Thiago e o cavalo

Eu me chamo Thiago. O que vou contar aconteceu quando eu tinha vinte e dois anos. Sou magro, de corpo comum, sem músculos marcados nem barriga. Cabelo escuro, encaracolado, e olhos pretos. Meu pau é médio, dezoito centímetros quando duro, veias aparentes, cabeça rosada de cogumelo que baba muito quando estou excitado. Nada de excepcional. Eu era só mais um cara normal até aqueles quinze dias de férias no sítio da família.
O sítio ficava longe de tudo. Estrada de terra, cercas velhas, o cheiro constante de grama molhada e esterco. Chegamos no final da tarde. Tios, primos, minha mãe. Eu já tinha planejado tudo na cabeça durante a viagem. Quinze dias. Tempo suficiente. Desde o momento em que vi o estábulo pela janela do carro, senti o aperto no peito e o pau mexer dentro da calça. Sabia exatamente o que queria fazer.
Na primeira noite esperei. Esperei o silêncio se instalar na casa grande de madeira. Portas fechando uma a uma, luzes apagando, o ronco abafado de alguém no quarto do fundo. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que alguém ia ouvir. Levantei da cama devagar, vestia só o short preto e a camiseta velha. Coloquei um tênis velho. A madeira do corredor rangia sob os pés, mas ninguém acordou. Saí pela porta dos fundos, o ar da madrugada frio na pele, o vento batendo leve no cabelo encaracolado.
O estábulo ficava a uns cinquenta metros, separado da casa por um caminho de terra batida. A lua estava alta, clara o bastante para eu enxergar as silhuetas. O cheiro chegou antes: feno, suor animal, algo quente e selvagem que fez meu pau mexer dentro do short, a cabeça já começando a babar. Entrei devagar. Os cavalos se mexeram nas baias. Ele estava no fundo. Grande, pelagem escura quase preta sob a luz fraca, músculos pesados sob a pele. Bufou quando me aproximei da cerca, o focinho quente se aproximando.
Fiquei parado olhando. O membro dele pendia entre as pernas traseiras, ainda mole, mas já impressionante. Grosso, longo, a bainha cobrindo quase tudo. Minha mão desceu sozinha até o short. Passei a palma por cima do tecido, sentindo o próprio pau endurecer, a umidade da cabeça molhando o tecido. Depois abaixei o short até as coxas. O ar frio tocou a pele quente. Comecei a masturbar devagar, olhando para aquele volume escuro, o polegar passando pela fenda que já pingava.
Cheguei mais perto. Estiquei o braço pela cerca e toquei o focinho dele. Quente, úmido. Ele deixou. Desci a mão pelo pescoço largo, pelo peito, pela barriga. Quando cheguei perto das pernas traseiras, o coração quase saiu pela boca. Toquei a parte interna da coxa dele. Pelagem curta, quente. Depois a base do pau. Era pesado mesmo mole. Envolvi com os dedos. A pele era macia, diferente de qualquer coisa que eu já tivesse tocado. Deslizei a mão para frente, sentindo o volume sob a bainha. Ele se mexeu um pouco, mas não recuou. Continuei acariciando, apertando de leve, sentindo o peso crescer aos poucos na minha mão.
Continuei masturbando meu próprio pau com a outra mão enquanto apalpava o dele. A cabeça do meu pau já pingava sem parar. Aumentei o ritmo. O som da minha punheta se misturava ao silêncio do estábulo. O cavalo começou a corresponder, aquele pau inchando, engrossando, a veia grossa latejando sob a pele. Eu sentia cada centímetro ganhando volume. Gozei sem conseguir segurar o gemido baixo. Jatos quentes caíram no chão de terra, alguns na cerca, escorrendo pelos dedos. O corpo tremeu inteiro. Fiquei ali alguns segundos, respirando pesado, a mão ainda no membro do cavalo, sentindo ele continuar a endurecer sob os meus dedos. Depois limpei os dedos na grama, puxei o short e voltei para a casa. Deitei na cama com o cheiro dele ainda nos dedos e o pau latejando de novo, a mente já planejando a próxima noite.
