. A boca cedeu. O gosto bateu primeiro: salgado, levemente amargo, quente. A cabeça grossa forçou a passagem e a língua de Rubens foi empurrada para baixo. O homem não esperou. As duas mãos grandes seguraram a cabeça magra e a rola desceu fundo de uma vez só. Rubens engasgou. O reflexo fez a garganta se fechar em volta da carne, apertando, pulsando. Lágrimas queimaram os olhos no mesmo segundo. A saliva jorrou pelos cantos da boca, escorreu pelo queixo em fios quentes, pingou no peito fino. O homem puxou só o suficiente para deixar Rubens sugar um gole de ar — um chiado desesperado, molhado — e voltou a foder a boca com estocadas longas e profundas. Cada vez que a cabeça batia no fundo da garganta, um som úmido e engasgado ecoava. O gosto ficava mais forte. O cheiro de sexo subia pelo nariz de Rubens, misturado com o suor do homem. O gostoso cuspiu. O cuspe quente e viscoso caiu direto na língua. Rubens engoliu porque a rola ainda ocupava a boca. Outra estocada. Outra. A saliva já fazia uma linha brilhante e pegajosa do queixo até o umbigo. O homem puxou o cabelo de Rubens para trás, forçando o pescoço a arquear, e segurou a rola só com a cabeça dentro da boca aberta. — Olha pra mim enquanto engole, vadia. Rubens obedeceu. Os olhos marejados, a boca vermelha e esticada, a respiração saindo em chiados curtos. O homem sorriu de lado e empurrou de novo, mais fundo, até o nariz de Rubens se esmagar contra o osso pélvico coberto de pelos. Ficou ali. A garganta de Rubens se debateu em volta da carne grossa, tentando engolir, tentando respirar. Só então o homem puxou para fora. Um fio grosso de saliva e pré-porra esticou entre a boca de Rubens e a cabeça da rola, brilhando na luz das telas, antes de se romper e cair no peito magro. Sem dar tempo, o homem puxou a calça de Rubens para baixo de uma só vez. O ar da sala tocou a pele descoberta. O corpo magro ficou exposto sob a luz: coxas finas que tremiam, bunda pequena e pálida, o cu rosado e apertado entre as nádegas. O homem cuspiu na própria mão — o som molhado e grosso — e passou dois dedos grossos entre as nádegas. O contato foi frio e quente ao mesmo tempo. Os dedos pressionaram, rodaram, e entraram. Rubens soltou um gemido alto, o corpo inteiro se contraindo. Os dedos abriram, esticaram, curvaram. O ardor era preciso, localizado, e ainda assim fazia as pernas tremerem. Depois saíram, deixando o cu latejando e aberto. A rola veio no lugar. A cabeça grossa pressionou o anel de músculo. Pressionou mais. A resistência cedeu com um ardor quente e agudo que subiu pela espinha de Rubens como um fio elétrico descascado. Ele gritou. O som saiu rouco, quebrado, alto demais. O homem não parou. Empurrou centímetro por centímetro, abrindo o cu magro com força constante e impiedosa. Rubens sentiu cada veia saltada, cada polegada de calor, o peso absurdo da carne grossa preenchendo-o por completo até o saco bater contra a pele. O ardor virou queimação. A queimação virou uma pressão profunda que fazia as coxas tremerem sem controle. O sofá rangeu sob o esforço. — Porra… que cu apertado de vadia. O homem puxou quase até a cabeça sair — Rubens sentiu o vazio súbito, o ardor pulsando — e meteu de novo, fundo, seco. O impacto fez o corpo magro balançar para frente. Cada estocada produzia um som molhado e pesado de pele batendo em pele. A luz das telas mostrava tudo em detalhes cruéis: a rola grossa sumindo e reaparecendo, o cu se abrindo em volta dela, a pele das nádegas ficando vermelha e brilhante de suor. Rubens cravava os dedos no couro rachado do sofá, as unhas brancas de força. A boca ficava aberta. Cada investida batia num ponto dentro dele que fazia a visão embassar por um segundo e o pau magro escorrer sem ser tocado. O prazer vinha misturado com a dor numa onda quente que subia pela barriga e descia pelas coxas, fazendo os músculos internos se contraírem em volta da rola. O homem cuspiu de novo. Desta vez o cuspe caiu na boca aberta de Rubens enquanto o corpo dele era fudido. Ele engoliu, engasgou, gemeu alto. O gostoso puxou o cabelo dele para trás, forçando o peito fino a arquear, e acelerou. As estocadas ficaram mais curtas, mais brutais, o saco batendo seco contra a pele. O som encheu a sala. Rubens sentia o cu arder de forma constante, sentia a rola grossa esfregando as paredes internas com atrito