Rivaldo saiu da quadra com a areia ainda presa nas canelas e uma pressão estranha no peito. A torcida se dispersava, o barulho ia morrendo, mas o silêncio que sobrava era pior. Cláudio caminhava alguns metros à frente, a bunda pesada balançando sob a sunga preta, as coxas se esfregando a cada passo. Rivaldo acelerou e segurou o braço gordo. Os dedos afundaram na carne macia. Cláudio parou. Virou o rosto. Os olhos semicerrados, o sorriso pequeno ainda colado nos lábios. Rivaldo sentiu o nojo primeiro. Depois veio o resto: o calor na garganta, o pau latejando dentro da própria sunga, uma raiva suja que não sabia se era contra o gordo ou contra si mesmo. — Vem comigo. A voz saiu baixa, quase sem ar. Não era um pedido. Cláudio não perguntou para onde. Não hesitou. Só acompanhou, como se já esperasse. Eles atravessaram a rua lateral em silêncio. O bar fechado, a calçada rachada, o prédio antigo de três andares. A escada era estreita. Rivaldo subia na frente, ouvindo a respiração ofegante de Cláudio atrás dele. Cada degrau aumentava a pressão no peito. Ele pensava em parar, em mandar o gordo embora, em fingir que o que acontecera na quadra não passara de um deslize. Mas a mão já estava na chave quando chegaram ao segundo andar. Abriu a porta, empurrou Cláudio para dentro e trancou. O quarto era pequeno, quente, o ventilador barulhento girando no teto. A cama de solteiro desfeita, o abajur fraco. O cheiro de mofo se misturou ao suor dos dois. Cláudio ficou parado no meio do chão, a sunga ainda molhada, a barriga caindo por cima do elástico. Rivaldo ficou olhando. O peito dele subia e descia rápido demais. O nojo estava vivo: a forma como a carne se espalhava, o volume sumido sob a banha, o suor nas dobras. Tudo isso ainda o deixava duro. E o fato de ficar duro por causa daquilo o deixava furioso. Ele deu um passo e segurou o queixo de Cláudio. Os dedos afundaram. — Fala teu nome. — Cláudio. A voz saiu fina. Rivaldo sentiu o pau latejar com força. O nome era comum demais, quase ridículo naquela boca. Ele empurrou Cláudio contra a parede. A barriga mole amorteceu o impacto. O sorriso pequeno ainda estava lá, mesmo com o rosto pressionado. Aquilo irritou Rivaldo mais do que qualquer resistência. Ele puxou a sunga preta para baixo. A bunda saltou livre. O pau pequeno sumiu sob a dobrada da barriga. Rivaldo tirou a própria sunga. O pau grosso bateu contra a banha quente. Ele olhou para baixo e sentiu o nojo e o tesão se misturarem de uma vez, impossíveis de separar. A raiva veio junto. — De joelhos. Cláudio desceu. As coxas tremiam. Rivaldo segurou o cabelo ralo e empurrou a cabeça para frente. O pau entrou na boca aberta até o fundo. A garganta cedeu. Cláudio engasgou, os olhos marejando. Rivaldo não deu tempo. Começou a foder a boca com estocadas curtas e profundas. Cada movimento era um teste. Ele observava o rosto de Cláudio, o jeito como as lágrimas nasciam, o som abafado que vibrava no pau. O nojo vinha a cada engasgo. O prazer vinha junto. E a cada segundo Rivaldo se odiava um pouco mais por não conseguir parar. Cláudio engasgou com violência. O corpo tremeu. Rivaldo sentiu o estômago rejeitar. Não tirou o pau. Continuou empurrando enquanto o vômito subia. O líquido quente escorreu ao redor do pau, pelo queixo, pingou no peito e no chão. O cheiro ficou forte. Rivaldo gemeu baixo, o pau latejando dentro daquela sujeira. Olhou para baixo e viu o sorriso tentar voltar mesmo sob as lágrimas e o vômito. Aquilo o deixou mais duro e mais irritado. Ele puxou o pau para fora. Cláudio cuspiu o resto, tossindo. Rivaldo esfregou o pau sujo na cara dele, manchando a pele, e observou a reação. Cláudio não desviou o olhar. O sorriso pequeno estava lá de novo, frágil, teimoso. Rivaldo sentiu a tensão no peito apertar. Agarrou Cláudio pelos braços e o jogou de quatro na cama. O colchão afundou. A bunda subiu. O cu apareceu, rosado, brilhando de suor. Rivaldo cuspiu na mão e enfiou dois dedos de uma vez. Cláudio gritou. Rivaldo sentiu a pressão aumentar. Cada som fino alimentava a raiva e o desejo ao mesmo tempo. Ele não sabia mais qual dos dois o controlava. Tirou os dedos e posicionou o pau. Empurrou. O anel resistiu. Rivaldo forçou. A cabeça entrou. Cláudio