No segundo dia a vontade era maior. Passei o dia inteiro distraído, olhando para o estábulo pela janela quando ninguém via. Cada vez que o via se mexer no pasto, o pau endurecia dentro da calça. À noite, de novo o ritual. Esperei todos dormirem. Dessa vez levei só a lanterna desligada no bolso. No estábulo ele parecia me reconhecer. Se aproximou da cerca quando eu cheguei, bufando baixo.
Dessa vez tirei a roupa toda. Fiquei nu no meio do cheiro de feno e animal. O pau já estava duro, apontando para cima, a cabeça de cogumelo brilhando de pré-gozo. Aproximei-me pelo lado, acariciando o pescoço, o peito, descendo devagar. Quando cheguei nas pernas traseiras, o pau dele já estava meio inchado. A bainha se abrindo um pouco, a cabeça rosa começando a aparecer. Segurei com as duas mãos. Era pesado de verdade. Quente. A pele deslizava sob os dedos quando eu apertava de leve. Masturbei ele devagar, sentindo o volume crescer mais, a cabeça saindo completamente.
Ajoelhei no chão de terra. O cheiro era mais forte ali embaixo: urina antiga, suor, pele quente, algo puramente animal que fez minha boca salivar. Passei a língua pela ponta que já aparecia. O gosto era salgado, diferente, selvagem. Lambi em círculos lentos, sentindo a textura macia e quente, a pele se movendo sob a língua. Depois abri a boca o máximo que consegui e chupei a cabeça. Mal cabia. A língua rodava em volta enquanto minhas mãos masturbavam o tronco grosso que ainda engrossava. Ele bufou, as ancas se movendo levemente para frente. Eu engasguei um pouco, saliva escorrendo pelo queixo, pingando no chão e no meu próprio pau duro.
Continuei. Chupei com mais vontade, tentando engolir mais, a garganta se abrindo à força. O volume era absurdo. Sentia o peso na língua, o calor, o gosto cada vez mais intenso. Minhas mãos subiam e desciam no tronco, apertando, sentindo as veias latejarem. Ele se mexia de leve, empurrando um pouco. Eu gemia ao redor daquele pau, o som abafado e molhado. Fiquei assim por longos minutos, saliva escorrendo sem parar, o queixo molhado, o joelho doendo no chão. Meu próprio pau latejava sem eu tocar nele. Queria guardar tudo.
Aumentei o ritmo das mãos e da boca. Lambi com mais força, chupando a cabeça com vontade, a língua passando embaixo, nos lados, na fenda. O cavalo começou a tremer as ancas. O pau latejou forte na minha boca. Eu senti a base se contrair sob os dedos. Continuei lambendo e chupando, sem parar, a boca cheia daquele volume. De repente ele gozou.
O primeiro jato veio grosso, quente e com força. Encheu minha boca de uma vez só. Era demais. Tentei engolir, mas o volume era absurdo — porra de cavalo não é pouco. O segundo jato veio logo em seguida, ainda mais forte, e eu não consegui acompanhar. A porra transbordou pelos cantos da boca, escorrendo pelo queixo, pingando no peito, no pau, nas coxas e no chão de terra. Continuei com a boca aberta em volta da cabeça, tentando beber o que dava, mas a maior parte se espalhava. As mãos apertavam o tronco, ordenhando, e cada contração mandava mais. A porra escorria quente pelo meu rosto, lambuzava o pescoço, o peito magro, escorria pela barriga até chegar no meu pau duro. Eu lambia o que conseguia alcançar, a língua passando pela cabeça dele e depois pelo próprio queixo, tentando aproveitar, mas era impossível beber tudo. O cheiro forte, o gosto salgado e animal, a textura espessa… tudo se misturava enquanto eu ficava ajoelhado ali, o rosto e o peito completamente lambuzados, a porra pingando sem parar.
Quando os jatos finalmente diminuíram, eu ainda estava com a boca e o queixo cobertos. Passei a língua na cabeça dele uma última vez, limpando o que restava, e depois limpei o próprio rosto com a mão, espalhando ainda mais. O pau do cavalo continuava duro e brilhante, pingando o resto. Eu olhei para ele, ainda de joelhos, o corpo sujo de porra, o cheiro impregnado na pele. Depois me levantei devagar, vesti a roupa por cima da bagunça e voltei. Na cama, o gosto ainda na boca e o cheiro ainda no peito, masturbei pensando só naquilo. Gozei forte, o corpo se contraindo, a mente ainda no estábulo, lembrando de cada jato que tinha escorrido pelo meu rosto.