quente e molhado, sentia o cheiro de sexo subir mais forte a cada estocada. Cada gemido que saía da sua boca era mais alto, mais rouco, mais perdido. Gente se aproximou. Silhuetas na luz amarelada. Alguém riu baixo, o som rouco. Outro homem tirou o pau e passou a cabeça já molhada nos lábios de Rubens. O gosto era diferente, mais amargo, mais forte. Rubens abriu a boca sem pensar. A rola entrou enquanto a outra continuava arrombando seu cu. Depois veio outra. Mãos diferentes seguravam sua cabeça, apertavam seus mamilos finos até doer, batiam na bunda com a mão aberta — o estalo ecoava, a pele queimava. Rubens gemia em volta dos paus, a saliva escorrendo em fios longos e viscosos, o cu esticado e molhado, o corpo magro inteiro exposto sob a luz como se estivesse num set de filme. O cheiro de porra, suor e cuspe era tão denso que ele sentia o gosto no fundo da garganta mesmo quando não tinha pau na boca. Ele sentia tudo. O ardor constante e pulsátil no cu. O peso e o gosto salgado na língua. O cheiro animal de sexo puro. O calor das mãos que o seguravam com força demais. A vergonha queimando as bochechas misturada com um prazer sujo e avassalador que fazia o pau magro latejar e escorrer sem parar. Cada estocada funda mandava um choque pela espinha. Cada vez que alguém cuspia na boca dele e ele engolia, o estômago revirava de excitação. Ele era o centro. O corpo comum, o peito fino, o cu apertado — tudo estava sendo usado, olhado, filmado. E pela primeira vez Rubens não queria sumir. Queria mais. Queria sentir o cu arder mais. Queria a boca cheia. Queria o gosto. Queria o peso. O homem que o fodia aumentou o ritmo até o sofá ranger alto e constante. As mãos grandes quase cercavam a cintura inteira de Rubens, os dedos cravados na carne fina. As estocadas ficaram descontroladas, profundas, brutais. Rubens gritou quando sentiu a rola latejar e engrossar dentro dele. O gostoso gozou fundo. Os jatos quentes bateram nas paredes internas, enchendo, escorrendo pelas bolas enquanto ele ainda metia, espalhando a porra com movimentos curtos e possessivos. O excesso escorreu pela coxa de Rubens, quente, pegajoso, escorrendo devagar até o joelho. Mesmo assim não pararam. Outro homem tomou o lugar. A rola era um pouco mais fina, mas mais longa, e entrou fácil no cu já aberto, escorrendo e latejando. Rubens gemeu alto, a cabeça caindo para frente, o suor escorrendo pelo pescoço fino. Alguém puxou o cabelo dele e enfiou outro pau na boca. Ele chupou, engasgou, sentiu o cu ser fudido de novo enquanto a saliva pingava no sofá em fios longos. O prazer agora era constante, sujo, avassalador. Cada nervo do corpo magro parecia exposto. O cu latejava, aberto, molhado, sensível demais a cada movimento. A boca ardia. O peito subia e descia rápido demais. Ele gemia sem conseguir parar, o som abafado pelos paus, o corpo inteiro tremendo a cada estocada funda. Quando finalmente o último homem gozou — desta vez no peito fino de Rubens, jatos brancos e quentes contrastando com a pele clara, escorrendo pelas costelas — o silêncio pesado da sala só era quebrado pela respiração ofegante e pelos gemidos artificiais que ainda vazavam das telas. Rubens ficou de quatro no sofá enorme por longos segundos. O cu escorria. A boca estava inchada, vermelha e brilhante de saliva e porra. O peito e a barriga sujos, a pele brilhando de suor. A luz das telas ainda batia nele, mostrando tudo sem piedade. Alguém passou a mão pela bunda dele, apertou a carne fina, sentiu o cu entreaberto e riu baixo. Outro filmou mais um pouco, o celular perto demais. Ele não se escondeu. Quando se levantou, as pernas tremeram com violência. No banheiro, sob a luz fria e branca, o espelho mostrou a boca vermelha e inchada, as marcas dos dedos na cintura fina já roxeando, o cu ainda entreaberto e brilhante, o peito sujo de porra seca. Rubens passou a língua pelo lábio inferior, sentindo o gosto que ainda estava lá — salgado, amargo, quente — e pela primeira vez em muito tempo o peito magro não parecia tão vazio. Naquela noite, sob a luz da sala de vídeo, no sofá gigante, o corpo comum tinha sido desejado até doer. E ele ainda sentia cada centímetro: o ardor pulsátil no cu, o gosto na boca, o cheiro na pele, o peso fantasma das mãos. Tudo ainda latejava.
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