soltou um grito mais alto. Rivaldo segurou a cintura gorda e empurrou o resto. O pau sumiu. O saco bateu. Ele começou a foder. Estocadas longas, pesadas. A bunda tremia. A carne ondulava. Rivaldo olhava para baixo e via tudo, e o nojo não diminuía. Só crescia junto com o prazer. A cada estocada ele se perguntava por que ainda estava ali. E a cada estocada o corpo respondia antes da cabeça. A raiva veio. Ele levantou a mão e bateu na bunda direita com a palma aberta. O impacto ecoou. A pele ficou vermelha. Cláudio gritou. Rivaldo bateu de novo, mais forte. Depois na esquerda. Cada tapa era deliberado. Ele observava a marca nascer, a forma como o corpo de Cláudio se contraía, o cu apertando o pau a cada golpe. A tensão psicológica era quase física. Rivaldo sentia o controle se solidificar a cada marca vermelha. E ao mesmo tempo odiava o quanto precisava daquilo. Puxou o cabelo de Cláudio e forçou a cabeça para trás. — Continua chorando. Cláudio chorava. Os soluços saíam altos, quebrados. Rivaldo fodia e batia. A mão descia na bunda, nas coxas, nas laterais da barriga. Cada tapa deixava a carne mais quente. O som era molhado. Rivaldo sentia o próprio peito apertar a cada grito. Queria parar. Queria continuar. Os dois impulsos se anulavam e se alimentavam ao mesmo tempo. Tirou o pau. O cu ficou aberto, pulsando. Virou Cláudio de costas. A barriga se espalhou. As pernas se abriram. Rivaldo se ajoelhou entre elas, segurou os tornozelos e empurrou as pernas para cima, dobrando-as até os joelhos quase tocarem o peito. A bunda ficou exposta. Ele enfiou o pau de novo e fodeu com força. A cada estocada, soltava uma perna e batia na coxa interna. A pele ia ficando vermelha. Cláudio chorava sem fôlego. Rivaldo observava o rosto dele — os olhos marejados, o sorriso tentando voltar mesmo sob as lágrimas. Aquilo o deixava mais duro e mais irritado. O sorriso era pior que qualquer pedido de clemência. Soltou as pernas, puxou Cláudio para a beira da cama e o virou de lado. Segurou uma perna levantada e enfiou o pau. Fodeu de lado. Com a mão livre, bateu na bunda exposta, na lateral da coxa, na barriga. Cada tapa fazia o corpo tremer. O cu se apertava. Rivaldo sentia a tensão subir pelo peito, pela garganta. O nojo e o prazer eram a mesma coisa agora. Puxou Cláudio de quatro outra vez. Enfiou fundo e fodeu com violência. Agora batia com as duas mãos, alternando nas nádegas. A pele estava vermelha, quente, marcada. Cláudio soluçava, a voz já rouca. Rivaldo olhava para o corpo sob ele e sentia o controle absoluto. E odiava o quanto aquilo o satisfazia. A raiva e o desejo tinham se fundido tanto que ele já não conseguia distinguir um do outro. O orgasmo veio pesado. Rivaldo tirou o pau, virou Cláudio de costas, subiu no peito dele e enfiou o pau na boca. Fodeu a garganta enquanto segurava o cabelo. Cláudio engasgava. Rivaldo tirou o pau, desceu, abriu as pernas de Cláudio o máximo que conseguiu e enfiou no cu de uma vez. Fodeu fundo, olhando o rosto destruído. Bateu no rosto de Cláudio com a mão aberta, uma vez, duas. A bochecha ficou vermelha. Cláudio chorou mais alto. Rivaldo segurou o pescoço gordo e apertou só o suficiente para o ar ficar curto enquanto continuava. Gozeu. O esperma saiu quente, grosso, enchendo o cu. Rivaldo empurrou até o fim, o corpo tremendo. O prazer veio misturado com uma onda de nojo tão forte que quase o fez recuar. Cláudio soluçava sob ele, o cu se contraindo. Rivaldo tirou o pau. O esperma escorreu, branco e viscoso, descendo pela dobra da bunda. Cláudio estava estendido, o corpo mole, o rosto inchado de choro e tapas, a pele da bunda e das coxas vermelha e quente. O peito subia e descia rápido. Rivaldo se sentou na beira da cama. O peito ainda arfava. Olhou para o corpo destruído no colchão. O sorriso pequeno tentava voltar no rosto de Cláudio — doce, teimoso, quase inocente. Rivaldo sentiu a raiva subir de novo, quente, suja. Mas por enquanto ficou quieto. A tensão não tinha ido embora. Só tinha mudado de forma. Ficou ali, no silêncio do quarto, entre o nojo e o desejo, ouvindo o ventilador e a respiração irregular de Cláudio, sem saber qual dos dois impulsos ia vencer a seguir.
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