No terceiro dia eu estava determinado. Escondi o tubo de lubrificante na mochila desde o primeiro dia. À noite, de novo o silêncio. Saí nu debaixo do short e da camiseta. No estábulo, tirei tudo. O ar frio na pele nua. Ele já estava inquieto, como se esperasse. Aproximei-me, acariciei, desci a mão até o pau que já começava a endurecer. Passei uma quantidade generosa de lubrificante nos dedos e fui direto para o meu cu.
Um dedo primeiro. O gel frio que logo esquentava. Empurrei, sentindo o músculo ceder. Depois dois dedos, abrindo, espalhando, aprofundando. Gemi baixo. Passei mais lubrificante, bastante, até os dedos escorregarem fácil. Depois passei no pau dele. As mãos deslizando no tronco grosso, cobrindo tudo, a cabeça brilhando sob o gel. Lembrei do gosto e do cheiro da porra escorrendo pelo meu rosto e o pau latejou.
Posicionei-me embaixo. De quatro no chão de terra fria, as costas arqueadas, o cu exposto na direção dele. Com uma mão, segurei o pau gigantesco, guiando a cabeça larga até a minha entrada. O lubrificante fazia tudo escorregar. Pressionei. A cabeça era enorme. Senti a pressão, o músculo se abrindo aos poucos, esticando. Ele se moveu, uma estocada curta e natural das ancas. A cabeça começou a entrar.
A dor veio imediata. Aguda, queimando, como se algo estivesse me rasgando por dentro. O músculo esticou além do limite. Eu soltei um gemido alto, quase um grito abafado, e puxei o corpo para frente na mesma hora, tirando aquele volume de dentro de mim. Cai de lado no chão, as mãos apertando o cu, o corpo inteiro tremendo. A dor pulsava, quente, profunda, irradiando para as pernas. Quando passei a mão, os dedos saíram sujos de sangue misturado com lubrificante.
Não foi como nos contos. Não houve o prazer que as histórias prometiam. Não gozei. Não aguentei. Só dor. O cavalo se mexeu, inquieto, o pau ainda duro e brilhante, pingando lubrificante. Eu fiquei ali no chão, respirando pesado, as lágrimas escorrendo sem eu perceber, o cu latejando e sangrando levemente. O cheiro de sangue se misturava ao cheiro dele. Mesmo assim, a memória da porra quente escorrendo pelo rosto e pelo peito ainda estava ali, misturando tudo.
Levantei devagar. Limpei o que pude com a camiseta, o tecido ficando vermelho. Vesti a roupa com as mãos trêmulas e voltei para a casa sem fazer barulho. No banheiro, lavei com água fria, sentindo a ardência. Deitei na cama de lado, o corpo ainda doendo.
Nos dias seguintes não tentei de novo. Mas todas as noites, deitado na escuridão, a mão ia direto para o pau. Eu lembrava do cheiro do estábulo, do peso daquele membro nas mãos, do gosto na boca, da porra quente que tinha escorrido pelo meu rosto e peito, da cabeça tentando entrar, da dor queimando, do sangue nos dedos. E gozava forte, o corpo se contraindo, o gozo quente escorrendo pela barriga magra, a mente ainda ali embaixo daquele corpo enorme que quase me abriu por completo.
Mesmo depois de voltarmos para a cidade, a lembrança ficou. Às vezes, sozinho no quarto, eu fechava os olhos e voltava para o chão de terra, o cheiro, a dor, o volume impossível, o gosto e a bagunça da porra escorrendo por mim. E a mão subia e descia no meu pau até eu gozar de novo, sempre com a mesma intensidade, como se o garanhão ainda estivesse ali, comigo, querendo me foder.

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Ficha do conto

Foto Perfil thiagop
thiagop

Nome do conto:
Thiago e o cavalo

Codigo do conto:
269304

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
07/08/2026

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